Presidente da Conmebol vê punições brandas a Palmeiras e Peñarol

Gazeta Press
EFE
Felipe Melo acerta soco em Mier na vitória do Palmeiras sobre o Peñarol na Libertadores
Felipe Melo acerta soco em Mier na vitória do Palmeiras sobre o Peñarol na Libertadores

O Palmeiras recorre das punições aplicadas pela Conmebol por conta da confusão na partida contra o Peñarol, em Montevidéu-URU, no dia 26 de abril, pela fase de grupos da Copa Libertadores. Para o presidente da entidade, Alejandro Dominguez, porém, a penalidade ainda foi branda.

"Eu não quero fazer uma crítica em função do que fez a comissão disciplinar. Minha política particular é tolerância zero e eu não posso dizer que estou de acordo com quem não opina igual a mim. Eu quero que os castigos cheguem às pessoas, e as responsabilidades sejam dadas às instituições que precisam se organizar e cumprir o que está no estatuto. O que aconteceu vai contra a nossa situação atual, da sociedade que estamos vivendo e esperamos muito mais de quem tem a obrigação de fazer justiça", afirmou o mandatário, em entrevista ao Sportv.

A punição ao Palmeiras foi estabelecida pelo Tribunal Disciplinar da Conmebol, e prevê que o clube alviverde fique três jogos sem torcida visitante, pague uma multa de 80 mil dólares (cerca de R$ 250,7 mil. Além disso, o volante Felipe Melo foi punido por seis jogos (o Pibull já cumpriu quatro partidas).

Do outro lado, o Peñarol, já eliminado da Libertadores, fez sua última partida da fase de grupos com portões fechados, e recebeu uma multa de 150 mil dólares (cerca de R$ 480 mil).

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Após a confusão no Uruguai, o gerente executivo de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, disse estar confiante que o time paulista não seria punido por conta da nova direção da Conmebol. Em seguida à decisão, porém, o diretor voltou atrás e questionou a idoneidade da entidade.

"Eu entendo que o público hoje, quando escuta Conmebol, não tem confiança. E ele tem razão, mas acho que, com o tempo, vamos mostrar que essa organização nasceu há 110 anos com o objetivo de desenvolver o futebol e que nos últimos anos tomou rumos equivocados. Mas isso não significa que não pode podemos acertar tudo isso. Acredito que vamos retomar porque o futebol mora na América do Sul", completou.