Guto valoriza título da Copa do Nordeste: 'Ganhamos o mais importante'

Agência Gazeta Press
Divulgação/ECB
Guto Ferreira não escondeu sua euforia durante a entrevista coletiva
Guto Ferreira não escondeu sua euforia durante a entrevista coletiva

A empolgação, a alegria e um pouco de alívio também. Os sentimentos de Guto Ferreira após o título da Copa do Nordeste com o Bahia eram perceptíveis no semblante do treinador. Ainda tentando acalmar a euforia, o comandante concedeu entrevista coletiva na Fonte Nova e fez questão de valorizar o planejamento do clube e a temporada que a equipe vem desempenhando até agora, já que além da taça conquistada nessa quarta, em cima do Sport, o Bahia também chegou à final do Estadual, quando acabou derrotado pelo arquirrival Vitória.

"Régis foi artilheiro. O Bahia levou quase tudo na competição. Também planejamentos ganhar o Baiano. Perdemos por detalhes. Mas a Copa do Nordeste tem sabor especial. Valeu a pena, desde o planejamento em dezembro. Cada virgula, cada detalhe do projeto. Conseguimos administrar duas competições, chegar bem e vencer a principal. No final, o caminho que traçamos estava correto. Valeu a pena cada detalhe que fizemos. Acertamos, erramos. Não fizemos tudo 100% certo, ninguém é perfeito. Mas, acertamos mais do que erramos. Isso é o que vale", avisou, em tom firme, alto e objetivo.

Nem mesmo as inúmeras oportunidades claras de gol que o Bahia desperdiçou nessa quarta irritaram o técnico. Um gol do Sport poderia levar toda uma grande partida por água abaixo. Os minutos finais foram tensos. Tudo isso, porém, passou batido por Guto depois do apito final.

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"A ansiedade (é a culpada pelos gols perdidos). Se vacila, toma um. Saio contente. Na hora que passa a régua, na análise do jogo, o adversário chutou quantos no nosso gol? Rodou, rodou e não bateu. Para nós, que precisávamos de um 0 a 0, foi fantástico. O resto foi acréscimo", avaliou, enaltecendo também a força do seu grupo, que perdeu duas referências durante a competição, Hernane e Jackson, mas em compensação viu Edigar Junio se transformar em peça fundamental.

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"O Edigar só saiu da equipe por contusão. E a contusão abriu espaço para alguns jogadores jogarem mais do que estariam jogando. Que bom que você (jornalista) citou o Henarne, eu cito o Jackson, peças importantes dentro da trajetória. Infelizmente não engrossaram o caldo na final, não fortaleceram a equipe. O Edigar não foge da regra. O que ele vem fazendo para mim não é novidade. É um menino fantástico, jogador de muita qualidade, habilidade. Que alegria ver ele marcar um gol importante e marcar a história do clube", comentou Guto Ferreira.

Apesar de tanta festa, não há muito tempo para comemoração. Nesse domingo, às 19 horas (horário de Brasília), o Bahia entrará em campo pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, diante do Botafogo, no Rio de Janeiro. Tarefa dura e sem a certeza de que o Tricolor terá força máxima. Só depois do fim de semana é que a rotina deve voltar ao normal.

"Amanhã (essa quinta) acabou a comemoração. Acabou tudo. É descansar. O desgaste foi medonho. Procurar colocar o que tem de melhor, fazer um jogo inteligente e buscar algum tipo de solução. Passou Botafogo, passou sequência de jogos, temos uma semana para assentar a casa e voltar com uma pegada melhor, diferente. Não vai ter efeito rebote de jogo quarta e domingo", explicou Guto Ferreira, antes de se despedir dos jornalistas e voltar para a festa dos tricolores.