Atletas americanos reclamam de problemas e devolvem medalhas recebidas na Rio 2016 ao COI

ESPN.com.br
Laurence Griffiths/Getty Images
Kyle Snyder Medalha Ouro Rio 2016 21/08/2016
Kyle Snyder, da luta livre, foi um dos que reclamaram de problemas em medalhas

Mais de 80 atletas norte-americanos devolveram as medalhas que ganharam nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 ao Comitê Olímpico dos Estados Unidos. Eles reclamam que as peças apresentam defeitos, como descascamento e surgimento de pontos pretos, entre outros.

Elas serão enviadas ao COI (Comitê Olímpico Internacional) para serem trocadas.

Os americanos, incluindo Kyle Snyder e Helen Maroulis, medalhistas de ouro na luta livre, estão entre os 100 atletas ao redor do mundo que reclamaram de defeitos nas medalhas.

Outro nome famoso a ter problemas foi a jogadora de vôlei de praia Kerri Walsh, que disse que sua medalha de bronze enferrujou e descascou. Já o porta-voz da Federação de Natação dos EUA, Scott Leightman, revelou que diversos nadadores também reclamaram.

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O Comitê Olímpico dos EUA tomou conhecimento dos problemas em dezembro do ano passado, e desde então estava juntando todas as medalhas para iniciar o processo de troca.

No Brasil, o porta-voz dos Jogos, Mário Andrada, disse que os dirigentes notaram problemas em 6% a 7% das medalhas.

"O problema mais comum é quando alguém deixa as medalhas caírem ou não as manuseia com cuidado. Então, a cobertura sai, enferruja ou cria pontos negros exatamente onde a medalha foi danificada", explicou.

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Essa não é a primeira vez que Comitês reclamam de problemas em medalhas dos Jogos Olímpicos. No entanto, nunca antes houve tantas peças problemáticas.

O porta-voz da USA Basketball, por exemplo, afirmou que sete jogadores (três homens e quatro mulheres) contactaram a associação recentemente para informarem que suas medalhas estavam apresentando defeitos.

O Rio de Janeiro gastou quase R$ 40 bilhões para organizar os Jogos, que ficaram marcados negativamente por obras terminadas às pressas e com corte de custos, públicos ruins e diversas denúncias de corrupção e superfaturamente na construção de arenas olímpicas.

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Nove meses depois do fim dos Jogos, muitos dos prédios estão vazios, sem possíveis ocupantes ou qualquer geração de renda. Com diversos problemas com as contas públicas, o Governo e a prefeitura não vêm cuidando da manutenção das instalações.