Uefa encomenda estudo sobre relação entre lesões cerebrais e futebol

Agência Gazeta Press
Tim Clayton/Corbis/Getty
Concussões no futebol assustam a Uefa
Concussões no futebol assustam a Uefa

A Uefa encomendou um estudo científico para tentar determinar se pancadas na cabeça no futebol podem ter consequências negativas à saúde de seus praticantes, principalmente em jovens jogadores.

Com essa medida, o presidente Aleksander Ceferin atende às reclamações de comunidades médicas que advertiram que os choques podem causar doenças a longo prazo, incluindo demência por causa de cabeçadas frequentes. A Uefa já deu um prazo para o estudo e quer as primeiras conclusões em três meses.

Os Estados Unidos, que enfrentam problema similar no futebol americano por causa das concussões, já propuseram mudanças nas regras do futebol infantil. No país da América do Norte crianças não podem dar cabeçadas até dez anos e entre 11 e 13 anos só podem dar cabeçadas ocasionais e não repetitivamente.

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Além disso, um jogador de qualquer idade que sofrer um choque na cabeça precisa de permissão por escrito para poder voltar a jogar. Nos Estados Unidos também há casos de que juízes cederam liminares após pais entrarem com demandas por causa da preocupação com a saúde de seus filhos.

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A Uefa tomou esse histórico em consideração na hora de começar o estudo. Apesar disso, a Fifa alega que "não há relação entre as lesões e jogar futebol com a cabeça".