Só um time eliminou quatro campeões de Libertadores como o Botafogo. E ficou com o título

Thiago Cara, do ESPN.com.br
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Se há coisas que só acontecem com o Botafogo, como diz o antigo ditado, eliminar quatro campeões em uma mesma edição da Copa Libertadores antes das oitavas de final é uma delas. Na história do torneio, aliás, apenas uma outra equipe derrubou tantos vencedores em um ano - e acabou com o título.

Em 2017, a Libertadores começou para o Botafogo com duelo com o Colo-Colo-CHI, campeão em 1991, e, em seguida, veio o Olimpia-PAR, dono das taças de 1979, 1990 e 2002. Já nos grupos, ficaram para trás Estudiantes-ARG (vencedor em 1968, 1969, 1970 e 2009) e Atlético Nacional-COL (1989 e 2016).

O único precedente na história da maior disputa entre clubes da América do Sul aconteceu em 2004, quando o Once Caldas também deixou quatro campeões pelo caminho, mas precisou ir até à final para isso. Coroados com o título, os colombianos bateram Vélez Sarsfield, Santos, São Paulo e Boca Juniors.

Há 13 anos, a primeira vítima do Once Caldas foi o Vélez (vencedor em 1994), ainda na primeira fase. Os próximos campeões vieram em sequência, nas quartas, semifinal e decisão: caíram, na ordem, Santos (1962 e 1963 àquela altura), São Paulo (1992 e 1993) e Boca (1977, 1978, 2000, 2001 e 2003).

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Curiosamente, o número de troféus que ficaram pelo caminho nas campanhas de Botafogo e Once Caldas é o mesmo: dez na soma tanto dos rivais dos cariocas, como dos que encararam os colombianos àquela altura - depois de 2004, Santos, São Paulo e Boca foram campões mais uma vez cada.

Se apenas dois clubes já conseguiram eliminar quatro campeões, derrubar três vencedores em uma mesma edição de Libertadores também é raro, mas já aconteceu algumas vezes. Em todas, a equipe que obteve o feito ou ficou com o título (aconteceu nove vezes) ou chegou até a final (outros três casos).

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O último exemplo é o Corinthians de 2012, que ficou com a taça após vencer Vasco (campeão em 1998), Santos e Boca. Já em 2011, na final entre Santos x Peñarol, os dois haviam derrubado um trio de vencedores: os brasileiros, Colo-Colo (1991), Once Caldas e o próprio Peñarol (1960, 61, 66, 82 e 87), que por sua vez bateu Independiente (64, 65, 72, 73, 74, 75, 84), Internacional (2006 e 10) e Vélez.

Também ficaram com o título nessa situação o Olimpia em 2002 (Grêmio, Boca e Flamengo), o Palmeiras em 1999 (Olimpia, Vasco e River Plate), o Vasco em 98 (Cruzeiro, Grêmio e River), o Colo-Colo em 91 (Olimpia, Boca, Nacional-URU), o River em 86 (Argentinos Junior, Boca e Peñarol), o Independiente em 84 (Estudiantes, Nacional e Grêmio) e o Grêmio em 83 (Flamengo, Estudiantes e Peñarol).

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Há na história da Libertadores também equipes que eliminaram dois campeões logo na fase de grupos, como o Botafogo, como os brasileiros Palmeiras e Sport, que, em 2009, ficaram com as duas vagas na chave que tinha Colo-Colo e LDU-EQU - nenhum dos clubes do país, porém, foi além das quartas de final.

Com dez pontos no grupo 1 da Libertadores, o Botafogo ainda pode ser líder da chave, na última rodada, contra o Estudiantes, já eliminado, na Argentina. O Barcelona-EQU tem a mesma pontuação e, também já classificado, visita o Atlético Nacional.