Sampaoli já se despede do Sevilla para assumir Argentina: 'Não posso recusar essa chance'

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O técnico Jorge Sampaoli chegou ao Sevilla no início da temporada
Jorge Sampaoli chegou ao Sevilla no início da temporada: novo técnico da Argentina

Jorge Sampaoli não tem mais como esconder: está pronto para assumir a seleção argentina. Nesta sexta-feira, o técnico deu a última entrevista coletiva da temporada pelo Sevilla - que enfrenta o Osasuna, sábado, em casa - e deixou o tom de adeus no ar.

O treinador era o preferido da nova presidência da AFA para ocupar o lugar de Edgardo Bauza, mas a cláusula rescisória estava entre os principais empecilhos para o acordo ser firmado: 1,5 milhão de euros.

O próprio técnico, porém, admitiu que tudo deve ser acertado após a partida derradeira do Campeonato Espanhol para, então, realizar seu sonho.

"Meu sonho desde que tenho uso da razão é dirigir a seleção da Argentina. Como argentino, não posso recusar essa chance, ainda que se rompa uma carreira na Europa que comecei muito bem. Tenho que estar aí", disse Sampaoli.

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"Agora falta que a AFA e o Sevilla resolvam o vínculo contratual que me une com esta entidade. Isso se fará depois deste jogo contra o Osasuna, que desejo que seja uma festa, porque ganhamos a Liga que tínhamos que ganhar, atrás dos três grandes, e durante 30 rodadas brigamos com eles para ganhar a Liga", pediu.

"Chegou a Argentina e virou totalmente a possibilidade de concretizar este projeto no Sevilla. Me custou muito chear a dirigir na Europa e consegui por um momento que toda a Europa falasse do Sevilla. Estou muito agradecido a este clube, mas se trata da Argentina", reconheceu o treinador de 57 anos, campeão da Copa América pelo Chile em 2015 ao ganhar dos pênaltis da própria Argentina.

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"É um objetivo muito complexo", admitiu Sampaoli, que pegará a seleção bicampeã mundial em quinto nas eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2018.

Ele criticou as notícias de que não estaria no banco do Sevilla para o último jogo da temporada: "Atuaram com má intenção contra mim. Ninguém vai me tirar do último jogo dirigindo o Sevilla. Há maldade de manchar uma festa e uma intenção de chegar aos 72 pontos, que são absolutamente relevantes".