Cícero nega atrito com Ceni: 'Quem sou eu para brigar com o maior ídolo do São Paulo?'

ESPN.com.br
Cícero explica 'caso prancheta' e nega atrito com Ceni

O meia Cícero negou qualquer atrito com o técnico Rogério Ceni após episódio acontecido no intervalo na derrota por 2 a 0 para o Corinthians, no confronto de ida das semifinais do Campeonato Paulista, e revelado pela ESPN Brasil.

"Quem sou eu para confrontar o maior ídolo da história do clube?", disse.

O atleta de 32 anos, que chegou ao time tricolor nesta temporada, confirmou que Ceni deu um chute num quadro no vestiário que acabou indo em sua direção e resvalou em seu pé, mas que isso é natural no futebol. Ele negou que exista hoje um ambiente rachado, com um grupo formado por seus simpatizantes e outro do comandante são-paulino.

"O que aconteceu? No intervalo, estávamos chegando ao vestiário, isso é natural, acontece em vários outros lugares, o Rogério deu um chute, não é nem prancheta, é um quadro onde ele faz explicações. O quadro caiu no chão, pegou na minha direção, resvalou no meu pé", contou, em entrevista coletiva, no CT da Barra Funda, nesta quarta-feira.

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"Nem pegou em mim direito. Isso é natural, quando você ouve um treinador dar chacoalhada no vestiário, até fizemos um segundo tempo bom. Já presenciei jogadores chutando copos indignado por perder jogos. Isso é natural e acontece com vários treinadores, criaram um bicho de sete cabeças, uma situação que não tem nada a ver. Time do Rogério e time do Cícero? Em que mundo estamos?", prosseguiu.

"O Rogério é referência para todos nós, temos muito a aprender com ele. Sendo sincero, o trabalho dele é bom, todos falaram do São Paulo no início da temporada, mas sabemos que as eliminações pesam muito. Se falar que estamos bem, estarei mentindo, temos que botar pés no chão, calçar sandália da humildade e trabalhar", completou.

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Cícero ressaltou que Rogério Ceni foi justamente o responsável por pedir a sua contratação no Morumbi e que não faria qualquer sentido uma desavença entre eles.

"Eu gostaria de saber quem falou para a imprensa. Soltar uma coisa dessa, que não é verdade, isso não tem cabimento. Não condiz com a situação. Minha gripe permanece ainda, está no fim, meu corpo já responde melhor, estou treinando normalmente. Quando o time está bem, as coisas entram na sua cabeça e você não espera", cobrou.

Ele não cravou, no entanto, que a informação tenha partido de dentro do elenco e disse que poderia ter saído de outras partes do clube.

"Mas será que foi jogador? Envolve muitas situações. Não podemos dizer que isso saiu de jogador, num ambiente de trabalho você lida com várias pessoas", finalizou.

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Depois de um começo de ano até animador, o time tricolor vem vivendo uma pressão ainda maior por conta de todas as eliminações no primeiro semestre - o São Paulo caiu na Copa do Brasil, no Campeonato Paulista e também na Sul-Americana.

Por enquanto, a diretoria segue prestigiando o trabalho de Rogério Ceni.

O São Paulo volta a campo na próxima segunda-feira, quando recebe o Avaí, no Morumbi, às 20h (horário de Brasília), pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.