Globo defende jogos às 21h45 e diz que 'não é capricho': 'Mais valioso ter futebol esse horário'

Marcus Alves, de São Paulo (SP), para o ESPN.com.br
Getty Images
A emissora carioca assinou com 26 clubes a partir de 2019
A emissora carioca assinou com 26 clubes a partir de 2019

Nunca se pagou tão bem, chegou-se tão próximo do modelo de distribuição tido supostamente como o ideal e se discutiu tanto os seus detalhes.

Não deverá ser dessa vez, ainda assim, que a Rede Globo, dona dos direitos de transmissão do Brasileiro, irá rever os jogos das 21h45 nas quartas-feiras, uma de suas críticas mais recorrentes. Perguntado sobre a dificuldade do torcedor na volta para casa por causa do horário, o diretor de aquisição de direitos esportivos Fernando Manuel deixou claro que ele é o mais lucrativo para a emissora.

Ao todo, serão oito rodadas disputadas no meio de semana em 2017.

"Esse é um bom ponto, debate sempre válido, saudável quando você concilia as necessidades de todos os players envolvidos. A Globo não exibe o futebol às 21h45, aliás, exibia às 22h e antecipou, e sempre trabalhou muito firme pela pontualidade nas transmissões por um capricho. Isso está relacionado a um modelo de cobertura televisiva e até mesmo impacta na remuneração desses direitos", afirmou Manuel, durante o Conafut, 1ª Confederação Nacional de Futebol, em São Paulo.

"Para a Globo, é, sim, mais valioso ter futebol nesse horário. Não tenha dúvida de que isso é considerado na hora de contratar", prosseguiu.

"Mas, de novo, é um tema frequente. No caso do Brasileiro, por exemplo, você tem oito rodadas de meio de semana, tem alguma coincidência de clubes, mas não é todo clube que joga nesse horário", completou.

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Acompanhando o evento na plateia, estavam Modesto Roma, do Santos, Arnaldo Barros, do Sport, Alexandre Mattos, do Palmeiras, Antônio Lopes, do Botafogo, e Marcone Barbosa, do Cruzeiro, entre outros.

Modesto foi indagado se aprovava a faixa de horário.

O cartola respondeu com um 'não' seco, entre risadas.

Ao trocar o horário das 22h pelo das 21h45, a Globo negou na ocasião que o motivo tenha sido queixa do torcedor e, sim, o fuso diferente pelo país.

"E não é só 21h45 que aparece na mesa para discutir, não. Volta e meia, algum ponto sobre segunda à noite, que hoje é um grande sucesso, mas que, em determinadas situações para alguns clubes, pode gerar algum problema e a gente tenta administrar isso. É uma agenda aberta, não há nunca porta fechada para as discussões. E nunca tem nem 'sim' nem 'não', muita vezes tem o 'não', mas as razões por trás. O futebol às 21h45 está no horário mais nobre da televisão no Brasil", disse Fernando Manuel.

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Com 26 clubes fechados no novo ciclo de contratos a partir de 2019, a Globo tem diversificados o horário de transmissões.

"No nosso caso, o que a gente tem buscado fazer é espalhar ao máximo as partidas. O torcedor de futebol gosta de assistir todos os jogos. Não tenho dúvida nenhuma que o Modesto também acompanha jogos do Corinthians, Palmeiras, São Paulo, dar aquela secada, assim como assiste jogo do Santos", finalizou.