MP de Madri denuncia Falcao García e Fabio Coentrão por sonegação de impostos

Agência EFE
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Falcao García e Fábio Coentrão durante a final da Copa do Rei em 2013
Falcao García e Fábio Coentrão durante a final da Copa do Rei em 2013

A Promotoria Estadual de Madri, na Espanha, apresentou denúncia nesta terça-feira contra o atacante colombiano Falcao García, ex-Atlético de Madri e atualmente no Monaco, e o lateral esquerdo português Fabio Coentrão, do Real Madrid, por crimes de fraude contra a Fazenda Pública do país.

Falcao é acusado de sonegar 5,66 milhões de euros (R$ 19,2 milhões) em impostos, nos anos de 2012 e 2013, período em que defendia a equipe colchonera. O montante referente ao caso de Coentrão, por sua vez, é de 1,29 milhão de euros (R$ 4,4 milhões), entre 2012 e 2014.

A investigação contra os dois jogadores foi iniciada pelo Ministério Público da capital espanhola, devido aos dados enviados pela Agência Tributária sobre a situação de ambos.

No processo contra Falcao, a Promotoria aponta que o jogador colombiano mudou seu domícilio local para a localidade de Pozuelo, em Madri, logo depois da contratação pelo Atlético. Para obter "vantagens fiscais", ele omitiu na declaração de Imposto de Renda, os salários que recebeu no clube e na seleção colombiana.

O jogador criou uma estrutura empresarial com o fim de ocultar à Fazenda, o que recebeu de direitos de imagem entre 2012 e 2013, no caso, 822,6 mil euros (R$ 2,8 milhões) do primeiro ano, e 4,8 milhões de euros (R$ 16,4 milhões) no segundo, além de não ter apresentado a declaração de bens que tinha no exterior.

As empresas criadas por Falcao, Business Tiger, sediada na Colômbia, e Fardey Overseas, localizada nas Ilhas Virgens, receberam nos dois anos, os 5,66 milhões de euros, que deveriam ter sido tributados na Espanha, o que não aconteceu.

Coentrão, por sua vez, assinou em 2011 um contrato em que simulava a cessão de seus direitos de imagem a empresa panamenha Rodinn Company, que, em julho do mesmo ano, no entanto, cedeu os direitos para a irlandesa Multisports & Image Management Limited.

Quatro dias depois desta segunda ação, o lateral assinou contrato com o Real Madrid, em seguida, transferindo a residência fiscal para a capital espanhola, o que perdurou até 2014. Apesar disso, manteve a estrutura societária, para segundo a Fazenda, esconder os valores recebidos, que chegaram a 1,29 milhões de euros.

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Em dezembro do ano passado, o Ministério Público madrilenho já havia denunciado dois ex-jogadores do atual campeão europeu, o meia-atacante Ángel Di María e o zagueiro português Ricardo Carvalho, também por supostos crimes fiscais.