Ele reergueu time tradicional na Alemanha, comanda sensação na França e vira candidato a treinar o Dortmund

André Donke, do ESPN.com.br
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Favre (à esq.) vem sendo apontado como possível substituto de Tuchel no Dortmund
Favre (à esq.) vem sendo apontado como possível substituto de Tuchel no Dortmund

Um dos times mais tradicionais da Alemanha, o Borussia Mönchengladbach virou um coadjuvante do futebol do país no começo deste século. O time cinco vezes campeão alemão nos anos 1970 e vice-campeão europeu em 1977 passou a viver a realidade de fugir do rebaixamento. Tudo mudaria em fevereiro de 2011.

Naquela ocasião, o time estava na lanterna - com sete pontos de distância para escapar da zona da degola - e já se encaminhava para disputar a segunda divisão pela quarta vez desde 1999-2000. Porém, a chegada de Lucien Favre mudou tudo, e os Potros conseguiram alcançar o 16º, o que garantiu a permanência na elite depois de disputarem o playoff contra a queda.

Na temporada seguinte, o time emplacou não só fugiu da parte inferior da tabela como também garantiu o quarto lugar e a consequente vaga para a Uefa Champions League. Vale destacar que desde a quarta colocação em 1995-96 o Mönchengladbach nunca mais havia terminado entre os dez primeiros. Além disso, a ausência no principal torneio de clubes da Europa se dava desde 1978.

Para quem achava que só se tratou de uma temporada atípica, o treinador suíço tratou de provar o contrário nos anos seguintes. Em 2012-13, oitavo lugar; em 2013-14, sexto. Por fim, a equipe conquistaria o terceiro posto em 2014-15, o melhor desempenho na Bundesliga desde 1986-87, quando alcançou a mesma posição. De quebra, veio a vaga direta na fase de grupos da Champions.

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Favre guiou o Nice até a classificação à Champions League
Favre guiou o Nice até a classificação à Champions League

A lua de mel, porém, acabaria na temporada seguinte. Depois de cinco derrotas nas cinco primeiras rodadas do Campeonato Alemão, Favre pediu demissão em setembro de 2015. Ele não trabalharia mais até o final da temporada.

O desafio seguinte viria apenas nesta temporada: o Nice. O modesto time francês, que costuma ser discreto na primeira divisão, vinha embalada pela quarta colocação em 2012-13 e 2015-16. Com os reforços de Mario Balotelli e Dante, o treinador conseguiu subir o sarrafo e já garantiu matematicamente a terceira posição, o melhor desempenho do clube na Ligue 1 neste século.

Tal campanha renderá ao time da Costa Azul disputar a Uefa Champions League de forma inédita. A equipe já jogou a Copa da Europa - que antecedeu a Champions - em 1957 e 1960, tendo caído nas quartas de final em ambas as edições.

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O desempenho nesta década do técnico de 59 anos, que trabalhou também no Hertha Berlin e no futebol suíço, o fez aparecer como um dos candidatos a substituir Thomas Tuchel no Borussia Dortmund. A imprensa alemã tem dado destaque recentemente a um suposto problema de relacionamento do técnico no clube aurinegro, o que o deve fazer sair ao final da temporada.

De acordo com o jornal Bild nesta segunda-feira, Favre aparece como forte concorrente para o posto. A publicação, inclusive, aponta que ele poderia assinar por um ano com a possibilidade de extensão para mais um.

Sempre segundo o periódico, o suíço, que tem contrato com o Nice até o meio de 2019, deseja ir ao Dortmund e busca a sua rescisão para isso.

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Situação extracampo à parte, o Borussia receberá o Werder Bremen no Signal Iduna Park, neste sábado, às 10h30 (de Brasília), com transmissão da ESPN Brasil e WatchESPN. O time aurinegro luta pela classificação direta à fase de grupos da Uefa Champions League contra o Hoffenheim, que tem também 61 pontos e fica atrás no saldo de gols (31 a 27).