Presidente do Bayern fala sobre prisão, diz que 'perdeu batalha contra mídia' e causa polêmica

ESPN.com.br
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Uli Hoeness, presidente do Bayern de Munique, em evento na Alemanha
Uli Hoeness, presidente do Bayern de Munique, em evento na Alemanha

O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, provocou uma polêmica na Alemanha por criticar a sentença por evasão fiscal que o fez passar dois anos na cadeia.

"Uma absolvição teria sido completamente normal. Eu sou o único alemão que foi para a cadeia depois de autodenunciar-se por sonegação de impostos. Mas perdi a batalha contra a mídia", disse Hoeness em um evento em Liechtenstein, país considerado um paraíso fiscal.

Na Alemanha, denunciar-se por evasão fiscal, juntamente com o pagamento de uma multa e da dívida com fisco, livra o sonegador de pena quando a denúncia é completa e acontece antes que haja uma investigação aberta contra o acusado.

No caso do presidente do Bayern, a promotoria alemã entendeu que a denúncia não estava completa e conseguiu sentença final de três anos e meio de prisão contra Hoeness, que foram reduzidos por bom comportamento.

Segundo o jornal "Bild", por sua aparição em Liechtenstein, Hoeness recebeu um cachê de 18,2 mil euros (mais de R$ 62 mil na cotação atual), doados inteiramente para a caridade.

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Na Alemanha, a declaração de Hoeness produziu reações que vão desde a crítica radical daqueles que dizem que o dirigente não aprendeu nada na prisão até aqueles que a defendem, dizendo que, depois de cumprir sua sentença e pagar a dívida fiscal, ele pode falar o que quiser.