Radwanska não aprova convites de torneios para Sharapova: 'Deveria ganhar lugar por seus bons resultados'

ESPN.com.br com agência Gazeta Press
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Agnieska Radwanska e Maria Sharapova após jogo do WTA Finals em 2014
Agnieska Radwanska e Maria Sharapova após jogo do WTA Finals em 2014

Agnieszka Radwanska se mostrou conta a possível participação de Maria Sharapova nos próximos Grand Slams. A polonesa crê que os convites de torneios do calendário à rival são descabidos uma vez que ela foi suspensa pelo uso de substâncias proibidas e não possui uma boa posição no ranking para disputar as competições.

No próximo mês a Federação Francesa de Tênis irá decidir se inclui definitivamente Sharapova entre os inscritos para o qualifying de Roland Garros ou se excluirá a tenista do segundo Grand Slam do ano.

Inicialmente a russa havia recebido uma punição de dois anos pelo uso da substância Meldonium no Australian Open do ano passado, no entanto, a pena foi reduzida para 15 meses pela Corte Arbitral de Esporte (CAS). Ela retorna ao circuito na próxima semana, quando disputará o WTA de Stuttgart, na Alemanha.

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"Agora na Alemanha, depois na Espanha, mas por enquanto ela não tem sido convidada para jogar os Grand Slams em Paris e Londres, e na minha opinião é assim que tem que permanecer. Ela deveria ganhar um lugar por seus bons resultados", disse Radwanska em entrevista ao Przeglad Sportowy.

Quem também não aprovou a inclusão de Sharapova nos torneios foi Andy Murray. O escocês crê que tipos de convite como os que a russa está recebendo deveriam ser dados apenas a atletas que estejam voltando de lesão ou recém curados de algum problema de saúde. Radwanska seguiu a linha de raciocínio do melhor tenista da atualidade.

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"Não estou escondendo minha opinião. Penso o mesmo que Andy Murray. Este tipo de entrada para os torneios deveria ser disponível apenas para quem perdeu colocações no ranking por conta de uma lesão, doença ou outro acidente, não para aqueles que foram suspensos por doping. Maria deveria reconstruir sua carreira de uma maneira diferente, começando com os eventos menores", completou Radwanska.