Com TV, Jesus e Crefisa, Palmeiras multiplica lucro por quase nove vezes em 2016

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Gabriel Jesus comemora título brasileiro do Palmeiras em 2016
Gabriel Jesus comemora título brasileiro do Palmeiras em 2016

O Palmeiras divulgou, em seu site oficial, a demonstração financeira referente ao ano de 2016. O clube fechou a temporada com superávit de R$ 89,59 milhões, número quase nove vezes superior ao lucro registrado em 2015, R$ 10,56 milhões. As chaves para o crescimento foram as receitas de televisão, a venda de Gabriel Jesus e o patrocínio da Crefisa.

No último ano, o Palmeiras teve R$ 468,64 milhões em receitas, sendo R$ 410,6 mi apenas do futebol profissional. Os direitos de transmissão de TV responderam pela maior parte desse valor, com R$ 128,26 milhões, fruto do acerto do clube com o Esporte Interativo.

Em seguida, aparecem as receitas com publicidade e patrocínio, com R$ 90,68 milhões, e negociação de atletas, R$ 51,3 milhões, sendo R$ 46,7 milhões correspondentes apenas à venda de Gabriel Jesus. As arrecadações de jogos renderam R$ 69,29 milhões; o Avanti, R$ 34,58; e premiações, R$ 17,8 milhões.

Em 2015, a maior fonte de renda palmeirense também havia sido as verbas de televisão, com R$ 88,4 milhões, seguido da arrecadação de jogos, superior, inclusive, a 2016, R$ 87,2 milhões. O clube teve receitas totais de R$ 351,48 naquela ocasião.

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Entre as despesas de 2016, que totalizaram R$ 348,4 milhões, o maior gasto foi com salários e encargos, com R$ 156 milhões, sendo R$ 121,7 milhões apenas no futebol profissional. Outros R$ 42,1 milhões foram pagos em amortização de direitos de imagem, e R$ 28,1 milhões em econômicos.

Ao final do exercício anterior, o gasto do Palmeiras com pessoal no futebol foi de R$ 90 milhões, em meio a despesas totais de R$ 293,3 milhões, R$ 55,1 milhões a menos que em 2016.