Prass diz que tem 'direito e dever' de sonhar com seleção, mas lembra: 'Só tenho contrato até fim do ano'

ESPN.com.br
Prass, sobre seleção: 'Vou sonhar até o dia em que parar de jogar'

Após a grande atuação na Vila Belmiro, no último domingo, quando foi um dos melhores em campo na vitória por 2 a 1 do Palmeiras sobre o Santos, pelo Campeonato Paulista, o goleiro da equipe alviverde, Fernando Prass, disse nesta segunda-feira que tem o "direito e o dever" de sonhar com uma nova convocação para a seleção brasileira e em representar o Brasil na Copa do Mundo de 2018, que será realizada na Rússia.

No ano passado, Prass foi chamado para representar o país nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Porém, acabou machucando o cotovelo e foi operado, ficando de fora tanto das Olimpíadas quanto da reta final do Campeonato Brasileiro, quando o reserva Jaílson brilhou e ajudou o Verdão a conquistar o título.

O arqueiro de 38 anos lembrou, porém, que só tem contrato com o Palmeiras até o final da temporada, e seu primeiro pensamento é tentar primeiro renovar o vínculo com o time.

"Eu não posso pensar muito a longo prazo... Copa do Mundo é em 2018, estamos em 2017 e tenho contrato com Palmeiras até final do ano só. Tenho que fazer meu melhor para tentar renovar com o Palmeiras, e aí as coisas vão vir naturalmente", afirmou.

"Ter uma performance boa para ser lembrado de novo, no grupo de goleiros que podem ser convocados. Enquanto estiver jogando num time grande como o Palmeiras, disputando competições importantes e mostrando alto nível, o jogador tem direito e dever de sonhar com a seleção. Você trabalha todo dia para chegar à perfeição, se vai chegar ou não é outros quinhentos", completou.

Prass garantiu que não irá ficar "frustado" se não foi convocado por Tite, mas admitiu que adoraria ter um chamado para a seleção principal para completar seu currículo.

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Segundo o veterano, idade também não é problema nesta questão.

"Eu acho que tem jogadores que têm uma carreira fenomenal, fantástica, mas nunca foram para a seleção. Não vou dizer 'frustrado', mas fica uma pontinha, como se tivesse faltado algo na carreira. Eu penso, óbvio, em jogar na seleção", discursou.

"Quanto à idade, eu sempre uso o Zé Roberto como exemplo: se ele for o melhor lateral esquerdo do Brasil, tem que ser convocado, mesmo com 43 anos. Idade não é parâmetro para clube nem seleção. O que importa é rendimento em campo. Sonho e vou sonhar com seleção até o dia em que eu parar de jogar", acrescentou.

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Questionado se achava que o meia-atacante Dudu, que irá estar com o Brasil nos jogos contra Uruguai e Paraguai, pelas eliminatórias sul-americanas, faria campanha a seu favor na seleção, o goleiro afirmou que o melhor "cabo eleitoral" tem que ser ele mesmo.

"Não espero campanha do Dudu pra eu ser convocado. Campanha quem vai fazer por seleção, por eu renovar o contrato, vou ser eu. O melhor cabo eleitoral é o jogador dentro de campo", finalizou.