Mais liberdade, pouca participação: como Guilherme não aproveitou chance de Carille no Corinthians

DataESPN
Problemas com e sem a bola: Bertozzi analisa atuação de Guilherme contra Ferroviária

Depois de ficar até sem ser relacionado por algumas partidas, Guilherme, enfim, voltou a ter uma chance como titular com Fabio Carille, na derrota do Corinthians para a Ferroviária, por 1 a 0, no domingo. O meia, porém, não conseguiu marcar território: atuação apagada e com pouca participação.

O DataESPN analisou a atuação do jogador e mostra por que ele foi mal. Carille até tentou adaptar seu esquema de marcação, mas, ainda assim, Guilherme não ajudou. Mesmo no momento em que o Corinthians tinha a bola e tentava criar para atacar a Ferroviária, faltou iniciativa do meio-campista.

No primeiro lance da análise, é possível ver que o treinador deixou Guilherme mais avançado quando o Corinthians não tinha a posse de bola. Marcava com duas linhas de quatro e tirava um pouco das obrigações defensivas do camisa 10, que, em tese, teria mais liberdade para ajudar no ataque.

Na sequência, contudo, um ponto que é determinante para sua má fase: quando Jadson tem a bola, um espaço vazio se abre ao lado, e Guilherme não faz o movimento para dar opção de passe para o companheiro e participar mais do jogo com a bola. Simplesmente demora a entender essa necessidade.

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Outra dificuldade, principalmente no jogo contra a Ferroviária, é que o camisa 10 sofre no contato físico. O problema é que Guilherme joga em uma região do campo onde existe muita pressão na bola e serão raros os momentos em que ele conseguirá ter o domínio da bola sem ser acompanhado de perto.

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Por fim, a análise mostra um pouco do comportamento de Guilherme sem a bola. É possível ver que o meio-campista "agride" o rival que tem a posse, mas, depois de ficar para trás, desiste da jogada.