CBF contrata advogado do Barcelona para se defender em 'caso Victor Ramos'

Marcus Alves, do ESPN.com.br
Gazeta Press
O zagueiro Victor Ramos comemora título estadual pelo Vitória
O zagueiro Victor Ramos comemora título estadual pelo Vitória

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) marcou para o dia 4 de abril o julgamento do 'caso Victor Ramos' em Lausanne, na Suíça.

Uma das partes acionadas pelo Inter, a CBF já definiu, inclusive, o responsável por sua defesa: o advogado espanhol Lucas Ferrer, que presta serviço, entre outros, ao Barcelona e que trabalhou no próprio órgão por quatro anos e meio antes de ser contratado por um escritório local. Outro especialista, Marcos Motta, que representa Neymar, Thiago Silva e outros nomes, estará à cargo do Vitória.

A data agradou ao departamento jurídico colorado.

Ele havia recusado a sugestão anterior feita pelo TAS de 20 de abril para arbitragem do assunto e pediu que fosse antecipado em virtude do início das Séries A e B do Brasileiro.

O objetivo do Inter é fazer com que o Vitória perca pontos na última edição da primeira divisão pela escalação supostamente irregular do zagueiro Victor Ramos, que desembarcou no Barradão emprestado pelo Monterrey-MEX, dono de seus direitos federativos, na última temporada.

O defensor de 27 anos se encontra sem clube em 2017.

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A controvérsia sobre o assunto teve desdobramentos também no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). No começo de fevereiro, o tribunal acatou pedido feito CBF e abriu inquérito contra o clube por suposta falsificação de documentos envolvendo o seu diretor de registros, Reynaldo Buzzoni.

Ele chegou a protocolar em cartório uma série de e-mails nos quais as suas afirmações referendam a argumentação do próprio Inter: de que a transferência não podia ser nacional.

No fim de fevereiro, a Comissão de Prerrogativas da OAB do Rio Grande do Sul ingressou com pedido de acompanhamento da investigação movida pelo STJD contra o Inter, sob a acusação de falsificação de documentos. A suspeita é que o órgão esteja violando os direitos dos advogados, uma vez que os representantes colorados estão impedidos de acessar as peças da investigação.