Cuba diz que fará 'o possível' por jogadores de vôlei presos na Finlândia

EFE
Ezra Shaw/Getty Images
Bandeira de Cuba em Havana, capital do país
Bandeira de Cuba em Havana, capital do país

Cuba disse nesta sexta-feira que fará "todo o possível" para que os cinco jogadores de vôlei da ilha que cumprem penas de 3 a 5 anos de prisão na Finlândia após serem acusados de estuprar uma mulher retornem para casa.

No próximo dia 16 de maio os advogados de defesa devem entrar com um recurso para tentar reduzir ou anular a condenação dos jogadores cubanos, de acordo com uma nota da agência "Prensa Latina", que cita declarações do diretor jurídico do Instituto Nacional de Esportes (Inder), Ramiro Domínguez.

Em 20 de setembro de 2016, um tribunal de primeira instância da cidade finlandesa de Tampere condenou a cinco anos de prisão os jogadores de vôlei cubanos Abraham Alfonso Gavilán, Ricardo Norberto Calvo Manzano, Rolando Cepeda Abreu e Osmany Santiago Uriarte Mestre, e a três anos e meio Luis Tomás Sosa Sierra, após um julgamento realizado em agosto do mesmo ano.

"Nós faremos todo o possível para que nossos atletas estejam em casa o mais em breve possível", disse o diretor jurídico do Inder.

Domínguez afirmou que os jogadores presos na Finlândia "não estão abandonados" e que receberam "todo o apoio possível" por parte da Federação.

Em uma entrevista ao correspondente do jornal italiano "La Gazzetta dello Sport", Stefano Arcobelli, o ex-capitão da seleção cubana de vôlei Rolando Cepeda disse que o processo aconteceu em "um ambiente hostil" e qualificou de "terrível" a situação dos jogadores presos.

Domínguez também ressaltou que a legislação da Finlândia, assim como "as normas internas de cada lugar", devem ser sempre respeitadas e acrescentou que "é preciso levar em conta o sistema penitenciário do país", pois o fato de os cinco jogadores não estarem juntos na mesma prisão obedece a decisões das autoridades da Finlândia.