Comparada a Özil, joia alemã será desfalque em decisão na Champions. Por prova na escola

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Kai Havertz é uma dos promissores talentos do Bayer Leverkusen e do futebol alemão
Kai Havertz é uma dos promissores talentos do Bayer Leverkusen e do futebol alemão

O Bayer Leverkusen anuncia suas baixas para o jogo de volta das oitavas de final da Uefa Champions. "Lesionados: Toprak, Tah, Kießling e Bender. Suspensão por acúmulo de cartões amarelos: Henrichs". E o mais inusitado vem por último:

"Havertz tem provas importantes na escola."

O jovem nascido nascido em 11 de junho de 1999 está em um ano importante em sua vida. Profissional e acadêmica

Aos 17 anos, o talentoso meia-atacante faz sua primeira temporada pelo elenco profissional do clube alemão, no qual ganhou muito moral e passou a atuar com frequência - foi titular na derrota para o Atlético de Madrid por 4 a 2, no duelo de ida, em casa, e também começou cinco dos últimos seis jogos do Leverkusen na Bundesliga.

O jovem soma nada menos que 20 jogos com o time principal, sem contar as atuações pela base. Em alta, o atleta ganhou a medalha de prata Fritz Walter (prêmio para jovens jogadores alemães) na categoria sub-17.

E isso porque o foco no futebol deve ser dividido com a escola, o Landrat-Lucas-Gymnasium, que fica em Opladen (cidade a 3km de Leverkusen). Havertz está em seu ano de Abitur, que é a forma de se ingressar na universidade na Alemanha. O exame encerra o ensino médio e só pode ser realizado uma vez - o resultado vale para o resto da vida.

Ou seja, é um período decisivo na vida de Havertz. Mais decisivo até que uma partida de mata-mata da Champions.

"Temos uma boa relação com o ginásio. Somos muito gratos aos professores, que mostram ser muito compreensivos. Queremos nos assegurar que o garoto esteja fazendo seu Abitur e esteja se desenvolvendo ainda mais no futebol", declarou Roger Schmidt, ex-técnico do Bayer Leverkusen - que foi demitido no começo de março -, conforme publicou o jornal Bild em 19 de fevereiro.

Sem sacrificar sua formação intelectual, o meia-atacante de 17 anos mostra que seu futuro é mesmo dentro dos gramados. "Havertz tem um dom com seu pé esquerdo e um tratamento com a bola como Özil, Sensacional", afirmou o diretor-esportivo do clube, Rudi Völler.

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"Ele não joga como um jovem de 17 anos", afirmou Karim Bellarabi, seu companheiro de Leverkusen. O problema é que o prodígio ainda tem obrigações de um jovem de 17 anos.