São Paulo enxugando gelo, Corinthians pressionado e Atlético-MG imprevisível: as finanças dos 12 grandes em 2017

Rafael Valente, de São Paulo (SP), para o ESPN.com.br
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Arte 12 grandes
Itaú BBA faz análise sobre finanças dos principais clubes brasileiros

Atlético-MG, Corinthians e São Paulo, três dos gigantes brasileiros, têm motivos que vão além das quatro linhas do campo para se preocuparem. Cobrados por suas torcidas para terem uma temporada vitoriosa, as finanças dessas equipes pedem passagem segundo análise prévia do Itaú BBA, o banco de atacado, investimentos e a tesouraria do grupo.

A partir dos dados públicos, seja publicados na mídia ou divulgados por cartolas, sobre o exercício do último ano e o orçamento da atual temporada, foi feito um estudo preliminar sobre as reais necessidades de cada equipe. O trio citado está entre os que preocupam.

Para não terminar 2017 com deficit, Atlético-MG e Corinthians previram em seus orçamentos arrecadar R$ 45 milhões e R$ 48 milhões, respectivamente, com a venda de jogadores. O São Paulo previu uma arrecadação de R$ 60 milhões, mas ainda assim terminaria a temporada com deficit de R$ 7,5 milhões.

Em tese, esses números deveriam ditar os rumos de cada agremiação na temporada, mas não é bem isso que a análise preliminar feita pelo Itaú BBA enxergou.

"Todos os clubes precisam vender atletas para fechar as contas. Mas quando você tem de vender muitos atletas e ao mesmo tempo tem de gastar muito para repor as saídas a conta vai continuar desequilibrada. Você vai passar a vender atletas ao longo da temporada e não vai sair do buraco", explicou César Grafietti, superintendente de crédito do Itaú BBA e responsável pelo estudo financeiro dos clubes brasileiros.

"O São Paulo está fazendo isso. Financeiramente é como se ele estive enxugando gelo, dando voltas", explicou. "O Atlético-MG começou a vender seus jogadores, mas ainda gasta muito. É uma gestão errática nesse sentido, enquanto o Corinthians aumentou o custo básico, embora sem gastar em aquisições, para tentar acertar as contas."

Ao lado do trio, está o Internacional, que, após anos utilizando a venda de jogadores como recurso para balancear as contas, acabou mergulhando em dificuldades financeiras e foi rebaixado para a Série B. "O Inter errou muito. Abusou do direito de errar."

Montagem
Jadson, do Corinthians, Elias, do Atlético-MG, e Pratto, do São Paulo
Jadson, do Corinthians, Elias, do Atlético-MG, e Pratto, do São Paulo

Se a situação do quarteto preocupa, outro quarteto vive um momento oposto. Palmeiras (campeão brasileiro) e Flamengo (terceiro colocado) já eram tratados como exceções no estudo do ano passado, pois nesta análise prévia mantiveram suas condições exemplares e ganharam a companhia de Santos (vice do Brasileiro) e Grêmio (campeão da Copa do Brasil), equipes que conseguiram se organizar e deram sinais fortes de evolução.

Grafietti fez a ressalva que a melhora das equipes foi também proporcionada em parte pelas receitas vindas do fechamento de contratos de televisão. Por exemplo, o Santos arrecadou R$ 40 milhões em acordo com o Esporte Interativo para transmissão das partidas do Brasileiro em TV fechada de 2019 a 2024. Mas nem todos souberam aproveitar a vinda de novos recursos, algo que não vai se repetir em 2017.

"De maneira geral, o que a gente viu na maioria dos clubes é um desempenho mais apertado do que o usual. Mas temos de separar que no ano passado os clubes tiveram entradas esporádicas de receita principalmente com a entrada de dinheiro de TV, com luvas por conta da assinatura de contratos com a TV fechada. Talvez os números do final do ano vão dar a falsa impressão de que as coisas melhoraram. Não é bem assim. São receitas que não vão se repetir 2017. Alguns melhoraram como vêm melhorando ao longo do tempo. Mas muitos ainda estão desequilibrados. Se a gente voltar as receitas normais, vamos ver que a maioria dos clubes continua bastante apertado", disse.

Até o final deste mês o o BBA Itaú deve publicar uma prévia do relatório financeiro dos clubes utilizando justamente as informações disponíveis até o momento, como o orçamento e os balancetes, declarações de dirigentes na mídia e reportagens. Em julho deve ser publicado o relatório completo, já com o balanço dos clubes.

Confira abaixo a prévia da análise do BBA Itaú obtida com exclusividade pela ESPN:

  • Atlético-MG: Imprevisível

Assim como no relatório anterior, o Atlético-MG continua dividido entre o modelo de gestão que tem de seguir com o modelo que gostaria de ter. Isso deixa a equipe desequilibrada, necessitando ajustar as contas a cada ano para não ter deficit.

"Prevê arrecadar R$ 45 milhões com venda de atletas. De fato já começou a fazer. Vendeu Pratto, nome importante, por R$ 21,5 milhões e atingiu metade da sua necessidade. Mas é um clube que costuma gastar muito. Ele está tendo de voltar ao mercado de vendas para recuperar um pouco do investimento que foi feito lá atrás e gerou um custo enorme, um custo incompatível com a capacidade de geração de receita do clube."

"O Atlético-MG é um clube que depende muito da televisão, muito da torcida. Tem um alcance de publicidade menor. Então, a venda de atleta para ele é fundamental. É isso que está fazendo. Ao mesmo tempo contratou Elias. É uma gestão um pouco errática nesse sentido porque tem necessidade de confirmar que é um clube grande, mas ao mesmo tempo está numa região econômica mais limitada. O alcance do Atlético-MG é menor do que os clubes de São Paulo e Rio de Janeiro. Ele acaba fazendo além do que pode e isso gera esse desequilíbrio. Gera a necessidade de vender atletas para fechar a conta."

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O clube ainda teve um problema financeiro grande ao romper com a empresa canadense de material esportivo Dry World, cujo acordo previa o investimento de R$ 100 milhões em cinco anos entre patrocínio e uniformes. Ela pagava metade do salário de Robinho.

"Gestão tem de ter muita cautela e conservadorismo. Eles vislumbraram a possibilidade de fazer dinheiro muito rápido com uma empresa completamente desconhecida no mercado. Esses saltos muito grandes têm um risco. Era melhor ter ficado com uma remuneração menor, mas mais estável, do que se arriscar. O Fluminense teve o mesmo problema, mas se saiu melhor", completou César Grafietti.

  • Botafogo: Boa surpresa

Um dos clubes em situação financeira mais complicada, o Botafogo conseguiu apresentar uma evolução no último ano. Ainda vive momento crítico, mas o cenário vem melhorando.

"Ano passado, o Botafogo terminou melhor do que se esperava. É uma boa surpresa do final de 2016 para o começo de 2017. Até trouxe o Montillo, mas foi uma contratação pontual. A torcida está animada, está contribuindo, o time fez bom Campeonato Brasileiro com os recursos disponíveis. Ou seja, focou muito mais em uma boa gestão esportiva do que no gasto financeiro exagerado. Botafogo tende a ser uma boa surpresa nos próximos anos se mantiver essa capacidade de gestão e se entender onde pode chegar."

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  • Corinthians: Pressão financeira

A situação não era nada boa. No ano passado a conta da Arena Corinthians chegou, o clube se desfez dos protagonistas do título do Brasileiro de 2015 para colocar as finanças em dia, mas mesmo assim teve uma temporada de mais baixos que altos.

A nova temporada não deve ser diferente. A dificuldade ainda é grande segundo estudo preliminar do Itaú BBA, mas a avaliação é que o clube parece consciente disso.

"O Corinthians anunciou que tem de arrecadar R$ 48 milhões em venda de atletas para ajudar nessa conta. Até agora não vi alguma venda. E teve algumas contratações, mas o clube gastou pouco. Vai aumentar o custo por conta de salário. Jadson é um jogador que vai custar caro. Alguns outros jogadores que vieram talvez não sejam tão caros, mas tem o Jô e alguns outros que vão aumentar o custo básico do Corinthians. Ao mesmo tempo, não gastou em aquisições e isso ajuda a equilibrar as contas", disse Grafietti.

"Mas o Corinthians vai continuar com uma pressão enorme para vender atletas no meio do ano. E se olharmos o elenco hoje não vemos um grande nome para ser vendido e gerar a receita necessária. Tanto é que não vimos nenhuma grande especulação em relação aos jogadores do time nessa primeira janela do ano. Isso significa que o Corinthians entra 2017 pressionando para vender atletas, pressionado porque tem de resolver os custos do estádio. Esse é o cenário para a atual temporada", prosseguiu.

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"A análise do que o clube fez neste início de ano aponta uma conscientização. De certa forma, fez uma troca. Cedeu atletas, trouxe outros. Nada muito caro e dentro das possibilidades financeiras. Me parece que há uma visão dentro do clube de que é preciso fazer ajustes nas contas para ultrapassar os anos mais difíceis. Tanto que teve a história do Drogba, mas claramente tinha de ter um projeto de marketing por trás para ajudar no pagamento do salário porque era muita coisa para o clube na situação que ele está".

O superintendente do Itaú BBA relembrou também que o Corinthians conviveu até pouco tempo com atrasos salariais, atraso no décimo terceiro, e isso significa que a situação não é nada confortável. "Vai passar um 2017 bastante pressionado".

  • Cruzeiro: Sem prévia

O Cruzeiro não divulgou publicamente o orçamento da atual temporada. Por isso é um clube que não tem qualquer projeção feita pelo Itaú BBA sobre este ano.

  • Flamengo: Controlado
    "É clube que conseguiu controlar os gastos, os investimentos ao longo desses último cinco, seis anos, e agora tem condição de fazer as contratações que está fazendo, sem pagar com grande dificuldade os salários dos atletas", disse Grafietti.
  • Fluminense: Pés no chão

"É um clube redondinho. Não vem fazendo loucuras. Desde a saída da Unimed, a direção percebeu o tamanho que poderia ter de gastos. Esse ano liberou o Cícero para o São Paulo. Ou seja, aliviou a folha salarial. É um clube que tem uma visão mais moderna, mais profissional. Já vinha em um bom caminho. Deve seguir com os pés no chão".

  • Grêmio: No caminho

Atual campeão da Copa do Brasil e de volta após duas edições, a perspectiva em relação ao trabalho no Grêmio é um pouco melhor do que apontou o relatório do ano passado.

A análise anterior apresentou um diagnóstico preocupante, em que alertava-se a necessidade de o Grêmio reduzir investimentos e custos, para, no longo prazo, conseguir ser forte, relevante, e não mero coadjuvante.

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"Neste ano, o Grêmio pode ser um caso interessante. Tem uma gestão profissionalizada, um CEO, foi campeão da última Copa do Brasil e fez uma série de controle de custos. Vendeu atletas, reduziu a folha salarial. Está fazendo um trabalho interno super bem feito. Ou seja, está em um caminho bem interessante", disse Grafietti. 

  • Internacional: Abusou dos erros

O clube vinha enfrentando altos e baixos na gestão, como apontou o relatório do ano anterior, e acabou rebaixado para a segunda divisão do Brasileiro no fim de 2016.

"Os números de novembro já apontavam para um prejuízo de R$ 60 milhões. O Inter errou muito. Abusou do direito de errar. É um clube que vendia muitos atletas para fechar a conta. Sempre vendeu e vendeu bem. Até porque forma bem. Mas não teve vendas relevantes mo ano passado. Isso apertou demais o fluxo de caixa", disse Grafietti.

Segundo Grafietti, o Inter estava muito dependente da venda de jogadores. "Quando você entra nessa roda, ela não pode parar. No ano que ela para o clube se arrebenta. Você tem uma receita que entende ser recorrente, mas ela não é. Quando ela parar você vai atrasar salário, vai atrasar premiação. Vai atrasar tudo. Vai fazer dívidas novas ou vai atrasar."

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Mas a troca de presidência no clube colorado é vista como uma boa possibilidade de reconstrução. Em janeiro, Vitorio Piffero, que estava no poder desde 2015, deixou o cargo e Marcelo Medeiros foi eleito para ficar até o fim do próximo ano.

"O que eu senti agora é que mudou a gestão. É uma gestão que tem visão completamente profissional. São pessoas do mercado financeiro e que estão fazendo algo bastante profissional. Mas o Inter ainda vai passar apertado esse ano. As receitas caíram muito. O clube vai depender muito do programa de sócio-torcedor e terá de reduzir custos. Já dispensou o Alex. Vai fazer ajustes. A Série B é uma boa oportunidade para reduzir custos e você se reestruturar. Você consegue se organizar meio que obrigatoriamente."

  • Palmeiras: Ordem na casa

"A questão da Crefisa como patrocinadora do Palmeiras é importante, mas tem todo um trabalho do Paulo Nobre [último presidente] que foi importante para colocar ordem na casa. É um clube que hoje tem mais governança, tem mais controle. A soma desses fatores é que permite o clube contratar tão bem. É claro que, nos volumes que ele está contratando, tem muito do suporte dado pela Crefisa. Seja via patrocínio ou com ajuda direta na contratação. Mas não podemos desmerecer o trabalho que foi feito", disse o Grafietti.

  • Santos: Organização

"Vimos uma melhor organização do Santos ao longo do último ano. Pelo que percebi dos números intermediários de julho, é um clube que conseguiu organizar seus custos, tem um elenco mais enxuto, não é um elenco caro, teve a entrada de dinheiro de TV e assim conseguiu colocar em ordem a dívida", disse Grafietti.

O cenário é bem mais positivo do que apresentou o relatório do ano passado, que colocou o Santos entre os grandes que preocupavam. Mas teve as finanças turbinadas com R$ 40 milhões ao fechar contrato com o Esporte Interativo para transmissão das partidas em TV fechada de 2019 a 2024, em acordo firmado em março.

"Não vemos notícias do Santos atrasando salários. Não é um clube que fez loucuras. Não fez nenhuma aquisição que mudasse o patamar de custos dele. A minha visão é que o Santos conseguiu se organizar. Ele age de acordo com o que pode".

  • São Paulo: Enxugando gelo

O São Paulo é um caso a parte entre os 12 grandes do país. Em dezembro, o clube divulgou o orçamento da temporada com a previsão de arrecadar R$ 60 milhões em venda de jogadores e mesmo assim não evitaria um déficit de R$ 7,5 milhões. Chegou a se reunir com os conselheiros para tratar da antecipação de receita (o que não foi aprovado).

Em janeiro, conseguiu vender o meia-atacante David Neres, cria da base, ao Ajax por R$ 40 milhões - com chance de lucrar mais R$ 10 milhões -, recebeu R$ 5 milhões pela transferência do meia Oscar do Chelsea para o Shanghai SIPG, do futebol da China, e já tem praticamente acertada a saída do zagueiro Lyanco ao Atlético de Madri por R$ 20 milhões. Vendas que, em tese, evitam o deficit. Assim, deu-se ao luxo até de gastar R$ 21,5 milhões para ter Lucas Pratto. Situação tranquila? Não é bem assim.

"No fim do ano o São Paulo mostrou aos conselheiros um orçamento que precisava arrecadar R$ 60 milhões em vendas e ainda assim ficaria com um deficit de R$ 7,5 milhões. Na prática, tinha de vender R$ 67,5 milhões porque não existe divulgar orçamento com prejuízo, ou com déficit. Tem de divulgar no mínimo 0 a 0", explicou o Itaú.

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"Podemos até fazer uma conta simples: o São Paulo já vendeu neste primeiro semestre David Neres por R$ 40 milhões, sendo que pode vir a receber mais R$ 10 milhões no meio do ano, que depende de performance do atleta, número que ainda não dá para considerarmos. Então, são: R$ 67 milhões menos R$ 40 milhões do Neres, menos R$ 5 milhões do Oscar, menos R$ 20 milhões do Lyanco, que é uma venda que dizem que já aconteceu. Vai sobrar R$ 2 milhões de déficit. Em tese, com isso o clube praticamente fechava a conta do ano. Teve de vender, vendeu, resolveu o problema e toca a vida", disse.

"Mas não terminou aí. Começaram as contratações. De acordo com números divulgados pela imprensa, Pratto custou R$ 21,5 milhões. Toda a negociação tem comissão. Vamos dizer que tenha sido de 10%, que é algo usual, não é demérito, são R$ 2 milhões investidos. Aí tem o salário do atleta e pelo que li será de R$ 500 mil livres por mês. Isso significa que o imposto é o clube que terá de pagar. Se vai sair do clube é em torno de R$ 800 mil por mês. Como são 13 salários, são R$ 10 milhões no primeiro ano. Aí tem o Jucilei que deve ganhar uns R$ 400 mil por mês. No ano, são mais R$ 5 milhões. Ou seja, daquele 0 a 0 alcançado com as vendas, o São Paulo voltou a ter uma necessidade de arrecadar R$ 41 milhões, considerando esses gastos que foram feitos e que serão feitos ao longo do ano", prosseguiu o superintendente de crédito do Itaú BBA.

"Vamos dizer que para abater esse valor o São Paulo use a reserva para fazer um investimento, que estou considerando ser em torno de R$ 15 milhões. Ou seja, mesmo usando a reserva, o clube precisará de R$ 26 milhões para fechar o caixa. Se conseguir vender o Luiz Araújo, que teve proposta de R$ 20 milhões, ainda terá a necessidade de cobrir R$ 6 milhões em déficit. Neste exemplo, o São Paulo vai ter de vender os três jogadores que eu citei [Lyanco, Neres e Luiz Araújo] e mais alguém. Ou vai tomar dinheiro emprestado ou vai vender mais alguém para fechar a conta. O São Paulo vai vender quatro atletas, da base, que são jovens com potencial, para fazer investimento num atleta que já tem 29 anos e para repatriar outro para fechar a conta", completou.

Neste cenário, Grafietti concluiu que a fórmula usada pelo São Paulo pode representar um problema de difícil solução no futuro.

"Quando você trabalha numa empresa que tem necessidade de caixa estrutural, você vende ativo para resolver o problema. Vende um terreno, vende uma planta, para colocar o dinheiro em caixa e resolver seus problemas. O São Paulo está vendendo os atletas, os ativos, para comprar outros e para fechar a conta do ano. Vai chegar o ano que vem e provavelmente ele vai ter os mesmo problemas atuais. Do ponto de vista esportivo o torcedor deve estar feliz, e tem de estar mesmo porque foram boas contratações, mas do ponto de vista financeiro o São Paulo está enxugando gelo, está dando voltas. Continua tendo de vender atletas, atletas de potencial e ainda assim continua sem pagar a conta. Quando os dirigentes veem a público e dizem que o clube está com a situação semeada, eles passam a falsa impressão de que está semeada mesmo, mas sem estar."

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  • Vasco: Futuro nebuloso

A exemplo do Cruzeiro, a equipe cruzmaltina não tornou públicas informações sobre o orçamento da temporada, o que impossibilita uma análise mais detalhada. Mas, mesmo assim, com base no ano passado, o cenário não é positivo.

"É difícil imaginar o que espera o Vasco neste ano. Temos pouca informação. Mesmos os balanços publicados são confusos. Pensando no que passou, temo pelo Vasco nessa gangorra. Já caiu e voltou. Caiu de novo e voltou. Temo, sim, pelo futuro", disse Grafietti.