Maradona revela que começou a usar droga em Barcelona e diz ser 'sortudo' por estar vivo

ESPN.com.br com Agência EFE
Getty
Diego Maradona com troféu recebido da federação italiana de futebol
Diego Maradona com troféu recebido da federação italiana de futebol

O ex-jogador argentino Diego Maradona revelou em entrevista na Itália que a primeira vez que consumiu drogas foi em sua passagem no Barcelona, quando tinha 24 anos, e considerou ter sido "o erro maior" de sua vida.

"Tinha 24 anos quando consumi droga pela primeira vez. Em Barcelona. Foi o erro maior da minha vida", disse o ídolo argentino na noite de quinta-feira em um programa do Canale 5.

Além disso, Maradona disse que está há 13 anos sem consumir drogas e confessou que se considera um "sortudo" pois, se continuasse usando, já teria morrido. O argentino destacou repetidamente os efeitos negativos da droga sobre o homem.

"A droga é o maior problema, a droga mata. Me considero um sortudo por poder falar disto. Se tivesse seguido esse caminho, agora com esta idade (56) já teria morrido", ressaltou.

Quanto a sua carreira no Napoli, onde vários títulos, entre eles dois Campeonatos Italianos e uma Copa da Uefa - atual Liga Europa -, o eterno camisa 10 argentino lembrou que segue levando o clube do sul da Itália em seu coração.

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"O Napoli segue em meu coração, me deu a possibilidade de jogar em alto nível. Vinha de um grande Barcelona, mas o Napoli me permitiu competir com os grandes clubes do norte da Itália. Fiz coisas que outros não podiam fazer", explicou.

Questionado sobre seu compatriota Mauro Icardi, capitão da Inter de Milão, Maradona foi taxativo e o chamou de "traidor".

Ele nunca perdoou Icardi pelo fato de ter se casado com a ex-esposa de seu antigo companheiro no Sampdoria Maxi López.

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"Icardi é um traidor. Não pode ir jantar na casa de um amigo e casar com a mulher dele. Vai ser um grande jogador, mas o que fez com Maxi López é feio", afirmou.

Na entrevista, Maradona também falou sobre o papa Francisco, seu conterrâneo, considerou que o pontífice argentino está fazendo "grandes coisas no Vaticano" e desejou que possa seguir "muitos anos no topo".