Carille minimiza protesto no Corinthians e diz que já esperava desde o ano passado

ESPN.com.br
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Carille: 'Esperávamos protestos no final de ano e não aconteceram'

O técnico Fabio Carille abriu a temporada do Corinthians, ao dar a primeira entrevista coletiva do clube alvinegro, na tarde desta terça-feira. E teve de responder muitas perguntas sobre a presença de viaturas da polícia militar nos arredores do centro de treinamento devido ao protesto da Gaviões da Fiel agendado para esta tarde. Mas minimizou o fato.

"A gente tem de estar atento com tudo que acontece. Se a torcida quiser protestar, ela tem direito, mas que seja de forma pacífica. No ano passado, nós fomos surpreendidos, porque esperávamos protestos e não aconteceu. A torcida entendeu que o que aconteceu, o ano passado foi complicado. A gente está preparado para tudo", disse Carille.

Três viaturas estão estacionadas próximo da entrada principal do centro de treinamento. Outras duas fazem rondas, além de motocicletas da PM nos arredores. Há também uma base comunitária da PM na saída da rodovia Ayrton Senna perto do CT.

A Gaviões divulgou na última terça-feira um comunicado sobre o protesto. No aviso, afirmou que "não aceitará corpo mole dos jogadores. Queremos garra, raça, entrega total em campo".

  • REFORÇOS E CONFIANÇA

Carille também disse que aguarda a chegada de reforços para a temporada. Não confirmou nenhum dos nomes já veiculados na imprensa, como Paulo Roberto, Pablo e Gabriel.

"A diretoria está cuidando dessas questões de contratação. Certo mesmo só o Kazim, que já assinou contratos. Os outros nomes são questões já estão acontecendo há algum tempo e podem chegar a qualquer momento", disse Carille.

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Ainda destacou que o atacante ex-Coritiba pode atuar como atacante de lado, tanto pela direita como pela esquerda, e jogar centralizado. Na sequência, confirmou que uma das posições carentes no elenco alvinegro é a de volante.

"É uma das posições que estamos buscando. Mas o Camacho não é volante. Do jeito que eu penso futebol, nós usamos ele como volante pela necessidade, mas ele é um meia de criação e atuou assim no Audax, quando foi vice-campeão paulista. Estamos de olho em todas as posições e volante foi uma delas", completou sobre o tema.

Por fim, Carille resaltou que sente confiança da diretoria em seu trabalho. E disse que não ficou incomodado por não ter sido a primeira opção do presidente Roberto de Andrade.

"A minha ligação com o presidente é muito próxima. Foram atrás do Rueda e não aconteceu. Mas a partir daí, o meu nome foi muito bem aceito", disse. "Foi em cima da avaliação daqueles 28 dias em que eu fiquei no comando da equipe e fui muito bem avaliado. Depois, no fim do ano passado, o meu nome foi colocado e muito bem aceito."

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