Volta de férias do Corinthians tem viaturas da PM e clima tenso

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Membros da Gaviões da Fiel protestam contra diretoria do Corinthians no CT
Membros da Gaviões da Fiel protestam contra diretoria do Corinthians no CT

Pouco mais de cem membros da Gaviões da Fiel protestaram contra o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, a quem chamaram de omisso, e contra Andrés Sanchez, ex-presidente e ainda homem forte no clube do Parque São Jorge, nesta quarta-feira.

O protesto ocorreu do lado de fora do centro de treinamento Joaquim Grava, na zona leste de São Paulo, por volta das 16h (de Brasília), quase uma hora após os jogadores se reapresentarem ao Corinthians no retorno das férias.

Os alvos principais foram os diretores. Roberto de Andrade foi chamado de omisso. Já para o ex-presidente os gritos foram "Andrés, a festa acabou". 

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Faixa exibida pela Gaviões no CT com crítica ao presidente Roberto de Andrade
Faixa exibida pela Gaviões no CT com crítica ao presidente Roberto de Andrade

A Gaviões da Fiel, principal e maior organizada do Corinthians, havia prometido no dia anterior protestar no CT, especialmente pelo desempenho no final do ano passado. O clube perdeu a chance de conquistar a vaga na Copa Libertadores ao perder para o Cruzeiro.

Até a publicação dessa nota não havia relatos de violência, mas o clima era tenso desde o início da tarde no local.

Três viaturas estavam estacionadas perto do portão principal do CT. Outras duas faziam rondas pelo local auxiliadas por motocicletas. Uma base comunitária da polícia militar, na saída da rodovia Ayrton Senna, dava apoio na segurança.

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Veja as imagens das viaturas da PM na reapresentação do Timão

No ano passado, o Corinthians sofreu com o desmanche do time que havia sido campeão brasileiro e não obteve nem sequer classificação para a Copa Libertadores da América. Brigou até a rodada a final, mas foi derrotado pelo Cruzeiro, quando bastaria uma vitória para ficar com a vaga, e perdeu a chance de se classificar para o torneio.

"Não vivemos de títulos - eles são consequência -, mas a raça dos jogadores em campo é obrigação. Vivemos para o Corinthians!", acrescentaram os autores do manifesto.

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