Presidente da Fifa defende aumento de participantes: 'A Copa entra, totalmente, no século XXI'

Agência EFE
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Gianni Infantino ainda disse que a decisão foi 'puramente futebolística'
Gianni Infantino ainda disse que a decisão foi 'puramente futebolística'

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu nesta quarta-feira, em entrevista concedida à emissora britânica BBC, o aumento do número de participantes da Copa do Mundo para 48, falando que a decisão foi tomada pelo aspecto esportivo.

"Não é uma decisão econômica, pelo contrário. Foi uma decisão puramente futebolística. Todos os formatos apresentam vantagens do ponto de vista financeiro, mas estamos em uma situação cômoda para tomar uma decisão baseada em mérito esportivo", afirmou o suíço.

Na terça, o Conselho da Fifa aprovou o ampliação do Mundial de 32 para 48 seleções a partir de 2026, em edição que ainda terá sede definida. Ao todo, serão 16 chaves, com três integrantes cada, com dois avançando à fase seguinte, que já será eliminatória.

"É uma decisão histórica. Agora, a Copa do Mundo entra, totalmente, no século XXI", disse.

O presidente da Fifa ainda rechaçou críticas sobre o nível do torneio, avaliando que o maior número de vagas "elevará a qualidade dos participantes", lembrando, inclusive, de zebras recentes, como a Costa Rica eliminando Inglaterra e Itália, no Brasil.

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Questionado sobre o posicionamento da Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla em inglês), contrário a mudança, conforme nota divulgada na terça, o ex-secretário-geral da Uefa destacou que o esporte precisa ir além do Velho Continente.

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"O futebol se tranformou em um esporte completamente global. Todo mundo está feliz com o investimento na Europa, mas o que acontece fora dela? Precisamos ser abertos. A mensagem dos clubes era que não se mexesse nas datas, e fizemos isso. Serão 32 dias, como agora, com um máximo de sete jogos, como agora", declarou.