Presidente da Fifa, sobre inchaço na Copa: 'Futebol é mais que Europa e América do Sul'

Gazeta Press
EFE/Ennio Leanza
Gianni Infantino comentou sobre o aumento de 16 seleções para a Copa de 2026
Gianni Infantino comentou sobre o aumento de 16 seleções para a Copa de 2026

O aumento de 32 para 48 seleções a partir da Copa do Mundo de 2026 irá dar maior possibilidades para países periféricos, segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em coletiva concedida horas depois do anúncio oficial da entidade confirmando a mudança, o mandatário defendeu a mudança.

"O novo formato traz mais associações para participar da maior celebração do futebol. Temos que moldar o futebol, vendo que ele é mais do que a Europa e a América do Sul. O futebol é global. A febre do futebol em grandes partes do mundo, que hoje não têm chances, é algo que estava no topo de nossas ideias", afirmou Infantino, que também prevê um alívio no calendário.

"Primeiro coloquei a expansão da Copa no meu manifesto, com 40 equipes em oito grupos de cinco, sendo oito jogos para o time que conquista a Copa, mas chegamos a um formato melhor, porque ele reduz o número de jogos se comparado ao inicial", declarou.

A partir de 2026, 48 seleções serão divididas em 16 grupos de três equipes, sendo que as duas melhores colocadas avançarão para a disputa do mata-mata. A cobrança de pênaltis definirá os classificados nas três primeiras etapas eliminatórias. As prorrogações só serão jogadas nas semifinais e final. O tempo de disputa da Copa do Mundo continuará sendo de 32 dias.

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A expectativa é que os continentes africano e asiático sejam os maiores beneficiados com o inchaço da Copa. "Temos de ter um equilíbrio na questão esportiva. A África, por exemplo, tem 54 representantes e apenas cinco vagas. São questões que precisam ser revistas. É uma questão matemática, não apenas uma opinião, são fatos", disse o suíço.

O presidente da Fifa falou que ainda não há uma definição de como serão repartidas as novas vagas nas eliminatórias pelo mundo. A prioridade da entidade neste momento é avaliar as candidaturas para receber o torneio antes de anunciar a sede do Mundial de 2026 em maio deste ano. Os favoritos na disputa são os Estados Unidos, que poderão anunciar uma candidatura conjunta com México e Canadá.

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"Não é necessário tomar essa decisão agora. Vamos esperar esses quatro meses e pensar no processo de candidatura. É importante definir como será a logística e quantos estádios serão necessários para progredirmos", afirmou.

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