Sem energia, Maracanã é saqueado e até bustos de bronze são roubados, diz federação

ESPN.com.br
Descaso no Maracanã leva perigo aos arredores do estádio e impasse entre administrações

Vazio, abandonado e agora saqueado por bandidos. Esse é o Maracanã em 2017.

Nesta terça-feira, a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) publicou nota oficial em que diz que vem recebendo denúncias de roubos dentro do "Maior do Mundo". Foram levados diversos materiais de segurança, eletrônicos e até bustos de bronze.

"A Federação de Futebol do Rio de Janeiro recebeu nesta manhã de terça-feira denúncias de furtos no Maracanã - extintores, mangueiras, televisores, bustos. A preocupação com o presente e o futuro do estádio só aumenta", escreveu o órgão.

Atualmente, o Maracanã passa por vários problemas estruturais e de organização.

Apesar de ter sido reformado e modernizado para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016, sendo reaberto em 2013 após quase três anos fechado (e tendo recebido investimento de R$ 1,3 bilhão do Governo do Rio), a arena está largada e não tem nem energia elétrica.

Com isso, as maçanetas do estádio, que funcionam por leitura biométrica, não estão funcionando, facilitando a ação dos ladrões que estão levando os materiais.

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Uma reunião está marcada para o próximo dia 17 para a Ferj e os clubes tentarem encontrar uma solução para o uso e manutenção do estádio. Segundo a ferederação, isso é essencial para "evitar um saqueamento e sucateamento" ainda pior.

"Se não houver intervenção imediata do governo para impedir os saques e a destruição do Maracanã, talvez de nada adiante a nossa reunião do dia 17", alertou o presidente da Ferj, Rubens Lopes, também na nota publicada no site da entidade carioca.

  • NOTA OFICIAL

A concessionária que cuida do Maracanã se pronunciou por meio de uma nota oficial, enviada para a reportagem na noite desta terça-feira. Veja abaixo:

"Posicionamento Concessionária Maracanã

A Concessionária Maracanã S.A. reitera que em 30 de março de 2016 foi assinado um Termo de Autorização de Uso (TAU) entre e governo do Rio de Janeiro e o Comitê Organizador repassando o estádio e o ginásio do Maracanãzinho ao Rio 2016, incluindo o acervo histórico de exposição que fica no estádio. Este acervo histórico, no entanto, passou para a responsabilidade da Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro) em junho de 2016, conforme protocolo anexado, permanecendo assim até o momento.

O Termo de Autorização de Uso é um contrato que disciplina as regras para o chamado período olímpico e prevê que as instalações devem ser entregues exatamente da forma como foram repassadas ao Rio 2016. O complexo deveria ter sido devolvido à concessionária em 30 de outubro de 2016, o que não ocorreu em função de dezenas de não conformidades já relatadas ao Rio 2016 e ao governo do estado. Entre elas estão a falta laudos que atestem a integridade da cobertura e do gramado, a mudança na numeração das cadeiras, a falta de assentos e de equipamentos de segurança como as catracas eletrônica, televisões e móveis, além de mais de uma centena de equipamentos como portas e corrimãos quebrados.

A concessionária esclarece ainda que, de acordo com o TAU, todas intervenções feitas pelo Rio 2016 para atender às exigências do Comitê Olímpico Internacional não isentam o Comitê da obrigação de fazer a manutenções necessárias ao Maracanã e no Maracanãzinho e entregá-los da forma como receberam em março de 2016.

A concessionária Maracanã S.A reitera que só solicita o cumprimento do termos do contrato
."