'League of Legends': Baiano preferiu ser pioneiro e atuar nos EUA a aceitar propostas do CBLoL

Rodrigo Guerra / ESPN.com.br
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Baiano está disponível para ser contratado e quer continuar entre os principais times do CBLoL
Baiano vai para a Big Gods disputar o Challenger Series dos EUA

Com passaporte carimbado para morar em Los Angeles na casa da Big Gods, Gustavo "Baiano" Gomes será o novo reforço da Big Gods para o Challenger Series de League of Legends dos Estados Unidos, o Circuito Desafiante de lá. Segundo o jogador, a decisão de ser reserva na liga de acesso americana foi, entre outras coisas, o compromisso de ser campeão, mesmo em uma liga de acesso em um cenário mais competitivo.

Segundo Baiano, a proposta foi estudada cuidadosamente antes de decidir ir para a Big Gods. "Assim que eu anunciei que estava free agent eu recebi proposta de dois times do CBLoL, mas eu não acho que jogaria meu 100% em um time que não lutaria pelo título, nao queria aceitar qualquer proposta só para estar jogando no CBLoL", conta o jogador em entrevista para ESPN, sem dizer, claro, quais seriam esses times. "Junto com essas, também vieram algumas propostas dos principais times do LAS [região sul-americana] e também a da BigGods", continua.

De acordo com Baiano, o projeto apresentado pela equipe foi o ponto princial que o fez decidir ir morar no exterior e jogar no Challenger Series, mesmo como jogador reserva. "Depois de ter sido apresentado o projeto como um todo, foi a que eu escolhi e que acho que vou crescer mais como jogador e poder acrescentar mais ao time e a chance de jogar na LCS NA. Mesmo sabendo da dificuldade desse NACS que vai ser o mais difícil que já existiu, nomes gigantes como Hong 'MadLife' Min-gi, Diego 'Quas' Ruiz, Lucas 'Santorin' Larsen, Ales 'Freeze' Knezinek, entre outros".

O anúncio feito pela Big Gods na manhã dessa quarta (4) não chegou ser uma grande surpresa, afinal, Baiano é considerado um dos melhores Suportes do Brasil e, se ele não estava escalado para jogar no CBLoL, era óbvio que em algum lugar ele iria jogar. E nada melhor do que jogar no cenário norte-americano, onde as equipes são mais fortes do que no cenário brasileiro - e um sonho para a maioria dos jogadores profissionais daqui. Dessa forma, ele se torna o primeiro jogador profissional brasileiro a atuar nos EUA. Antes dele, apenas Rafael "Rakin" Kinttel jogou no exterior em uma liga universitária.

Outra coisa que pesou para Baiano ingressar no time brasileiro na Challenger Series foi a possibilidade de voltar a trabalhar ao lado do técnico Ednilson "Jukaah" Vargas "Tive a experiência do bootcamp na Europa junto com o Jukaah além da primeira etapa do CBLoL que chegamos até a final. Além de confiar no trabalho dele, o fato de ser mais um brasileiro foi o que me deu confiança, já que não domino ainda o inglês".

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Baiano passou por alguns problemas, mas sabe seu potencial - principalmente de seu espírito de liderança
Baiano passou por alguns problemas, mas sabe seu potencial - principalmente de seu espírito de liderança

Nova jornada

Baiano vai morar na casa da Big Gods e tem ciência que esses primeiros dias vão ajudá-lo a se comunicar com o time e também voltar à prática do cenário competitivo. "Devo estar indo já nos próximos dias para a Gaming House da Big Gods em Los Angeles e lá já começar a me adaptar ao time e melhorar o meu inglês. A Big Gods vai me dar apoio para isso e espero já estar pronto para ser utilizado no começo do Challenger Series em fevereiro".

O jogador sabe que, dependendo de como for sua atuação no campeonato, vai chamar atenção tanto para ele, quanto para o cenário nacional. "Eu sei que serei visto como 'o jogador brasileiro', então primeiramente quero representar bem o Brasil, já que isso pode abrir portas pra brasileiros jogarem lá no futuro, e depois com certeza tentar explorar ao máximo do meu potencial e levar a Big Gods até a League Championship Series".

Fora do cenário desde o fim da segunda etapa do CBLoL, Baiano será o jogador reserva do sul-coreano Kevin "KonKwon" Kwon, mas diz que vai mostrar seu talento na equipe. "Já que estou há alguns meses sem treinar e ainda não domino o inglês, eu e Jukaah concordamos que seria melhor eu não ir [para o time] como titular, mas assim que eu estiver adaptado ao time vou começar a disputar a posição jogo a jogo, já que vou estar na gaming house e participando dos treinos", diz.

Sobre a força do time, o suporte tem convicção de que a Big Gods tem uma equipe forte e que, se estivesse no Brasil, teria força para disputar o título no CBLoL. "Já assisti alguns jogos e acredito que sim, o nível deles é bem alto, inclusive jogadores que ja jogaram a LCS como o Kwon que é o outro suporte e é coreano. Se fossem jogar no Brasil tenho certeza que seriam um dos favoritos ao título".

A Challenger Series norte-americana começa em fevereiro, mas ainda não tem data definida. O time que vencer o torneio garante vaga para a segunda etapa do campeonato principal de League of Legends. O time da Big Gods, até o momento conta com Oleksii "RF" Kuziuta no topo, Raymond "Wiggily" Griffin como Caçador, Isaac "Pekin Woof" Marconis no meio, Zixing "Tails" Jie como atirador e Kon Hyuk "KonKwon" Kwon é o suporte titular. Os reservas são Noah "Fiku" Martin e Baiano. O time está no comando de Jukaah como treinador.