Barcelona para em Diego Alves, perde para o Valencia e reabre a Liga

Thiago Arantes, de Barcelona, para o ESPN.com.br
Assista aos gols da vitória do Valencia sobre o Barcelona por 2 a 1

O Barcelona fez seu melhor jogo desde o Clássico, pressionou, tentou de todas as formas vencer o Valencia, no Camp Nou. Mas parou em Diego Alves. Inspirado, o goleiro brasileiro fez pelo menos cinco grandes defesas, e os visitantes levaram a melhor por 2 a 1 - Rakitic, contra, e Santi Mina marcaram os gols; Messi descontou para o time catalão, chegando ao gol 500 na carreira.

Com o resultado, o Campeonato Espanhol fica completamente aberto a cinco rodadas do final: o Barcelona continua com 76 pontos, mesmo número do Atlético de Madrid (mas com vantagem no confronto direto); o Real Madrid tem 75.

O Barcelona entrou em campo pressionado pelos resultados de seus rivais diretos na briga pelo título. No sábado, o Real Madrid goleou o Getafe por 5 a 1; e horas antes do duelo no Camp Nou, o Atlético de Madrid havia feito 3 a 0 no Granada.

Com o mesmo número de pontos dos colchoneros e com apenas um a mais que seu maior rival, o time catalão precisava de uma vitória para retomar o caminho rumo a um título que parecia garantido há duas semanas. E Luis Enrique levou a campo o time praticamente titular, apenas com Sergi Roberto no lugar de Daniel Alves na lateral-direita.

Os primeiros 25 minutos do Barcelona deram esperanças de que o futebol que encantou o mundo estava de volta. Mas o Valencia tinha Diego Alves - o goleiro fez três grandes defesas, duas em chutes de Messi, outra em conclusão de Neymar. Luis Suárez também teve oportunidades de marcar, mas falhou com os pés e com a cabeça.

Assista aos melhores momentos da vitória do Valencia sobre o Barcelona por 2 a 1

Tudo parecia apontar para uma vitória tranquila, que recolocaria o Barcelona nos eixos. Mais aos 26 minutos, o brasileiro Guilherme Siqueira avançou pela esquerda e tentou um cruzamento: a bola bateu em Rakitic e enganou Claudio Bravo. Em uma jogada de sorte, o Valencia abria o placar.

Após o gol, uma imagem emblemática. O zagueiro Piqué gritava para os companheiros "estamos bem, estamos bem". E o Barcelona estava mesmo bem na partida. Só que, depois do gol, o ritmo caiu.

O time ainda teve uma chance, aos 38 minutos, em cabeçada de Messi. Diego Alves, outra vez, apareceu para salvar o Valencia. E, já nos acréscimos, o time visitante ampliou sua vantagem. Santi Mina entrou na área e, aproveitando passe nas costas de Sergi Roberto, chutou cruzado para fazer 2 a 0.

Nos minutos iniciais do segundo tempo, o Barcelona voltou a dominar. O Valencia se segurava bem na defesa e tentava adiantar a marcação para complicar a saída de bola do time catalão, mas já não era tão efetivo. As oportunidades continuavam sendo criadas, mas as falhas no último toque persistiam.

Foi assim até os 17 minutos, quando Jordi Alba cruzou para a área e Messi tocou de primeira para marcar o gol de número 500 na carreira, recolocando o Barcelona no jogo. O Camp Nou, com 88 mil pessoas, deixava seu costumeiro estado de passividade para gritar em apoio ao time.

A partir de então, a pressão só aumentou. Só que, apesar do domínio da bola na frente da área adversária, o Barcelona tinha dificuldades para romper a última linha do Valencia; e, quando conseguia, voltava a falhar nas conclusões - ora parando em Diego Alves, ora errando no toque final.

Neymar, em uma de suas piores partidas pelo clube, causou irritação em parte da torcida pelo excesso de jogadas individuais em que falhou.

O Valencia, aproveitando-se dos contra-ataques, quase fez o terceiro aos 41 minutos. Alcácer, frente a frente com Claudio Bravo, errou o chute.

Aos 44 minutos, o Barcelona teve outra grande oportunidade. Piqué, que jogava de centroavante nos lance finais, dominou no peito e, frente a frente com Diego Alves, chutou para fora. O goleiro do Valencia, além de todas as defesas que fez, ainda contou com a sorte.