Mal nas eliminatórias, Argentina luta para não quebrar no futebol

Paulo Cobos, de Buenos Aires (Argentina), para o ESPN.com.br
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Segura Argentina Apresentação Tat Martino Futebol
Luis Segura, presidente da AFA

Rival do Brasil nesta quinta-feira, pela terceira rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, a Argentina tem mais motivos para se preocupar com o que acontece fora de campo do que dentro dos gramados.

Com apenas um ponto em dois jogos, a seleção platina tem tempo de folga para se recuperar: restam ainda 16 rodadas para a definição dos quatro times sul-americanos que vão para a Rússia (o quinto ainda tem a chance de conseguir vaga na repescagem).

Muito pior é a situação da AFA, a Associação de Futebol Argentino, que administra a seleção do país, assimo como a CBF faz com o time brasileiro, que viaja nesta quarta-feira para Buenos Aires, local do grande clássico.

Enquanto a entidade brasileira nada em dinheiro (no ano passado o lucro foi de R$ 51 milhões), sua similar argentina vive situação dramática.

Mesmo com um prêmio de US$ 25 milhões (quase R$ 100 milhões) pelo vice-campeonato da Copa de 2014, a entidade anunciou um minguado lucro de R$ 2,4 milhões no período entre julho de 2014 e junho de 2015 (quando publica seu balanço oficial).

E a entidade estima que vai precisar fazer empréstimos bancários de até 350 milhões de pesos, o equivalente a R$ 137 milhões, para fechar suas contas no atual exercício.

A AFA, além das acusações de fraudes que a CBF recebe, caminha para o buraco por sua política de empréstimos para os também, em muitos casos, falidos clubes do país.

No balanço 2014/2015, a entidade anunciou que tinha o equivalente a estratosférica quantia de R$ 384 milhões para receber dos clubes do país.

O atual presidente da AFA, Luis Segura, negou na assembleia que apresentou o balanço que a entidade que dirige corra risco de quebrar. Mas não é o que diz Marcelo Tinelli, que é uma espécie de 'Faustão argentino' (por seu programas na TV), e será rival de Segura na próxima eleição presidencial da AFA.

Ao ter sua candidatura aceita, ele já pediu uma auditoria nas contas da entidade para saber se ela realmente corre risco de quebra ou passar a dar calotes. Existe ainda a preocupação que a AFA esteja com problemas de cheques sem fundos.