Treinador pede superação para dar alegria ao corintiano no Majestoso

ESPN.com.br com Agência Gazeta Press
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Mano Menezes durante o jogo contra o Atlético-MG
Mano Menezes durante o jogo contra o Atlético-MG

Irritado com os elogios feitos ao futebol do São Paulo e com as críticas ao seu trabalho no Corinthians, Mano Menezes lembrou que o rival vem de derrota. Mais uma vez questionado após o empate por 1 a 1 com a Chapecoense, na última quinta-feira, o treinador procurou passar uma mensagem otimista às vésperas do Majestoso.

"Estamos vindo de empate. O São Paulo está vindo de uma derrota por 3 a 1 para o Coritiba. Perder é pior do que empatar. Se fosse pela parte psicológica, poderíamos estabelecer algo melhor. Mas não é assim que funciona", afirmou o comandante alvinegro.

"Nessa hora, você tira força de lugares onde não se imagina que tenha. Tem que superar. Domingo vai ser uma oportunidade para fazer isso, mostrar para o torcedor que, embora ele se decepcione às vezes, como hoje (quinta), às vezes damos alegrias, especialmente em jogos grandes", acrescentou.

O Corinthians realmente vem apresentando resultados muito melhores contra as equipes que estão na parte de cima da tabela do Campeonato Brasileiro. O disparado líder Cruzeiro foi superado no primeiro turno. O São Paulo jogou pior e sofreu para arrancar um empate. Nos demais clássicos, o time preto e branco bateu Santos e Cruzeiro.

Por isso, Mano não vê vantagem do vice-líder São Paulo no jogo marcado para domingo. "A questão de favoritismo em clássico é sempre muito teórica. Jogos como esse têm uma característica muito especial. Vai estar em jogo muito mais do que três pontos. Vamos estar preparados pra isso", prometeu.

Comparação

Uma das muitas vezes em que Mano Menezes foi criticado no Campeonato Brasileiro aconteceu após o empate por 0 a 0 com o Coritiba, em agosto, uma partida tecnicamente muito ruim. Ele manifestou surpresa com a reação à derrota por 3 a 1 do São Paulo para o mesmo Coritiba - após uma sequência de sete vitórias e dois empates.

"Acho um pouco engraçado, sabe, o que circula por aí. Nós vamos a Curitiba e empatamos jogando por 30 minutos com dez homens. No dia seguinte, é um tumulto, porque empatou. Outros vão lá, tomam três, e está tudo normal", disse o gaúcho, questionando a imparcialidade das análises.

Culpa do técnico

"Que avaliação de futebol é essa que é feita na praça? É porque uns são mais simpáticos? É porque uns são fontes de blogueiro e outros não são? Isso eu não aceito", esbravejou, irritado também com a circulação de informações de que será substituído ao fim do ano. A primeira pergunta ouvida por Mano Menezes após o empate com a Chapecoense mencionava que "a culpa é sempre do técnico". O gaúcho se conteve em um sorriso irônico antes de se colocar como um dos responsáveis pelo estágio frustrante em que se encontra o time alvinegro.

"Primeiro, não é sempre culpa do técnico. Mas eu assumo a minha parcela de responsabilidade nessa hora, em que a dificuldade aparece, quando a equipe perde a tranquilidade e se desorganiza, na medida em que não consegue simplificar. As escolhas são minhas. Essa é minha responsabilidade, não fujo dela", afirmou.

A frase do treinador é relacionada ao nervosismo demonstrado pelos jogadores após o gol contra de Ferrugem, que acabou definindo o placar em Itaquera. Para ele, a esta altura da temporada, sua equipe já deveria estar mais preparada para superar esse tipo de dificuldade em uma partida.

Embora se irrite com as críticas e as compare sarcasticamente aos elogios recebidos pelo São Paulo - adversário do próximo domingo -, Mano admite que o Corinthians poderia estar apresentando um futebol mais consistente. Ele assumiu o time em janeiro, com a missão de reformulá-lo, e mexeu bastante no elenco.

"Tem que ter autocrítica. Propusemos um trabalho de transformação grande. Penso que já poderíamos estar com resultados mais convincentes. Em alguns momentos, as coisas não andam. Em outros, deslancham e andam bem. A responsabilidade é essa para quem está no cargo e precisa vencer. E convencer", concluiu.

Mano diz que Corinthians não soube aproveitar vantagem e admite: realidade, agora, é de brigar de 2o a 4o