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Rogério Ceni avalia Dunga como 'nova velha aposta' e aprova retorno de Felipão ao futebol brasileiro

ESPN.com.br
Desempenho pós-Copa, estrelas, Dunga e Felipão; Plihal entrevista Ceni

O futebol brasileiro levou um "choque" na semifinal da Copa do Mundo. O 7 a 1 para a Alemanha fez muita gente pensar se está na hora de mudanças no principal esporte do país. Após a saída de Felipão, Dunga chegou à seleção brasileira, uma "nova velha aposta" nas palavras de Rogério Ceni.

"O Dunga na seleção é uma opção, um caminho, tem que respeitar a escolha. Ele tem a identificação muito grande com a seleção, teve bons resultados como técnico, mas acabou com uma eliminação precoce na Copa. É uma nova velha aposta", afirmou à ESPN.

Já sobre Luiz Felipe Scolari, o goleiro do São Paulo acredita que ele faz bem em voltar a comandar um time do futebol brasileiro. Felipão foi confirmado como novo técnico do Grêmio nesta terça-feira.

"Para o Felipão, eu acho que o lado psicológico vai ajudar a superar o que aconteceu. Vai voltar a trabalhar com futebol. É importante pra ele voltar a trabalhar. Tem um relacionamento estreito com o Grêmio", disse.

Já sobre o vexame da seleção no Mundial, Rogério vê diferenças claras entre o futebol europeu e o brasileiro, mas acredita que as mudanças podem começar pela parte tática no Brasil. "A Copa do Mundo é o que tem de melhor no futebol mundial, porque você encontra os

Eduardo Affonso/ESPN
Rogério Ceni, em treinamento do São Paulo
Rogério Ceni vê Dunga como 'nova velha aposta'

melhores jogadores de cada nacionalidade. O futebol da Alemanha, da Espanha, eles mostram que a gente está aquém. Alguns estádios aqui estão com o gramado melhor, isso vai melhorar a velocidade do jogo, mas é lógico que estamos muito atrás do futebol europeu", falou.

"Nós (seleção brasileira) tivemos uma Copa do Mundo que não foi das melhores, e lá estavam os melhores jogadores que poderiam estar. Se houver uma mudança, vai ser da parte tática, individualmente cada um produziu o seu melhor. O 7 a 1 fluiu de uma maneira natural. Não acho que seja desse tamanho a diferença do futebol brasileiro para o alemão. É uma coisa que a gente tenta explicar até hoje", afirmou.

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