'Ex-azarado', Cuca deixa fracassos para trás e chega ao seu primeiro grande título

Antônio Strini e Marcus Alves, de Belo Horizonte (MG), para o ESPN.com.br
Getty
Cuca se livrou da mania de perseguição que carregava até pouco tempo atrás
Cuca se livrou da mania de perseguição que carregava até pouco tempo atrás

À primeira vista, pode não parecer, mas Cuca é um sujeito de sorriso fácil.

Em bate-papos informais, costuma contar causos, dar gargalhadas e distribuir até mesmo receitas. O técnico que está por trás dos mais atraentes times do Brasil nos últimos anos é também especialista em carneiro, a sua carne favorita.

Certa vez, em contato com a reportagem do ESPN.com.br, em meio a uma brincadeira e outra, revelou como costuma prepará-lo nos churrascos em sua chácara no interior paranaense.

"Antes de assar, é preciso matar o carneiro. Senão, ele vai gritar muito (risos). Brincadeira. Um bom cozinheiro nunca revela o seu segredo. Mas vou te dar um desconto. O negócio é preparar legal um dia antes, fazer um tempero bacana e pronto. Não tem como falhar? Isso você pode me cobrar", revelou.

Didático? Cuca é assim. Foi por esse motivo que, na primeira impressão, ao explicar o esquema tático que pretendia usar no Atlético-MG, agradou Alexandre Kalil. Até praticamente dois anos atrás, o presidente alvinegro nunca havia conseguido compreender um esquema tão bem. A explicação clara passa pelas convicções que o treinador carrega e das quais não abriu mão na caminhada para conquistar o título da Libertadores.

Um título mais do que especial. O seu primeiro de expressão. O título que, ele acredita, faz justiça a tudo que brigou desde o começo da carreira no Uberlândia, interior mineiro, passando pelos dois estaduais e o vice brasileiro e chegando até hoje.

A cada viagem, a cada visita a uma igreja em uma nova cidade, a cada ideia mirabolante para preleção, Cuca trabalhou por esse momento.

"Eu vou conquistar este título da Libertadores e aí vocês vão parar de encher o saco e falar que nunca conquistei um grande título", brincou na semana que antecedeu a conquista.

Foi mais dramático do que poderia ser, mas, como ele próprio costuma dizer, com o Atlético-MG é assim.

O carneiro está liberado - e não tem mais azar p... nenhuma.