Depois de Nigéria x Taiti em BH, manifestantes e polícia se enfrentam; repórter do ESPN.com.br é atingido - ESPN.com.br

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Depois de Nigéria x Taiti em BH, manifestantes e polícia se enfrentam; repórter do ESPN.com.br é atingido

Igor Resende, de Belo Horizonte (MG), para o ESPN.com.br
Reprodução
Manifestantes ficaram barrados por 30 minutos, mas seguem a caminho do Mineirão
Manifestantes ficaram barrados por 30 minutos, mas seguem a caminho do Mineirão

* Atualizado às 19h42

A partida desta segunda-feira entre Taiti e Nigéria, válida pela primeira rodada da etapa de grupos da Copa das Confederações, pode não ter atraído enorme público no Mineirão. Entretanto, a presença da competição em Belo Horizonte chamou o público. Nesta segunda-feira, milhares de pessoas lotaram a Praça Sete de Setembro, na capital mineira, para protestar contra o torneio. Mais tarde, depois do jogo, manifestantes e a Tropa de Choque da Polícia Militar se enfrentaram.

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Segundo presenciou a reportagem do ESPN.com.br, os manifestantes fecharam a Avenida Antônio Carlos, a cerca de trinta minutos a pé do Mineirão, e a polícia começou a atirar balas de borracha e arremessar bombas de gás lacrimogênio. O grupo tinha a intenção de chegar ao estádio, mas foi contido pela Tropa de Choque. O repórter Igor Resende, inclusive, foi atingido por uma bala de borracha nas costas.

O protesto na Praça Sete de Setembro era, em princípio, em favor das pessoas que foram "atingidas" pela realização da Copa do Mundo no Brasil. No local, porém, se aglomeraram cerca de oito mil pessoas, segundo números da Polícia Militar - os manifestantes falam em 15 mil -, com cartazes e gritos por diversas causas diferentes. A manifestação partiu em marcha rumo ao Mineirão. Até então, a polícia apenas acompanhava a movimentação.

Repórter do ESPN.com.br toma tiro de bala de borracha da polícia e relata caos em Belo Horizonte

Por volta das 16h30, os manifestantes foram barrados pela Polícia Militar. Depois, porém, a Tropa de Choque liberou a continuidade do protesto.

Mas, como aconteceu com o protesto do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a manifestação não chegou muito perto do Mineirão.

Cerca de 350 professores se reuniram na Igreja da Pampulha, bem próxima ao estádio. A ideia era levar panfletos, flores e bexigas para as pessoas que estivessem tentando entrar para assistir a partida entre Taiti e Nigéria.

Divulgação
Igor Resende, repórter do ESPN.com.br, foi atingido por bala de borracha
Igor Resende, repórter do ESPN.com.br, foi atingido por bala de borracha

O protesto saiu às 15h, mas foi barrado duas vezes pela Tropa de Choque. Na primeira, ficou cerca de 20 minutos até que o comandante do policiamento recebesse garantias de que os manifestantes não tentariam invadir áreas proibidas. Na segunda, parou por mais 5 minutos para que se delimitasse a área em que poderiam ficar.

No fim, o protesto acabou ficando parado a cerca de 500m do Mineirão. Para piorar, chegaram no local apenas por volta das 15h50, quando grande parte dos torcedores já havia entrado no estádio. O tenente coronel Alberto Luiz, comandante das ações da Polícia Militar, explica que o local final onde o protesto foi barrado é determinado pela Fifa. De fato, qualquer pessoa sem ingresso não poderia mais passar daquele ponto no entorno do estádio.

Para fechar o dia de manifestações, a capital mineira ainda tinha mais um protesto marcado para a Praça Sete de Setembro por volta das 17h, este integrado às outras manifestações que ocorrerão por todo o Brasil, contra o aumento das passagens.

No sábado, um protesto na capital mineira já havia reunido 8 mil pessoas contra o aumento da tarifa de ônibus. No final de semana, a manifestação durou cerca de 5 horas e ocorreu de forma completamente pacífica.

Reprodução/BHTrans
Protesto levou milhares de pessoas às ruas de Belo Horizonte
Protesto levou milhares de pessoas às ruas de Belo Horizonte
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