Com 'debutante' e time perto da 'maioridade': Os maiores jejuns de playoffs da NFL

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Faltam quatro rodadas para o final da temporada regular da NFL e a briga por uma vaga nos playoffs é muito quente.

Enquanto para alguns torcedores é frequente acompanhar seus times em campo ao menos por mais um jogo em janeiro, para muitos a NFL tem resumido a 16 jogos há pelo menos uma década.

Confira quais são as maiores “secas” de playoffs da atualidade:

  • Tampa Bay Buccaneers – 9 temporadas

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Jeff Garcia era o quarterback da última aparição dos Buccaneers nos playoffs
Jeff Garcia era o quarterback da última aparição dos Buccaneers nos playoffs

A franquia ficou perto de acabar com a seca na temporada passada e ainda encheu de esperança o torcedor para este ano. Porém, com uma decepcionante campanha de 4 vitórias e 8 derrotas, tem diminutas chances de conseguir uma classificação.

Sua última aparição na pós-temporada foi no dia 6 de janeiro de 2008, quando perderam a rodada de Wild Card para o New York Giants, por 24 a 14, sob o comando de Jon Gruden.

  • Jacksonville Jaguars – 9 temporadas

Sensação dos Jaguars dá suas chuteiras para fã com problemas de saúde, e sua reação é impagável; veja

Saco de pancadas nos últimos anos, os Jaguars estão firmes na luta pelos playoffs. Com 8-4 nesta temporada, a franquia disputa o título da AFC Sul com os Titans – com campanha igual.

Em 2007, Jack Del Rio, hoje nos Raiders, comandou a equipe que teve 11 vitórias na temporada regular. Nos playoffs, venceram os Steelers, em Pittsburgh, na rodada de Wild Card, por 31 a 29. Na semifinal da AFC a derrota veio para o New England Patriots, então invicto, por 31 a 20.

  • Los Angeles Rams – 12 temporadas

Paulo Antunes elogia evolução de Goff e Gurley; Curti coloca técnico dos Rams como 'o melhor até agora'

Outrora conhecido como o “Maior Espetáculo nos Gramados”, os Rams não sabem o que é brigar pelo título em janeiro desde a temporada de 2004.

Naquela ocasião a vaga veio com campanha 8-8, e uma grande eliminação do rival Seattle Seahawks na primeira rodada, com vitória fora de casa por 27 a 22. O sonho acabou com o atropelamento por 47 a 17 contra os Falcons.

Em 2017 a seca parece bem próxima do fim.

  • Cleveland Browns – 15 temporadas

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O torcedor dos Browns mal poderia imaginar que as coisas ficariam ainda piores
O torcedor dos Browns mal poderia imaginar que as coisas ficariam ainda piores

Não há motivos para uma grande “festa de debutante”, mas os Browns completam 15 anos sem ir aos playoffs em 2017. E a campanha 0-12 não dá motivos nenhum para o torcedor acreditar que as coisas mudarão dentro de um futuro próximo.

A última aparição no “mata-mata” foi na temporada 2002, sobe o comando de Butch Davis, que levou o time à segunda posição da AFC Norte com campanha 9-7.

A derrota na rodada de Wild Card em janeiro de 2003 já poderia ser um sinal de que as coisas seriam muito ruins para Cleveland. O algoz foi justamente o rival Pittsburgh Steelers, que conseguiu reverter uma desvantagem que era de 24 a 7 nos minutos finais do terceiro quarto, marcando o TD da vitória com menos de um minuto no relógio.

  • Buffalo Bills – 17 temporadas

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Rob Johnson foi o QB dos Bills na derrota para os Titans
Rob Johnson foi o QB dos Bills na derrota para os Titans

Com campanha 6-6 os Bills ainda esperam que a seca não atinja a “maioridade”. Depois de uma década de 90 com oito aparições na pós-temporada e quatro idas consecutivas ao Super Bowl (com quatro derrotas), o novo milênio ainda não viu Buffalo nos playoffs.

A despedida foi depois de uma campanha 11-5 na temporada de 1999, com a segunda posição da AFC Leste. Em 8 de janeiro de 2000, os Titans foram os algozes na rodada de Wild Card, vencendo por 22 a 16.

Astro dos Steelers, Antonio Brown usará chuteira especial contra o abuso sexual

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Chuteira especial que Antonio Brown usará no duelo contra os Bengals
Chuteira especial que Antonio Brown usará no duelo contra os Bengals

Pittsburgh Steelers em campo é certeza de protagonismo para o astro Antonio Brown. Um dos melhores recebedores da atualidade, o camisa 84 naturalmente chama a atenção quando está em campo. No entanto, diante dos Bengals, às 23h15 (de Brasília), o wide receiver dos Steelers se destacará por outro motivo. No último sábado, Brown postou em uma rede social que usará uma chuteira "contra o abuso sexual".

Mais precisamente, o ato do jogador é um faz referência a um determinado caso antigo ocorrido em 2004, mas que recentemente voltou às manchetes mundiais. Com a hashtag "#freeCynthiaBrown", o recebedor é mais uma celebridade a protestar contra a decisão da justiça de condenar Cyntoia Brown à prisão perpétua - Kim Kardashian e Rihanna são outras personalidades que engrossam o coro.

A chuteira de Antonio Brown conta com os dizeres "Stop Sexual Abuse" (Parem Com o Abuso Sexual) e "No Means No" (Não é não), além da reprodução do rosto atual, e de 13 anos atrás, de Cyntoia.

Cyntoia Brown é uma mulher de 29 anos, que na infância sofreu com abusos sexuais e foi obrigada a se prostituir. Em uma dessas ocasiões, ainda com 16 anos, Cyntoia foi mandada a casa de um atirador do Exército, Johnny Allen, 43 anos.

A jovem relata que, ao chegar no local, o homem tentou forçá-la a manter relações sexuais com ele, mas que ela resistiu e que, neste momento, Allen se virou para o outro lado da cama. Pensando que ele poderia pegar uma das diversas armas espalhadas pela casa e, sentindo sua vida ameaçada, ela atirou contra Allen e o matou.

Mesmo alegando legítima defesa, Cyntoia foi condenada à prisão perpétua pela justiça de Nashville, podendo obter liberdade condicional apenas aos 69 anos de idade. Apoiando a causa, há uma petição correndo na internet com o intuito de libertá-la que já conta com mais de 300 mil assinaturas.

Durante estes 13 anos que está em cárcere, Cynthoia se tornou um exemplo para as presas, se formando em uma universidade católica. Agora, o objetivo de Cyntoia é  conquistar um diploma em Artes. 

Azarados da NFL, veja os times que sofrem com a perda de seus astros

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Aaron Rodgers fraturou a clavícula direita durante a derrota para os Vikings
Aaron Rodgers fraturou a clavícula direita durante a derrota para os Vikings

Andrew Luck, Richard Sherman, Odell Beckham Jr. e J.J Watt, estes são apenas quatro dos diversos jogadores que se lesionaram e perderam a temporada 2017 da NFL. Em uma temporada que a "bruxa está solta", as equipes sofrem com importantes desfalques e vêem suas temporadas ficaram em cheque.

Mas afinal, quais são as equipes que mais sofrem na temporada 2017 da NFL com a perda de seus astros?

  •  Indianapolis Colts

Paulo Antunes questiona retorno de Andrew Luck após cirurgia e alerta sobre dependência do quarterback nos Colts

A sina do Indianapolis Colts começou no final da temporada passada da NFL, quando Andrew Luck passou por uma cirurgia no ombro. A primeira escolha do Draft de 2012 tentou se recuperar desde então, mas o processo se tornou mais longo do que se imaginava e o quarterback não ficou a disposição dos Colts para o início da temporada.

Inicialmente, a franquia tentou apostar em Scott Tolzien, mas não obteve sucesso e Jacoby Brissett foi contratado junto aos Patriots. Mesmo com a chegada do novo QB, os Colts não conseguiram engrenar e estão com chances mínimas de classificação aos playoffs, acumulando três vitórias e oito derrotas na temporada até aqui.

  •  Miami Dolphins 

Tannehill sofre lesão feia no joelho durante treino dos Dolphins

Em Miami, a história é parecida com àquela vivida em Indianapolis. Às vésperas da pré-temporada de 2017, o quarterback Ryan Tannehill - grande responsável por levar a franquia de volta aos playoffs na temporada passada - rompeu os ligamentos do joelho direito no treinamento e teve seu ano condenado. Para o seu lugar, foi contratado Jay Cutler, que já havia se aposentado e dado início a uma carreira de comentarista esportivo.

Para piorar, além de Culter não conseguir apresentar um bom desempenho, ele sofreu uma concussão na semana 11, contra os Bucs, e ficou de fora da derrota para os Patriots no último domingo - Matt Moore ficou com a vaga de titular. Porém, o cenário para esta rodada se inverteu e Cutler deve enfrentar os Broncos, enquanto Moore é dúvida para a partida.

  •  Houston Texans

Everaldo Marques, sobre lesão de J.J. Watt: 'Não vou ficar chocado se a gente não vê-lo mais em campo'; Paulo Antunes discorda

O Houston Texans não deve ganhar nenhum prêmio este ano, isso porque não existe a categoria "Franquia Mais Azarada". Primeiro, a equipe sofreu dois duros golpes ao perder, de uma vez só, os defensores J.J. Watt - um dos melhores da NFL - e Whitney Mercilius, durante a derrota para os Chiefs na semana cinco. Entretanto, mesmo assim, os Texans ainda conseguiam se apoiar na excelente temporada do quarterback DeShaun Watson, draftado em abril deste ano.

Mas, a cota de má sorte também atingiria o calourou, que, depois apresentar um ótimo desempenho contra os Seahawks, rompeu os ligamentos do joelho no treinamento e perdeu o restante da temporada. Desde a lesão do, então, principal candidato a "Calouro do Ano", Houston perdeu três dos quatro jogos seguintes.

  •  New York Giants

Odell Beckham Jr se diz pronto para sair da sala de recuperação: 'Faço o meu melhor para ficar 100%'

A situação do New York Giants é parecida com a dos Texans, a diferença é que a "bruxa" resolveu atacar a unidade ofensiva da franquia da "Big Apple". Na semana 4, durante o revés para o Los Angeles Chargers, o astro Odell Beckham Jr., um dos melhores wide receivers da NFL, fraturou o tornozelo esquerdo e perdeu o restante da temporada. Na mesma partida, o recém-contratado Brandon Marshall sofreu uma lesão no mesmo local e foi colocado na lista de lesionados pelos Giants.

A relação em questão ainda conta com outros dois recebedores da equipe, que também só retornarão em 2018. Sterling Shepard já conseguiu sair desta situação e espera voltar ao time já nesta semana, contra os Raiders. Como se não bastasse, os Giants sofrem com atitudes controversas de seu treinador Ben McAdoo, que surpreendeu a todos ao anunciar que Eli Manning começará no banco o duelo do próximo fim de semana.

  •  Seattle Seahawks 

Richard Sherman lesionado! Paulo Antunes analisa falta que cornerback fará aos Seahawks: 'Perda significativa'

Em segundo lugar na NFC Oeste, com apenas uma vitória a menos do que o líder LA Rams, o Seattle Seahawks faz uma boa temporada até aqui. Mas, se depender das recentes perdas sofridas pelo elenco, o cenário não deve ser dos melhores nas próximas semanas. Em uma semana, a franquia simplesmente perdeu dois de seus principais astros e pilares de sua famosa defesa.

Primeiro, logo após a vitória sobre os Cardinals, Pete Carroll confirmou que o cornerback Richard Sherman havia rompido o tendão de aquiles do tornozelo direito e não voltaria mais nesta temporada. Pouco mais de uma semana depois, o comandante voltou a público para anunciar que o safety Kam Chancellor, que tinha sofrido uma lesão no pescoço, também estaria fora pelo restante do ano. Mais cedo, ainda no início da atual temporada, Cliff Avril já tivera sua aposentadoria especulada após também machucar o pescoço.

  •  Green Bay Packers

'O Green Bay Packers não é nada sem Aaron Rodgers', diz Stephen A. Smith

As lamentações do Green Bay Packers têm apenas um nome: Aaron Rodgers. Tido como o quarterback em maior nível na NFL, o jogador quebrou a clavícula direita durante a derrota para o Minnesota Vikings, na semana 6, e foi colocado na lista de lesionados da equipe. Os Packers, que vinham de três vitórias consecutivas até então, perderam cinco dos seis jogos seguintes e viram as chances e ir aos playoffs diminuírem.

A esperança dos cabeças de queijo estão na velocidade da recuperação de Rodgers, que já foi visto executando passes de mais de 30 jardas. O ponto negativo é que o astro só poderá voltar na última partida, na semana 17, contra os Panthers. Até lá, o time precisará manter vivas as chances de ir à pós-temporada.

De Brady a O.J. Simpson relembre as atuações memoráveis do Dia de Ação de Graças da NFL

Kevin Seifert, do ESPN.com*

A NFL vive uma semana especial! A rodada de "Thanksgiving", ou Dia de Ação de Graças, é uma tradição na Liga e traz sempre três jogos na penúltima quinta-feira de novembro.

Mas não é só a quantidade de duelos que se destaca. Como mostra o ESPN.com.br, os partidas do "Thanksgiving" são sempre promessas de grande desempenhos.

Veja as melhores performances da história da rodada do Dia de Ação de Graças da NFL:

  • O.J. SIMPSON (1976)

Buffalo Bills  14 x 27  Detroit Lions

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O.J. Simpson tenta correr contra a defesa do Detroit Lions no Thanksgiving de 1976
O.J. Simpson tenta correr contra a defesa do Detroit Lions no Thanksgiving de 1976

Em sua 17ª temporada com o Buffalo Bills, dois anos depois de terminar um ano com 2003 jardas corridas, O.J. Simpson quebrou o recorde da NFL, que já era seu, de mais jardas terrestres em um jogo.

Sua maior corrida naquele dia foi em um touchdown de 48 jardas, já no terceiro quarto da derrota para o Detroit Lions. 

O recorde prevaleceu por um ano, até ser quebrado por Walter Payton, do Chicago Bears.


  • JIM BENTON (1945)

Cleveland Rams  28 x 21  Detroit Lions

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Jim Benton mergulha para fazer uma recepção
Jim Benton mergulha para fazer uma recepção

Defendendo a equipe que hoje leva o nome de Los Angeles Rams, Benton se tornou o primeiro jogador profissional de futebol americano a acumular 300 jardas recebidas em um jogo. O feito aconteceu durante a vitória sobre os Lions por 28 a 21.

O wide receiver teve 10 conexões bem sucedidas com o quarterback Bob Waterfield, uma delas um TD de 70 jardas. Além disso, Benton ainda conseguiu uma interceptação jogando como defensor.

O recorde de Benton permaneceu por 40 anos e continua sendo uma das únicas performances de um jogador com 300 jardas aéreas em uma só partida na NFL - apenas outros cinco atletas fazem parte do grupo.


  • DAVE KRIEG (1994)

Buffalo Bills  21 x 35  Detroit Lions

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Dave Krieg em ação pelo Detroit Lions
Dave Krieg em ação pelo Detroit Lions

Substituindo o titular Scott Mitchell, que se lesionou durante a temporada, Krieg completou 20 de 25 passes para 21 jardas e três touchdowns, sem nenhuma interceptação, durante a vitória dos Lions por 35 a 21 sobre os Bills.

O desempenho do QB lhe rendeu um passer rating perfeito de 158.3, o melhor de sua carreira. Apenas 52 vezes algum quarterback alcançou um rating tão alto.


  • TOM BRADY (2010)

New England Patriots  45 x 24  Detroit Lions

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Tom Brady durante a vitória dos Patriots sobre os Lions no Thanksgiving de 2010
Tom Brady durante a vitória dos Patriots sobre os Lions no Thanksgiving de 2010

O feito de Krieg seria igualado por um dos melhores, se não o melhor, QB da história do esporte. Em 2010, Tom Brady acertou 21 de 27 passes para 341 jardas e quatro touchdowns na vitória dos Patriots sobre os Lions por 45 a 24.

A performance de Brady foi fundamental para uma grande virada protagonizada pelos Patriots, que estavam perdendo por 24 a 17 no meio do terceiro quarto. Em apenas 13 minutos e 30 segundos, o quarterback conectou dois passes para TDs com Deion Branch, 79 e 22 jardas, além de outro de 16 jardas para Wes Welker.

Em 2007, contra o Miami Dolphins, Brady ja havia registrado uma partida com seis touchdowns.


  • BOB GRIESE (1977)

St. Louis Cardinals  14 x 55  Miami Dolphins

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Bob Griese em ação pelo Miami Dolphins
Bob Griese em ação pelo Miami Dolphins

Se em 2007, os Dolphins sofreram com um Tom Brady fora de série, quarenta anos antes Bob Griese já havia feito o mesmo pela franquia da Flórida. Na vitória sobre o St. Louis Cardinals por 55 a 14, o QB lançou seis touchdowns e atropelou o adversário no dia de Ação de Graças.

Em sua carreira, Griese disputou 151 partidas de temporada regular e chegou ao Hall da Fama da NFL. A partida contra os Cardinals foi uma das quatro em que ele teve mais de três passes para TDs.


  • PEYTON MANNING (2004)

Indianapolis Colts  41 x 9  Detroit Lions

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Peyton Manning durante a vitória dos Colts sobre os Lions no Thanksgiving de 2004
Peyton Manning durante a vitória dos Colts sobre os Lions no Thanksgiving de 2004

Em 2004, foi a vez de Peyton Manning igualar o feito de Bob Griese na vitória dos Colts sobre os Lions por 41 a 9. O número de touchdowns representa mais de um quarto dos passes completados pelo QB (23).

Este foi um dos nove jogos na carreira do quarterback, em que ele lançou pelo menos cinco TDs. Ao lado de Nick Foles, Manning tem o recorde de mais conexões para a endzone em apenas uma partida (7).


  • RANDY MOSS (1998)

Minnesota Vikings  46 x 36  Dallas Cowboys

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Randy Moss foi eleito o melhor jogador do Thanksgivin de 1998, quando os Vikings derrotaram os Cowboys
Randy Moss foi eleito o melhor jogador do Thanksgivin de 1998, quando os Vikings derrotaram os Cowboys

Ainda um calouro na NFL, Randy Moss teve uma performance histórica durante a vitória dos Vikings sobre os Bills por 46 a 36.

O wide receiver completou três longos TDs durante o duelo - 51, 56 e 56 jardas. Estas foram as únicas recepções dele na partida. Apenas seis vezes na história um jogador conseguiu pelo menos 160 jardas em três conexões ou menos.

Nenhum outro atleta conseguiu três recepções na história da rodada de Thanksgiving da NFL.


  • TROY AIKMAN (1998)

Minnesota Vikings  46 x 36  Dallas Cowboys

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Mesmo perdendo para os Vikings, Troy Aikman teve um desempenho memorável no Thanksgiving de 1998
Mesmo perdendo para os Vikings, Troy Aikman teve um desempenho memorável no Thanksgiving de 1998

Não foi apenas o time vencedor, naquele duelo de 1998, que teve um jogador com um desempenho notável.

Perdendo por 21 a 6, os Cowboys precisaram correr atrás do placar por boa parte do jogo. Isso levou Troy Aikman a estabelecer um recorde no dia de Thanksgiving, passando para mais de 400 jardas.

Nesta partida, Aikman lançou 57 passes e completou 34 deles, melhor marca de sua carreira. No entanto, o QB conseguiu apenas uma conexão para TD e não teve sucesso em recuperar o déficit do placar.


  • EARL CAMPBELL (1979)

Houston Oilers  30 x 24  Dallas Cowboys

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Earl Campbell em ação pelo Houston Oilers
Earl Campbell em ação pelo Houston Oilers

Earl Campbell fez sua única partida de Thanksgiving em sua segunda temporada com o Houston Oilers e teve uma performance memorável. 

Mesmo sendo acionado apenas 264 vezes durante os 12 primeiros jogos da temporada, o Campbell correu 33 vezes para 195 jardas na vitória por 30 a 24 sobre Cowboys.

Um dos TDs do corredor veio em uma arrancada de 61 jardas. Este foi um dos 20 jogos que Campbell teve pelo menos 30 carregadas.


  • ZIGGY ANSAH (2015)

Philadelphia Eagles  14 x 45  Detroit Lions

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Ziggy Ansah comemora um de seus sacks durante a vitória dos Lions sobre os Eagles em 2015
Ziggy Ansah comemora um de seus sacks durante a vitória dos Lions sobre os Eagles em 2015

A última, e mais recente, performance entre as melhores na história da rodada do Thanksgiving é a única de um defensor da lista. Ziggy Ansah foi um verdadeiro terror para o Philadelphia Eagles em 2015.

Na vitória dos Lions por 45 a 14, o defensive end conseguiu três sacks e meio e minou o ataque da franquia da Pensilvânia. Ao lado de Eric Ogbogu, Ansah é um dos únicos jogadores a conseguir pelo menos três sacks na rodada do Dia de Ação de Graças.

Líder do ataque e da defesa entre os garotos: conheça a quarterback de 13 anos que impressiona Illinois

Melissa Isaacson, adaptado por Cláudia Custódio

Lances e momentos de Auburn Roberson, menina de 13 anos que é a líder do time masculino da escola

"Meu deus, é uma garota". Isso é o que um treinador adversário disse ao ver Auburn Robenson lançar para o touchdown da vitória contra seu time e tirar o capacete durante a comemoração. Sim, é uma garota, e não é como as outras. 

Ambiente ainda predominado por atletas masculinos, o futebol americano tem visto aumentar o número de mulheres praticando o esporte. Mas, na maioria das vezes, essas meninas atuam em posições de menor destaque, como kicker ou, no máximo, alguma posição de defesa em equipes de menor expressão. Esse não é o caso da menina de 13 anos da cidade de St. Charles, Illinois. 

Auburn Robenson lidera o time da Thompson Middle School tanto no ataque, quanto na defesa. Jogando de quarterback e middle linebacker, a garota é a referência dos companheiros e os levou ao título do campeonato regional no último dia 12 de outubro.  

"Eu sou a responsável por chamar todas as jogadas. Não sou mandona, nem nada, mas é bom estar no controle porque eu meio que sei exatamente o que vai acontecer e o que está acontecendo ao meu redor. Então, é mais fácil", diz Auburn, que ama Joe Montana e Tom Brady, mas se inspira no seu maior ídolo, Cam Newton, por causa do estilo de jogo. E parece que a sua inspiração fica clara em campo: 

"Robenson é fora da curva, algo como um Cam Newton. Ela consegue lançar, consegue correr, ela pode fazer de tudo! E as pessoas ficam chocadas com ela. Ela é fantástica", diz Max Medernich, seu colega de equipe. 

Melissa Isaacson para espnW
Quarto da pequena Auburn Robenson mostra a idolatria por Cam Newton
Quarto da pequena Auburn Robenson mostra a idolatria por Cam Newton

Em campo, seja nos jogos ou treinamentos, Auburn não aceita nenhum tipo de tratamento diferente por ser uma garota. Tanto que uma das vezes em que mais se irritou com seu melhor amigo, Justin Birkelbach, foi quando ele se recusou a dar um tackle forte nela.  

"Foi a primeira vez que jogamos em times diferentes, estávamos na quinta série e eu estava morrendo de medo de dar um tackle nela. Quando tive que dar, fiz bem de leve. Ela não parou de me mandar indiretas dizendo pra eu jogar melhor, jogar normalmente", diz Birkelbach, que não se preocupa mais com a amiga depois que ela o acertou em cheio durante um jogo. 

"Não me preocupo nem um pouco. Na verdade, fico mais preocupado com as pessoas que ela acerta", diz, entre risadas. 

Auburn também joga no time feminino de basquete e no masculino de beisebol. A habilidade atlética da menina é espetacular e a ajuda muito no seu esporte favorito, o futebol americano.  Luke Sharkey, outro colega de equipe, reconhece essas habilidades. "Ela tem um braço fantástico e corre muito bem. Sempre que ela sai do pocket, eu sei que vem uma primeira descida ou uma jogada importante". 

Auburn entrou para o time de futebol americano da escola depois de levantar a mão quando o técnico entrou na sala perguntando quem tinha o interesse de jogar. Brandon Petersen nunca tinha visto uma garota se voluntariar antes, mas essa não foi a única surpresa. 

"Nunca tinha acontecido isso antes. E por curiosidade, perguntei em qual posição ela queria jogar e ela respondeu 'quarterback'. Eu achei isso muito interessante", diz o treinador. Mas as preocupações com relação ao vestiário e a parte física do jogo estavam muito presentes. Isso é, até ele vê-la em ação.  

"Eu fiquei impressionado! Pensei: 'agora eu sei porque ela quer jogar de quarterback'. E quando a gente faz exercícios de tackle, ela entra com tudo em qualquer jogador. Em um dos nossos jogos, ela jogou um garoto de quase 90 kg no chão, como se ele não fosse nada", se derrete o professor.  

Peterson diz que Auburn tem ótima liderança e controla muito bem o huddle. Ele nota que ela estuda o jogo como ninguém e já reconhecia ataques e defesas antes dele as apresentar a ela. Com essa postura, os garotos do time logo viram o quanto ela era boa e o gênero nunca chegou perto de ser um problema. 

No outro time que Auburn joga, o Tri-City, do seu bairro, o treinador não sabia que ela era uma garota antes do draft. Quando descobriu, disse a sua mulher que talvez iria draftar uma menina:  

"Você não entende! Ela é, de longe, melhor que a maioria dos garotos da idade dela", disse o técnico Brian Glon para a esposa, na época.  

Ele diz que Auburn é a melhor jogadora que eles têm. Ela sabe dar tackles perfeitos, tem o melhor stiff arm da liga, uma potência muito grande e um sentimento forte de confiança, competitividade e liderança.  

Mas o tamanho da menina ainda pode ser um problema, como lembra o técnico, que se preocupa com o momento que os meninos entrarem na puberdade e começarem a crescer de maneira desproporcional a ela. 

"Agora, ela é uma das jogadoras mais rápidas e fortes do time e consegue lançar a bola umas 40, 50 jardas. Mas ela vai conseguir crescer com eles?", questiona. 

Rob Pomazak, técnico da St. Charles North, escola de ensino médio que Auburn e seus colegas de equipe devem frequentar daqui um ano, acredita que a garota tem potencial. 

"Atualmente, ela é a melhor quarterback do nível dela e eu não vejo razão para ela não jogar de quarterback como caloura aqui. Depois disso, se ela continuar como quarterback ou tivermos que mudar sua posição para running back ou qualquer outra, faremos. Desde que seja para seu melhor desempenho", diz Pomazak. 

Eles sabem que vai ficar mais difícil para ela, mas caso o físico se torne um problema por conta do crescimento dos garotos, eles mantê-la em uma posição de aprendizado no jogo, para talvez ser uma treinadora ou scout. 

"Se o futuro dela é ser treinar, vamos contribuir para isso da melhor forma possível, mas eu espero que ela jogue os quatro anos de high school, pra ser honesto. Nós não temos muita gente com a qualidade e liderança que Auburn tem. Não queremos desperdiçar isso de maneira alguma", declara Pomazak, que já mandou 13 de seus jogaores para Universidades da Divisão I. 

Para os pais, Brian e Autumn, essa possibilidade já é normal. O choque até aconteceu ao saber que a filha jogaria futebol americano de contato com os garotos aos 7 anos de idade. Enquanto a mãe achava loucura, o pai tentava confortá-la: 

"Eu sempre senti que ela estava destinada a fazer isso, foi uma decisão fácil da minha parte", diz o pai, que afirma que o talento dela é nato. Quando tinha 1 ano e seis meses, ela já tinha uma habilidade diferente para lançar: 

"Ela tinha a mira perfeita. Ela conseguia lançar em uma linha reta e mandar direto pra você!", conta Brian. 

O amor pelo esporte também foi essencial. Auburn estudava a NFL desde que se entendeu por gente, e um dos primeiros livros que ela retirou sozinha na biblioteca da escola foi "A história do Green Bay Packers". O primeiro de muitos sobre as franquias da liga. 

"Eu acabava sabendo mais da história dos times do que eu queria", revela o pai. 

Auburn ama o esporte e quer continuar a jogar no high school, na universidade e quem sabe até na NFL. Ela não descarta a possibilidade de jogar nas ligas profissionais femininas, desde que não seja no Legends Football League, já que o uniforme de lingeries e biquinis não faz muito seu estilo. 

"Se fossem uniformes normais, como na NFL, eu provavelmente iria querer jogar lá", brinca a garota.

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