A nova classe do Hall da Fama do futebol americano: LaDainian Tomlinson

Matheus Dietrich, para o ESPN.com.br

Enquanto a temporada não começa, aproveitamos os domingos para relembrarmos os grandes jogadores que fizeram a história da NFL.

Aqui no blog NFL na ESPN, estamos contando um pouco da trajetória dos atletas que foram eleitos para o Hall da Fama na classe de 2017, e serão homenageados antes da partida que marca o retorno da bola oval aos Estados Unidos, no dia 3 de agosto.

Depois de falarmos sobre Kurt Warner, chegou a vez de passarmos a bola para o jogo corrido.

 

  • LaDainian Tomlinson
Stephen Dunn/Getty
LaDainian Tomlinson fez história com a camisa dos Chargers
LaDainian Tomlinson fez história com a camisa dos Chargers

Indiscutivelmente um do running backs mais prolíficos da história, Tomlinson marcou época no San Diego Chargers, e não fez feio em sua curta passagem pelo New York Jets.

Sendo o primeiro jogador na história a acumular 100 recepções e mil jardas corridas em uma única temporada (com 1.645 jardas corridas e exatas 100 recepções para 725 jardas em 2003), o atleta também detém os recordes de maior número de touchdowns anotados em uma única temporada (31, em 2006) e o maior número de pontos marcados em um único ano (186, também em 2006).

Além disso, mesmo atuando em uma posição que o colocava como alvo fácil para sofrer turnovers, Tomlinson ultrapassou a marca de mil tentativas de corrida sem sofrer um único fumble.

Todos estes números o credenciam para brigar por uma posição entre os maiores da história. Pesa contra sua carreira, porém, o fato do jogador jamais ter vencido o Super Bowl, muito por conta do baixo rendimento geral dos times pelo qual jogou.

  • A carreira em números
  • Período na NFL
  • 11 temporadas
    (2001-09 Chargers, 2010-11 Jets)

  • Jardas corridas
  • 13.684 (5º da história)
    Apenas 32 fumbles (2 em playoffs)

  • Jardas recebidas
  • 4.772 ( +176 em playoffs)
    624 passes recebidos (+ 25 em playoffs)

  • Touchdowns
  • 151 corridos (6 em playoffs)
    18 recebidos (1 em playoffs)

QB dos Redskins passa perto de vexame ao revelar sexo de bebê

ESPN.com.br

Kirk Cousins assinou um acordo de um ano e US$ 23 milhões para seguir no Washington Redskins, mas ainda briga para receber um contrato mais longo.

Só que o futuro da família Cousins, que está prestes a crescer, pode ter sido prejudicado pela atuação de Kirk na brincadeira que o casal fez para revelar o sexo do bebê que Julie Cousins está esperando. 

Confira:

"Tive que ficar perto para que não fosse interceptado... e ainda assim quase errei", escreveu o quarterback na legenda do vídeo postado em sua conta no Instagram.

Um menino está a caminho, mas talvez não venha acompanhado de um contrato.

Camisas recuperadas de Brady valem mais que metade do que QB ganhará para jogar em 2017

ESPN.com.br
Kevin C. Cox/Getty Images Sport
Tom Brady no momento em que descobriu o desaparecimento da camisa
Tom Brady no momento em que descobriu o desaparecimento da camisa

Tom Brady está perto de reaver as camisas que utilizou nas conquistas do Super Bowl LI, disputado neste ano, e também do Super Bowl XLIX, de 2015. Os itens, recuperados pelo FBI no México, possuem muito mais do que um valor sentimental: eles representam mais do que a metade do que Brady irá ganhar para jogar na liga em 2017.

O atual contrato do quarterback dos Patriots prevê que ele receberá US$ 1 milhão como salário base em 2017. Apenas a camisa usada na vitória contra o Atlanta Falcons, em fevereiro, foi avaliada em US$ 500 mil pela polícia de Houston, ou seja, metade dos vencimentos do camisa 12 no ano. Se quisesse vender também a camisa da vitória contra os Seahawks, poderia até dobrar o "orçamento" para 2017.

É claro que este não é o único valor gasto pelo New England Patriots para contar com o jogador, que recebeu US$ 28 milhões quando assinou o novo vínculo. Brady também recebe bônus por desempenho, mas em 2016 isso significou apenas US$ 14,1 mil, menos da metade do que ganhou Jimmy Garoppolo, e quase um terço do que levou Jacoby Brissett, seus substitutos nos quatro primeiros jogos do ano.

"Estou feliz por terem recuperado minhas camisas do SB 49 e SB 51, e quero agradecer todas as agências de aplicação da lei envolvidas", disse Brady em comunicado divulgado por seu agente. "Eu sei que elas trabalharam duro neste caso - e isto foi muito apreciado. Espero que quando pegar a camisa de volta eu possa fazer alguma coisa positiva vir desta experiência", concluiu.

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O valor da camisa também surpreende por ser maior do que ganharam no último ano alguns dos jogadores que conquistaram o Super Bowl com Brady. É o caso do calouro recebedor Malcolm Mitchell, que recebeu US$ 450 mil em sua primeira temporada na liga.

Grande destaque da virada histórica, o running back James White recebeu pela temporada um pouco mais do que vale a camisa: US$ 600 mil.

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Em seus 17 anos na liga, Tom Brady já arrecadou mais de US$ 196 milhões em contratos, podendo ganhar mais US$ 30 milhões se cumprir os três anos de vínculo que tem. Além disso, o quarterback faz muito dinheiro com patrocinadores e apenas em 2016, segundo a revista Forbes, teria recebido mais de US$ 6 milhões com sua imagem.

Desta forma, apesar de valer uma fortuna, é pouco provável que Tom Brady tenha planos de se desfazer das camisas recuperadas. O provável destino delas deve mesmo ser a sala de troféus do jogador cinco vezes campeão do Super Bowl.

A nova classe do Hall da Fama do futebol americano: Kurt Warner

Matheus Dietrich, para o ESPN.com.br

Enquanto a temporada não começa, vamos aproveitar os domingos para relembrarmos os grandes jogadores que fizeram a história da NFL.

Aqui no blog NFL na ESPN, vamos começar relembrando um pouco da carreira dos jogadores que foram eleitos para o Hall da Fama na classe de 2017, e serão homenageados antes da partida que marca o retorno da bola oval aos Estados Unidos, no dia 3 de agosto.

O primeiro personagem? Ninguém menos que...

  • Kurt Warner
Getty
Kurt Warner em ação pelos Rams, franquia que levou ao título na temporada de 99
Kurt Warner em ação pelos Rams, franquia que levou ao título na temporada de 99

É comum vermos grandes quarterbacks sendo selecionados nas mais altas rodadas do draft. Em alguns casos, logicamente, temos gratas surpresas em rodadas posteriores, como é o caso de um certo multicampeão.

Mas, e quando o atleta não é sequer escolhido?

Ignorado completamente no Draft de 1994, Kurt Warner até teve uma chance de apresentar seu talento durante os treinos de verão junto ao Green Bay Packers. Entretanto, não houve chance alguma para que o calouro figurasse nem mesmo como quarterback reserva (visto que titularidade pertencia a futura lenda Brett Favre), o que levou o jovem a ser cortado da equipe antes mesmo do início da temporada regular.

Após um período jogando em times do Arena Football (variante indoor da NFL) e na NFL Europa, Warner foi contratado para ser reserva de Trent Green no St. Louis Rams. No entanto, logo a reserva se transformou em titularidade quando Green sofreu uma séria lesão no início da temporada de 1999. Após a recuperação, seus serviços não eram mais necessários. No mesmo ano em que se firmou, Warner liderou um dos melhores ataques da história rumo a conquista do Super Bowl XXXIV.

Após o título, o quarterback teve mais dois anos de glória comandando o "The Greatest Show on Turf" (O Grande Espetáculo em Campo), nome pelo qual ficou conhecido o ataque dos Rams que contava também com as estrelas Marshall Faulk e Isaac Bruce.

Em 2001, Warner foi derrotado no Super Bowl pelo jovem Tom Brady, que conquistava o primeiro de seus cinco títulos.

Findados os anos dourados, Warner se transformou em apenas um "bom quarterback", até é claro a temporada de 2008, quando liderou, de forma improvável, um desacreditado Arizona Cardinals ao Super Bowl XLIII, onde acabaram derrotados pelo forte Pittsburgh Steelers.

Um ano depois, Warner se aposentou do futebol americano, deixando para trás um legado magnifico e uma das histórias mais marcantes e surpreendentes da NFL

  • A carreira em números
  • Período na NFL
  • 12 temporadas
    (1998-2009)

  • Passes para TD
  • 208 (temporada regular) - 35º da história
    31 (em playoffs) - 7º da história

  • Aparições em Super Bowls
  • 3 (XXXIV, XXXVI e XLII)

  • Títulos
  • 1 (XXXIV)

Fora de forma, reforço dos Seahawks pode ganhar mais de R$ 1 milhão se bater metas de peso

ESPN.com.br
Jonathan Daniel/Getty Images Sport
Pete Carroll quer Lacy 'bruto', mas não 'tão bruto'
Pete Carroll quer Lacy 'bruto', mas não 'tão bruto'

Reforço dos Seahawks para a temporada 2017 da NFL, Eddie Lacy terá que fechar a boca se quiser ganhar US$ 385 mil (R$ 1,19 milhão) a mais em Seattle.

Os quilos a mais do corredor foram problema nas últimas temporadas e podem ter colaborado para a lesão no último ano. Por isso, existe uma cláusula contratual prevendo sete metas de pesos para ganhar US$ 55 mil (R$ 170 mil) por cada uma atingida.

Lacy entrou na liga em 2013, pesando pouco mais de 104 quilos. Os relatos dos últimos dias são de que o jogador estaria pesando algo em torno de 121 quilos.

Segundo o contrato, Lacy precisa estar pesando 115 quilos até o fim de maio, 113 entre junho e agosto, e depois ficar com 111 quilos em setembro, outubro, novembro e dezembro.

Se bater a meta em cada um dos meses, o dinheiro cairá na conta de Lacy.

Em entrevista à ESPN em Seattle, o técnico Pete Carroll afirmou que quer Lacy "grande", mas sabe que o jogador atuará melhor se ficar próximo aos 110 quilos.

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"Eu quero ele grande. Quero ele grande, resistente e forte. Mas eu quero ele na melhor forma, para que ele possa correr o seu melhor , ser durável, suportando a carga", disse. "Perto de 106 quilos era o que ele pesava quando entrou (na liga). Mas ele desenvolveu. Nos 110 ele é realmente perigoso", concluiu.

Lacy agora tem a opção do que engordar ou emagrecer: a barriga ou a conta bancária.

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