Por que reinventar o formato dos playoffs da NBA é complicado?

Gabriela Ventura, especial para o ESPN.com.br*
Durant diz que estilo dos Warriors força NBA a ter times talentosos e se foca só no basquete: 'Não posso me preocupar com o que dizem'

O ano é 2024 e a NBA desencanou das Conferências. Os 16 melhores times da temporada regular avançam para os playoffs.

O confronto entre o 4º e o 13º é entre Portland Trail Blazers e Miami Heat, separados por mais de 4.300 quilômetros. Começando em Portland, o Heat vence a série melhor de 7, e no processo viaja 21.700 quilômetros, sem contar a viagem de volta ao Leste depois do Jogo 7.

Knicks e Nets se enfrentam no embate entre o 5º e o 12º. Suas arenas estão a 8 quilômetros uma da outra.

Na segunda rodada, o Heat pega os Knicks, que haviam encarado incríveis 40 quilômetros em sua série melhor de 7, com todos os jogadores dormindo em casa. O Heat entra na segunda rodada com mais de 24 mil quilômetros percorridos nas duas semanas anteriores.

A NBA anunciou recentemente algumas ações para deixar as partidas mais dinâmicas, limitando os timeouts e começando a temporada mais cedo. Mas um item que não foi abordado foi a questão de reestruturar os playoffs, contando com os 16 melhores times, independentemente de suas conferências.

Ignorar as conferências e partir para o formato com o top-16, especialmente se considerarmos a potência que é o Oeste em geral, é um assunto que o comissário Adam Silver já abordou – e que está cada vez mais em evidência.

Mas não é tão simples como você pode imaginar.

Abaixo estão alguns itens apresentados pela própria NBA em uma conferência analítica em março passado, e suas complicações...

Todas as informações abaixo são cortesia de Evan Wasch, Vice-presidente Sênior de Estratégia e Análises da NBA.

  • Ponto 1: Fusos-horários

Pode parecer óbvio, mas vamos começar com o simples fato de que todos os times da Conferência Leste estão mais próximos da Costa Leste do que da Costa Oeste e vice-versa. Memphis está mais a Oeste do que Milwaukee. Chicago está mais a Leste do que New Orleans. E por aí vai.

O que acontece é que, se o critério das conferências for eliminado antes das Finais, o fator “viagem” pode se tornar um verdadeiro problema. Mas qual seria o tamanho desse problema?

- 55% de todas as séries antes das Finais acontecem dentro do mesmo fuso-horário; este número cairia para 30%;

- Nenhuma série antes das Finais conta com times com fuso de 3 horas entre eles; este número subiria para 18%;

- O número de séries com pelo menos duas horas de diferença no fuso iria praticamente dobrar (de 20% para 36%).

ESPN.com.br
Percentual das séries antes das Finais da NBA
Percentual das séries antes das Finais da NBA
  • Ponto 2: Isso mudaria tanto?

Na pós-temporada de 2017, os 16 melhores times da NBA em termos de percentual de vitórias de fato avançaram para os playoffs (apesar de um empate entre Bulls, Blazers e Heat nas posições 15 a 17 do ranking, deixando o Heat de fora). O chaveamento iria mudar, mas os times que disputariam os playoffs seriam os mesmos.

- O estudo foi feito pela NBA antes dos playoffs de 2017 e analisou os 20 anos anteriores. Foi descoberto que, durante esse período, apenas um – um único time na média – terminou a temporada entre os 16 melhores da liga e não conseguiu vaga nos playoffs.

Abaixo está um panorama dessas temporadas:

- Em três dos 20 anos, dois times terminaram entre os 16 melhores da liga e não avançaram para os playoffs (2000-02, 2003-04, 2007-08);

- Em quatro dos 20 anos, os 16 melhores da NBA disputaram os playoffs;

- O melhor colocado, em termos de percentual de vitórias, que não avançou para os playoffs, terminou na 12ª colocação geral. Isso aconteceu 3 vezes, a última em 2013-14;

- O pior colocado, em termos de percentual de vitórias, que sim, avançou aos playoffs, terminou na 20ª colocação geral, em 2003-04.

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  • Ponto 3: Impacto nas viagens durante a temporada regular

É importante reforçar que os números acima refletem a realidade atual de um calendário desequilibrado, então não é a mesma coisa comparar o aproveitamento de times do Oeste, que jogam com mais frequência contra times do próprio Oeste (uma conferência mais “disputada”), com o de times do Leste.

Se mudarmos para um formato de Top-16 nos playoffs, provavelmente teríamos que abolir totalmente a divisão por conferências, pois times disputando as mesmas vagas teriam que jogar o mesmo calendário.

Como isso impactaria as viagens? 

- Hoje: os times viajam uma média de 75 mil quilômetros por ano;

- Sem as conferências: a média seria de 84 mil quilômetros por ano.

Seria um aumento de 12% em média – um número que obviamente seria maior para uns do que para outros (Blazers e Heat, por exemplo).

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  • Perguntas a se considerar

Com o crescente destaque na segurança dos jogadores, em reduzir o número de partidas em noites seguidas e a popularização das noites de descanso para os astros, seria viável alterar toda a estrutura de playoffs só para acomodar um único time por temporada que eventualmente ficaria fora? Que outros ajustes podem ser feitos?

- Voltar para o “melhor de 5” na primeira rodada?

- Voltar para o formato 2-3-2 nas séries que passarem por múltiplos fusos?

- Top 14 com duas vagas de wild card para cada conferência? (Apesar de isso potencialmente prejudicar os primeiros colocados com oponentes geograficamente mais distantes);

- Mini-torneios, ou repescagem, pelas últimas 4 ou 6 vagas nos playoffs? 

 - Melhores times escolhem os oponentes? (Por exemplo: os Warriors escolheriam quem enfrentar entre qualquer um dos outros 15 classificados, podendo assim evitar longas distâncias).

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*Com dados do ESPN Stats & Information

De contrato renovado, Cristiano Felício valoriza mentores nos dois anos de Chicago Bulls

Gustavo Hofman, blogueiro do ESPN.com.br

Getty
Cristiano Felício renovou por mais quatro anos com os Bulls
Cristiano Felício renovou por mais quatro anos com os Bulls

De Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, até Chicago, na região dos grandes lagos nos Estados Unidos, a trajetória de Cristiano Felício nem foi tão longa assim, mas teve muitas dificuldades. Depois de defender o Minas Tênis, tentou a sorte no high school norte-americano para seguir a carreira na Universidade de Oregon, mas não conseguiu a elegibilidade. Voltou ao Brasil e foi vestir as cores do Flamengo. Em 2015 foi jogar a Summer League e não voltou mais.

O atleta de 25 anos está agora com contrato renovado por quatro temporadas com os Bulls. "Estou muito feliz em ter renovado meu contrato com o Chicago Bulls por mais quatro anos. Foi uma franquia que me a oportunidade de entrar na NBA dois anos atrás, e agora está dando a chance de continuar o meu trabalho que não só começou há dois anos, mas desde quando comecei a jogar basquete. Para mim, com certeza, é uma honra vestir a camisa do Chicago Bulls e representar a tradição dessa franquia. Vou fazer de tudo para dar muitas alegrias à torcida nos próximos quatro anos".

Nos próximos será, também, muito importante na renovação da Seleção Brasileira. Enquanto isso não acontece, segue se preparando para a próxima temporada. Encontrou um tempo nas "férias" para conversar com o blog.

A que se deve tamanha confiança da franquia em você?

Toda confiança que eles colocaram em mim, com esse contrato de mais quatro anos, vem de todo trabalho que venho fazendo desde que cheguei aqui. Com certeza, esse trabalho que venho executando dentro de quadra vem dando resultado, estou melhorando. Acredito que só tenho a melhorar nos próximo anos e eles enxergam isso em mim. Essa confiança vem desses dois primeiros anos. 

Qual foi sua maior dificuldade no início? E onde você mais precisa melhorar nos próximos anos?

Uma coisa que foi um pouco difícil pra mim no início foi o esquema defensivo e o ofensivo também, porque são regras diferentes do basquete praticado fora dos Estados Unidos, basquete FIBA. Mas acredito que consegui me adaptar muito bem depois de dois ou três meses, então não foi tão difícil assim a adaptação, mas foi uma coisa que pegou bastante no começo. Acredito que meu jogo ofensivo tem que melhorar um pouco ainda, venho trabalhando bastante nessas férias entre aspas.

Qual foi o jogador que mais te ajudou nas suas duas temporadas de NBA?

Nesses dois anos aqui em Chicago muitos jogadores diferentes passaram por aqui. Aprendi muito com o Joakim Noah, que está jogando nos Knicks agora, com o Pau Gasol, que que foram os dois pivôs que eu treinava bastante contra e estavam sempre conversando comigo no dia a dia. Com certeza me ajudaram muito no primeiro ano. Já no segundo, com mais jogadores experientes, tive a chance de jogar com o Rondo, que é um cara que entende muito de basquete e que me ajudou bastante em Chicago. Com certeza os ensinamentos que ele passou pra mim vou levar para toda carreira.

Para você, qual foi sua melhor atuação pelos Bulls?

Acredito que minha melhor atuação aqui em Chicago foi no jogo contra o Indiana Pacers no segundo ano. Consegui meu primeiro duplo-duplo e joguei muito bem, mas houve outros jogos também. Nesse ano, por exemplo, contra o Golden State e contra o San Antonio.

O Georginho vai tentar o mesmo caminho que você para chegar à NBA, através da pré-temporada e da Summer League. Alguma dica específica?

Uma dica que tenho para o Georginho é ir para lá e fazer o jogo dele. Não tentar loucuras, não tentar entrar no jogo americano, que é mais corrido, onde eles querem chutar todas as bolas... Escutar bastante o técnico, executar o que ele está pedindo. Acredito que ele fazendo isso vai ter muitas chances de fazer uma ótima Summer League e quem sabe continuar em Houston para a temporada.

Curry e Warriors lideram nos EUA, LeBron e Bulls no Brasil: veja ranking de vendas de camisas da NBA

ESPN.com.br

Getty
Stephen Curry sob os olhares de LeBron James, em Warriors x Cavaliers na NBA
Stephen Curry sob os olhares de LeBron James, em Warriors x Cavaliers na NBA

A NBA liberou nesta quinta-feira os rankings de vendas de camisas e outros produtos da liga. Apesar de temporada não tão espetacular quanto a última, Stephen Curry segue o atleta que mais tem seus uniformes comercializados nos Estados Unidos – ocupa essa posição desde o fim da temporada 2014/15.

Um conto de dois MVP's com trajetórias diferentes: relembre a saga de Westbrook e Durant na última temporada

 Curioso na lista é a posição de James Harden. O candidato a MVP ficou apenas em 9º lugar, atrás de nomes como Isaiah Thomas e Giannis Antetokounmpo. As informações compreendem o período entre abril e junho de 2017 e são retiradas da loja NBA Store.com.

  • Camisas mais vendidas nos EUA por jogador

 

  • 1. Stephen Curry    

 

  • 2. LeBron James    

 

  • 3. Kevin Durant   

 

  • 4. Russell Westbrook   

 

  • 5. Kyrie Irving    

 

  • 6. Kawhi Leonard   

 

  • 7. Isaiah Thomas   

 

  • 8. Giannis Antetokounmpo   

 

  • 9. James Harden   

 

  • 10. Klay Thompson   

 

  • 11. Draymond Green   

 

  • 12. John Wall   

 

  • 13. Jimmy Butler   

 

  • 14. Damian Lillard   

 

  • 15. Dwyane Wade   

 

  • Camisas mais vendidas no Brasil por jogador

No Brasil, a “supremacia” dos Warriors não existe. O jogador que mais vende camisas em território nacional é LeBron James, astro do Cleveland Cavaliers. James Harden, sem moral no ranking americano, também aparece no ‘Top 5’ por aqui.

Quem perde espaço no Brasil é Kevin Durant. Após trocar o Oklahoma City por Golden State, o ala não fica nem entre os 10 primeiros. As informações são baseadas na LojaNBA.com e na NBA Store Rio, compreendendo o período de maio a junho.

  • 1. LeBron James    

 

  • 2. Stephen Curry    

 

  • 3. Russell Westbrook   

 

  • 4. James Harden   

 

  • 5. Kyrie Irving    

 

  • 6. Paul George    

 

  • 7. Damian Lillard   

 

  • 8. Kawhi Leonard   

 

  • 9. Carmelo Anthony   

 

  • 10. Dirk Nowitzki   


  • Os produtos mais vendidos nos EUA por time

 Por equipes, o Golden State Warriors também domina as vendas nos Estados Unidos.

  • 1. Golden State Warriors   
Reprodução/ESPN
Warriors superam Blazers, Bucks vencem no último lance e Hornets batem Thunder; resumo da rodada

 

  • 2. Cleveland Cavaliers   
Getty
LeBron James e Kyrie Irving durante a vitória dos Cavaliers sobre os Mavericks

 

  • 3. Chicago Bulls   
Jeff Haynes/Getty
Jimmy Butler (21) busca o mesmo sucesso de Wade (3) na NBA

 

  • 4. Boston Celtics   
Getty Image
NBA: Lances de Atlanta Hawks 101 x 103 Boston Celtics

 

  • 5. San Antonio Spurs   
EFE/DARREN ABATE
Tony Parker Pau Gasol Comemoram Spurs Lakers NBA 12/01/2017

 

  • 6. Los Angeles Lakers   
Getty
Randle se recuperou de lesão e ganhou espaço nos Lakers

 

  • 7. Oklahoma City Thunder   
Getty
Wesatbrook teve mais uma atuação brilhante na Chesapeake Energy Arena

 

  • 8. Milwaukee Bucks   
Getty
ogando em casa, Antetokounmpo faz 21 pontos e Bucks vencem Nets

 

  • 9. Philadelphia 76ers   
Getty
Embiid (direita) lidera a reconstrução do Philadelphia 76ers

 

  • 10. Houston Rockets   
Getty
James Harden Comemora Rockets Hornets NBA

 

  • Os produtos mais vendidos no Brasil por time

 No Brasil, por outro lado, o legado de Michael Jordan ainda parece fazer diferença: o Chicago Bulls é o time que mais vende produtos no país. New York Knicks e Miami Heat são as diferenças em relação ao ranking americano.  

  • 1. Chicago Bulls   
Jeff Haynes/Getty
Jimmy Butler (21) busca o mesmo sucesso de Wade (3) na NBA

 

  • 2. Cleveland Cavaliers   
Getty
LeBron James e Kyrie Irving durante a vitória dos Cavaliers sobre os Mavericks

 

  • 3. Golden State Warriors   
Reprodução/ESPN
Warriors superam Blazers, Bucks vencem no último lance e Hornets batem Thunder; resumo da rodada

 

  • 4. Los Angeles Lakers   
Getty
Randle se recuperou de lesão e ganhou espaço nos Lakers

 

  • 5. Boston Celtics   
Getty Image
NBA: Lances de Atlanta Hawks 101 x 103 Boston Celtics

 

  • 6. Miami Heat   
Getty Images
Dragic e Whiteside lideram sequência surpreendente do Heat

 

  • 7. San Antonio Spurs   
EFE/DARREN ABATE
Tony Parker Pau Gasol Comemoram Spurs Lakers NBA 12/01/2017

 

  • 8. Oklahoma City Thunder   
Getty
Wesatbrook teve mais uma atuação brilhante na Chesapeake Energy Arena

 

  • 9. Houston Rockets   
Getty
James Harden Comemora Rockets Hornets NBA

 

  • 10. New York Knicks   
Getty
O New York Knicks é a franquia mais valiosa da NBA

 

Os Bulls entraram em uma reconstrução, mas não fazem ideia do projeto final

Matheus Zucchetto, do ESPN.com.br
Getty
Jimmy Butler sai de Chicago depois de uma noite no mínimo complicada dos Bulls
Jimmy Butler sai de Chicago depois de uma noite no mínimo complicada dos Bulls

Você conhece John Paxson e Gar Forman? Bom, talvez o primeiro nome tragra lembranças. Afinal de contas, Paxson era um dos armadores do Chicago Bulls que venceu seu primeiro tricampeonato no começo dos anos 90. Mas se você não se lembrava dele e nunca ouviu falar sobre Forman, fique tranquilo: conhecer essa dupla é uma das maiores dores de cabeça para qualquer fã dos Bulls.

Hoje, Paxson é o vice-presidente de basquete da franquia. Forman é o general manager. Ou seja, são eles os responsáveis por qualquer movimento e negócio do time. Ontem, eles foram os causadores de um dos momentos mais complicados dos Bulls desde que a franquia se recuperou dos desastres pós-Jordan.

Como foi noticiado aqui mesmo no ESPN.com.br, GarPax - forma que ficou conhecida essa criatura de duas cabeças - trocou Jimmy Butler para o Minnesota Timberwolves logo no início do draft. Negociar o ala-armador três vezes All-Star não algo totalmente inesperado, pelo contrário. Mas o acordo fechado com os Wolves de Tom Thibodeau, o mesmo treinador que saiu brigado com os dirigentes, só poderia ser obra de Paxson e Forman.

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Paxson e Forman, a dupla que toma as decisões em Chicago
Paxson e Forman, a dupla que toma as decisões em Chicago

Zach LaVine, um talentoso ala-armador que vem de cirurgia por rompimento de ligamento no joelho. Kris Dunn, um dos armadores mais promissores do draft de 2016, mas que teve uma temporada de calouro muito abaixo da média. Lauri Markkanen, o finlandês de 2,13m escolhido na 7ª posição do recrutamento de ontem (que sequer treinou para a equipe e nunca visitou Chicago). Para piorar, os Bulls ainda enviaram a pick 16 para Minnesota.

Fechando a noite, Chicago ainda fez questão de vender sua escolha de 2ª rodada para o Golden State Warriors. Jordan Bell, de Oregon, poderia não ter muito espaço na rotação dos Bulls. Mas pra ser honesto, quando os Warriors ligam oferecendo U$ 3,5 milhões para ter um atleta, você precisa pelo menos pensar no que está fazendo.

Resumindo, os Bulls entraram na noite do draft com uma superestrela (Butler) e duas picks. Saíram com dois jogadores cheios de pontos de interrogação (LaVine e Dunn) e um calouro. Boa forma de começar uma reconstrução?

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Dunn e LaVine são parte do resultado da troca de Jimmy Butler
Dunn e LaVine são parte do resultado da troca de Jimmy Butler

Em entrevista coletiva após tudo isso acontecer, Forman e Paxson falaram que essa foi a primeira grande oferta que receberam por Butler. E que estavam esperando algo assim para mudar o rumo da franquia. O general manager dos Bulls ainda foi duramente criticado pelo treinador do ex-camisa 21 de Chicago: "conheço traficantes com moral melhor que a do GM deles", disse Travelle Gaines pelo Twitter.

Basicamente, é muito provável que a fama de GarPax comece a afastar free agents de Chicago, um dos maiores e mais tradicionais mercados da NBA. 

Como disse no início, o fã do esporte que não conhecia Paxson e Forman pode agradecer. Mas se você torce para os Bulls, é hora de torcer que algo mude. Logo.

O - imperdível - guia 'pop' do Draft da NBA

Ricardo Zanei, do ESPN.com.br

Todos os anos, o Draft cria uma expectativa absurda nos torcedores. Afinal, é dali que pode sair a mais jovem estrela da NBA, o novo LeBron! Mas também corre-se o risco de nada dar certo, e aquela escolha promissora se tornar uma eterna promessa.

Por um lado, as franquias usam os seus scouts a torto e a direito, casam expectativas e necessidades em busca da joia rara, do franchise player.

Por outro, os torcedores estão ali, apreensivos, tensos, repletos de emoção. Não poderia ser diferente: você está diante de um novo ídolo ou do próximo alvo para xingamentos. Não tenha dúvida: Draft é paixão.

Pensando em todos as faces desse momento dos mais nervosos - e divertidos - da temporada, fizemos uma lista de coisas que você vai ver - e se divertir - na noite desta quinta-feira, a partir das 20h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da ESPN e do WatchESPN e acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br:

  • A fila

Torcedores em fila se preparando para entrar no Barclays Center, no Brooklyn, em Nova York. Alguns, comedidos, tensos, calados. Outros insanos, uma gritaria maluca como se o seu time acabasse de ser campeão. Todos, todos, todos com as camisas de suas equipes. E nenhuma briga.

Ah, tem fila até para os prospectos que serão escolhidos...

  • A tensão

A contagem regressiva é parte fundamental do Draft. Para alguns, ela começou quando seu time fez uma troca lá atrás e conseguiu uma belíssima escolha de primeira rodada - qualquer semelhança com o Boston Celtics NÃO é mera coincidência. Para outros, é o dia inteiro olhando para o relógio.

Magic, LeBron, Duncan, Kareem, Shaq...veja algumas das maiores primeiras escolhas de Draft

Relógio, aliás, que é presença marcante no Draft. Afinal, é ele quem mostra o tempo restante para que a escolha seja finalizada (5min na primeira rodada, 2min na segunda). Ou seja, tic tac tic tac!

  • Alerta de spoiler

Não aguenta a ansiedade? Marc Stein, da ESPN, e Adrian Wojnarowski, do Yahoo!, são a solução. Se você quer saber antes de todo mundo quem seu time - ou seu rival - vai draftar, siga esses caras. É capaz até de você descobrir algo que ninguém sabe da nova temporada de "Game Of Thrones" de tão bem informados que eles são.

  • A escolha
Veja a escolha de Ben Simmons pelo Philadelphia 76ers, 1ª do Draft da NBA

"The Philadelphia 76ers select...": quando Adam Silver proferir essas palavras, o jogo começou. Aí, amigo, é maluquice.

  • As reações

"... NOME DO JOGADOR": quando Adam Silver completar a frase que ele começou acima com o nome do atleta escolhido, a doideira vira realidade. É nesse momento que a torcida fica insanamente feliz ou totalmente devastada com o caminho que seu time escolheu.

Quem são se lembra do garoto chorando quando Silver anunciou que Kristaps Porzingis foi selecionado pelo New York Knicks? Um meme instantâneo - e eternizado.

Famosos pelas vaias, os torcedores dos Knicks não parecem gostar muito do Draft da NBA
  • Desfile de moda

Garotos de terno de gosto um tanto quanto duvidoso, como se fossem para o Baile de Debutante da irmã mais nova, desfilarão pela "passarela" ao serem escolhidos pelos respectivos times. Guardem bem essas imagens: elas serão usadas para a posteridade.

Gravata borboleta, cartola e mais; veja os melhores estilos da história do Draft da NBA
  • Foto que nunca dá certo

Silver tem 1,90m de altura, logo, não é uma pessoa de estatura baixa. E é ele, como chefão da NBA, quem posa para a primeira foto com o jogador escolhido. Mas pode ter certeza que pelo menos 50% das imagens ficarão meio esquisitas: Silver parecerá pequenino perto dos garotos gigantes.

  • Boné
Reuters
Lucas Bebê com o boné do Boston Celtics que quase não parou em sua cabeça
Lucas Bebê com o boné do Boston Celtics que quase não parou em sua cabeça

Os caras são grandes. Alguns, com umas cabeleiras invejáveis. Os bonés não são lá tão gigantescos. Logo, colocar aquele bonezinho da franquia que o escolheu pode promover imagens um tanto quanto esquisitas. Estaremos de olho!

  • Família

Pode ter certeza que uma mãe estará aos prantos e um pai surgirá com cara de machão, orgulhoso do filhão. Nada mais justo! Assim, aguarde momentos de emoção e, quem sabe, algumas cenas mais engraçadas: prestemos atenção na reação de LaVar Ball, ok?

Melhor que Jordan? As melhores e piores frases do pai 'falastrão' de badalada promessa do Draft da N
  • Mídias sociais

Acabou o Draft, acabou o dia da NBA, certo? Errado! A noite é uma criança! Siga a molecada escolhida nas mídias sociais, é garantia de uma cobertura quase em tempo real da festança que eles estão fazendo por entrar na principal liga de basquete do planeta.

E, claro, trocas podem acontecer depois do Draft, ou seja, as luzes do Barclays Center se apagam, o mercado continua firme e forte! Que venha a temporada 2017-2018!

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