NBA na ESPN

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Opinião, boas histórias, dados, números, curiosidades, jogadas históricas, lances incríveis e, claro, algumas trapalhadas. A gente faz tudo pela NBA, e você encontra tudo isso aqui. Preparado?

Zaza Pachulia merece ser um All-Star?

Ricardo Pincigher e Vitor Ivanoski, do ESPN.com.br

Zaza Pachulia merece ser um All-Star?

A votação para o All-Star Game da NBA acaba na madrugada desta terça-feira. E o pivô Zaza Pachulia estará entre os jogadores mais votados do Oeste.

O carismático gigante de 2,11m e pivô do Golden State Warriors é, neste momento, o segundo jogador de frontcourt (que reúne pivôs, ala-pivôs e alas) mais votado para representar a Conferência Oeste no All-Star Game deste ano, que será em New Orleans. Na última contagem feita pelo NBA.com, Zaza já tinha mais de 823 mil votos, perdendo apenas para Kevin Durant.

Mas isso não garante Zaza Pachulia no Jogo das Estrelas. De 1974 até a temporada passada, os cinco jogadores mais votados tinham presença garantida na partida – e como titulares. Só que, desta vez, a regra mudou. Agora será assim:

Os votos dos fãs no site da NBA e nas redes sociais respondem por 50% do processo (não, Philly, não estamos falando com você). Os outros 50% são divididos entre um grupo de jornalistas e todos os jogadores ativos da NBA. Lembrando: apenas os 10 mais votados entre os torcedores estão “elegíveis” para votos de jornalistas e jogadores. Depois dos votos terem sido computados, uma equação é feita para determinar a “pontuação” do jogador em questão.

Digamos que o jogador “X” termine em 1° na votação dos fãs (50% do total), em 4° na votação dos jogadores (25%) e em 6° na votação dos jornalistas (25%).

1 + 1 + 4 + 6 = 12

12 dividido por 4 é 3.

A pontuação de “X” é 3.

Os jogadores que terminarem com a MENOR pontuação - respeitando os critérios de backcourt (dois jogadores entre os armadores e ala-armadores) e frontcourt (três entre os pivôs, ala-pivôs e alas) - serão os titulares de cada conferência.

O curioso é que a regra pode ter mudado justamente por causa de Zaza. No ano passado, o pivô esteve no centro de uma campanha que envolveu gente como o presidente da Geórgia e o músico Wyclef Jean. Zaza ficou de fora por apenas 14.227 votos. Com a mudança, ele provavelmente vai acompanhar o evento na televisão, apesar do apelo popular.

Com tantos votos a favor do gigante da Geórgia, fica uma questão: Zaza merece jogar um All-Star Game? Listamos três motivos contra e três a favor do pivô dos Warriors.

  • Por que Zaza Pachulia não deve jogar o All-Star Game?
Getty
Zaza Pachulia
  • Por Ricardo Pincigher
  • Simplesmente por que não vai acontecer

Você viu como funciona para um jogador ser selecionado para o All-Star Game, viu que não basta vencer ou ir bem na enquete do site (graças a Deus). Agora vou te mostrar por que Zaza não estará na lista final. Vamos acreditar que ele ultrapasse Kevin Durant na votação dos fãs e termine em primeiro. Entre os 10 frontcourters do Oeste, Zaza é o pior, então vamos deduzir que ele fique em 10° tanto na votação dos jornalistas quanto na dos jogadores.

Com isso, teríamos a seguinte conta: 1 + 1 + 10 + 10 = 22.

22 dividido por 4 é igual a 5,5.

Lembre-se, os jogadores com menor pontuação vão para a partida. 5,5 é um número considerado alto.

É bastante matemática para o começo do ano, eu sei. O que podemos tirar disso é que não importa quantos votos Zaza receba dos fãs, ele ainda precisa da aprovação dos jogadores e dos jornalistas. Considerando que nem jornalistas, tampouco jogadores farão parte desta trollada coletiva, Zaza não estará no All-Star Game.

  • Por que ele não merece

Desculpe, Zaza... Estou sendo honesto aqui. O fã de esportes que gosta de NBA e assiste aos jogos do Golden State sabe muito bem do que estou falando. Mas é sempre bom mostrar com números. Vamos lá.

Comparando as estatísticas de Zaza com as dos outros jogadores de frontcourt do Oeste, temos o seguinte: ele é o 70° em pontos por jogo. Sua média de 5,6 é menor do que outros 69 jogadores de frontcourt da Conferência.

“Ah, mas ele é pivô e joga em um time que tem Curry, Durant e Thompson”.

Isso é verdade. Analisar somente os pontos de Zaza é, de certa forma, injusto. Mas eu aposto que um gigante de 2,11m e cerca de 120 kg deve pegar muitos rebotes, certo? Errado. A média de rebotes de Pachulia por partida é de 5,8. Isso dá a ele apenas a 27ª melhor marca entre os jogadores de frontcourt da Conferência Oeste. É pouco para um All-Star.

  • O bom e velho troll

Alguém aí se lembra quando o lateral direito Douglas, ex-São Paulo, venceu uma votação no site do Barcelona que perguntava qual era a melhor contratação do time na temporada? Pois é. Douglas teve mais de 59% dos votos - e ele não estava mal acompanhado. A lista tinha jogadores como Luis Suárez, Ivan Rakitic e Claudio Bravo. Mas os trolls venceram, e Douglas foi apontado como a melhor contratação do Barcelona na temporada 2014-15.

Neste caso, os trolls não só vão perder, como também não podem, não deveriam vencer. A NBA trata o All-Star Weekend com muita seriedade. É um evento enorme, que, inclusive, você vai ver aqui na ESPN. Ter um pivô como Zaza na “seleção” da melhor Conferência da NBA não é certo.

Eu sei que o basquete é mais do que simplesmente pontos, rebotes e assistências. Zaza é o tipo do jogador que não aparece muito no scoreboard, mas faz o famoso “trabalho sujo” no garrafão. Assim como Andrew Bogut, só que com menos eficiência. Zaza muda arremessos, incomoda os pivôs adversários. Não é à toa que ele é titular do melhor time da temporada até aqui. Repito, não tenho absolutamente nada contra ele, mas colocá-lo no jogo que deveria ser entre os melhores de cada Conferência não me parece uma decisão acertada.

  • Por que Zaza Pachulia deve jogar o All-Star Game?
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Zaza Pachulia
  • Por Vitor Ivanoski
  • A NBA é internacional. E o All-Star Game também precisa ser

A atual temporada da NBA registrou um recorde de jogadores estrangeiros. São 113 atletas que não nasceram nos EUA.

Já o site da NBA mostra que 450 jogadores entraram em quadra nesta temporada. Dá para dizer que um quarto dos jogadores da Liga são internacionais. E antes que você diga que os gringos são coadjuvantes nos seus times, olha só alguns nomes que fazem parte desta lista: Antetokounmpo, Embiid, Marc Gasol, Porzingão da massa, Nowitzki, Al Horford...

Mais do que isso: o número de estrangeiros deve crescer ainda mais nos próximos anos. 14 dos 30 jogadores escolhidos na primeira rodada do último Draft nasceram fora dos EUA - incluindo a primeira escolha da noite, o australiano Ben Simmons, que promete ser uma peça chave no processo do Philadelphia 76ers.

Pois é, a NBA é cada vez mais internacional. Mas o All-Star Game, não.

Na temporada 2015-16, foram 100 estrangeiros em quadra, cerca de 21% do total de jogadores. Mas apenas dois deles foram All-Stars: Pau Gasol e Al Horford. Os dois ficaram, somados, 24 minutos em quadra. Míseros 5% dos 480 minutos disponíveis.

Colocar Zaza Pachulia no All-Star Game é mais do que reconhecer os talentos de um jogador. É admitir que o perfil da NBA mudou – e aceitar este novo status quo com graciosidade.

  • A Geórgia precisa de um ídolo

Uma pequena lista de pessoas que nasceram na Georgia: Martin Luther King, Jimmy Carter, Ray Charles, Spike Lee, Julia Roberts, Jackie Robinson, Dwight Howard, Derrick Favors...

Pera aí! Esse pessoal é de Georgia, Estados Unidos. Estamos falando da Geórgia lá do leste europeu, no coração do Cáucaso.

E por lá, faltam ídolos. O cidadão mais famoso do simpático país foi Ioseb Besarionis dze Jughashvili, mais conhecido como Joseph Stalin. E isso foi em 1922, quando a Geórgia era parte da União Soviética.

Nos esportes, a carência é ainda maior. Talvez o atleta georgiano mais conhecido no resto do planeta seja o esforçado Kakha Kaladze, que teve seus momentos na lateral do Milan.

Zaza Pachulia pode mudar tudo isso. O pivô de 2,11 m tem a faca e o queijo na mão para entrar na história como um dos maiores nomes da história da Geórgia, sem trocadilho com a altura. O presidente do país, Giorgi Margvelashvili, já declarou seu apoio ao craque.

  • Nós contra eles

Muita gente que acompanha este blog já sonhou em jogar na NBA ou pelo menos já se divertiu criando uma réplica virtual no videogame. Ver Zaza Pachulia no All-Star Game é acreditar que, com muito esforço e dedicação, é possível chegar lá – e sem ter um overall de 90!

É a vitória do homem comum. De alguém que faz um simples elbow shot virar um momento inesquecível:

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Zaza Pachulia acerta arremesso intermediário e faz dancinha extravagante para comemorar

Senhores jogadores e jornalistas: por favor, coloquem Zaza Pachulia no jogo das estrelas e ajudem a escrever a história da NBA.

Quem é o melhor pivô da NBA?

ESPN.com.br
Getty
DeMarcus Cousins

A lista de candidatos é grande.

Andre Drummond, Anthony Davis, Al Horford, Brook Lopez, DeAndre Jordan, Dwight Howard, Enes Kanter, Hassan Whiteside, Joel Embiid, Karl-Anthony Towns, Kevin Love, Kristaps Porzingis, Jonas Valanciunas, LaMarcus Aldridge, Marc Gasol, Myles Turnes, Pau Gasol, Paul Millsap, Rudy Gobert, Serge Ibaka.

20 nomes, entre pivôs e alas-pivôs. Alguns se parecem, outros têm características completamente distintas. E ainda falta muita gente boa.

Para dar uma luz, passamos a palavra para Draymond Green, que poderia – deveria – estar na lista acima.

"Acho que DeMarcus é o melhor centro do jogo."

"Muitas vezes, as pessoas não dão a ele esse crédito, e uma parte disso é que eles tentam minimizar seu status por causa de sua reputação ou pelas faltas técnicas ou coisas assim."

"Ele é sempre interessante de assistir, interessante de jogar contra, interessante para jogar, porque ele é tão incrivelmente talentoso, habilidoso. Ele pode atirar de três agora, ao longo dos últimos dois anos ele adicionou isso ao seu jogo.”

”Ele é dominante, é um jogador incrível, e continua melhorando ano após ano, independentemente do que crédito pessoas tentam tirar dele."

"Ele é o melhor centro do jogo"

"Best big man in the game, period."

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Astro da NBA descarrega fúria com chute e socos em cadeira à beira da quadra. E não foi a 1ª vez

🏀 DeMarcus Cousins, 26 anos, 7 na NBA, astro do Sacramento Kings. 🏀

🏀 28,1 pontos por jogo - quarto melhor de toda da liga. 🏀

🏀 10 rebotes, 13º no total. 🏀

🏀 3,9 assistências, o segundo mais efetivo entre os alas-pivôs, atrás somente de Green. 🏀

E aí, quem é o melhor pivô da NBA?

Mandado embora pela 3ª vez em 16 meses e agora sem salário: o 'pior pick 1 da história' da NBA?

Gustavo Faldon, do ESPN.com.br
Getty
Anthony Bennett foi um dos maiores fiascos da história do Draft
Anthony Bennett foi um dos maiores fiascos da história do Draft

Anthony Bennett tem só 23 anos, mas sua carreira na NBA parece estar cada vez mais perto do fim. Ele não durou nem uma temporada no Brooklyn Nets antes de ser dispensado, nesta segunda-feira, pela franquia. Foi a terceira vez em apenas 16 meses que ele foi dispensado por um time, algo inimaginável para o status com chegou na liga.

Parece que foi há muito tempo, mas em 2013 Bennett foi a escolha número 1 do Draft, recrutado pelo Cleveland Cavaliers à época.

É fato que a classe não era das mais talentosas, mas ter sido escolhido como número 1 certamente foi uma maldição na carreira do ala-pivô. Para se ter ideia, naquele Draft viriam CJ McCollum (10º) e Giannis Antetokounmpo (15º).

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Harden faz triple-double histórico em vitória dos Rockets, e Clippers batem Heat; resumo da rodada

Ter sido número 1 após uma carreira rápida, mas com sucesso, na faculdade (média de 16,1 pontos e 8,1 rebotes em apenas um ano de UNLV), elevou o padrão de cobrança para Bennett. E por isso ele deve ser mencionado como um dos maiores fracassos da história da NBA.

Em quatro anos, foram quatro times (Cavaliers, Minnesota Timberwolves, Toronto Raptors e Brooklyn Nets), fora as passagens pela D-League e médias de 4,4 pontos e 3,1 rebotes por partida na carreira. E agora sua situação financeira é dramática. Com os Nets, ele tinha um contrato de dois anos (com salário de pouco mais de US$ 1 milhão por ano), mas que não era "garantido" financeiramente se ele fosse dispensado antes do início da próxima temporada, como acabou acontecendo.

O Cleveland Cavaliers, porém, não deve lamentar ter draftado Bennett, já que ele foi envolvido na troca junto com Andrew Wiggins que trouxe Kevin Love do Minnesota Timberwolves.

Veja abaixo alguns picks 1 "inesquecíveis" da história da NBA:

Getty
Greg Oden viu os joelhos encurtarem drasticamente sua carreira na NBA
Greg Oden viu os joelhos encurtarem drasticamente sua carreira na NBA

Greg Oden, pivô, 3 anos de carreira

Médias: 8 pontos, 6,2 rebotes, 1,2 toco

Lembram de quem foi escolhido à frente de Kevin Durant no Draft de 2007? Sim, foi Greg Oden. O pivô era um talento imenso, mas não conseguiu ficar mais tempo na NBA não por problemas técnicos, mas sim físicos, já que incontáveis lesões o limitaram. Em seu melhor ano (2009-10), teve médias de 11,1 pontos, 8,5 rebotes e 2,3 tocos.

Kwame Brown, pivô, 11 anos de carreira

Getty
Kwame Brown recebe instruções de Kobe Bryant
Kwame Brown recebe instruções de Kobe Bryant

Médias: 6,6 pontos, 5,5 rebotes

Incrível pensar que ele foi draftado há tanto tempo (2001) e ainda teria idade (34) para atuar na NBA. Brown era apontado por ninguém menos do que Michael Jordan como uma futura estrela. Ele teve uma carreira medíocre, mas ficou na liga por muito tempo. No entanto, para os padrões de pick 1, à frente de Pau Gasol (3º) e Tony Parker (28º), não foi bom.

Larue Martin, pivô, 4 anos de carreira

Getty
Larue Martin, ex-jogador da NBA
Larue Martin, ex-jogador da NBA

Médias: 5,3 pontos, 4,6 rebotes, 0,5 tocos

Os Blazers fazem besteiras no Draft não é de hoje. Em 1972, selecionaram Larue Martin à frente de Bob McAdoo (2º) e Julius Erving (12º). No ano seguinte a sua aposentadoria, Portland ganhou o título da NBA.

Michael Olowokandi, pivô, 9 anos de carreira

Tom Hauck/Getty
Michael Olowokandi, ex-jogador da NBA
Michael Olowokandi, ex-jogador da NBA

Médias: 8,3 pontos, 6,8 rebotes, 1,4 toco

Se você começou a acompanhar NBA há pouco, talvez não saiba que os Clippers foram ruins. E por muito tempo. No meio disso, selecionaram Michael Olowokandi, da Nigéria, em primeiro em 1998, à frente de Vince Carter (5º), Dirk Nowitzki (9º) e Paul Pierce (10º). No início do milênio, o africano teve sua melhor temporada na Liga: 12,3 pontos, 9,1 rebotes e 2,2 tocos de média. Ele atuou pelo Minnesota Timberwolves e se aposentou no Boston Celtics.

Matt Bonner, o 'Red Mamba', faz vídeo hilário para anunciar aposentadoria

ESPN.com.br
Getty
Bonner se aposentou da NBA
Bonner se aposentou da NBA

Aos 36 anos, Matt Bonner anunciou oficialmente, nesta sexta-feira, sua aposentadoria da NBA depois de 12 anos na liga - sendo os 10 últimos no San Antonio Spurs.

Bonner não teve uma carreira muito expressiva, mas tinha a confiança de Gregg Popovich, especialmente pelos seus 41% de aproveitamento nos arremessos de 3 pontos vindo do banco. O pivô fez parte dos títulos dos Spurs de 2007 e 2014.

Mas o melhor da carreira de Bonner certamente foi o vídeo hilário que ele fez para anunciar sua aposentadoria. 

Em um tom mais sério, Bonner postou uma mensagem no site "The Player's Tribune". 

"Hoje, eu estou anunciando minha aposentadoria da NBA. Obrigado a todos que apoiaram esse reserva ruivo ao longo dos anos. Eu amei todos os times e cidade onde joguei. 

Mantendo minha característica, eu fiz esse vídeo humorístico. A não ser que uma liga de chutadores apareça, espero que vocês continuem apoiando para o que vier para mim depois do basquete".

Por que os Cavs contrataram um exímio arremessador de três pontos?

Ricardo Zanei, do ESPN.com.br
Getty
Korver em ação contra LeBron nos playoffs da última temporada
Korver em ação contra LeBron nos playoffs da última temporada

Acho que não fui só eu que viu o Cleveland Cavaliers ir atrás de Kyle Korver e pensou: por quê?

Não é um nome que me empolga. É um exímio arremessador de três pontos? Sim, sem dúvida. A lesão de J.R. Smith faz com que o time precise de um jogador com esse perfil?Talvez. Mas, e aí, o que isso significaria para os Cavs? Minha primeira resposta: não muito.

Eles fizeram parte da mesma classe do Draft, em 2003. LeBron foi o número 1, enquanto Korver veio lá no fundão, 51º, escolhido pelo New Jersey Nets, mas repassado no mesmo dia para o Philadelphia 76ers.

Quatro temporadas e “meia” na Filadélfia, duas e “meia” no Utah Jazz, duas no Chicago Bulls, quatro no Atlanta Hawks, 14 anos de liga, 10 aparições nos playoffs, All-Star em 2015. Bela carreira? Sim, sem dúvida. Mas, bem, é isso.

Aí o ESPN Stats & Info, grupo da ESPN que cuida de estatísticas de coisas que você nem imagina, começou a lançar alguns dados. Vamos a eles:

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Cavaliers estão próximos de fechar com Kyle Korver; veja números do especialista em bolas de três

- LeBron James aparece em segundo no ranking da NBA quando o assunto é assistência que resultam em arremessos de 3 pontos. Kyle Korver acertou 65 tiros de 3 nesta temporada, 64 deles vieram de assistências.

- Korver é o quinto na lista de jogadores com mais bolas de 3 acertadas, contando apenas os atletas que estão na ativa, com 1.952. Jamal Crawford, Vince Carter, Paul Pierce e Jason Terry são os únicos que estão à frente do ala.

- Na carreira, Korver tem um aproveitamento de 42,9% em três pontos. Dos jogadores ativos com pelo menos 400 arremessos tentados, apenas Stephen Curry (44%) e Steve Novak (43%) têm melhor porcentagem que o ala.

- Mais da metade das assistências de LeBron são para tiros de três. Ele é o segundo da liga no quesito, com 145, enquanto James Harden lidera, com 187.

- Korver é especialista no catch-and-shoot, receber a bola e arremessar. Os Cavs estão em segundo lugar nesse quesito na liga, com 9,8 por jogo. O líder é o Houston Rockets, com 10,1. Os Warriors? Terceiro, 9,3.

- Falando em catch-and-shoot, Korver chegará para um time que é o segundo na liga em pontos por jogo no quesito unguarded catch-and-shoots, algo como receber e arremessar sem marcação.

- Dos 67 jogadores com pelo menos 50 unguarded catch-and-shoots na temporada 2016-2017, Korver é o quinto no aproveitamento.

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Paulo Antunes destaca 'aproveitamento absurdo' de reforço dos Cavs: 'Vai ajudar demais'

Lendo tudo isso, minha resposta começou a mudar até eu ler isso:

- Pensando apenas em aproveitamento de arremessos de três pontos, Korver será o segundo melhor shooter na história a já atuar ao lado de LeBron. O ala tem 42,9% no aproveitamento na carreira, o que o colocar em oitavo no quesito em todos os tempos.

- O melhor a atuar com LeBron? Jason Kapono, quinto na lista, 43,4%, que defendeu os Cavs na temporada 2003-2004, a primeira do astro na NBA. Naquele ano, Kapono acertou 21 bolas de três, 4 delas com passes de LeBron.

- Você deve estar perguntando: e Ray Allen? Talvez o melhor arremessador da história da NBA teve 40% de aproveitamento nos chutes de três em sua carreira.

Por fim, minha resposta mudou. Por que os Cavs contrataram um exímio arremessador de três pontos? Porque faz todo o sentido do mundo, oras. Concorda?

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