'Bananas'

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Woody Allen dirigiu e estrelou seus primeiros filmes, caso de "Bananas", o terceiro deles, de 1971. No longa-metragem ele é Fielding Mellish, que tem um emprego não muito excitante em uma grande empresa e é apaixonado pela ativista política Nancy, vivida por Louise Lasser, que com Allen contracenara dois anos antes em "Um Assaltante Bem Trapalhão" (ótimo, hilário, abaixo).

Depois de levar um pé na bunda (vídeo abaixo), para provar que merece o amor da moça, Mellish se manda para San Marcos, uma republiqueta fictícia na América Central. Ele passar a integrar um grupo de rebeldes que se prepara para tomar o poder. O golpe é mostrado ao vivo pela TV — a cena é sensacional, como todo o filme, aliás, com uma curiosa ponta feita por Silvester Stallone (segundo vídeo abaixo), cinco anos antes de explodir nas telas na pele de "Rocky, um Lutador". 


Faltou um joguinho de futebol na película para ficar perfeito. De qualquer forma, por linhas tortas, aqui e ali, a arte imita a vida. Curta alguns trechos de "Bananas", com destaque para a fala final do personagem no vídeo abaixo, após o discurso de um presidente que, ao sentar no trono, ao se ver no poder, perdeu a noção. É, acontece.

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Eleição no Vasco: Chapa de Eurico diz ter documentos que comprovam situação legal de eleitores da 'urna da discórdia'

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
ESPN
Eurico Miranda, Eurico Brandão e Júlio Brant na terça-feira: luta pelo poder no Vasco
Eurico Miranda, Eurico Brandão e Júlio Brant na terça-feira: luta pelo poder no Vasco

Normal uma urna sub judice reunir 90,8% dos votos nela contidos favoráveis a um mesmo candidato, enquanto nas outras seis o máximo que um dos concorrentes alcançou foi de 58%? Essa é a pergunta que, vascaínos ou não, fazem todos os que acompanharam a apuração da eleição presidencial vascaína, na madrugada de terça-feira para quarta. Alegam correligionários de Eurico Miranda, que busca a reeleição, serem os nomes que aparecem nessa urna de eleitores do atual mandatário, o que justificaria a indicação dos mesmos na ação da chapa do ex-candidato Fernando Horta, que os considera ilegais.

Reprodução
Juíza mandou intimar o Vasco para que comprove a regularidade dos sócios
Juíza mandou intimar o Vasco para que comprove a regularidade dos sócios

O raciocínio é: a justiça determinou que votassem em separado a partir da iniciativa do adversário, ou seja, a oposição teria apontado um grupo específico de eleitores, partidários do veterano dirigente. No entanto, a discrepância chama a atenção, especialmente sendo a urna que ainda aguarda sentença final. Para a situação, o objetivo de Horta era apontar eleitores de Eurico como em situação irregular, o que após a decisão judicial os teria concentrado na urna número sete.

Mas juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves mandou intimar o Vasco para que comprove a regularidade dos sócios suspeitos em 48 horas — clique aqui e leia. A chapa que tenta a reeleição, o que segue indefinido pela briga na justiça, pretende apresentar documentos que confirmem pagamento e situação regular de 475 dos 691 associados direcionados para a chamada "urna da discórdia". O entendimento é de que precisarão comprovar a situação apenas dos que votaram. Afirmam ter a documentação de todos os seus sócios, e destacam que a lista dos votantes, como a dos elegíveis, são montadas sobre essa documentação.

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Mancuello só jogou 65 minutos com Rueda, Conca 15. Argentinos devem abrir a "barca" do Fla para 2018

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Federico Mancuello foi contratado no começo de 2016 por US$ 3 milhões (então cerca de R$ 12 milhões), com o Flamengo ficando com 90% dos direitos econômicos do atleta revelado pelo Independiente. Depois de boas participações no ano passado, quando fez os gols das vitórias sobre o Atlético Paranaense, de letra ; e Cruzeiro, aos 44 do segundo tempo (vídeos abaixo), o argentino perdeu terreno. Com Reinaldo Rueda atuou por apenas 65 minutos, no 1 a 1 com o Avaí, na Ilha do Governador, em 23 de setembro.

Assista ao gol da vitória do Flamengo sobre o Atlético-PR por 1 a 0
Veja os gols da vitória por 2 a 1 do Fla sobre o Cruzeiro

Uriel Pérez , empresário do meia, está na Argentina fazendo contatos. México, Rússia ou uma volta ao país de origem são possíveis destinos para o atleta contratado junto a um dos possíveis adversários do Flamengo na final da Copa Sul-americanas, caso o time passe pelo Júnior de Barranquilla — o outro é o Libertad, do Paraguai. Antes da chegada do técnico colombiano, Mancuello fez 65 jogos pelo clube carioca, venceu 36, empatou 15 e perdeu 14, com nove gols, o último deles no 1 a 1 com o Atlético, em Curitiba.

TruMedia ESPN
Gols de Mancuello pelo Flamengo, não incluídos os assinalados em jogos do Estadual
Gols de Mancuello pelo Flamengo, não incluídos os assinalados em jogos do Estadual

O blog apurou que, embora não reclame publicamente, Mancuello está profundamente insatisfeito, pois Rueda não o escala, em muitos jogos sequer o relaciona, e não diz quais os motivos. Nos treinos o escala em qualquer posição para compor, até como lateral! Obviamente o jogador quer atuar e, automaticamente, começa a sonhar com uma transferência.

Seu compatriota, Dario Conca, sabe que a volta ao Shanghai SIPG está prevista para o início de 2018. Ele jogou por apenas 15 minutos com o atual treinador, no empate com o Paraná Clube (entrou no lugar de Geuvânio aos 30 do segundo tempo) que decretou a eliminação (nos pênaltis) da Primeira Liga.

Conca comemora chance de entrar no jogo e valoriza ponto conquistado diante do Fluminense

Caso Conca não tivesse entrada em campo — antes fez oito minutos diante do Fluminense (entrou no lugar de Cuellar) e participou pelo mesmo tempo contra a Ponte Preta (substituiu Diego) no primeiro turno do Brasileiro —, o Flamengo não teria que pagar parte de seus salários. Ao escalar o ex-tricolor por 16 minutos — depois ele ficou de fora meses, sem as condições ideais — os rubro-negros assumiram um custo mensal que, acumulado, deve girar em torno de R$ 2,5 milhões até o adeus do meio-campista.

TruMedia ESPN
Conca na Série A pelo Fla: passes trocados apenas com Arão e Rodinei em 16 minutos
Conca na Série A pelo Fla: passes trocados apenas com Arão e Rodinei em 16 minutos

Mancuello não joga por opção do técnico, mas pode render uma negociação interessante, afinal, já defendeu a seleção argentina e tem mercado no continente. Resta saber se alguém no clube assumirá a responsabilidade pela decisão de colocar Conca à disposição do então técnico Zé Ricardo, sendo que quase um semestre depois o atleta não apresenta condições de competitividade.

Afinal, ele tem vínculo com o time chinês e, se nada de novo acontecer, após ser apresentado como "supercraque" — clique aqui e veja a entrevista coletiva de apresentação de Conca — que faria assistências e gols (vídeo abaixo), deixará apenas custos na sua passagem pelo Flamengo.

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'Tiro certeiro'? Na eleição do Vasco, Eurico recebeu mais de 90% dos votos na ‘urna da discórdia’

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br, no Rio de Janeiro (RJ)

Oito dias antes da eleição presidencial no Vasco, a juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, determinou que 691 sócios deveriam votar em urnas separadas. A decisão foi tomada após ação de autoria de Fernando Horta, então candidato, que ontem à tarde se retirou da disputa para apoiar o também oposicionista Júlio Brant.

Armando Paiva/Raw Image/Gazeta Press
Eurico Miranda na eleição presidencial do Vasco: urna da discórdia
Eurico Miranda na eleição presidencial do Vasco: urna da discórdia

Dos quase 700 que poderiam votar nesta urna, 474 (68,5%) compareceram e apoiaram em massa a situação. Mais de 90% dos votos desses eleitores se destinaram a Eurico Miranda. Algo curioso num pleito em que o maior percentual obtido por um candidato nas seis outras urnas foi de 66,6% (Júlio Brant na número 6; o mais alto índice do atual presidente foi de 58,1% na 3). 

Armando Paiva/Raw Image/Gazeta Press
Júlio Brant, entre Alexandre Campello e Edmundo, na eleição do Vasco
Júlio Brant, entre Alexandre Campello e Edmundo, na eleição do Vasco

A oposição entende que tecnicamente ganhou a eleição, pois a situação tinha contra si uma decisão judicial liminar confirmada pelo Tribunal de Justiça, entendendo pela suspeição dos 691 eleitores concentrados na urna 7. Seriam pessoas que se associaram ao Vasco entre novembro e dezembro de 2015 e não poderiam votar. A oposição alega sequer haver comprovação de pagamento desses sócios, inclusive no balanço fiscal.

Se a diferença entre as chapas fosse superior ao número de votantes da urna 7, esta seria descartada. Do contrário, os votos nela inseridos dependeriam da validação judicial. Sem isto, continuam sob suspeita. Logo, a vencedora a chapa que teve a maioria dos votos válidos é a amarela, de Brant, afirma a oposição. "Impugnar os votos baseados em que? Perderam a eleição", questionou Eurico, ao final da apuração, já por volta das 3 horas da madrugada.

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Resultado urna a urna e o placar final com e sem a urna número 7 (Fonte: NetVasco)
Resultado urna a urna e o placar final com e sem a urna número 7 (Fonte: NetVasco)

Somente uma decisão judicial que valide a "urna da discórdia" daria oficialmente a vitória a Eurico. Oposicionistas consideram tal chance pequena porque a justiça já reconheceu suspeição sobre esses 691 associados. "O raciocínio é bem simples: denunciamos um grupo específico de sócios. Não foi chute; foi um tiro certeiro", disse ao blog um dos apoiadores de Brant. Decisão final, só na justiça.

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Vitória do Corinthians começou na véspera, com a força de 32 mil apaixonados no treino

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

A mudança de comportamento do Corinthians na vitória sobre o Palmeiras foi evidente. Ficou clara com a marcação no campo do Palmeiras proporcionando roubada de bola e chance de gol — Fernando Prass deteve chute de Rodriguinho. Maior vigor nas divididas, jogo mais objetivo. Ao ficar menos tempo com a bola nos pés, reduziu a quantidade de cruzamentos,  com o mesmo número de arremates no alvo da rodada anterior, só que com gols.

32 mil torcedores comparecem ao treino deste sábado e fazem festa incrível na Arena Corinthians

Se contra a Ponte Preta houve apenas quatro desarmes certos, diante do rival foram 19. Além disso a equipe alvinegra fez quase metade das faltas na comparação com a derrota de uma semana antes (19 contra 10). Dos 25 cruzamentos (quatro certos) em Campinas, o número caiu para 19 (seis corretos), que resultaram em duas bolas nas redes. O número de finalizações corretas foi o mesmo da peleja anterior, oito, só que com três gols.

Mas incrível mesmo é como a queda no número de passes certos combina com o desempenho corintiano. Se diante da Macaca foram 503 e a bola não foi colocada na meta adversária, o objetivo foi alcançado três vezes num cotejo em que o time trocou apenas 171 passes corretos. O recorde do líder nesta campanha foi de 660, contra o Vitória, quando perdeu em casa. O dérbi em Itaquera registrou a menor posse de bola do Corinthians em todo o campeonato, segundo o Footstats.

Veja os gols da vitória do Corinthians sobre o Palmeiras por 3 a 2 pelo Brasileiro

Romero não finalizava na direção do gol inimigo há cinco partidas, desta vez mandou duas vezes a bola no alvo e fez um gol (impedido, é verdade) após quase cinco meses. O paraguaio fez quatro desarmes certos, nos dois jogos anteriores foi apena um, e apareceu na defesa com três rebatidas. Autor de um gol, o compatriota Balbuena não finalizara nos cinco compromissos anteriores.

Mudança de comportamento num clássico com motivação além do normal, anabolizada pela presença de 32 mil corintianos no treino de véspera. Demonstração de amor pelo clube feita por muitos dos que não têm dinheiro para o ingresso caro da Arena. Mas que de certa forma mexeu até com os de perfil mais "espectador" entre os que frequentam o estádio. A atmosfera domingo foi outra.

 O Corinthians se uniu na dificuldade, voltou a ficar  forte, venceu e retomou o caminho do título. O desafio a seis rodadas do fim será a manutenção do rumo.    

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