100 possíveis reforços 'gringos' para clubes brasileiros

Por Joza Novalis*

Tornou-se comum as visitas de clubes brasileiros aos mercados de futebol da América do Sul. Alguns erros ainda são praticados, como avaliações superficiais, valorização de perfis caros, populares e de jogadores em decadência, em final de carreira ou já "aposentados", sem que certos cartolas o saibam. Inútil festejarmos que oito grandes clubes do Brasil entraram na especulação por Farfán, quando nem mesmo o seu clube do coração, no Peru, o quisera contratar: útil é pensarmos o que isto significa.

Nada contra empresários (alguns são excelentes profissionais), mas tudo contra dirigentes que trocam uma lista de jogadores por uma lista de empresários. No mínimo, a ordem está equivocada, pois somente após a aprovação de um jogador, pela equipe de avaliação do clube, que seu representante deveria receber a consulta.

Aqueles que se interessam por reflexões sobre o processo de fabricação de jogadores nas "canteras" da América do Sul e a relação de nossos clubes com o assunto, indico que procurem no Google, nosso texto: "Mercado da bola: Black Friday na América Latina". O fato é que mesmo que em cadeiras de rodas, estamos no caminho certo. Então, vamos à lista.

 

LATERAIS

Pobre de nosso futebol, se precisar ir atrás de goleiros. Daí que os dispensamos da lista. Futebol atual exige do lateral um nível de polivalência como nunca visto antes. Há de marcar e apoiar com a mesma qualidade. Importa pouco se um lateral torna-se o melhor jogador de um campeonato sul-americano; importa mais é se ele sabe também defender. Leitura de jogada é vital, daí que convém ao lateral dispor da sensibilidade que o leve a perceber que em tal situação, ao recompor, melhor que se juntar à primeira linha mais vale recuar até o grande círculo, compondo uma tripleta de volantes no centro. Algumas canteras estão atentas, mas alguns veteranos também.

Marcelo Saracchi, 18 anos, Danúbio. Jovem com a cara da cantera do Danubio, ou seja, polivalente. Atua como lateral, mas também como volante interior (que parte do centro para o lado do campo) ou como extremo. Ficará pouco tempo em "la Franja". Questão é saber se o deixaremos partir à Europa ou a outro clube da América do Sul.

Ezequiel Bonifácio, 22 anos, Giminasia y Esgrima de La Plata. Lateral de grande potencial do Lobo do Bosque. Ataca e defende bem e na mesma proporção. Mas tem demonstrado a necessidade de maturação para corrigir sua instabilidade. Como segue em evolução, valeria a aposta.

Nico Tripichio, 21 anos, Vélez Sarsfield. Lateral com profundo senso de marcação. Rápido no bote e na cobertura. Também atua como primeiro volante; excelente como o primeiro homem à frente da zaga, no 4-1-4-1.

Jean Beausejour, 32 anos. Universidad de Chile. Com vasta experiência no mundo do futebol, pode-se afirmar que Beausejour finalmente corresponde às gigantescas expectativas depositadas em seu futebol desde a base de La U. Qualquer equipe que hoje queira se remontar deveria procurar pelos serviços deste jogador. Em campo, "el Bose" pode atuar como lateral pela esquerda, mas também como extremo e até como segundo volante. Nas três posições, atua com a mesma qualidade. Com 32 anos, dá aula de fôlego e entrega a jovens de 20 anos. Para quem busca títulos grandes.

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Beausejour ganhou a Copa América em 2015 e 2016 com o Chile
Beausejour, ex-Grêmio, ganhou a Copa América em 2015 e 2016 com o Chile

Christian Mafla, 19 anos, Atlético Bucaramanga. Excelente lateral de "los Amarillos", um dos destaques da equipe que fez grande campanha na sua volta à elite colombiana. Trata-se de um lateral com grande qualidade no apoio. É muito rápido e seu cruzamento beira a perfeição.

Alexis Soto, Banfield. 23 anos. Lateral esquerdo que sobra no Banfield e que pede uma vaga tanto em um clube grande da Argentina como do Brasil.

Agustín Sant'Anna, 19 anos, Cerro Largo. Lateral-direito. Embora atue quase como um atacante, destaca-se mais pela recomposição defensiva. Também faz o lado esquerdo.

Luis Segóvia, 19 anos, El Nacional. Tido como umas das revelações equatorianas na posição de lateral. Atua pela direita e não deve ficar muito tempo no time de Quito.

Juan Pablo Segóvia, 27 anos, Deportivo Cuenca/ Del Valle. Destaque do campeonato equatoriano, Segóvia vive o seu melhor momento na carreira. Ataca e defendo com a mesma qualidade, atua pelo setor esquerdo.

Kevin Mac Allister, 19 anos, Argentinos Juniors. Figura de destaque da famosa cantera do "Bicho", a mesma que revelou craques como Riquelme e Maradona. O talentoso lateral direito apresenta todos os bons fundamentos defensivos e de apoio ao ataque. Ainda bem barato para o talento que possui.

Gilberto "Alcatraz" Garcia
, 29 anos, Atlético Nacional. Lateral direito pouco badalado do campeão da América. Defende e ataca com vigor e velocidade. Tem muita personalidade em campo e seria a solução definitiva para clubes brasileiros que ainda procuram um bom jogador para a posição.

José Luís Rodriguez, 20 anos (março), Danúbio. Lateral pela direita. Atua como um veterano na cobertura, mas ainda apresenta certa instabilidade natural para a idade. Só que vale a aposta, pois sua evolução tem sido constante. Muito bom no apoio.
Diego Soto, 18 anos, Universidad Concepción. Lateral direito de forte apoio. Uma oportunidade para clubes médios e grandes do futebol brasileiro.

DEFENSORES

Ideal é que o primeiro zagueiro (ou zagueiro central) jogue também de segundo (ou quarto zagueiro). Zagueiros canhotos têm aparecido por aí, mas ainda são raros. Este tipo se adapta melhor como zagueiro central do que este como quarto zagueiro. Necessário cuidar das exigências a tais jogadores. Não raro aparece um que seja veloz, excelente no bote, no jogo aéreo, na cobertura e tenha quase dois metros de altura: Piqué fez escola para Mina. Mas duas verdades no caso: primeiro que esses sujeitos quase não existem. Segundo que zagueiros excepcionais, ao longo da história, nem sempre possuíam o conjunto em questão. Para zagueiro vale a dica de que nem todo "escolhido" é perfeito. E a caminho da compreensão de que o esquema defensivo se sobressai ao indivíduo está o entendimento de que até Piqué, Ramos ou Marquinhos podem virar cabeças-de-bagre num esquema qualquer. Resumo dos escolhidos abaixo.

Danilo Ortiz, 24 anos, Cerro Porteño/Racing. Contrato vai só até junho de 2018. Zagueiro canhoto que pertence ao Cerro, mas que atual emprestado ao Racing. Um lutador em campo; zagueiro de muita raça e entrega para a equipe.

Diego Braghieri, 29 anos, Lanús. É difícil que o Granate libere esse jogador. Mas o defensor tem jogado uma bola tão redonda que valeria a pena uma consulta. Além do mais, o Lanús é um clube surpreendente neste quesito. Sempre tem um ou dois nomes na canteira e na sua lista de contratações oportunas. Então, quando todos imaginam que o clube não liberaria certo jogador, a surpresa acontece e surge negócio. Braghieri é ambidestro e joga de primeiro ou segundo zagueiro.

Francisco Sierralta, 19 anos, Palestino. Zagueiro destro que também atua pela esquerda. O talentoso defensor é da boa cantera da Universidad Católica e está emprestado até junho ao Palestino. Embora seja enorme, é rápido no bote e na cobertura. Também sabe sair jogando com a bola no chão. Em seus primeiros jogos como profissional, mostrava-se assustado diante dos atacantes rivais. O problema tem sido corrigido de forma satisfatória, embora ainda apareça em algumas situações. Questão de tempo.

Nestor Moiraghi, 32 anos, Newell's. Zagueiro canhoto que também atua como lateral-defensor pela esquerda. Voluntarioso e aguerrido, Moiraghi é do tipo de sai de campo com alguns quilinhos a menos devido à sua entrega incessante à equipe. Não é zagueiro com primor técnico, mas poucos se lembram disso, quando o veem dentro de campo.

Sebastián Vegas, 20 anos. Zagueiraço canhoto que promete ser uma sensação chilena em pouco tempo. Pertence ao Audax Italiano, mas está emprestado ao Monarcas, do México. Empréstimo vai até junho de 2017, mas sem passe prefixado.

Roberto Chen, 22 anos. San Francisco FC. Zagueiro que marca firme, sério e focado, o panamenho Chen pode atuar tanto como primeiro zagueiro quanto como segundo. Também faz o básico pela lateral direita, sem comprometer. Atua pela seleção panamenha de futebol.

Diego Díaz Ahumada
, 30 anos, Deportes Temuco. Zagueiro de baixa estatura, mas de bom impulso e com excelente cobertura. Perfil para equipes do segundo escalão do campeonato brasileiro.

Lisandro Martínez, 19 anos, Newell´s Old Boys. Zagueiro pela esquerda com alto nível de habilidade, além de boa cobertura e bote no momento certo. Promissor.

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Francisco Meza: colombiano defendeu o Tigres, México
Francisco Meza: colombiano em ação pelo Tigres

Francisco Meza, 25 anos, zagueiro do Tigres. Juntamente com Mina, do Palmeiras, formou a dupla de zaga ideal da Sul-Americana/2015, conquistada pelo Santa Fe. Embora esteja no México, Meza sofre a concorrência com muitos defensores na equipe felina. Valeria uma sondagem, pois defende tão bem quanto Mina e faz gols na mesma proporção.

Emiliano Amor, 21 anos, Vélez Sarsfield. Zagueiraço da base do Fortín, o que é garantia de que todos os fundamentos de Amor estão bem trabalhados. Atua nas duas posições de zagueiro. Este jovem foi treinado para aguentar pressão dos rivais, para sair jogando com a bola no chão. Faz boa cobertura dos laterais.

Rolando Garcia Guerreño, 26 anos, zagueiro paraguaio do Unión Santa Fe. Atua nas duas posições de zagueiros, embora se saia melhor como primeiro. Bom no corte e na cobertura. Hora de desembarcar numa Ponte Preta, mas não seria ideia ruim se algum clube grande, desde que não fosse de massa como Corinthians, Flamengo, São Paulo, o contratasse. Demonstra que ainda tem evolução de seu futebol chegando por aí. Dica importante: contrato vai até junho de 2017.

Hardy Cavero, 20 anos, chileno, San Marcos de Arica. Um raro central canhoto, que também atua pela direita. A ser descoberto.

Érick Godoy, 23 anos, Tigre. Zagueiro inteligente, discreto e sempre sério. Faz o básico com eficiência e não costuma falhar. Às vezes, poucos o veem em campo, mas nessas horas poucas coisas acontecem pelo setor onde ele joga.

Victor Cuesta, 17 anos, Atlético Nacional. Cuesta tem muito a evoluir, mas no momento já é um grande defensor. Seu tempo de bola aérea ainda não tem o mesmo nível do bote pelo centro da área. Mas suas habilidades impressionam e o jovem atleta tem futuro certo na seleção maior de seu país.

Edwim Peraza, 23 anos zagueiro do Zamora. Mais um jovem zagueiro que tem futuro garantido na Vinotinto. Atua como primeiro zagueiro (zagueiro central). Muito rápido e preciso no bote.

Jonathan Schunke, 29 anos, Estudiantes de La Plata. Zagueiro que não para de evoluir, desde que deixou o Ferro Carril, anos atrás. Toque refinado na bola e ótimo no jogo aéreo. Titular no Pincha, titular por aqui, em nossos melhores clubes.

VOLANTES

Muitos alegam que o volante é hoje o jogador mais importante do futebol. Outros discordam. Fato é que este jogador é quem recebe a maior atenção nas canteras da América Latina. Em alguns estádios, tão logo a pelota chega aos seus pés e todos se atentam. Mas, no momento, para o bem ou para o mal. Ou seja, depende do volante. E diga-se que na maior parte dos casos é o pânico que toma conta do público. Não é à toa, pois em regra o que mais encontramos é brucutu. Ideal é que o primeiro volante soubesse não apenas fazer o corte, mas dar o passe com perfeição, o passe longo certeiro e tal; ou seja, que soubesse armar a equipe mesmo antes do grande círculo. Melhor ainda se não houvesse nem primeiro nem segundo, mas apenas um volante, capaz de fazer as duas funções com perfeição. Exemplo clássico, e recente, foi a dupla Sebástian Pérez e Alex Mejía, do Atlético Nacional, na Libertadores. Eis os indicados.

Daniel Mancini
, 20 anos, Newell´s Old Boys. Mancini é um segundo volante muito criativo e de forte personalidade dentro da cancha. Chega muito bem ao ataque, mas embora goste de fazer gols, prefere assistir a seus companheiros, quando está próximo da grande área.

Iván Marcone, 26 anos, Lanús. Noção absoluta de marcação, cobertura, além de ter uma primeira bola com certa qualidade. Se esse jogador não mandar Márcio Araújo para o banco, esquece: ou é macumba ou é problema do Zé Ricardo com estrangeiros.

Lucio Compagnucci
, 20 anos, Huracán. Primeiro volante do tipo que se desdobra na marcação. Tido por alguns como excessivamente violento, Compagnucci demonstra que tem muito a evoluir neste quesito, mas já foi bem pior. No momento, está emprestado pelo Vélez ao Huracán. Muito em conta, no momento.

Ramiro Carrera, 23 anos, Gimnasia y Esgrima de La Plata. Joga como volante aberto pelos dois lados do campo, mas possui livre trânsito por vários setores do meio-campo. Em alguns casos, atua como meia avançado. Já estagiou em demasia no Lobo e já está na hora de desembarcar por aqui.

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Santiago Ascacibar: com a vermelha e branca do Estudiantes
Ascacibar: com a vermelha e branca do Estudiantes

Santiago Ascacibar, Estudiantes. Talvez o melhor volante surgido na base da Argentina após Mascherano e Kranevitter. É um talento puro, com todos os fundamentos e com leitura das jogadas raríssima para sua idade. Hoje, um jogador caro, pois se valorizou. Mas ainda barato perto do que joga e do investimento futuro para quem o contratar. Seria o dono da camisa em qualquer clube grande do Brasil.

Gustavo Colmán, 31 anos, Rosário Central. Bom que chegue para um clube com bom departamento médico, pois a maior parte dos problemas do "Colmandante" vem das lesões. Mas é tão bom jogador que valeria a pena o investimento e risco. Segundo volante organizador. Contrato só até junho de 2017.

Emmanuel Ojeda, 19 anos, Rosário Central. Pode atuar como primeiro ou segundo volante. Um lutador em campo, ótimo em cobertura pelos dois lados do campo. Tem bom passe e grande futuro no futebol.

Esteban Pavez, 26 anos, Colo Colo. O melhor jogador do Cacique chileno é também o mais amado pela torcida. Jogador que deixa tudo em campo. Há um ano Pavez já era maduro, mas não possuía metade da maturidade atual. Porém, Pavez engana bem àqueles que o veem só como um primeiro volante guerreiro. Ele pode atuar mais à frente, além disso, tem boa saída de bola no meio campo e à frente da linha defensiva.

Mario Rizotto, 32 anos, Independiente del Valle. Atua como primeiro ou segundo volante. O uruguaio vive o melhor momento de sua carreira. Certeza de bom passe no início das jogadas, no centro do campo.

Guzmán Pereira, Peñarol, 25 anos. Marcador. Um touro, mas não espere dele muita coisa além disso, mas não entrega a bola fácil como alguns que conhecemos. Barato.

Gerson Torres, 19 anos, Club Herediano. Volante canhoto que pode atuar centralizado, à frente da defesa, num esquema 4-1-4-1, como segundo volante ou como lateral. Tem uma ótima condução de bola e um passe estupendo. Não ficará muito tempo no futebol da Costa Rica; se algum clube brasileiro não o buscar rapidamente, Torres desembarcará na Europa ou possivelmente no México.

Mateus Uribe e Juan Pablo Nieto, 25 anos e 23 anos, Atlético Nacional. Uribe é segundo volante de excelente qualidade no passe. Possui visão periférica do campo e costuma e posicionar-se nos lugares certos para defender ou contribuir para o ataque. Além disso, Uribe tem uma polivalência bem natural, que o faz atuar em outros setores sem perder qualidade. Nieto é um talentoso segundo volante que pode atuar também como enganche. Sua visão de jogo é primorosa. Quando sua armação do jogo obtiver perto da área a mesma qualidade que possui, no círculo central, se tornará uma estrela do futebol colombiano.

Kevin Balanta, 19 anos, Deportivo Cali. Apesar da idade, rumo dele é a seleção colombiana em pouco tempo. Talento puro. Desdobra-se em campo e tem boa saída de bola. Possui todos os fundamentos bem trabalhados na base, o que significa que dificilmente na marcação ou no passe.

Gabriel Marques, 28 anos. Brasileiro xodó da torcida do Barcelona de Guayaquil. De regularidade assustadora, Marques explica muito da incompetência de nossos dirigentes, que não conseguem recrutar nem mesmo um brasileiro que atua bem na América do Sul, mas que está longe dos holofotes por aqui. Um líder em campo, atua como primeiro volante, em geral à frente da zaga. Ensinaria Marcio Araújo a correr, a dar o bote perfeito, sem sobras, e a passar a pelota para o jogador correto, ou seja, para o jogador de seu próprio time, após recuperá-la.

Luiz Pavez, 21 anos. Colo Colo. Tido como um dos maiores talentos da "cantera" do Cacique, teve seu desenvolvimento prejudicado pela presença de veteranos nas posições em que joga. Além de primeiro volante, pode atuar como lateral pela esquerda. Uma boa aposta.

Maurício Martínez, Rosário Central, 23 anos. Marcador nato; se desdobra como poucos do meio-campo para trás, tem noção de cobertura não só de ambos os laterais como dos próprios zagueiros, dos dois. Na prática é o tipo de jogador que alguns técnicos brasileiros apreciam, pois Martínez é quase um terceiro zagueiro. Atuando à frente da zaga deixa quase tudo intransponível.

Iván Rossi e Joaquín Azurra, 23 anos, ambos, River. O clube tem dois jogadores excelentes para a mesma posição. Azurra parece ter a preferência de Gallardo, mas a meu ver o Rossi é ainda melhor. Ambos marcam muito, mas sabem sair jogando.

Brahian Alemán, 27 anos, LDU. Alemán é um segundo volante experiente e de forte doação à equipe. Por ele, muitos jogam e aparecem. Mas ele mesmo, Alemán costuma chegar à frente da área para arrematar com considerável nível de precisão. Não foi tão bem na última temporada pelo Liga de Quito, mas seu histórico o credencia para uma transferência aos grandes e médios do Brasil.

Daniel Imperiale, 28 anos, Gimnasia y Esgrima de LP. Imperiale pode atuar como segundo volante ou aberto pelo lado direito. Tem evoluído constantemente na carreira e tem muito a contribuir para elencos já montados. Deixa a alma em campo. Altamente indicado para clubes medianos do Brasileirão e para compor elenco dos grandes. Se isto acontecer, não se surpreendam se ele tomar a vaga de titular: questão passa pelo calibre das expectativas.

Yangel Herrera, 18 anos, Atlético de Venezuela. Talentosíssimo volante venezuelano que rapidamente sairá do país. Pode atuar como primeiro e segundo volante, mas também como zagueiro pela esquerda e direita. Muito rápido e técnico, Herrera tem perfil de craque. Seria uma aposta com pouco custo financeiro para os clubes do Brasil.

MEIO-CAMPISTAS

Prioridade é para o enganche e o salve é para o Clube Atlético Rosário Central por ter iniciado em 2013 um projeto de revelação desses seres cada vez mais raros. Porém, o próprio enganche, em muitos aspectos, precisa se modernizar. No Independiente Santa Fe, Omar Pérez passa a batuta para Jonathan Gómez. E não é só pela idade, mas pela forma como cada um deles entende o futebol moderno e suas necessidades. Natural que o melhor espaço para Gómez é o centro do campo, entre o segundo e o terceiro terço, mas é admirável como ele consegue armar a equipe de quaisquer lugares dentro da cancha. Enganche ou não, do meio-campista exige-se que ele tenha leitura de jogo, boa marcação, capacidade de deslocamento para os lados etc. Algumas canteras fazem bem esse trabalho. E como muitas das nossas não estão nessa lista possível que aumente cada vez mais, por aqui, a procura por meias nos nossos rivais sul-americanos.

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Joaquín Pereyra: seguindo passos de Lo Celso, vendido ao PSG
Pereyra:  como Lo Celso, do PSG

Joaquín Pereyra, 18 anos, Rosário Central. O próximo Lo Celso, podem apostar. O Rosário Central é hoje um dos poucos clubes argentinos que fabrica enganches clássicos. Pereyra tem uma condução de bola excepcional. Em alguns aspectos, lembra Danilo, ex-Corinthians, pela lucidez e tranquilidade dentro de campo. Em outros, lembra Ganso e o próprio Lo Celso, pelo aspecto clássico com o que se apresenta em campo. Sua leitura de jogo é primorosa. Por enquanto, uns R$ 400 mil reais o tirariam do Central. Mas nossas ofertas só chegarão quando ele custar milhões.

Yeferson Soteldo, 19 anos. Enganche clássico do Huachipato, do Chile. Mais um venezuelano que pede passagem. Possível que se torne o mais talentoso meio-campista surgido na Venezuela em vários anos. Sabe tudo de bola. Lembra Cazares, pela capacidade de armar a equipe em velocidade. Também atua pelos lados do campo, sobretudo pelo direito. Nome para qualquer grande clube do país.

Damián Díaz, 30 anos, argentino do Barcelona de Guayaquil: assim como Gabriel Marques e Jonatan Alvez, Díaz foi um dos destaques não apenas do Barça, mas de todo o campeonato. Enganche maduro e que vive o melhor momento de sua carreira. Letal próximo da área, mas se destaca ainda mais pelo passe final para o gol. Sobrando no Equador; ótimo nome para Cruzeiro, Grêmio, Corinthians, Vasco, São Paulo e outros. Jogador com perfil para conquistar o coração de seus torcedores.

Juan Pablo "el Índio" Ramírez, 19 anos, Atlético Nacional. Ao vermos Ramírez jogar, logo nos lembramos daqueles meias clássicos. Lembra Ganso pelo refino, mas dribla melhor e chega à frente da área como o atual jogador do Sevilla mostra dificuldades em fazê-lo. Chega a ser inacreditável que ainda não esteja em algum clube europeu. Um dos mais talentosos jogadores desta lista. Brevemente, um dos grandes destaques da seleção colombiana. Contratação para ontem.

Mathias Santos, 22 anos. Montevideo Wanderers. Um dos grandes nomes do enrascado Bohemio charrua. Joga como segundo volante e enganche. Tem muita fluidez do segundo para o terceiro terço do campo. Todavia, se algum clube desejar tê-lo eis uma boa e uma má notícia: seu contrato vai somente até junho de 2017. Contudo, é preciso busca-lo rápido, antes que grandes ofertas cheguem do exterior.

Daniel Camacho, 18 anos, Bolívar. Jogador brilhante da cantera de um dos gigantes bolivianos. Camisa 10 arrojado, com alta qualidade no drible, no último passe, na bola parada e na conclusão de jogadas. Impressiona que ainda não tenha sido contratado por um clube europeu, ainda na base do clube boliviano. Há de ser contratado e tratado como alguém que precisa de tempo para se adaptar. Ainda revela dependência extrema do pé direito, o que significa que não seria ruim se ficasse um tempo na base do clube que o contratar. Porém, seria estúpido que nossos clubes deixem esse jogador ser anunciado pelos europeus.

Josué Colmán, 18 anos, Cerro Porteño. Enganche da base do Cerro Porteño, Colmán pode atuar ainda em todas as posições do ataque. Rápido, driblador e inteligente, o garoto é a nova aposta do Cerro Porteño, talvez a maior delas, após Sergio Diaz e Cecílio Domínguez.

Cristóbal Jorquera, 28 anos, chileno Bursaspor. Não está bem no clube turco e como é desconhecido também na Europa, o Bursaspor facilitaria a repatriação por algum candidato da América do Sul. Valeria a pena? Possível que sim. Jorquera sabe que se não for bem atuando novamente por um clube sul-americano, perderia mercado definitivamente na Europa. Além disso, dentro de campo, apresenta todos os fundamentos de um bom enganche.

Leonardo Valencia, 25 anos, Palestino. Por que nenhum clube brasileiro foi buscar esse meia? Jogador protagonista, que chama a responsabilidade e não sossega enquanto não tira sua equipe de alguma enrascada. Valencia tem um arremate certeiro de fora da área; além disso é driblador, ótimo assistente e bom finalizador no interior da área. Há um ano, Valencia era só um bom jogador. Neste início de 2017, é um grande destaque sul-americano. Isto acontece pois seu ganho de maturidade em um ano foi excepcional e lapidou vários de seus pontos fortes, mas que eram instáveis no início de 2016.

Tomas Pochettino, 20 anos, Defensa y Justicia. Garoto de grande destaque no Defensa, mas pertencente ao Boca Juniors. Empréstimo vai até junho. Cantera do Boca soltou tantos garotos de potencial, e na mesma posição, que o clube não colocaria dificuldades para vender Pochettino.

Pablo Garcia, 17 anos, Liverpool do Uruguai. Habilidoso jogador que pode atuar como meio-campista aberto pela direita ou mais centralizado. Está na mira de Chelsea, Valencia e Sporting. Portanto, bom correr para contratá-lo.

Kevin Salazar e Jonathan Gómez, 20 e 27 anos, Independiente Santa Fe. Estamos falando de dois belíssimos enganches. Gómez vive aos 27 anos o seu amadurecimento como jogador de futebol. Enganche moderno, que arma o jogo em quaisquer setores do campo. É veloz, tem ótima bola parada e arremate de longas distâncias. Além disso, é inteligente, se posiciona como poucos e se sacrifica muito na marcação. Se fosse brasileiro, seria seleção fácil. Salazar é uma joia a ser lapidada; teve ótima formação de base e apresenta quase todos os bons fundamentos de um enganche. Se há algo a melhorar é quanto à qualificação de sua chegada ao ataque, pois ainda faz pouquíssimos gols. Mas tem em Gómez e Omar Pérez dois dos melhores professores. Questão de tempo para esse jovem atleta desembarcar em gramados europeus.

Matías Palavecino, 19 anos (março), Rosário Central. Excelente enganche da cantera "canalla". Estilo clássico, que assiste com perfeição e fica esperando para ver no que vai dar. Cobra faltas com perfeição rara, fazendo muitos gols. Outro nome para ser observado. Boa ideia seria contratá-lo e deixa-lo amadurecendo no clube de Rosário.

Jacobo Kouffati, 23 anos, venezuelano que atua pelo Club Delfín. Na linha da nova geração de ótimos meio-campistas da Venezuela. Acreditem, não é por acaso. Kouffati pode atuar como enganche, como segundo atacante ou como segundo volante. Bom passador; joga com a cabeça erguida. Valeria a aposta de um clube grande brasileiro, mas caberia também nos médios de outras séries do Brasileirão, como Ceará, Santa Cruz, Goiás etc.

Gianlucca Fatecha, 18 anos. Olímpia. Trata-se da nova joia do futebol paraguaio, ainda não descoberta pelos clubes europeus. Joga de meio-campista ofensivo, centralizado ou caindo um pouco pelos lados. Em um ou dois anos, valerá milhões de dólares.

ATACANTES EXTREMOS

Vocabulário modifica-se constantemente, mas se há uma evolução é na concepção de extremo. Em geral, ele é tido como um jogador capaz de fazer o meio-campo, de recompor pelo lado e mesmo de voltar e se juntar aos dois volantes, compondo uma linha de três de proteção à defesa. Exige-se muito desse jogador, mas a pergunta que fica é se de fato ele recebe uma formação ideal nas canteiras. E de novo a mesma resposta: em algumas, sim, em outras, não. A lista descarta novamente alguns jogadores que empresários tentam colocar nos clubes brasileiros, mas sem que o jogador tenha feito o suficiente para tal merecimento. Vamos a eles.

Carlos Auzqui, 25 anos, Estudiantes de La Plata. Dificilmente o Pincha liberaria um jogador como Auzqui, exceto por uma boa grana. Jogador valorizou demais e graças à sua temporada estupenda na Argentina. Auzqui pode atuar em várias posições do meio-campo para frente. Prefiro ele como extremo direito. Jogador de altíssimo nível; mesmo que saia caro do Pincha certamente cobriria o prejuízo em pouco tempo. E daria um baita lucro financeiro com uma transferência para gramados europeus.

Adolfo Muñoz, 20 anos, El Nacional. Meio-campista que joga como extremo pelo lado direito. Notabiliza-se pela rapidez na solução das jogadas. Perfil para investimento. Para ser contratado por um grande e emprestado para um clube pequeno ou médio do futebol brasileiro.

Emanuel Cecchini, 20 anos, Banfield. Garoto muito bom de bola do Taladro. Pode atuar como extremo esquerdo e também como volante aberto pelo mesmo lado. Seu amadurecimento ainda acontece, mas não tem por que ele não acontecer por aqui, em algum clube grande do país.

José Rojas, 28 anos, Cerro Porteño. Pode atuar centralizado ou como extremo pela direita. Bom assistente, Rojas joga cada partida como se fosse uma decisão. Jogador experiente e que somaria para qualquer grande equipe do futebol brasileiro.

Anderson Plata, 26 anos, Independiente Santa Fe. Um dos destaques de "los Cardenales" na conquista do Colombiano. Corre por todos os espaços do campo. Joga com as meias arreadas, olho firme na bola e no deslocamento de seus companheiros. Um driblador que sempre procura resolver, quando a marcação rival fecha para cima de seus companheiros.

Mario Briceño, 20 anos, Universidad de Chile. Talento da base de "los Azules", Briceño atua preferencialmente como extremo pelo lado direito do campo; fica devendo pouco pelo outro lado e absolutamente nada como centroavante.

Sebastián Palácios, 24 anos, Talleres de Córdoba. Um trator potente e veloz, apesar de ter somente 1,69 m. Atua como extremo pela direita, mas se infiltra à área em diagonal e em alta velocidade. Também pode atuar como camisa 9. Jogador desagradável para qualquer sistema defensivo.

Cristian Guanca, 23 anos, argentino do Emelec. Trata-se daqueles casos que ninguém entende por que não foi aproveitado nem mesmo no seu país. Atua como extremo pelos dois lados do campo, mas preferencialmente pelo esquerdo. É muito rápido e faz bem a diagonal, penetrando na área e arrematando com bom nível de precisão. Caberia em qualquer clube grande do Brasil. Também atua como enganche, armando o jogo com notável categoria. Na temporada do Equatoriano, anotou 21 gols em 43 partidas.

Jaime Carreño, 20 anos, Universidad Católica. Meio-campista que atua centralizado ou pelo lado direit, como extremo. Seu jogo é vertical e a personalidade de gente grande. Marca de forma assustadora; pudera, seu ídolo é "Pitbull" Medel. Vale a aposta.

Maximiliano Núñez, 30 anos, Millonarios. Maxi Núñez vive sua plena forma como jogador de futebol. Um extremo direito de muita velocidade, habilidade e capacidade de assistir a seus companheiros ou de fazer os gols necessários para sua equipe. Foi um dos poucos que se salvou no arremedo de time que foi o gigante colombiano, em 2015. Esse jogador caberia em qualquer grande clube do Brasil; qualquer um. Custo-benefício excelente.

Gastón Lezcano, 30 anos, O'Higgins de Rancágua. Belíssimo jogador que pela segunda temporada seguida é eleito um dos melhores do campeonato chileno. Notabiliza-se por sua velocidade e por sua destemida entrada na área para concluir para o gol. Para médios e alguns grandes de nosso futebol.

José Alberti, 19 anos. Juventud de Las Piedas. Atua preferencialmente como extremo, mas conhece bem o meio-campo, onde tem se destacado pelo pequeno clube uruguaio. É daqueles que ninguém sabe de onde veio e de repente aparece num clube europeu.

Lucas Janson, 22 anos, Tigre. Atacante habilidoso que atua em todos os setores do ataque. Em geral, como centroavante, mas pode jogar de extremo pelos dois lados do campo, ou como meia que encosta no centroavante. Tigre foi o forno que o amadureceu para clubes grandes da Argentina ou do Brasil.

Sebastián Driussi, River Plate e Cristián Pavón, Boca Juniors; ambos com 20 anos. Ideia é sempre fugir dos nomes mais conhecidos e caros. Mas em ambos os casos, a excelência dos indicados e a concorrência que têm nos seus elencos justificam que estejam por aqui. Driussi é canhoto e embora atue pelo outro lado, seu melhor desempenho é como extremo esquerdo. Caso do Pavón é justamente o contrário. No caso de Driussi, ele pode atuar ainda como centroavante; no de Pavón, como meio-campista mais centralizado. Estamos falando de cruzamentos perfeitos; de jogadores arrojados e inteligentes. Seriam contratações poderosas e feitas por cartolas que costumam estufar o peito, quando visita o mercado sul-americano.

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Andrés Roa, revelação colombiana do Deportivo Cali
Andrés Roa, revelação do Deportivo Cali

Andrés Roa e Jown Cardona, 23 anos e 21 anos, Deportivo Cali. Roa esteve na lista de um clube do Brasil, em 2015, mas o negócio não avançou. Uma pena; trata-se de excelente jogador, com amplo conhecimento do campo de ataque. Jogador que aprofunda o jogo da equipe, tem ótimo cruzamento e boa recomposição defensiva. Além disso, pode atuar pelo meio-campo, como enganche. Uma pérola. Cardona retorna agora ao Cali, clube em cuja cantera seu talento foi lapidado. Atua como extremo pelo lado direito do campo, mas pode circular por outras posições do ataque. Pelo Cortuluá, jogou também como enganche e se mostrou como excelente opção para o setor.

Sergio Riffo, 20 anos (em março), Celaya FC. Chileno que atua na segunda divisão do futebol mexicano. Um pequeno notável; muito veloz e habilidoso. Atua em todos os setores do ataque, até como centroavante, embora tenha somente 1,69 m. Foi convocado novamente para a Sub-20 de La Roja. Jogador para ser recepcionado por um clube que tenha condição de trata-lo com carinho e que aposte na sua adaptação com calma.

CENTROAVANTES

Nada como um camisa 9 como Fred, Ricardo Oliveira ou Lucas Pratto. Todo mundo quer um 9, embora muitos clubes desprezem aqueles que saem de suas próprias canteras. Corinthians que o diga. Flamengo também...São Paulo, Grêmio, Inter, Vasco, enfim, quase todos. Eis alguns candidatos.

Joaquín Ardaiz, 17 anos, Danúbio. "el Pájaro" Ardaiz é umas das maiores revelações recentes das canteiras uruguaias. Não dá para esperar que ele complete 18 anos e estoure para fazer uma oferta; pode ser tarde demais. Tem todos os fundamentos necessários para um goleador. Atualmente faz parte da Sub-20 do Uruguai, logo estará na principal. Também pode ser recuado para trabalhar como enganche.

Lucas Albertengo, 25 anos, Independiente. Um monstro de jogador, mas que conviveu com lesões quando chegou ao Independiente. Na Argentina, o Rojo é tido como um clube com péssima enfermaria. Vantagem disso é que seu preço caiu. Recuperado e em plena forma, é nome para o ataque de qualquer gigante do futebol brasileiro.

Dário Rodríguez, 21 anos. Fortaleza FC, da Colômbia. Esteve emprestado para o Atlético Bucaramanga e foi um dos goleadores do campeonato colombiano. Centroavante promissor. Fosse eu diretor de uma Ponte Preta, o contrataria ontem.

Ronaldo Chacón, 19 anos (fevereiro), Deportivo Táchira. Um dos melhores talentos surgidos da renovada "cantera" do clube venezuelano. Centroavante canhoto de movimentação e muito letal no interior da grande área.

Maximiliano Gomez, 20 anos, Defensor Sporting. Terror da área, atuando pelo Viola charrua. Seu perfil está na mesa dos cartolas dos Lanús. Portanto, se algum clube por aqui desejar contratá-lo, precisa ser rápido.

Raúl Becerra, 29 anos. Destacou-se pelo Deportivo Cuenca. Fez 19 gols em 38 partidas. Vive seu melhor momento, mas nem sempre foi assim. Sua carreira foi de altos e baixos. Contudo, sua vasta experiência por clubes pequenos e médios do acesso argentino o habilita para uma aposta por um de nível médio do futebol brasileiro.

Lautaro Martínez, 19 anos, Racing. Centroavante de altíssima movimentação fora e dentro da área. Sairia com facilidade, pois estaria atrás de Mansilla, na preferência da comissão técnica. Seria um investimento certeiro.

Tobías Figueroa, 24 anos, Guillermo Brown. Centroavante de área pertencente a uma das melhores equipes do acesso argentino. Tem presença de área e sabe concluir bem em espaços curtos. Inicialmente recomendado para clubes pequenos e médios do futebol brasileiro. Porém, como é jogador em plena evolução, não seria um problema se um clube grande o adquirisse e o emprestasse para um clube menor.

Adrián Ugarriza, 20 anos, Universitário do Peru. Garoto da base de do San Martín local, chegou para reforçar a La U peruana, mas não teve muitas oportunidades devido ao bom momento de Hernán Rengifo, veterano e titular absoluto da posição. Seu preço caiu bem, mas pode subir novamente a depender de seu desempenho no Sul-Americano do Equador. Trata-se de um camisa 9 que se locomove bem na grande área. Cairia bem em clubes médios do futebol brasileiro.

Jonatán Álvez, 28 anos, Barcelona de Guayaquil. Centroavante goleador do Equatoriano. O uruguaio sempre esteve cercado de expectativas, mas nem sempre as correspondeu inteiramente. Contudo, parece ter alcançado enfim o seu amadurecimento; vive o melhor momento. Não para um minuto de se doar à equipe; tem boa movimentação fora da área e ótima conclusão para gol, dentro dela.

Rubillo Castillo, 25 anos, Montagua de Tecucigalpa. Castillo faz parte da seleção de Honduras. Na temporada, anotou nove gols em 17 partidas pelo campeonato local. Isto porque ficou fora dos campos por sete jogos, graças às expulsões. Ou seja, um cabeça-mole. O fato é que sempre esteve em situações nas quais ele era o jogador principal. Mas o fato é que se trata de um belíssimo camisa 9: tem faro de gols, boa leitura das jogadas e muita mobilidade no entorno da grande área. Perfil para clubes pequenos e médios do Brasileirão. Ao menos enquanto se adapta ao futebol brasileiro.

Tomas Conechny, 19 anos (março), San Lorenzo. Pequena joia das canteras argentinas, o jovem centroavante do Ciclón promete ser um dos destaques do país em gramados europeus. Talento raro, faro de gol dos grandes finalizadores; astúcia e inteligência em campo encontram em Conechny o seu melhor porta-voz. Jogador para grandes centros futebolísticos, para grandes competições e para times grandes. Craque.

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Tomas Conechny: jovem talento do San Lorenzo, que está na Libertadores
Tomas Conechny: jovem talento do San Lorenzo, time que está na Libertadores

Braian Mansilla, 19 anos, Racing. Assim como Lautaro, Mansilla não tem espaço na Academia de Avellaneda, pois jogadores como Bou e Licha López estão logicamente na preferência dos treinadores racinguistas. Joga também pela Sub-20 da Argentina. Técnico, rápido e com bom entendimento das jogadas. Seria mais caro do que Lautaro, porém dispõe de um currículo melhor, o que garantiria uma boa revenda, no futuro.

Nícolas Orellana, 21 anos, chileno, Everton de Vinã del Mar. Contrato até junho de 2017. Inicialmente recomendado para uma equipe com bom nível de ajustes. Pela idade e perfil do garoto, entraria bem nessa equipe, mas teria dificuldades para assumir a responsabilidade de recomeçar a montagem do time que o contratasse.

Augustín Conobbio, 18 anos, Club Fênix. Brincadeira o que joga esse garoto. Com 1,75 m, se locomove como um veterano no entorno da grande área. Em seu interior, sabe concluir como poucos; fora dela, assiste com bons passes curtos ou com cruzamentos.

Jaime Ayoví, 28 anos, Godoy Cruz. Centroavante de (pequena) área, onde faz gols como poucos. Não dispõe de boa movimentação fora da grande área, mas compensa bem com seu desempenho frontal diante do goleiro. Ler o posicionamento e deslocação dos zagueiros e se posiciona no lugar certo para guardar a redonda no arco rival. Aconselhável para clubes medianos e para alguns grandes também.

* Joza Novalis, autor deste texto, escreve no site Futebol Portenho

Jornalista inglês diz que Drogba não quer parar e, sem propostas, pode aceitar a do Corinthians

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

O que surgiu de forma confusa, com dirigentes falando idiomas diferentes, pode ir além de um factoide. Um jornalista da imprensa de Londres, com bons contatos entre os clubes e larga experiência na cobertura do mercado, passou a seguinte informação, obtida junto ao staff de Drogba, a pedido do blog: "Ele quer continuar jogando, e pode aceitar a proposta do Corinthians". O repórter acrescenta que no momento o clube paulista não enfrenta concorrência pelo atleta. "Drogba está muito velho, não tem mais mercado na Europa", acrescenta.

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Com golaço de letra, Drogba comanda virada do Impact sobre o Fire na MLS

A intenção do marketing alvinegro de trazer o africano foi noticiada no dia 12 de janeiro pelo repórter Dassler Marques, do portal Uol — clique aqui e leia. Depois disso uma série de desencontros pautou o assunto, com a evidente falta de um discurso único entre os cartolas corintianos. "Não teremos o Drogba. O departamento de futebol não entrou nessa história e, com todo o respeito, não aprova essa intenção e esse caso não irá prosperar. Só lamento pelo torcedor. Frustrá-lo é um grande desrespeito", disse o diretor de futebol do clube, Flávio Adauto, ao Estadão.

Mas a boa recepção da ideia entre os torcedores unificou a palavra dos dirigentes alvinegros. Em meio a forte turbulência política, a vinda de um jogador tão famoso pode acalmar os ânimos e deixar menos irritados os integrantes de organizadas que protestaram em frente ao CT no dia da reapresentação do elenco após as férias. E a proposta foi levada ao marfinense com o ressurgimento de Gustavo Herbetta, ex-gerente de marketing que se desligara do clube. "É um jogador que pode ter expressão e significar muito", disse Adauto, na sexta-feira, mudando sua postura.

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'Drogba aqui seria sensacional, mas a forma como estão tratando me faz achar a situação bizarra', di

A partir daí fica a questão: quanto custará Drogba? Até que ponto pesa o medo de o episódio virar um "novo Anelka"? Em abril de 2014 o atacante francês foi anunciado pelo então presidente do Atlético, Alexandre Kalil, mas jamais desembarcou nas Minas Gerais. Se algo parecido acontecer, com a popularidade em baixa e frágil politicamente, o atual presidente fortaleceria os que desejam tirá-lo do cargo. Em meio a tudo isso, o Corinthians contratará o centroavante custe o que custar? Em meio à turbulência que impera no clube, não é algo que possa ser descartado.

Se o atacante chegar por cifras compatíveis com as combalidas finanças do time mais endividado do futebol brasileiro — clique aqui e leia —, fará sentido. Caso custe uma pequena fortuna que empurre as contas para um buraco ainda maior, será outra aventura do grupo de cartolas que levou o clube a perder milhões de euros com Pato e desperdiçou tempo e dinheiro (alto) ao contratar e demitir Oswaldo de Oliveira em dois meses. Quanto a Drogba, de fato está veterano, completará 39 anos em 11 de março, e saiu do futebol da América do Norte em baixa — clique aqui e leia no blog de Gustavo Zupak. Mas seria uma grande atração e, se dedicado, fará seus gols por aqui. Se eles valerão o investimento, como diria um certo filósofo, "só o tempo dirá".

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Para Mauro, expõem corintianos a situação delicada: 'Anelka corintiano pode ser o Drogba'

Palmeiras e parceiro discutem contrato. Patrocínio movido por paixão e sonhos políticos

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Maurício Galiotte, novo presidente do Palmeiras, e os donos da Crefisa e da Faculdade das Américas (FAM), José Roberto Lamachia e Leila Pereira, conversarão nos próximos dias. Em pauta, a renovação do contrato de patrocínio, um acordo que foge do padrão e não segue pura e simplesmente motivações mercadológicas. Vamos lá:

1- A Crefisa não começou a patrocinar o Palmeiras só por questões de mercado, a parceria teve início em função da paixão de seu dono pelo clube. Ele é fanático torcedor alviverde e quando decidiu colocar dinheiro lá, o fez para realizar o sonho de ver os palmeirenses novamente campeões. A primeira iniciativa foi ligar para o clube e dizer: "Quero patrocinar o Palmeiras". Do outro lado da linha bateram o telefone imaginando que não passava de um trote. Obviamente Lamachia não desistiu.

2- O casal é dono da financeira e outras 10 empresas do grupo, como a FAM, e vê o Palmeiras de maneiras diferentes. Se José quer ajudar o clube a ser mais forte, Leila sonha presidi-lo. Virou maior ambição fora dos negócios do grupo, entre os quais a Faculdades das Américas é sua menina dos olhos.

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José Roberto Lamachia, o então presidente Paulo Nobre e Leila Pereira: donos da Crefisa e FAM
José Roberto Lamachia, o ex-presidente Paulo Nobre e Leila Pereira: Crefisa e FAM

3- A viagem do casal em janeiro, de férias, atrasou as conversas sobre renovação de patrocínio, mas é muito improvável que ele não aconteça. A exposição da marca deu resultado para a Crefisa. Os desejos políticos dela, somados à paixão de ambos pelo clube, pavimentam o caminho da ampliação dessa parceria.

4- Se Leila e o ex-presidente Paulo Nobre não se entendiam bem, com Maurício Galiotte a tendência pelo diálogo é muito maior. O novo mandatário palmeirense é calmo e hábil para negociar, capaz de não perder o equilíbrio sequer quanto alguém sai do trilho das boas maneiras e o ataca. O próprio patrocinador presenciou essa postura fria e cerebral de Galiotte certa vez, num camarote do Allianz Parque.

5- Feliz com o retorno dado pela exposição dos logos de suas empresas no uniforme alviverde, surgiu a possibilidade de patrocinar rivais do Palmeiras. A ideia nasceu morta ante a possibilidade de, com eventual rejeição de palmeirenses em função disso, a chance de Leila na política do clube desaparecer. Fica claro que não é o mercado que define para onde vai a verba das empresas do casal destinadas a propaganda via futebol. A paixão pelo clube e sua política pesam bem mais.

Guga Gerchmann/Ag Eleven/Gazeta Press
Mauricio Galiotte, novo presidente do Palmeiras: perfil conciliador
Mauricio Galiotte, novo presidente do Palmeiras: perfil conciliador

6- Com a FAM iniciando cursos de ensino à distância, times de fora de São Paulo passam a ser possíveis alvos de patrocínio. Os que têm boa penetração no Norte e no Nordeste a princípio têm, em tese, mais chances. Contudo, para o ano de 2017, inicialmente a verba do grupo voltada à propaganda em times de futebol deve continuar concentrada apenas no Palmeiras.

7- Se renovado, provavelmente o patrocínio da Crefisa e FAM ao Palmeiras envolverá cifras maiores do que as do anterior, podendo bater os R$ 100 milhões por ano.

8- Não é absurdo imaginar que em meio às negociações os patrocinadores queiram discutir, além da renovação da parceria, a entrada de Leila no conselho do clube.

9- Dificilmente alguém falará a respeito, mas os donos de Crefisa e FAM gostariam de sentir-se parte integrante na gestão do futebol, e não apenas quem desembolsa milhões de reais pelo espaço no uniforme e eventualmente banca reforços. Caso de Lucas Barrios. "Presente" dado em 2015, o argentino naturalizado paraguaio tem todo o custo pago pelos patrocinadores.

10- O maior obstáculo que encontram é o diretor de futebol Alexandre Mattos. Ele barra qualquer tentativa de interferência externa no departamento. Resta saber como será na nova, e provavelmente mais política, administração alviverde.

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Mauro Cezar vê Palmeiras pronto e vinda de novo atacante ligada a renovação de patrocínio

Exclusivo: David Luiz fala da volta ao Chelsea, do sucesso de Conte e do sonho da Premier League

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
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Adorado pela torcida do Chelsea, David Luiz retribui o carinho de fãs com caronas e presentes

David Luiz era o jogador mais querido da torcida brasileira durante a Copa do Mundo de 2014. Sua participação em várias campanhas publicitárias no país que sediou o Mundial deixava isso evidente. Era natural, o mercado procurava pelo atleta mais carismático entre os convocados por Luiz Felipe Scolari.

A goleada de 7 a 1 da Alemanha e algumas más atuações o marcaram. Por £ 34 milhões (R$ 135 milhões), em agosto de 2016 voltou ao Chelsea, pelo qual foi campeão europeu em 2012, superando Barcelona e Bayern. Retorno surpreendente até - saiu dois anos antes por £ 50 milhões (R$ 200 milhões) para o Paris Saint Germain.

No time do italiano Antonio Conte, que venceu 13 jogos consecutivos, é o zagueiro mais centralizado no sistema que tem um trio no setor. Seguro, firme, sem arrancadas precipitadas, David Luiz vem recuperando o prestígio no líder da Premier League. Por e-mail, ele deu esta entrevista exclusiva ao blog.

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David Luiz vai na raça e ainda dá caneta antes de sofrer falta

Qual a diferença do Chelsea que você deixou ao sair para o PSG em relação ao que encontrou na volta a Londres?
Eu vivi ótimos anos aqui antes de me mudar para Paris. Sobre a estrutura, o que encontrei não mudou muito. É tudo de alto nível. Nos oferecem as melhores condições para fazer o que a gente a ama, que é jogar futebol.

Retornos assim são raros, qual sua relação com o Chelsea?
Eu amo este clube e vi que se voltei era porque havia uma história para continuar. Não consegui a Premier League na minha primeira passagem e este é um objetivo que tenho agora. De ajudar no que puder para conquistar esse campeonato. Conte tem sido ótimo nesse sentido.

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David Luiz procura, encontra e presenteia torcedora com sua camisa

Como define o atual treinador?
É um dos melhores técnicos com quem já trabalhei. Conhece muito bem as características de cada jogador e a gente segue à risca tudo que ele nos orienta a fazer em campo.

O sistema de três zagueiros, que se transforma em linha de cinco no momento defensivo, protege quem atua na sua posição. Como tem sido essa experiência?
Nós entendemos logo a filosofia e o sistema que Conte gosta de jogar. Ele nos fez entender ainda mais que a dedicação coletiva a um sistema é fundamental para que as individualidades se sobressaiam.

Como funciona?
Sabemos jogar com e sem a bola, tanto no ataque como na defesa. Se estamos sem a bola, todos sabem como defender e, com ela, cada um conhece bem sua função para ajudar o ataque.

Conte é muito vibrante à beira do campo, fale sobre esse lado motivador.
Conte é um técnico que ama o que faz e isso contagia a todos nós, que amamos o futebol. Cada treino e cada jogo é uma manifestação de como vencer e competir é importante para ele, então, para nós, a motivação para manter foco está sempre alta.

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DataESPN analisa sistema de marcação do Chelsea: 'Isso é treinamento', diz Mauro

 

Fla vota patrocinador, que pode sair se vender pouco, e sonha com R$ 100 milhões por ano

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
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Flamengo e Carabao: parceria será votada no Conselho Deliberativo do clube
Flamengo e Carabao: parceria será votada no Conselho Deliberativo do clube

Extra publicou em 6 de janeiro matéria sobre o novo patrocínio do Flamengo, com a Carabao - clique aqui e leia. A exemplo do jornal carioca, o blog teve acesso ao contrato. Ele contém uma série de "mimos" à empresa tailandesa. São ingressos para jogos, em setores VIPs ou não; acesso ao CT, ações envolvendo atletas, determinado número de camisas e itens oficiais como brinde, batismo de área do Maracanã com seu nome e até escolha de dois mascotes que entram em campo com o time a cada partida.

Até aí nada demais, pois também existem compensações previstas para o caso de os produtos serem bem vendidos no Brasil. Bônus de R$ 0,50 e R$ 0,25 a partir de 2018 se forem alcançadas determinadas metas de comercialização do energético. Ou seja, é muito mais do que o patrocínio na camisa. E esses agrados serão coisa pequena se a aceitação das bebidas da marca for boa e elas fizerem sucesso no Brasil.

"Esse é um contrato muito diferente, dado que a gente ganha no sucesso do produto. Eu quero que ele apareça o máximo possível, seja nas redes sociais, em fotos, enfim, que seja muito bem divulgado. É nosso interesse para construir a imagem e a rede de distribuição. Em todos os nossos contratos ativos são incorporados camisas, estádios, placas e outros. Então é vantajoso para o Flamengo que a Carabao possa usar o camarote para atrair distribuidores, por exemplo, que vão aumentar a venda do produto. Não é dar para a Carabao, é vender mais produto, cair nas graças do torcedor para que, consequentemente, isso se reverta para o Flamengo", argumenta Daniel Orlean, vice-presidente de marketing rubro-negro.

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Para Mauro, novo patrocínio do Fla foi 'grande sacada' do clube e da empresa em momento difícil

Contudo, como o Extra destacou, a Carabao poderá rescindir o compromisso unilateralmente em algumas situações que não dependem do clube:

1) Se ao final de setembro de 2018 as vendas ficarem abaixo de 37 milhões de unidades, a empresa da Tailândia pode encerrar o acordo sem justa causa.
2) Em 31 de março de 2019, de 2020 e de 2021, a Carabao poderá rescindir o contrato sem penalidades, caso no ano anterior não alcance 40 milhões de unidades vendidas do produto. Mas no caso o patrocinador seguiria pagando até dezembro do ano em questão. Seriam nove meses de remuneração até deixar de patrocinar o clube.
3) Se a empresa encerrar suas atividades no país, o que poderá ser mera decisão estratégica, o contrato também podera rescindido sem justa causa.

"O contrato é de seis anos, sim. Ele tem algumas cláusulas que permitem no caso de insucesso da Carabao, ela tomar a decisão de continuar ou não. Acreditamos que essas metas são bem fáceis de serem batidas porque o produto não é apenas o energético, esse é o principal. E é um mercado que hoje movimenta de 700 milhões a 800 milhões de latinhas só no energético, e há um sem número de outros produtos, algo bastante grande para absorver o que estamos almejando em 21 meses: 37 milhões e depois 40 milhões de latinhas por ano", alega Orlean.

Ele frisa que essa possibilidade foi oferecida e, em contrapartida, o Flamengo pode ser uma espécie de sócio em eventual lucro. "Tivemos a chances de um upside, de ganhar um valor bastante representativo em cima de cada latinha vendida. No caso de o produto conquistar um market share importante, não precisa nem ser líder, poderemos faturar anualmente de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões, ou até mais" estima.

Reportagem da revista Exame publicada em seu site no mês de junho do ano passado destacava que apenas em 2015 foram consumidas no Brasil mais de 390 milhões de latas de bebidas enérgéticas. A matéria acrescenta que o mercado projeta crescimento de até 15% para os próximos anos. Por tais números, as metas inciais da Carabao estariam abaixo de 10% do mercado nacional. 

Na Inglaterra a fabricante de energéticos entrou como patrocinadora do Chelsea. Estima-se que a empresa da Tailândia desembolsará £ 30 milhões (cerca de R$ 120 milhões) em três temporadas para estampar seu logo em uniformes de treino, agasalhos de jogo e no banco de reservas do estádio dos Blues, Stamford Bridge.

 

Embora o marketing do Flamengo insista que é um contrato de seis anos, na prática ele está garantido por menos de dois, até dezembro de 2018, podendo durar pelo menos esse período se os brasileiros beberem muito Carabao. Mas vale lembrar que se a empresa quebrar ou por estratégia apenas dela sair do país, não pagará multa. Não seriam cláusulas rescisórias muito favoráveis ao patrocinador?

"Quando nos foi oferecida essa oportunidade, percebemos que com a 'nação' do nosso lado se consegue patamares incríveis. Então, muito melhor do que contrato de valor fixo, que mesmo de longo prazo seria interessante, preferimos outro, no qual temos um upside em contrapartida, com base em metas pequenas. O Flamengo acaba se beneficiando também", assegura o VP de marketing.

O contraponto é: e se, sem vender o que planeja, o grupo da Tailândia quiser sair (e há cláusula que lhe permite)? Ou permanecer, mas renegociar, para reduzir custos de patrocínio? Isso poderia gerar um desequilíbrio contratual. Na noite desta segunda-feira, caberá à diretoria explicar esses pontos ao Conselho Deliberativo com o intuito de aprovar o novo patrocinador nas condições até aqui estabelecidas.

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