Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira

Jornalista desde 1983, passou por diversas redações de rádios, jornais, revistas e sites. Lecionou em faculdades de jornalismo e hoje é comentarista dos canais ESPN

Uma constatação: Ronaldinho ajudou o Fluminense a vencer. Se vai dar certo, é outra história

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

A expectativa era de que Ronaldinho jogasse 60 minutos, 65 minutos, por aí. Atuou os 90! Foram cinco cruzamentos errados, quatro desarmes certos (atrás apenas de Wellington Silva), uma falta cometida, uma finalização (no alvo), um impedimento, 32 passes certos e cinco errados; oito perdas de bola, um cartão amarelo, quatro passes para finalizações, três lançamentos errados e três certos. Um deles encontrou a cabeça de Wellington Paulista, que colocou Marcos Júnior em condições de driblar Tiago e mandar a bola para as redes do Grêmio.

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Ronaldinho Gaúcho participou do gol da vitória em sua estreia pelo Fluminense
Ronaldinho Gaúcho participou do gol da vitória em sua estreia pelo Fluminense

Uma grande atuação? Não, realmente não foi. Mas ajudou o time a vencer numa noite na qual o Fluminense não tinha Fred. Se me perguntarem algo como "Você o contrataria?", a resposta, hoje, seria não. Mas isso não significa que deva ignorar o fato de ele ter se dedicado em campo e participado de maneira importante na jogada que decidiu o jogo. A jogada que deu três pontos ao time carioca após duas derrotas e, pelo menos momentaneamente, o terceiro lugar no campeonato.

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Ronaldinho e Marcos Júnior comemoram o gol da vitória tricolor no Maracanã
Ronaldinho e Marcos Júnior comemoram o gol da vitória tricolor no Maracanã

O que vai acontecer daqui pra frente é outra história. O público de 33.288 presentes não foi excelente, mas também não chegou a ser horrível. Diante 37.042 pagantes e com todos os ingressos vendidos, o camisa 10 estreou, no Engenhão, pelo Flamengo contra o Nova Iguaçu, em 2011. No ano seguinte Ronaldinho estrearia pelo Atlético em Minas Gerais, no Independência, ante 16.367 pessoas que ocuparam 71% dos 23 mil lugares do estádio mineiro.

Como será daqui pra frente? Vai depender de muita coisa. Mas a constatação do sábado me parece clara: Ronaldinho se dedicou, foi até o final da partida e ajudou o Fluminense a vencer.

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Assista ao gol da vitória do Fluminense sobre o Grêmio

Homem que "ensinou o mundo a beber" criou a mais antiga das Supercopas

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

A Sheriff of London Charity Shield foi introduzida pelo político Thomas Dewar em 1898 como uma competição disputada entre as melhores equipes profissionais e as amadoras na Inglaterra. O objetivo: arrecadar fundos para hospitais e instituições de caridade locais. Na primeira edição, o duelo reuniu o Corinthians Casuals inglês, que 12 anos depois originaria o clube de mesmo nome no Brasil, e o Sheffield United.

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Thomas Dewar criou a Sheriff of London Charity Shield em 1898
Thomas Dewar criou a Sheriff of London Charity Shield em 1898

A final aconteceu no antigo Crystal Palace, diante de uma multidão para época, algo entre 15 mil e 20 mil torcedores. Não existe um registro preciso. Após empate sem gols, um novo jogo foi marcado, um replay como dizem os ingleses. Outro empate, desta vez em 1 a 1, com o Corinthians marcando após cobrança de falta.

Insatisfeito com a decisão, o Sheffield United se recusou a voltar ao campo para a disputa de um tempo extra. Queria a troca do árbitro. Como isso não aconteceu, o cotejo não foi adiante. Posteriormente o Corinthians rejeitou a idéia de um terceiro jogo, e a taça foi dividida logo em seu primeiro ano de disputa.

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Sunderland, finalistas em 1903 contra o Corinthians Casuals
Sunderland, finalistas em 1903 contra o Corinthians Casuals

Na temporada seguinte, Aston Villa e Queen's Park, da Escócia, empataram em 0 a 0 e o título foi mais uma vez repartido. A invenção de Thomas Dewar não duraria muito tempo, em parte pelo fato de ser ele um homem muito ocupado, que viajava pelo mundo ampliando o alcance da marca de uísque de sua família.

Ao se envolver na política, participou da criação da controversa Lei de Estrangeiros em 1905, que introduziu rigorosos controles de imigração e legislação. Isso levou alguns a considerá-lo um anti-semita. Apelidado de "o homem que ensinou ao mundo a beber", Dewar também criaria um troféu com seu nome nos Estados Unidos, onde se inseriu no universo das corridas de cavalo.

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O time do Liverpool campeão de 1906: Reds só ficam atrás do United em títulos
O time do Liverpool campeão de 1906: Reds só ficam atrás do United em títulos

Em meio a tantas polêmicas além do futebol com o criador do troféu, a FA o substituiria em 1908 pela Charity Shield, algo como a Copa da Caridade da Federação Inglesa, que ficou no lugar da disputa original. Por décadas os critérios que levavam as equipes ao jogo mudaram, inclusive com clubes rejeitando a participação.

Até que em 1974 a posse da já tradicional taça passou a ser definitivamente decidida entre o campeão da Liga (a primeira divisão) e o vencedor da FA Cup (a Copa da Inglaterra), em Wembley, na aberturada temporada. Quase um século depois, em 2002, mudou de nome mais uma vez, passando a se chamar FA Community Shield.

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Cantona comemorando a conquista pelo Leeds em 1992, superando o Liverpool
Cantona comemorando a conquista pelo Leeds em 1992, superando o Liverpool

A alteração ocorreu devido a um relatório do governo que apontou irregularidades cometidas pela federação ao angariar os fundos, na forma como tratou o dinheiro arrecadado e nos atrasos de pagamentos às instituições beneficiadas. Entre 1914 e 1919 a disputa não aconteceu devido à Primeira Guerra Mundial. A segunda Grande Guerra voltou a interromper o certame entre 1938 e 1947.

O Manchester United venceu a primeira edição com o nome de Charity Shield, em 1908, e é o maior campeão, com 20 conquistas. O Liverpool aparece em seguida com 15. Arsenal e Chelsea, que vão disputar o troféu neste domingo, têm, respectivamente, 13 e quatro títulos daquela que hoje é chamada de Supercopa da Inglaterra.

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Na ESPN BRASIL: Chelsea x Arsenal, neste domingo, 2 de agosto, com Abre o Jogo às 10 horas e bola rolando às 11 horas, direto de Wembley. Narração de Paulo Andrade e comentários de Mauro Cezar Pereira
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Os campeões da Supercopa Inglesa:
20 Manchester United
15 Liverpool
13 Arsenal
9 Everton
7 Tottenham Hotspur
4 Professionals, Wolverhampton Wanderers, Chelsea, Manchester City
2 Amateurs, West Bromwich Albion, Burnley, Leeds United
1 Newcastle United, Brighton & Hove Albion, Blackburn Rovers, Huddersfield Town, Cardiff City, Sheffield Wednesday, Sunderland, Portsmouth, World Cup Team 1950, Bolton Wanderers, Nottingham Forest, West Ham United, Leicester City, Derby County, Aston Villa

Aha! Uhu! O Maraca NÃO é nosso

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Quando o estupro do Maracanã teve início em 2010, este blog se rebelou contra tal absurdo. E já vinha fazendo isso antes. Remodelado para os Jogos Pan-Americanos de 2007 apenas sete anos depois de uma reforma para o torneio Mundial da Fifa de 2000, o velho estádio já não tinha mais a geral e todos os torcedores dispunham de assentos.

Veja vídeo de matéria publicado no blog em 10 de setembro de 2010

Flamengo e Grêmio jogaram em 6 de dezembro de 2009 pela última rodada do Brasileiro daquele ano, com o título do time carioca. Os bilhetes se esgotaram e na oportunidade estiveram no Maracanã 84.848 presentes, sendo 78.639 pagantes — 6.209 entraram sem desembolsar qualquer quantia, ou seja, 7% do total.

Para aquele cotejo foram colocados à venda 67.347 ingressos a preços mais acessíveis, nas antigas arquibancadas verdes, amarelas, branca e cadeiras inferiores, azuis. Eles custaram de R$ 30 a R$ 50 (inteira), enquanto as cadeiras especiais eram comercializadas a R$ 180 cada. Apesar das mudanças, o Maraca ainda era do povo. 

Flamengo e Grêmio voltaram a se enfrentar no mesmo local, mas em outro estádio (agora pode ser chamado de "arena") em 18 de julho deste ano. Foram colocados à venda 29.698 ingressos entre os setores norte e sul, destinados aos rubro-negros e gremistas, com os preços mais acessiveis na atual configuração.

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O Maracanã após as reformas para o Pan de 2007: apenas lugares sentados para os torcedores
O Maracanã após as reformas para o Pan de 2007: assentos para todos os torcedores

Isso signifca menos 37.649 bilhetes a custo mais baixo para o torcedor, ou seja, o New Maracanan acena com 44% dos ingressos populares (ou mais próximos disso) que sua versão anterior oferecia. Para o recente confronto entre rubro-negros e gremistas, 27.229 tíquetes foram colocados à venda nos demais setores.

Em resumo: os pontos caros do estádio que cobram a partir de R$ 100, como leste e oeste superiores e inferiores, além do Maracanã Mais; têm 92% dos lugares que mais se aproximam do que poderíamos chamar de "populares". Quase meio a meio. O Maracanã mudou em tudo, os lugares destinados ao povão sumiram, simples e claro.

Podemos (e devemos) questionar a obra em si, a descaracterização de um templo, a entrega de obra com custo superior a R$ 1 bilhão a um grupo de empresas que formaram um consórcio, etc. Mas quando era possível ir às ruas e protestar contra o que fariam com o nosso velho e bom Maraca, quem se manifestou?

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Torcedores do Flamengo na marquise do velho Maracanã superlotado: estádio realmente popular
Torcedores do Flamengo na marquise do velho Maracanã superlotado: estádio popular

O povo se omitiu e elegeu para o governo do Rio de Janeiro o candidato do ex-governador que mandou destruir o verdadeiro Maraca e depois o entregou de mão beijada a empresas. E mais: os clubes não puderam participar do processo de licitação, como no caso do Engenhão, hoje sob administração do Botafogo.

O torcedor, em massacrante maioria, ficou calado. No Maracanã original chegavam a vender 180 mil ingressos, sendo 150 mil de arquibancadas (110 mil) e gerais (40 mil). Claro que havia superlotação, era inseguro e não poderia continuar assim. Mas após as mudanças para o Pan 2007, ele ainda era democrático.

Não existe mais volta. Se o cidadão quer ver um jogo como o Flamengo x Santos do próximo domingo, que pague por isso. Essa é a mensagem enviada faz tempo e não percebe quem não quer. Há o cartão Maracanã, do consórcio, que permite a compra pela internet sem a necessidade de entrar na fila da compra de ingressos.

Mas esse serviço não permite, pelo menos até o momento, a meia entrada. E o Rio de Janeiro é o paraíso das gratuidades e meias, como o blog já explicou — clique aqui e leia. Então o torcedor tem três opções: 1) Pague inteira; 2) Entre na fila com direito a cambistas irados, confusão e vandalismo; 3) Fique em casa.

Fluminense FC
Torcida do Fluminense no novo Maracanã: quase metade dos lugares caros
Torcida do Fluminense no novo Maracanã: quase metade dos lugares entre os mais caros

Também é possível ser sócio torcedor, no caso do Flamengo pagar a partir de R$ 39,90 mensais e ter meia entrada assegurada, mesmo que não se encaixe entre os muitos que dispõem de tal benefício; além da chance de comprar pela web. Se você quer ir ao estádio, entenda, é preciso ter algum dinheiro.

Ficou para trás o tempo da geral a preço baratíssimo, não muito maior do que uma passagem de ônibus. Já era a época da farta oferta de ingressos de arquibancada, a ponto de contemplar muito mais gente. Estamos vivendo a nova ordem e quem poderia fazer algo, pelo menos se rebelar contra aquilo, e não fez, agora terá de suportar.

Argumentos como "nem todos têm acesso à internet" ou "muita gente não possui cartão de crédito" não colam. Se o camarada não preenche esses pré-requisitos ele simplesmente não interessa, não irá ao estádio, verá seu time à distância, atrás da tela de um aparelho de TV. O novo grito é "Aha! Uhu! O Maraca NÃO é nosso"


 

Após post preciso sobre a pontaria de Pratto, torcedores pedem textos sobre Love, Pato e Herrera

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Primeiro tempo em Belo Horizonte, Atlético com sete finalizações, seis certas. Dessas, Lucas Pratto fez nada menos do que cinco, quatro no alvo, marcando três gols. No lado do São Paulo, mais arremates, oito, metade deles corretos, 50% desse total com o atacante Alexandre Pato, que errou dois e acertou outro par. Ele não marcou nos primeiros 45 minutos desastrosos para o time do Morumbi.

Assim os centroavantes determinaram os rumos do jogo no Mineirão e a vitória do Galo por 3 a 1. O próprio Pato perdeu chance incrível mandando pra fora rebote na trave em chute de Ganso no primero tempo; e fez o "tento de honra". Taí a importância da mira dos atacantes que este blog destacou antes de peleja — clique aqui e leia "Com pontaria ruim, Pratto precisa melhorar nas finalizações para levar o Galo ao título".

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Pratto comemora gol na vitória sobre o São Paulo: três tentos em cinco arremates
Pratto comemora gol na vitória sobre o São Paulo: três tentos em cinco arremates

Quando um time cria muitas situações de gol e a bola se oferece ao atacante com frequência, o centroavante, o artilheiro, o homem-gol precisa justificar tais rótulos. Pois se num jogo os companheiros compensam a má pontaria, em outro isso não acontecerá. O argentino precisava colocar o pé na forma. O fez e decidiu o jogo. Não fosse assim, o Atlético provavelmente perderia.

Pato, por sua vez, não aproveitou quando pôde. Como Vágner Love, que no primeiro tempo esteve em campo contra o Vasco e teve duas chances de finalizar, uma no alvo, outra fora. Não voltou após o intervalo, substituído por Luciano. Os meias Renato Augusto e Elias, além do zagueiro Gil, contruíram a vitória do Corinthians.

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Renato Augusto comemora ao abrir o placar para o Corinthians contra o Vasco
Renato Augusto comemora ao abrir o placar para o Corinthians contra o Vasco

A torcida do Atlético não precisa agradecer ao blog. Destacar os pontos fortes e fracos de cada jogador e time em determinados momentos da temporada é o papel do jornalista. Pelo menos daquele que não se preocupa em procurar motivos para elogios, mesmo que exagerados, coisa de quem tenta agradar a todos.

Pratto é bom jogador, sempre foi, desde os tempos em que defendia a Universidad Católica o conhecemos. Mas se o Atlético quer mesmo recuperar o título brasileiro que não ganha desde 1971, ele deverá seguir acertando o gol inimigo. Nem precisa fazer três gols por jogo. Mas não pode precisar de 12 finalizações para marcar um.

Corintianos bem humorados pediam que um texto parecido sobre Vágner Love fosse publicado. São-paulinos reivindicaram o mesmo sobre Alexandre Pato, o que é até injusto, pois ele tem sete gols no Campeonato Brasileiro, a exemplo do algoz do São Paulo na noite mineira. Vascaínos queriam um post sobre Herrera!

Calma pessoal, este blog não faz milagre.

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Mauro diz: 'Talvez os meias tenham que melhorar seu desempenho ofensivo'

Com pontaria ruim, Pratto precisa melhorar nas finalizações para levar o Galo ao título

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Ninguém finaliza mais no Brasileirão do que Lucas Pratto. O argentino do Atlético tem 48 arremates, 27 certos (lidera este ranking) e 21 errados (é 5º). Dentro da área foram 39 (81%), 34 com a perna direita (71%), sete de cabeça (15%), 22 a partir de passes dos companheiros (46%) e 11 oriundos de cruzamentos com a bola rolando (23%).

Seus quatro gols foram assinalizados de dentro da área com bola rolando (dois), de fora da área (um) e batendo pênalti (um). Com uma assistência, Pratto tem um índice de aproveitamento ruim, necessita de 12 finalizações para marcar. Os cinco jogadores com mais gols no campeonato apresentam marcas bem superiores (abaixo).

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Mauro destaca número de finalizações e diz: 'Pontaria do Pratto não é boa'

Quantas finalizações eles precisam para marcar um gol: 
* Leandro Pereira (Palmeiras) 6 gols - 3,3
* Jádson (Corinthians) 6 gols - 3,7
* Pato (São Paulo) 6 gols - 3,7
* Thiago Ribeiro (Atlético) 6 gols - 4,5
* Ricardo Oliveira (Santos) 9 gols - 4,8
* Lucas Pratto (Atlético) 4 gols - 12,0
Fonte: Footstats

Entre eles está Thiago Ribeiro, companheiro de Atlético e artilheiro do Galo com seis tentos, todos de dentro da área e bom bola rolando, sendo um de cabeça. Jô finalizou duas vezes para marcar pela única vez, Carlos (2 gols), Dátolo (3) e Jemerson (2) necessitaram de cinco para cada bola nas redes, isso ficando em exemplos do time.

Pratto foi o atleticano que mais finalizou em nove de seus 14 jogos no Campeonato Brasileiro até aqui. Isso aconteceu contra o Figueirense (5 vezes), Corinthians (5), Sport (3), Internacional (4), Joinville (4), Flamengo (5), Avaí (4), Vasco (6) e Atlético Paranaense (4). Nos duelos com corintianos e o Furacão isso custou pontos.

O time cria as situações, ele recebe a bola em condições de finalizar. Mas erra muito. Lucas Pratto tem predicados e participa bem dos jogos, é muito bom jogador. Mas como centroavante, precisa urgentemente melhorar sua pontaria para levar o Galo ao sonhado título brasileiro que os atleticamos não comemoraram desde 1971.

Na noite desta quarta-feira, em Belo Horizonte, contra o São Paulo, dono da quinta melhor defesa do campeonato, Pratto terá nova chance de ser decisivo.

Gazeta Press
Lucas Pratto em ação pelo Atlético no Independência: 12 finalizações para cada gol
Lucas Pratto comemora pelo Atlético no Independência: 12 finalizações para cada gol
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