Brasileiro da seleção paraguaia diz como rival do Brasil quer surpreender em SP

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Bruno Rangel é fisiologista da seleção paraguaia, onde começou a trabalhar em 2012, com o coordenador cientifico Luiz Cesar Martins Cunha, o Cesinha, que morreu no acidente aéreo da Chapecoense, em novembro de 2016. Foi quando Francisco Chiqui Arce assumiu pela primeira vez a equipe guaraní. Tempos depois, com a volta do ex-lateral-direito à equipe nacional, o brasileiro de 28 anos também retornou ao selecionado do Paraguai, que enfrentará o Brasil no estádio do Corinthians. Ele conversou com o blog.

Divulgação
Bruno Alves (à frente), fisiologista da seleção paraguaia de futebol, que enfrentará o Brasil
Bruno Rangel (à frente), fisiologista da seleção paraguaia de futebol, que enfrentará o Brasil

O que a seleção paraguaia acredita que terá pela frente neste jogo com o Brasil?
Nenhuma seleção do mundo, em nenhum lugar do mundo poderia dizer que é jogo fácil. Não há quem diga hoje que vai ganhar da seleção brasileira, ainda mais nesse bom momento com o Tite. Ainda mais depois desses 4 a 1 sobre o Uruguai. O Paraguai espera dificultar ao máximo a seleção brasileira e levar a Assunção pelo menos um ponto para nossa torcida, que está precisando, querendo e nos apoiando muito.

Podemos esperar um time mais fechado?
Nossa proposta de jogo não é muita aberta em nenhuma situação. Mesmo contra o Equador, dentro de casa, sempre atacamos com segurança. Faz parte do princípio tático do Arce ter segurança para atacar e quando defender se defender com todos. Não é um time que jogas e defendendo, mas joga se resguardando e ataca com segurança. Da mesma maneira como jogamos em casa contra o Equador e fora diante da Argentina, quando vencemos, iremos jogar em São Paulo. Explorando os contra-ataques e na medida do possível realizando pressões altas, mas o jogo por si só dita o ritmo, então às vezes você vai com um plano planejado e a situação que lhe oferecida muda. Vai depender muito da postura do Brasil.

A seleção paraguaia passa por uma renovação, objetivo é chegar à Copa 2018 ou armar uma equipe competitiva e rejuvenescida para o futuro?
Esse processo já começou também dentro do departamento de fisiologia das categorias de base, tanto no Sul-americano Sub-20 como no Sub-17, que obteve classificação para o Mundial. O objetivo primordial é a classificação para o Mundial da Rússia, afinal, é um país apaixonado pelo futebol.

A renovação está sendo bem feita?
Sim, da maneira adequada, entre os dois torneios nacionais mais importantes do Paraguai, o Apertura e o Clausura, as equipes são obrigadas a escalar jogadores Sub-18, visando a formação. Esse é um processo com o qual o Paraguai tem tido dificuldades, mas com o auxílio do departamento de fisiologia na captação de novos talentos e nesse controle e avaliação desses jogadores o processo vem sendo deito da maneira certa.

Jogadores mais veteranos têm tratamento especial de recuperação?
Há mais ou menos um mês o Roque Santa Cruz deixou a seleção e fez seu jogo de despedida. Mas temos nosso capitão, o zagueiro Paulo da Silva, com 37 anos. O atleta com idade mais avançada, seu corpo exige período de recuperação um pouco mais largo do que os mais jovens. Não que esse atleta tenha que treinar menos, muito pelo contrário, tem que treinar na mesma intensidade, com volume adequado, como qualquer jogador, porque a demanda da partida não pergunta a idade que você tem.

E quanto à recuperação?
Ela exige cuidados especiais, principalmente na volta aos treinos após os jogos. Por isso realizamos todos os tipos de avaliações fisiológicas de controle de recuperação possível, para garantir não somente a esse, mas a todos os atletas esse controle. Apenas depois se forma depois um grupo especial com os jogadores que têm recuperação mais lenta, o que pode ocorrer por diversos fatores, não só pela idade, mas também devido à intensidade da partida e dos curtos espaços de recuperação entre as viagens de avião e pouco sono. Por precaução, vamos passando esse controle para a comissão técnica.

Como o Paraguai estuda a equipe brasileira para este jogo?
Estudamos todas as equipes da mesma forma. Mas é claro que jogar contra a seleção brasileira no atual momento é diferente de jogar fora contra uma que não está numa fase tão boa. Mas a observação tática ocorre em todas as partidas pelo departamento de análise de desempenho, juntamente com o técnico e seus auxiliares, que avaliam os pontos positivos e negativos do adversário e, principalment,e os nossos pontos fracos da última partida, para que seja feita adiante a correção.

E como é isso?
Isso é um fator muito positivo que nossa seleção tem, a correção. Um fator muito importante, não só se preocupar com o que a outra equipe tem de pontos fortes, mas também os seus, para ir aperfeiçoando seu sistema defensivo, ofensivo, transições, bola parada. Não teve nada de especial para o jogo contra o Brasil, mas sem sombra de dúvidas teremos mudanças específicas para esse partida.

Os paraguaios lamentam enfrentar o Brasil, fora, agora, com Tite, quando a tabela poderia ter programado esta partida para a época em que Dunga era o técnico?
Com Mano Menezes, Dunga ou Tite, que fosse o treinador da seleção brasileira, o respeito e o receio de jogar contra, dentro e fora de casa, é sempre o mesmo. A diferença é que vive um momento mágico que há muitos anos eu, como brasileiro, não via. Um time tão bem posicionado e bem estruturado na defesa e no ataque, com uma harmonia tão grande e com as coisas dando certo dentro e fora de campo. Mas sem dúvida enfrentar o Brasil agora é bem mais difícil do que teria sido anteriormente. Mas nos preparamos muito bem, realizamos ótimos treinamentos e acredito que estamos prontos para desempenhar nosso melhor papel.

Organizada que teria matado torcedor deverá ser banida dos estádios

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Foram emitidos 20 mandados de prisão temporária contra integrantes da Torcida Jovem do Flamengo (TJF) devido ao assassinato de Diego Silva dos Santos, torcedor do Botafogo de 28 anos. Ele morreu após ser golpeado com um espeto de churrasco em 12 de fevereiro, durante confronto nas imediações do estádio Nilton Santos, o Engenhão.

Trinta e nove dias depois daquele domingo em que se enfrentaram os dois times — clique aqui para ler mais sobre as detenções — suspeitos foram presos. E isso deverá resultar no banimento total da TJF dos estádios de futebol. O blog conversou com o Major Silvio Luiz, comandante do Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios da Polícia Militar do Rio de Janeiro), que adiantou: vai pedir a punição à organizada rubro-negra.

Reprodução TV
Polícia do Rio de Janeiro prendeu cinco suspeitos pela morte de torcedor do Botafogo
Polícia do Rio de Janeiro prendeu cinco suspeitos pela morte de torcedor do Botafogo

Quais torcidas estão judicialmente punidas hoje no Rio de Janeiro?
Major Silvio Luiz —  A Força Jovem do Vasco (FJV) teve punição estendida até março de 2018 antes do término da anterior, que encerraria em março de 2017. O pedido foi feito em fevereiro. O motivo: cometeram diversos atos de violência no período. Por força judicial, só a FJV. Significa que não pode estar representada não só pelas camisas, faixas e bandeiras, como qualquer associado fica impedido de ir aos jogos do Vasco.

E punições administrativas?
Major Silvio Luiz — As demais têm punições administrativas pelo Gepe, com ratificação do Ministério Público (MP). Significa que há apenas a retirada do material, mas os integrantes podem ir sem ostentar itens da torcidas. No momento estão nessa situação a Torcida Jovem do Flamengo e a Raça Rubro-Negra.

Essas penalidades têm dado resultado?
Major Silvio Luiz —  Sim. Torcida Jovem do Flamengo e Torcida Young Flu pegaram um ano cada uma e mudaram de postura após suas punições. A TJF tem, hoje, punição administrativa, mas não tão grave. Em termos de comportamento dessas torcidas em geral, elas voltaram inicialmente com outra postura tentando evitar problemas.

Mas agora, com a detenção de integrantes da Torcida Jovem do Flamengo, será solicitada punição semelhante à da Força Jovem do Vasco?
Major Silvio Luiz — Da minha parte será feito o pedido ao juizado do torcedor. Exatamente no mesmo molde da punição da FJV.

Um ano totalmente proibidos de irem aos estádios, inclusive os componentes, certo?
Major Silvio Luiz — Sim.

Depende de quem, de o MP acatar?
Major Silvio Luiz - Essa punição de afastamento dos membros é feita por intermédio de decisão judicial, somente o juizado do torcedor aplica, para lá faremos o encaminhamento e também para o Ministério Público.

O que o senhor diria sobre as Barras, GDA, Guerreiros do Almirante (Vasco), Loucos pelo Botafogo, Nação 12 (Flamengo) e Bravo 52 (Fluminense)?
Major Silvio Luiz — Elas colaboram com o Gepe e têm todo apoio, vão aos estádios, levam seu material, fazem a festa, apoiam o time e nenhum problema arrumam.

Reprodução TV
Major Silvio, do Gepe: pedido de afastamento da Torcida Jovem do Flamengo
Major Silvio, do Gepe: pedido de afastamento da Torcida Jovem do Flamengo

As barras vêm aumentando sua participação, não?
Major Silvio Luiz — Sim, com as punições às torcidas organizadas elas cresceram. Os membros que querem apenas fazer festa estão saindo das torcidas organizadas para frequentar esses novos grupos.

Clique aqui e leia sobre as Barras das torcidas cariocas

E isso é perceptível na arquibancada...
Major Silvio Luiz — Sim. Hoje a Loucos é a maior do Botafogo, mais numerosa do que a torcida Fúria Jovem. Já a GDA é a que marca a maior presença na arquibancada de São Januário. A Bravo está bem grande, embora a Young Flu ainda esteja grande, mas atualmente elas são equivalentes.

Flamengo e Odebrecht avançam e jogo com Atlético-PR se aproxima do Maracanã

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

O impasse era grande. Uma diferença de algumas centenas de milhares de reais entre o que pedia a Odebrecht, que tem concessão do Maracanã, e o que pretende pagar o Flamengo pelo aluguel. Mas as duas partes se aproximaram de um acordo, que está prestes a ser anunciado, para que a partida diante do Atlético Paranaense, em 12 de abril, pela Copa Libertadores, aconteça no estádio.

As conversas tiveram muitas idas e vindas, mas avançaram nesta semana. Paralelamente o Flamengo segue preparando o estádio da Ilha do Governador, para que lá possa receber o time curitibano, caso necessário. Ainda faltam etapas como a instalação das torres de iluminação no estádio da Portuguesa, alugado pelos rubro-negros por três anos. Mas o risco de uma reviravolta, hoje, é pequeno.

Contra o San Lorenzo, o Flamengo teve descontados R$ 1.707.895,69 de "custo de infraestrutura do estádio", que foi a recuperação do Maracanã, incluindo pagamento de contas atrasadas de energia elétrica. Houve ainda "custo operacional do jogo", R$ 424.993,01. Para o jogo contra o Atlético Paranaense o item "custo de infraestrutura do estádio" não desaparecerá, mas deverá ser menor.

O gramado do Maracanã segue recebendo tratamento e em 15 dias deverá estar 100%. O campo de jogo não apresentava as condições ideais na peleja Flamengo x San Lorenzo devido ao pequeno prazo para sua recuperação após meses totalmente abandonado. Como o jogo será em três semanas, dias antes de a bola rolar o piso já estará adequado, de acordo com a previsão de quem cuida da grama.

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O gramado do Maracanã em 21 de março de 2017: mais 15 dias para ficar 100% adequado ao futebol
O gramado do Maracanã em 21 de março de 2017: mais 15 dias para ficar 100%

Segunda opinião: nova análise de documento sobre as finanças do Vasco que Eurico levou ao 'Bola da Vez'

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Depois que Eurico Miranda nos entregou relatório sobre as finanças do Vasco durante o programa Bola da Vez, na ESPN Brasil, o submetemos o documento à análise de Amir Somoggi — clique aqui para ler. Para não ficarmos com uma só opinião, fomos a outro especialista em balanços de clubes de futebol. Executivo do Itaú BBA, Cesar Grafietti fez a análise abaixo sobre as finanças vascaínas, a partir do que o presidente do clube nos levou no programa exibido em 14 de março de 2017.

Reprodução TV
Eurico Miranda entrega relatórios sobre finanças e patrimônio do Vasco durante o 'Bola da Vez'
Eurico Miranda entrega relatórios sobre finanças e patrimônio do Vasco durante o 'Bola da Vez'

por Cesar Grafietti

Os dados apresentados pelo Vasco neste relatório são insuficientes para uma análise. Trata-se de um punhado de informações desencontradas relacionadas a Dívidas e Passivos. A despeito disso, podemos tentar extrair ideias, mas isso em nenhum momento dá margem para qualquer afirmação sobre a gestão do clube no período citado, entre o final de 2014 e meados de 2016. E é possível corrigir duas afirmações, enquanto origem: a de que a dívida cresceu entre 2008 e 2014 e de que foi reduzida entre 2015 e 2016.

Independentemente de ambas serem corretas, as ações foram fruto de reconhecimento de problemas do passado — e que podem ter origem anterior a 2008, quando Eurico Miranda deixou a presidência — e perdão de juros e multas. Ou seja, nada foi fruto de ação efetiva de gestão, para o bem e para o mal. O clube apresenta diversas informações sobre pagamento de dívidas, seja de bancos, fiscais ou trabalhistas. Todas associadas a reduções do passivo total.

Num dos quadros, comparando novembro de 2014 com julho de 2016, aponta que houve redução de R$ 172 milhões nas dívidas. Mas é preciso considerar que em 2015, por conta da adesão ao Profut, o clube teve perdão de multas e juros da ordem de R$ 114 milhões, que foram abatidos diretamente das dívidas fiscais e tributárias que constavam no balanço. Conta simples: dos R$ 172 milhões, se deduzirmos os R$ 114 milhões de Profut - que vem sem esforço de caixa, apenas baixa automática - a redução potencial de Dívida cai para R$ 58 milhões.

Ainda assim um número considerável, mas inferior ao esforço potencial apresentado. Outro ponto que precisa ressalva é o do crescimento da dívida. No material está descrito que houve, entre 2008 e 2014, aumentos recorrentes de Dívida, que teria saltado de R$ 192 milhões para R$ 690 milhões. Primeiramente, esta informação de dívida é questionável, porque considera uma série de itens que não são exigíveis, como a contrapartida de contrato de TV e patrocínios.

Para evitar confusões de conceitos, fomos analisar os dados de Dívidas Tributárias e Trabalhistas de 2009 a 2015.

Fonte: Itaú BBA/Cesar Grafietti
FONTE: ITAÚ BBA/CESAR GRAFIETTI
FONTE: ITAÚ BBA/CESAR GRAFIETTI

Os números são erráticos, o que é justificado pela correção monetária e pelos juros incorridos, bem como por assumir dívidas que eram questionadas, mas estavam fora do balanço — e que precisavam ser reconhecidas para a adesão ao Profut e anteriormente ao Ato Trabalhista. De forma que a queda de 2015, como já mencionamos, foi mero perdão de juros na adesão ao Profut, prioritariamente. Não houve pagamento efetivo.

Ou seja, as duas informações mais relevantes — aumento da dívida entre 2008 e 2014 e pagamento entre 2015 e 2016 — não parecem ser completamente corretas, ressalvando-se que a fonte é incompleta. Ampliando um pouco mais a análise, e utilizando os nossos conceitos de endividamento — que é a soma entre bancos, operacionais e fiscais —chegamos ao quadro abaixo.

Fonte: Itaú BBA/Cesar Grafietti
FONTE: ITAÚ BBA/CESAR GRAFIETTI
FONTE: ITAÚ BBA/CESAR GRAFIETTI

Ele corrobora o que avaliamos anteriormente: exceto se 2016 tenha sido um ano extraordinariamente bom, sob o ponto-de-vista de balanço, há poucas chances das dívidas terem caído na magnitude informada, exceto pela adesão ao Profut, que perdoou juros e multas. Mas a análise acima é baseada apenas no histórico do clube, e falta o mais importante, que é o balanço de 2016 (ainda não publicado). Sem esta peça, e com os dados disponibilizados pelo clube, não é possível confirmar nem duvidar do que foi dito pelo presidente vascaíno, salvo as correções citadas anteriormente.

Veja a análise de documento sobre as finanças do Vasco que Eurico Miranda levou ao 'Bola da Vez'

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Reprodução TV
Eurico Miranda entrega relatórios sobre finanças e patrimônio do Vasco durante o 'Bola da Vez'
Eurico Miranda entrega relatórios sobre finanças e patrimônio do Vasco durante o 'Bola da Vez'

No último programa Bola da Vez, na ESPN Brasil, o entrevistado foi o presidente do Vasco da Gama. Eurico Miranda, fez questão de entregar, ao vivo, dois documentos a este blogueiro, que foi um dos entrevistadores, ao lado do apresentador João Carlos Albuquerque e do repórter Cícero Mello.

Um deles apresenta a situação patrimonial antes de sua volta ao clube (até dezembro de 2014) e no final de 2016. Fotos mostram a situação de São Januário, da Pousada do Almirante, do ginásio, do parque aquático, o campo anexo, obras estruturais e o CAPRRES (Centro Avançado de Prevenção, Reabilitação e Rendimento Esportivo). Pelo que ilustra o documento, o clube melhorou, muito, no período.

Esse relatório só pode ser avalizado por quem frequenta o Vasco da Gama e acompanhou esse "antes de depois". O outro, sob o título "A Realidade Financeira", pode ser analisado por quem domina o assunto. No programa, disse a Eurico Miranda que não sou especialista em finanças de clubes, mas os procuro nessas horas.

Assim, encaminhei o material a Amir Somoggi, profissional especializado em estudos envolvendo balanços dos clubes de futebol. O blog já publicou alguns — clique aqui e leia. A análise do verdadeiro especialista segue abaixo, cabe ao jornalista levá-la a você.

'Peguei o Vasco com R$ 700 milhões de dívida', diz Eurico Miranda

por Amir Somoggi

Os dados estão recortados, ficou difícil explorar muita coisa, mas foi possível analisar o passivo. Acrescentei os dados históricos de 2003 a 2015, mas não houve como calcular a dívida líquida, pois não há dados sobre o ativo. Infelizmente tais informações estão recortadas, não há um balancete completo com todas os detalhes financeiros padronizados e auditados, uma enorme limitação para comparar com os balanços. Abaixo os dados históricos, publicados pelo clube em seus balanços até 2015.

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Roberto chegou à presidência do Vasco em 28 de junho de 2008 e deixou o cargo no final de 2014
Roberto chegou à presidência do Vasco em 28 de junho de 2008 e deixou o cargo no final de 2014

As fontes de receitas.

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Em 2015 houve elevado reajuste nas quotas de TV
Em 2015 houve elevado reajuste nas quotas de TV

O que foi possível foi comparar os dados de 2016 sobre o Passivo e Patrimônio Líquido.

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PL é o patrimônio líquido
PL é o patrimônio líquido

Os números melhoraram. O passivo caiu R$ 62 milhões, ou 11% até julho de 2016.
O PL negativo, ou passivo a descoberto, apresentou melhora de R$ 14 milhões ou 4,6%.
Analisando a composição do passivo em circulante (curto prazo) e não circulante (longo prazo) é possível tirar algumas conclusões.

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Relatório indica queda no passivo total
Relatório indica queda no passivo total

As dívidas de curto prazo foram reduzidas em R$ 31 milhões, ou 14%. Já as de longo prazo tiveram redução de R$ 31 milhões, o equivalente a 8,6%. Está claro que houve uma melhora nos números. Mas é sempre bom lembrar que em 2015, por conta do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), o clube recebeu como receitas financeiras R$ 113,5 milhões, ou seja, 60% de tudo o que faturou naquele ano.

O Vasco fechou com superávit histórico de R$ 119,9 milhões, contra déficits de R$ 13,6 milhões em 2014, e deveria apresentar melhoras ainda mais substanciais nos números. O valor recebido por conta do Profut é maior do que o gasto total com futebol do clube em 2015, que foi de R$ 102,3 milhões.

Eurico: 'O dia em que o Vasco não precisar de mim, não fico 30 segundos no Vasco'

 

 

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