Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira

Jornalista desde 1983, passou por diversas redações de rádios, jornais, revistas e sites. Lecionou em faculdades de jornalismo e hoje é comentarista dos canais ESPN

Na derrota do São Paulo, ponto para Osorio, que contestou o poder dos árbitros brasileiros

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
Gazeta Press
Osorio durante derrota do São Paulo para o Palmeiras
Osorio durante derrota do São Paulo para o Palmeiras: encontro com a arbitragem brasileira

Os 4 a 0 impostos pelo Palmeiras foram incontestáveis e a responsabilidade do técnico Juan Carlos Osorio também. Afinal, o São Paulo jogou exposto, convidativo, e os rivais aproveitaram para atropelar de maneira justa.

Se na montagem da equipe o colombiano deixou a desejar, fora foi bem. Após o cotejo questionou a atitude do árbitro Anderson Daronco, na advertência a Bruno, que com razão reclamou de um lateral mal marcado, e sua expulsão, exagerada, à brasileira

Recém-chegado ao Brasil, Osorio estranhou. Muitos de nós também não nos acostumamos até hoje. É poder demais para quem detém os cartões amarelo e vermelho nas mãos. Uma situação que agride o próprio futebol.

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'Exagero da arbitragem em expulsar o técnico do São Paulo', analisa Sálvio

O consultor de arbitragem dos canais ESPN, Sálvio Spínola, já explicou que são ordens da comissão que escala os apitadores e bandeiras.Tolerância zero, cartões apresentados por qualquer coisinha. Como se fosse infalíveis os árbitros.

Mesmo há pouco tempo no país, Osorio não teve medo de expor a realidade. Até para os juízes a situação é ruim. O apitador é praticamente forçado a utilizar um rigor além da conta. Será que outros técnicos e jogadores terão coragem de protestar?

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Mauro Cezar elogia postura de Osorio: 'Está dando a cara a tapa e deveria ser apoiado'

O bem-intencionado

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

O cara é bem-intecionado. Quando acerta é porque só quer fazer o melhor. O seu melhor. Se erra, não é por mal, mas por muita vontade de acertar.

Esse cidadão bem-intencionado é colocado numa função para a qual não tem preparo. A ele falta experiência, cultura, habilidade no trato com o ser humano.

Mas é bem-intecionado. Então, vamos lá, torçamos por ele, esperemos que consiga se superar, como se superou em outros momentos em sua dura trajetória.

Além de bem-intencionado, é lutador. Já foi massacrado publica e injustamente. Levou fama sem culpa e virou sinônimo de um fracasso que era muito mais dos outros.

Logo perceberam que ele era bem-intencionado já naqueles tempos, e deu a volta por cima. Inegável que se tornou um vencedor. Foi além do que parecia possível.

Bacana quando se vê uma história assim. Mas o fato de ser bem-intencionado e ter seus momentos de superação e glória não habilitam ninguém a tudo. 

Certas posições exigem mais do que boa intenção. É preciso conhecimento, não só daquilo que é o objeto do trabalho, mas no geral. Uma visão mais ampla.

Mas e quando o sujeito bem-intencionado, aparentemente sem querer, sem má intenção, claro, atinge pessoas com uma frase infeliz? O que fazer?

Se não colocassem o bem-intencionado ali por ser bem-intencionado, isso não aconteceria. Não haveria diálogo público, não saberíamos o que de fato acha.

Talvez, sozinho em seu canto, o bem-intencionado até pensasse exatamente o que diz para quem quiser ouvir, ou não. Mas ficaria ali, apenas para ele.

Nem mesmo os que admiram o bem-intencionado e sua história de luta deveriam ser obrigados a compartilhar certas reflexões(?). Constrangedor.

Como é constrangedora a defesa incondicional a ele, o bem-intencionado. Inclusive do séquito de vassalos que só querem bajulá-lo por causa da função que hoje ocupa.

Sorte do bem-intencionado que nem mesmo o maior dos aduladores parece capaz de seduzí-lo. É que além de bem-intecionado, ele é desconfiado. E nisso faz bem.

O inferno está cheio de boas intenções, sabe-se. Mas não se pode tolerar alguém posar de vítima usando como paralelo o martírio de um povo. Mesmo com boas intenções.

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O interno está cheio...
O inferno está cheio...

Presidente do Fla admite acordo e só pode escalar Guerrero contra Corinthians se o rival autorizar

Mauro Cezar Pereira, blogueiro ESPN, e Pedro Henrique Torre, do ESPN.com.br

Flamengo e Corinthians fizeram um acordo quando Guerrero rescindiu o contrato com o time paulista e acertou sua ida para o Rio de Janeiro. Foi combinado verbalmente que o atacante não poderá entrar em campo no Maracanã no dia 12 de julho, na partida entre as duas equipes. O clube carioca está disposto a respeitar o que foi acertado.

O combinado não era de conhecimento da torcida e de todos os dirigentes envolvidos com o futebol rubro-negro, mas foi admitido pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, depois que seu colega corintiano deu entrevista à TV Bandeirantes. Nela, Roberto de Andrade assegurou que o peruano não poderá entrar em campo nesta partida. Antes, o Flamengo garantia existir apenas um pedido do Corinthians.

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Mauro diz que Fla 'engoliu isca' do Corinthians ao aceitar não escalacar de Guerrero

"Desejávamos que o Guerrero fosse liberado antes do final do contrato, em 15 de julho. Como o jogo contra o Corinthians seria antes, eles disseram que só concordariam se o Guerrero não jogasse contra eles. Nós concordamos. Acordo verbal. No caso do Sheik acertamos que combinaríamos mais próximo do jogo. Vamos negociar com o Corinthians", disse Bandeira de Mello. 

Questionado sobre o fato de depender de um ok do Corinthians para colocar o peruano em campo dia 12, o presidente do clube carioca deixou claro que pretende honrar a palavra empenhada: "Fizemos um acordo. Acordo é acordo". Perguntado sobre se não seria melhor esperar a rescisão contratual, já que o artilheiro foi para a Copa América e não poderia mesmo jogar contra o Corinthians nesta data, Bandeira de Mello respondeu: "Achamos melhor fechar logo'.

Também em contato com o blog, o empresário de Guerrero, Bruno Paiva, confirmou a situação. Ainda na disputa da Copa América pela seleção peruana, semifinalista, Guerrero só estará disponível a partir da segunda-feira, dia 6 de julho. Se o acordo verbal com o Corinthians for cumprido, o primeiro jogo do peruano no Maracanã com a camisa do Flamengo seria apenas no dia 18 de julho, contra o Grêmio, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O clube já vem mobilizando a torcida para a primeira partida do peruano no Rio de Janeiro, inclusive com promoções envolvendo associados (veja abaixo). Provavelmente, isso vai demorar mais do que os rubro-negros imaginavam. Bandeira de Mello se vê envolvido na mais polêmica decisão por ele tomada na presidência do Flamengo. E você, se fosse o dirigente, aceitaria o pedido do Corinthians?

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Promoção envolvendo jogo contra o Atlético e a estréia de Guerrero no site do Flamengo
Promoção envolvendo jogo contra o Atlético e a estréia de Guerrero no site do Flamengo

Corinthians pediu não escalação de Guerrero dia 12, no Maracanã. Fla vai "negociar"

Mauro Cezar Pereira, blogueiro ESPN, e Pedro Henrique Torre, do ESPN.com.br

Maior contratação do Flamengo na atual administração, Paolo Guerrero ainda não está 100% confirmado no ataque rubro-negro, dia 12, no Maracanã, contra o Corinthians. O motivo? Um pedido dos dirigentes corintianos para que ele não participe do confronto entre os dois times. Com a classificação da seleção do Peru às semifinais da Copa América, em condições normais esta passou a ser a data da estréia do goleador do certame sul-americano pelo novo time, em solo carioca.

"Existe uma solicitação, sim (para que Guerrero não seja escalado), somente para o jogo de julho, por conta dos acordos com os atletas", admite o diretor executivo de futebol rubro-negro, Rodrigo Caetano. Quando fala sobre os jogadores no plural, ele faz referência indireta também a Emerson Sheik. O dirigente antecipa que a questão será decidida pela presidência, mais adiante. "Acho pouco provável que não se chegue a um acordo sobre isso", acrescentou.

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Promoção envolvendo jogo de sábado passado contra o Atlético e a estréia de Guerrero no site do Flamengo
Promoção envolvendo jogo contra o Atlético e a estréia de Guerrero no site do Fla

"Vamos negociar mais à frente. Temos excelentes relações com o Corinthians", confirmou ao blog o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. O pedido de não escalação do peruano no dia 12 seria apenas verbal, segundo Caetano. O jogo de volta entre os dois clubes, o primeiro entre os mais populares do país em Itaquera, pelo segundo turno do Brasileiro, está marcado para 25 de outubro.

As versões, no entanto, são conflitantes. E entrevista à Band, o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, garantiu que tanto Guerrero quanto Emerson Sheik não poderão entrar em campo no Maracanã. 

"Contrato do Guerrero iria até 15 de julho. Eu não estou pagando o salário dele até lá. Conversei com seu agente e abrimos mão de seu contrato, mas como ele estaria em contrato com o Corinthians (na data da partida), ele concordou em não jogar. O caso do Sheik é semelhante", disse Andrade.

Após a declaração corintiana, o blog entrou em contato com o diretor de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, reafirmou que não há um documento em relação ao caso. E o pedido será avaliado por Bandeira de Mello. 

"Não existe nenhum documento em relação a isso. Os atletas vieram com contratos rescindidos. Como te falei antes, existe um pedido por conta do fato deles terem contrato até julho. Por isso, na liberação houve o pedido deles para nosso presidente! Isso não está definido ainda. Os jogadores vieram livres, ou seja, como pode ter um documento nesse sentido? Nem aos atletas eles podem fazer isso! Agora, por conta da boa relação, nosso presidente está avaliando esse pedido feito lá atrás", completou Caetano. 

Com impostos, Guerrero custará perto de R$ 35 milhões ao Flamengo em três anos de contrato. O clube já vem mobilizando a torcida para a primeira partida do peruano no Rio de Janeiro, inclusive com promoções envolvendo associados. O jogador até recebeu seu cartão de sócio-torcedor (vídeo acima) ainda no Chile.

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Gareca fala sobre atuação de Guerrero: 'Está encontrando sua melhor forma'

Com orçamento menor, técnico quer fazer do Sport o "Atlético de Madrid" brasileiro

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

No Campeonato Brasileirão, após oito rodadas o Sport Recife é líder com 18 pontos, dois a mais do que o Cruzeiro quando o clube mineiro ocupava a primeira posição à essa altura, ano passado. E não é só. O Leão é o time que menos cruza, 13 vezes por jogo, metade da média do Flamengo, ou seja, não apela para as bolas alçacas a todo instante. É o 19º em desarmes, mas também é a equipe menos faltas faz, 11 por jogo. É só o o 11º em finalizações, mas tem o segundo melhor ataque, com elevado índice de aproveitamento, é o segundo que menos vezes precisa arrematar para marcar um gol.

E tem a terceira melhor defesa. O time que menos perde a bola na Série A é o penúltimo em rebatidas. Sem chutão. Tem mais: Durval ainda não cometeu uma falta sequer. E o zagueiro, que fará 35 anos em 11 de julho, atuou nas oito partidas do Sport. O arquiteto desse time até aqui surpreendente é Eduardo Baptista, hedeiro de Nelsinho, não só por ser filho como pelo cargo que ocupa, técnico do rubro-negro pernambucano pelo qual o Baptista pai foi campeão da Copa do Brasil em 2008, derrotando o Corinthians na decisão. Eduardo, 45 anos, conversou com o blog.

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Eduardo Baptista durante o jogo do Sport contra o Grêmio
Eduardo Baptista durante Sport x Grêmio: líder com 18 pontos em 24 possíveis


Como explicar o sucesso do Sport no campeonato?
Vem desde o ano passado, estamos há um ano e seis meses no comando. Quando nós encerramos 2014, buscamos meninos da base para Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano, assim, economizamos para investir mais no Brasileiro. Corremos o risco de não ganhar os títulos, como aconteceu, mas conseguimos trazer jogadores para preencher algumas lacunas e meninos da base validaram suas participações nas duas primeiras competições do ano. É resultado dessa continuidade. Economizamos nos primeiros meses de 2015 e agora temos Marlone, André, Maicon Leite, Hernane (Brocador)... Economizados, R$ 300 mil a R$ 400 mil mensais em quatro meses viraram R$ 1,2 milhão, R$ 1,5 milhão para fazer esse aporte agora. Tudo é muito planejado dentro do Sport. Não podemos errar.

Jogadores que passaram por grandes clubes recuperam a boa forma sob o seu comando no Sport, qual o segredo para conseguir isso?
O planejamento vem dentro do campo também. Temos um padrão de jogo definido e sabemos quais as características dos atletas de que necessitamos. Precisávamos de um velocista capaz de fazer gols e o Maicon Leite encxaixou bem. O próprio Marlone entendemos que dará resultado. Jogamos num 4-2-3-1 com variação para 4-3-3 ou 3-4-3, sempre com o mínimo de três homens chegando na frente e com Diego Souza por dentro, caindo para o lado esquerdo para usar a sua perna direita. Marlone poderá fazer o lado esquerdo, o Neto, um garoto de 18 anos, vinha fazendo esse papel mas era preciso alguém mais experimentado. André teve muita rejeição e se propôs a fazer contrato de produtividade. Se não jogar nesses seis meses ganhará quantia muito pequena. O próprio Wendel desde o ano passado faz bons jogos, Rithely tem força física e qualidade na chegada à frente. Não dá pra trazer quatro a cinco para ver quem se adapta, temos que trazer o jogador certo e, como já disse, não podemos errar.

Qual o ponto forte do seu time e no que ele precisa evoluir?
Nosso ponto forte que vejo é o sistema defensivo. Marcamos muito forte, mas somos a equipe com menos faltas no campeonato e o Durval não fez uma falta em oito jogos. Precisamos propor mais o jogo, quando saímos com a bola, numa boa transição, e ela chega no Diego Souza. Ali é preciso uma evolução. Temos treinado e buscado isso.

O elenco atual permite ao Sport brigar em que patamar nesse Brasileiro?
No ano passado, na 10ª rodada entramos no G4, mas ficamos muito tempo em sexto, sétimo, depois perdemos dez jogadores por lesões, cinco titulares. Vieram oito partidas sem ganhar e no final demos uma arrancada com partidas nas quais permanecemos invictos. Temos um elenco de 22 jogadores de linha com oito meninos da base. Se tudo correr como planejamos vamos brigar entre os oito ou seis primeiros, ficar entre os quatro depende de um momento, da reta final. Modernizamos departamento médico, fisiologia, fisioterapia... Tudo para evitar tantas lesões.

Como define taticamente o estágio do futebol jogado no Brasil?
Temos visto bons trabalhos e aqui no Sport tentamos mudar o jogador e fazer com que tenha maior conceito tático. Uma leitura tática que eles adquirem na Europa e precisamos cobrar aqui. Maior disciplina na hora de marcar, posicionamento. Gosto da marcação por zona e isso leva tempo, treinamento. Temos visto alguns times organizados, como o Sport, mas também são vários que têm certa dificuldade em propor o jogo. O Brasil está numa fase de renovação e tentando se enquadrar ao modelo europeu. Se conseguirmos isso, a técnica superior poderá ajudar.

O que se faz lá fora e que não se faz aqui?
Estou no futebol há 20 anos. Passa muito pelo comoprometimento tático do jogador, aquele boleirão está perdendo espaço, o cara que fica paradão esperando a bola. Na Europa o próprio Messi volta e tem responsabilidade tática, de marcação. E na hora de jogar existe todo um ajuste que permite a utilização da criatividade. Passar para o atleta um maior conceito tático ainda é diferente lá fora.

Gazeta Press
Eduardo Baptista durante jogo do Sport
Eduardo Baptista, à frente do Leão: inspiração no Atlético de Madrid e Bayern Munique

Quais times o influenciam, o inspiram, como e por que?
Gosto sempre de ver o Atlético de Madrid com o Diego Simeone. Guardadas as devidas proporções, parece o Sport, pois tem orçamento bem menor e à maneira dele consegue se equiparar a Real Madrid e Barcelona. Me chama a atenção, especialmente a parte defensiva. Para sair e jogar, gosto do Bayern Munique, que quando rouba a bola o volante vira meia, laterais viram pontas...

O seu Sport ideal defenderia como Atlético e sairia com a bola como o Bayern?
Seria meu sonho, um time que pressiona quem tem a bola, sai para o jogo organizadamente, compacto lá na frente.

E a seleção brasileira que disputa a Copa América, como você analisaria?
Vi uma evolução no último jogo. Todo mundo procurava o Neymar. Criou-se a imagem do Neymar no time como referência cercado de jogadores ainda sem rodagem na seleção. A saída dele não melhora a seleção, mas obriga a jogar mais pelos lados, buscar outros caminhos.

Depois do que aconteceu em 2014 com os 7 a 1, o que deveria acontecer no futebol brasileiro e não aconteceu?
O 7 a 1 é muito complexo. Começa o problema no campeonato brasileiro, falta de planejamento, trocas de treinadores, clubes sem saber o que eles querem, escândalos estourando, tudo isso levou ao 7 a 1. E nós, técnicos brasileiros, também precisam buscar melhorar, a CBF tem feito cursos...

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Eduardo Baptista, técnico do Sport: equipe enfrenta o Goiás
Eduardo Baptista, técnico do Sport: economia no começo do ao para investir na Série A

No que os técnicos brasileiros precisam melhorar?
Trabalhei no Japão e convivi com técnico holandês, alemão. Mas na Europa você não tem tanta pressão, são menos jogos, é possível fazer o trabalho a longo prazo. Aqui a pressão é muito grande e não se consegue dar uma sequência. Se a diretoria cedesse às pressoes da torcida e parte da imprensa as coisas seriam diferentes no Sport. Estreia hoje e amanhã tem que ganhar. O treinador brasileiro tem talento, é difícil um europeu se adaptar a isso.

No Sport e um dia, mais adiante, quais seus sonhos como treinador?
Tudo aconteceu muito rápido, nem deu tempo de parar e ter sonhos. O mais imediato é fazer no Sport, onde tenho uma história bonita com meu pai, chegar lá em cima. Estamos num caminho bom. E se não der para seguir no Sport, dirigir grandes equipes, quem sabe o fututebol europeu... Mas sou pé no chão.

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