Será que a venda da Brasi Kirin vai afetar o vôlei?

MauricioJahu,blogueiro do ESPN.com.br
Divulgação/CBV
Brasil Kirin em ação contra o Sesi: novos rumos para a equipe
Brasil Kirin em ação contra o Sesi: novos rumos para a equipe

No início da semana foi confirmada a notícia do acordo da Heineken para comprar a Brasil Kirin, controlada pelo grupo japonês Kirin Holdings Company. O negócio envolve bilhões de reais.

Segundo revistas especializadas em economia, a Brasil Kirin pagou em 2011 mais de R$ 6 bilhões para adquirir a Schincariol. Em 2015, a empresa japonesa fechou o ano com um prejuízo que ultrapassou R$ 1 bilhão. Em 2016, a Brasil Kirin foi atrás de novos parceiros.

Em janeiro desse ano, as empresas Heineken e Brasil Kirin confirmaram que estavam conversando. E no início da semana, o negócio foi definido. A previsão é que a negociação seja fechada ainda no primeiro semestre de 2017.

Mas a pergunta que o fã do vôlei quer saber é: como fica a situação do time masculino de vôlei de Campinas que tem patrocínio da Brasil Kirin?

Conversei com o ex-levantador Mauricio, que é o diretor do time de Campinas. E ele confirmou que não existe nada definido e que qualquer notícia nesse momento é pura especulação. As conversas com os novos proprietários só vão acontecer depois do carnaval.

Segundo o ex-levantador, tudo pode acontecer. O time pode até se fortalecer. E essa é a nossa torcida. A equipe masculina do vôlei Kirin faz ótima campanha na Superliga. Ocupa a quarta colocação com 13 vitórias e apenas quatro derrotas.

Na edição anterior da Superliga masculina, o time campineiro ficou com o vice-campeonato perdendo para o poderoso Sada Cruzeiro na final, mas deixou para trás adversários poderosos como Taubaté e Sesi.

O projeto conta também com outros nomes importantes. O campeão olímpico André Heller é o supervisor. Um dos ícones do time é o meio-de-rede Mauricio Souza, que se destacou na conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

É um time respeitado e uma torcida fanática que comparece e quase sempre lota o Ginásio do Taquaral. Vamos torcer para que as negociações avancem e o projeto de vôlei de Campinas continue. A definição da continuidade ou não do projeto será nos próximos meses. Só depende dos novos proprietários.

 

Empresa de Eike Batista tenta se defender de processo movido por jogadores de vôlei

Mauricio Jahu, blogueiro do ESPN.com.br
clicRBS
Extinta equipe do RJX
Extinta equipe do RJX

Alguns atletas da extinta equipe do RJX estão processando a empresa de Eike Batista. Os atletas alegam falta de pagamento por parte da OGX, um dos braços financeiros da empresa.

O levantador Bruninho, o líbero Mario Jr. e o oposto Leandro Vissoto estão entre alguns dos jogadores que processam a empresa. O processo está em segunda instância.

Sem dinheiro de patrocínio, a equipe carioca perdeu jogadores importantes antes do final da segunda temporada. Bruninho deixou a equipe carioca em 2014 e foi para o Modena, da Itália.

Na época desse episódio, me lembro de ter encontrado Bernardinho num evento e ele me disse que seu filho estava se transferindo para a Itália para não perder a temporada e também para não ficar sem receber salários nesse período.

O oposto Leandro Vissoto também deixou o time carioca e foi para a Coréia do Sul defender o Kepco. Os advogados de Eike Batista alegam que a empresa deixou de ser a dona do time para apenas patrocinar o projeto.

Fato é que os jogadores foram prejudicados e ficaram meses sem receber seus salários, mas parte deles jogou até o final da Superliga daquela temporada. O processo em curso é apenas mais um duelo que promete novos embates nos próximos meses.

O RJX foi campeão da Superliga masculina na temporada 2012/2013, mas os problemas financeiros das empresas de Eike Batista fizeram com que o dinheiro do projeto de vôlei acabasse antes do final da temporada da Superliga 2013/2014.

 

Modena demite técnico que jogou com Renan Dal Zotto e foi campeão com Bruninho e Lucão

Mauricio Jahu, blogueiro do ESPN.com.br
volleyball.it
Catia Pedrini e Roberto Piazza
Catia Pedrini e Roberto Piazza juntos

Modena, uma das mais tradicionais equipes do vôlei italiano, demitiu no início dessa semana seu treinador. O experiente Roberto Piazza deixa o comando do time.

Numa reunião entre a presidente do clube, Catia Pedrini, o Manager e ex-jogador Andrea Sartoretti e Roberto Piazza, nesta segunda-feira, ficou decidida a saída do treinador.

Quem assume o lugar de Piazza é Lorenzo Tubertini. Atualmente, Modena ocupa a quarta colocação do Campeonato Italiano com 45 pontos: 17 vitórias e quatro derrotas. O líder é o Lube com 56 pontos.

A derrota para Verona, do técnico Nikola Grbic, teria sido o estopim para a saída de Piazza do Modena. Curiosamente, Tubertini, o novo comandante, começou a carreira de treinador em Modena. Depois passou por Mantova e Piacenza.

Tubertini voltou para Modena em 2012 para ser auxiliar técnico. Estava no grupo que conquistou o Campeonato Italiano com Bruninho e Lucão na temporada 2015/2016.

Se a troca dará certo, só o tempo pode dizer. Fato é que Roberto Piazza era bastante experiente e colecionador de títulos. Jogou com o atual técnico da seleção brasileira Renan Dal Zotto no Parma, no final dos anos 80.

Em 1991, começou sua carreira como assistente técnico de Bebeto de Freitas, no Parma. E curiosamente, substituiu Renan Dal Zotto na Sisley Treviso em 2008.

Bons nomes na comissão técnica da seleção de vôlei

Mauricio Jahu, Blogueiro do ESPN.com.br
Jornal O tempo
Marcelo Fronckowiak e Bruno Rezende já trabalharam juntos. Agora, se reencontram na seleção
Marcelo Fronckowiak e Bruno Rezende já trabalharam juntos. Agora, se reencontram na seleção

Quando Renan Dal Zotto assumiu o comando da seleção brasileira masculina de vôlei no lugar de Bernardinho, falei aqui nesse espaço que a escolha era pela continuidade do trabalho. Na semana passada, Renan confirmou alguns nomes na nova comissão técnica.

Rubinho, assistente de Bernardinho, não vai continuar. Para o seu lugar foi chamado o técnico de Canoas, Marcelo Fronckowiak. Joguei com o Marcelo e conheço bem o seu caminho no vôlei. Especialmente quando se tornou técnico, fez um ótimo trabalho na Rússia e dirigiu outras equipes na Europa. Foram três anos na França.

Seu projeto no extinto RJX do Rio de Janeiro também foi elogiado por Renan e foi um dos pesos da sua escolha. O ex-central Gustavo, atualmente dirigente de Canoas, endossou a escolha de Renan porque sabe e vê de perto da capacidade de Fronckowiak.

Jahu analisa o novo técnico da seleção brasileira e fala sobre Bernardinho: 'Legado incrível'

Outros dois nomes foram confirmados: Ricardo Tabach, assistente de Bernardinho no Rexona do Rio de Janeiro, e o preparador físico Renato Bacchi. Eles integravam o time campeão olímpico na Rio 2016.

O fisioterapeuta Fiapo é outro nome que deixa a seleção, como já havia informado. Ele vai passar um ano nos Estados Unidos, mas deve indicar um profissional da sua confiança para ocupar o seu lugar na comissão técnica.

Mudança de patamar: Números de Bernardinho comprovam a hegemonia do técnico

Quanto a Rubinho, há de se respeitar a decisão do auxiliar de Bernardinho de não querer continuar. Afinal de contas, ele era o nome do próprio técnico bicampeão olímpico para o comando da seleção brasileira.

Era a oportunidade de Rubinho se tornar protagonista. O aval de Bernardinho era um forte argumento favorável, mas a decisão da CBV tirou essa chance. Rubinho está há quatro anos sem dirigir uma equipe.

Veja o anúncio do diretor da CBV, falando sobre a saída de Bernardinho

Renan também não quis assumir a seleção no primeiro dos dois convites que teve. Aceitou apenas depois de repensar e conversar com a esposa Analisa após o segundo convite no final de 2016.

Renan está há oito anos sem dirigir uma equipe. Mas isso não foi impedimento para a CBV. Marcelo Fronckowiak vai auxiliá-lo nessa transição de volta.

Maurício Jahu vê saída de Bernardinho da seleção de vôlei como natural: 'Fez a escolha certa'

O que pesou na decisão da CBV? O nome forte de Renan, a experiência internacional que adquiriu dirigindo a Sisley Treviso da Itália, o bom relacionamento com grande parte de treinadores de outras seleções e o fato de estar ao lado da comissão técnica das seleções brasileiras nos últimos dois anos como coordenador técnico.

O que a CBV espera de Renan? Que ele mantenha a filosofia de trabalho vencedora de Bernardinho. Os resultados serão consequência disso. E que eles apareçam logo.

Renan não terá comissão técnica completa na estreia da seleção de vôlei

MauricioJahu, Blogueiro do ESPN.com.br
Divulgação/CBV
Bernardinho e Renan Dal Zotto
Bernardinho e Renan Dal Zotto, ex e atual técnico da seleção masculina de vôlei

Mesmo antes de assumir o comando da Seleção Brasileira masculina de vôlei no lugar de Bernardinho, Renan Dal Zotto já sabe que não terá toda a comissão técnica do seu antecessor. Semana passada, na gravação do Bola da Vez na ESPN Brasil, Renan confirmou a informação.

O desfalque à princípio é o fisioterapeuta Fiapo. Fiapo vai morar nos Estados Unidos por um ano e já avisou a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Quando voltar, Fiapo pode se reintegrar a seleção.

Renan ainda não conversou com o auxiliar de Bernardinho, Rubinho, para saber se ele continua na seleção. Rubinho foi indicado por Bernardinho junto à CBV para assumir a seleção brasileira. Mas a entidade maior do vôlei brasileiro preferiu o nome de Renan.

Rubinho é um nome estratégico para o início da trajetória de Renan na seleção, principalmente porque Renan está há oito anos sem dirigir uma equipe e a presença de Rubinho será fundamental não só para a continuidade do trabalho, mas também para auxiliar o novo comandante nos treinamentos e jogos.

Os outros integrantes da comissão técnica devem continuar. O assistente Ricardo Tabach, o auxiliar Giuliano Ribas, o preparador físico Renato Bacchi, os médicos Ney Pecegueiro e Álvaro Chemecki e as estatísticas Roberta Giglio e Luciana La Plata.

Dal Zotto espera que a maior parte da comissão técnica continue na seleção para facilitar seu início de ciclo olímpico. Se a maioria continuar, a filosofia de trabalho não será quebrada. A necessidade de bons resultados aliada as novidades nos treinamentos será importante nesse começo.

A vantagem é que Renan era o coordenador de seleções até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e acompanhou o trabalho de Bernardinho e Zé Roberto de perto.

Renan também confirmou que Bernardinho será uma espécie de supervisor da seleção masculina. Vai trabalhar na retaguarda do novo treinador e também vai coordenar as categorias de base.

A Seleção Brasileira começa sua trajetória nesse novo ciclo olímpico na Liga Mundial. Será no próximo dia 02 de junho em Pesaro, na Itália contra os poloneses, atuais campeões mundiais. O Brasil está no Grupo A, ao lado de Polônia, Irã e Itália.

Renan têm assistido muitas partidas da Superliga. Semana passada esteve em Campinas, interior paulista, acompanhando a fase final da Copa do Brasil. A ideia dele é acompanhar o maior número de jogos até a estreia da seleção em 2017.

O objetivo de Renan é dar continuidade ao grande trabalho de Bernardinho na seleção. E essa é a minha torcida também. Que a seleção masculina continue no pódio nas próximas competições.

 

mais postsLoading