Playoffs da Superliga feminina de vôlei começam com últimas cortadas do Rexona

MauricioJahu,blogueiro do ESPN.com.br
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Time do Rexona está perto de despedida
Rexona está perto de despedida

A CBV divulgou no início da semana a tabela das quartas-de-final dos playoffs da Superliga feminina. Mas a notícia que entristeceu o mundo do vôlei brasileiro foi o anúncio na entrevista que a ex-levantadora Fernanda Venturini, mulher de Bernardinho, deu a Revista Veja dessa semana.

"A Unilever vai deixar o vôlei", palavras de Fernanda. Essa frase ecoa fortemente no mercado do vôlei às vésperas dos playoffs da competição mais importante do país.

A Unilever patrocina a equipe do Rio de Janeiro há 20 anos. É uma das parcerias mais sólidas e vitoriosas de todos os tempos do vôlei brasileiro.

Desde 1997 participa da Superliga. Primeiro com sede em Curitiba e posteriormente no Rio de Janeiro, a Unilever colecionou inúmeros títulos nacionais, sul-americanos, Copa do Brasil, Supercopa e por aí vai. É um projeto sério comandado por profissionais competentes.

Infelizmente, o novo direcionamento dos investimentos da empresa, tira do caminho um dos principais patrocinadores do torneio feminino da Superliga. É uma pena um trabalho tão bonito terminar dessa forma.

O que eu espero é que o Bernardinho, com toda a sua influência, consiga um novo parceiro e a equipe do Rio de Janeiro não seja extinta na próxima temporada. Se isso acontecer, seria uma baixa e tanto para o vôlei brasileiro.
Nos playoffs da Superliga feminina que serão disputados em melhor de três partidas, o Rexona/Sesc terá pela frente o Pinheiros. O Praia Clube de Uberlândia enfrenta o Terracap/Brasília. O Genter de Bauru pega o Camponesa/Minas e o Nestlé/Osasco joga contra o Fluminense.

A Superliga masculina também pode ter uma baixa na próxima temporada. A Heineken comprou a Brasil Kirin e o futuro do time masculino de Campinas ainda é incerto. Esperamos boas notícias por lá.

Os confrontos dos playoffs de quartas-de-final da Superliga masculina já estão definidos. O Sada Cruzeiro, equipe de melhor campanha, pega o Lebes Gedore/Canoas.

O Funvic/Taubaté terá pela frente o Juiz de Fora. O Sesi enfrenta o Minas Tênis e o Brasil Kirin/Campinas joga contra Montes Claros.

 

Playoffs da Superliga de vôlei chegando

Mauricio Jahu, blogueiro do ESPN.com.br
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Sada Cruzeiro em ação na Superliga
Sada Cruzeiro em ação na Superliga

Faltam apenas duas rodadas da primeira fase dos dois torneios da Superliga de vôlei para definir os confrontos dos playoffs. Aliás, agora começa outro campeonato para as equipes que conseguiram a classificação para a etapa decisiva da competição.

No torneio feminino, já estão definidas as oito equipes: Rio, Osasco, Praia Clube, Bauru, Minas, Brasília, Fluminense e Pinheiros. Falta apenas definir os cruzamentos. As duas rodadas restantes serão importantes para essa definição.

Ficaram de fora dos playoffs da Superliga feminina: São Caetano, Rio do Sul, Sesi e Valinhos. Sesi e Valinhos, aliás, conquistaram apenas duas vitórias cada até aqui.

No torneio masculino, as oito equipes já estão praticamente confirmadas: Cruzeiro, Sesi, Taubaté, Campinas, Montes Claros, Juiz de Fora e Minas já estão lá. Os gaúchos, Canoas e Bento lutam pela última vaga com vantagem para Canoas.

O Cruzeiro é o único time invicto nos dois torneios. No meio de semana teve dificuldades para reverter um placar de 2 sets a 0 contra Montes Claros, mas teve competência e paciência para vencer no tie-break.

Para melhorar as coisas, no mês de fevereiro a equipe cruzeirense teve mais duas conquistas importantes: venceu o Sul-Americano pela quarta vez e ainda por cima conseguiu um patrocínio pontual.

A Cimed, que patrocinou time de Florianópolis nos anos 2000, veste agora a camisa dos líberos do Cruzeiro e fará ações promocionais com backdrops e placas de quadra. O contrato é válido até junho.

Rio de Janeiro e Cruzeiro são os favoritos para conquistar o título dessa temporada. O Cruzeiro, apesar de invicto, chega aos playoffs pressionado por estar nessa situação. Vamos ver como o time reagirá caso perca um jogo, mas o técnico Marcelo Mendez tem o time nas mãos e um elenco equilibrado.

Já o Rio de Janeiro tem só uma derrota, mas deve ter pedreira na semifinal caso passe pelo Pinheiros, seu provável adversário nas quartas.

Vai enfrentar o vencedor de Bauru e Minas. O que esperar desses playoffs? Jogos equilibrados e muita tensão para definir os finalistas dessa edição da Superliga.

 

Será que a venda da Brasi Kirin vai afetar o vôlei?

MauricioJahu,blogueiro do ESPN.com.br
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Brasil Kirin em ação contra o Sesi: novos rumos para a equipe
Brasil Kirin em ação contra o Sesi: novos rumos para a equipe

No início da semana foi confirmada a notícia do acordo da Heineken para comprar a Brasil Kirin, controlada pelo grupo japonês Kirin Holdings Company. O negócio envolve bilhões de reais.

Segundo revistas especializadas em economia, a Brasil Kirin pagou em 2011 mais de R$ 6 bilhões para adquirir a Schincariol. Em 2015, a empresa japonesa fechou o ano com um prejuízo que ultrapassou R$ 1 bilhão. Em 2016, a Brasil Kirin foi atrás de novos parceiros.

Em janeiro desse ano, as empresas Heineken e Brasil Kirin confirmaram que estavam conversando. E no início da semana, o negócio foi definido. A previsão é que a negociação seja fechada ainda no primeiro semestre de 2017.

Mas a pergunta que o fã do vôlei quer saber é: como fica a situação do time masculino de vôlei de Campinas que tem patrocínio da Brasil Kirin?

Conversei com o ex-levantador Mauricio, que é o diretor do time de Campinas. E ele confirmou que não existe nada definido e que qualquer notícia nesse momento é pura especulação. As conversas com os novos proprietários só vão acontecer depois do carnaval.

Segundo o ex-levantador, tudo pode acontecer. O time pode até se fortalecer. E essa é a nossa torcida. A equipe masculina do vôlei Kirin faz ótima campanha na Superliga. Ocupa a quarta colocação com 13 vitórias e apenas quatro derrotas.

Na edição anterior da Superliga masculina, o time campineiro ficou com o vice-campeonato perdendo para o poderoso Sada Cruzeiro na final, mas deixou para trás adversários poderosos como Taubaté e Sesi.

O projeto conta também com outros nomes importantes. O campeão olímpico André Heller é o supervisor. Um dos ícones do time é o meio-de-rede Mauricio Souza, que se destacou na conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

É um time respeitado e uma torcida fanática que comparece e quase sempre lota o Ginásio do Taquaral. Vamos torcer para que as negociações avancem e o projeto de vôlei de Campinas continue. A definição da continuidade ou não do projeto será nos próximos meses. Só depende dos novos proprietários.

 

Empresa de Eike Batista tenta se defender de processo movido por jogadores de vôlei

Mauricio Jahu, blogueiro do ESPN.com.br
clicRBS
Extinta equipe do RJX
Extinta equipe do RJX

Alguns atletas da extinta equipe do RJX estão processando a empresa de Eike Batista. Os atletas alegam falta de pagamento por parte da OGX, um dos braços financeiros da empresa.

O levantador Bruninho, o líbero Mario Jr. e o oposto Leandro Vissoto estão entre alguns dos jogadores que processam a empresa. O processo está em segunda instância.

Sem dinheiro de patrocínio, a equipe carioca perdeu jogadores importantes antes do final da segunda temporada. Bruninho deixou a equipe carioca em 2014 e foi para o Modena, da Itália.

Na época desse episódio, me lembro de ter encontrado Bernardinho num evento e ele me disse que seu filho estava se transferindo para a Itália para não perder a temporada e também para não ficar sem receber salários nesse período.

O oposto Leandro Vissoto também deixou o time carioca e foi para a Coréia do Sul defender o Kepco. Os advogados de Eike Batista alegam que a empresa deixou de ser a dona do time para apenas patrocinar o projeto.

Fato é que os jogadores foram prejudicados e ficaram meses sem receber seus salários, mas parte deles jogou até o final da Superliga daquela temporada. O processo em curso é apenas mais um duelo que promete novos embates nos próximos meses.

O RJX foi campeão da Superliga masculina na temporada 2012/2013, mas os problemas financeiros das empresas de Eike Batista fizeram com que o dinheiro do projeto de vôlei acabasse antes do final da temporada da Superliga 2013/2014.

 

Modena demite técnico que jogou com Renan Dal Zotto e foi campeão com Bruninho e Lucão

Mauricio Jahu, blogueiro do ESPN.com.br
volleyball.it
Catia Pedrini e Roberto Piazza
Catia Pedrini e Roberto Piazza juntos

Modena, uma das mais tradicionais equipes do vôlei italiano, demitiu no início dessa semana seu treinador. O experiente Roberto Piazza deixa o comando do time.

Numa reunião entre a presidente do clube, Catia Pedrini, o Manager e ex-jogador Andrea Sartoretti e Roberto Piazza, nesta segunda-feira, ficou decidida a saída do treinador.

Quem assume o lugar de Piazza é Lorenzo Tubertini. Atualmente, Modena ocupa a quarta colocação do Campeonato Italiano com 45 pontos: 17 vitórias e quatro derrotas. O líder é o Lube com 56 pontos.

A derrota para Verona, do técnico Nikola Grbic, teria sido o estopim para a saída de Piazza do Modena. Curiosamente, Tubertini, o novo comandante, começou a carreira de treinador em Modena. Depois passou por Mantova e Piacenza.

Tubertini voltou para Modena em 2012 para ser auxiliar técnico. Estava no grupo que conquistou o Campeonato Italiano com Bruninho e Lucão na temporada 2015/2016.

Se a troca dará certo, só o tempo pode dizer. Fato é que Roberto Piazza era bastante experiente e colecionador de títulos. Jogou com o atual técnico da seleção brasileira Renan Dal Zotto no Parma, no final dos anos 80.

Em 1991, começou sua carreira como assistente técnico de Bebeto de Freitas, no Parma. E curiosamente, substituiu Renan Dal Zotto na Sisley Treviso em 2008.

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