Na decisão, o veterano recordista e o goleiro de seleção que mal jogou em clubes

Leonardo Bertozzi
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El-Hadary, 44 anos, pode conquistar seu quinto título pelo Egito
El-Hadary, 44 anos, pode conquistar seu quinto título pelo Egito

O goleiro camaronês Joseph Fabrice Ondoa tinha três meses de vida quando Essam El-Hadary defendeu o Egito pela primeira vez. Neste domingo, eles serão adversários na final da Copa Africana de Nações, no Gabão. Ondoa, 21 anos, é titular de seu país mesmo com experiência quase nula por clubes. El-Hadary, 44, pode conquistar seu quinto título com a seleção e coroar uma campanha marcada por recordes.

A vida de Ondoa começou a mudar aos 13 anos. Um dos beneficiados pela fundação criada em Camarões por Samuel Eto'o, ele se mudou para a Espanha para integrar as categorias de base do Barcelona. Ganhou espaço e fez parte do time sub-19 que conquistou a UEFA Youth League na temporada 2013/14, como um dos destaques do torneio. Aos 17, já estava integrado ao elenco do Barcelona B, que na época jogava a segunda divisão. No entanto, as oportunidades de jogar não apareceram.

Em janeiro de 2016, Ondoa rescindiu contrato e acertou com o Gimnàstic de Tarragona, que o inscreveu no seu segundo time, o Pobla de Mafumet, que disputa a terceira divisão (Segunda B). Lá, jogou suas únicas cinco partidas de clube até hoje. Para a atual temporada, foi novamente emprestado, desta vez ao Sevilla Atlético, time B do Sevilla. Por lá, é reserva.

Se em clubes mal vê o campo, na seleção Ondoa tem boa experiência. Estreou em 2014, aos 18 anos, e já está em sua segunda CAN. Sua frieza debaixo das traves tem rendido elogios e comparações a outros nomes históricos dos Leões Indomáveis, como Thomas N'Kono, Joseph-Antoine Bell e Jacques Songo'o.

Na última rodada da fase de grupos, Ondoa fez uma defesa crucial nos acréscimos para impedir o gol de Didier Ndong que classificaria o Gabão e eliminaria os camaroneses. Nas quartas-de-final, defendeu a cobrança de Sadio Mané e foi decisivo para a eliminação de Senegal nos pênaltis. Com a vitória por 2 a 0 sobre Gana, Camarões garantiu seu lugar na decisão.

O destino deu um pequeno empurrão a El-Hadary em sua sétima participação na CAN. Campeão em 1998, 2006, 2008 e 2010, começou o torneio no banco de reservas, mas teve de entrar logo na estreia contra Mali, quando o titular Ahmed El-Shenawy se lesionou. Dois dias após completar 44 anos, El-Hadary tornou-se o jogador mais velho da história do torneio, superando o compatriota Hossam Hassan, que tinha 39 anos, cinco meses e 24 dias quando disputou sua última partida pela CAN, em 2006.

Mantido como titular nas partidas seguintes, El-Hadary só sofreu um gol no torneio, na semifinal contra Burkina Faso. O tento de Bancé foi o primeiro sofrido pelo goleiro egípcio na competição depois de 653 minutos, outro recorde. A sequência começou em 2010, quando o Egito ganhou seu sétimo título, o terceiro consecutivo. Depois disso, foram três edições sem se classificar.

Com o empate por 1 a 1 na semifinal, a decisão foi para os pênaltis. O Egito saiu em desvantagem, mas El-Hadary defendeu duas cobranças - do goleiro Hervé Koffi e de Bertrand Traoré - para garantir a vaga em mais uma decisão.

O técnico da seleção egípcia é o argentino Héctor Cúper. Conhecido no Brasil por suas desavenças com Ronaldo nos tempos de Internazionale, Cúper levou o Valencia a finais de Champions League em 2000 e 2001. Agora, espera acabar com a fama de ficar no "quase" e levantar o troféu.

Do outro lado está o belga Hugo Broos, que como jogador integrou a forte seleção semifinalista da Copa do Mundo de 1986. Broos foi um dos muitos técnicos que responderam a um processo seletivo anunciado via internet pela federação camaronesa em dezembro de 2015, para substituir o alemão Volker Finke.

A campanha na CAN é considerada surpreendente, após a recusa de sete dos jogadores convocados por Broos. Entre eles, o zagueiro Joel Matip, do Liverpool, e o lateral Allan Nyom, do West Bromwich. Restou um grupo sem grandes estrelas, representado por um nome em ascensão como Ondoa. Bastará para frear o Egito de El-Hadary, invicto há 24 jogos no torneio?

Saberemos no domingo.

Entenda por que o Brasil não será o primeiro do ranking: amistosos mais atrapalham do que ajudam

Leonardo Bertozzi

Antes do amistoso contra a Colômbia, diversos veículos de comunicação falaram sobre a possibilidade de a Seleção Brasileira assumir a liderança do ranking da Fifa. Seja por erro de cálculo ou falta de familiaridade com o sistema de classificação das seleções, importante na realização de sorteios da Copa do Mundo desde as eliminatórias, cometeram um equívoco.

O ranking da Fifa considera resultados de partidas oficiais e amistosas dos últimos 48 meses (4 anos). Têm peso máximo os últimos 12 meses, enquanto os jogos anteriores vão se depreciando (valem 50%, 30% e 20%, contando do ano mais recente ao mais antigo). Porém, a pontuação final não é uma soma, mas uma média por partida disputada em cada um destes intervalos.

O site da Fifa oferece uma ferramenta para projetar os pontos de acordo com os possíveis resultados das seleções em cada mês.

A pontuação de cada jogo depende de alguns fatores:

1) resultado

3 pontos por vitória
2 pontos por vitória nos pênaltis
1 ponto por empate
1 ponto por derrota nos pênaltis
0 ponto por derrota

2) importância do jogo

Peso 1 por amistoso
Peso 2,5 por eliminatória mundial ou continental
Peso 3 por fase final continental ou Copa das Confederações
Peso 4 por Copa do Mundo

3) força do adversário

Quanto melhor o ranking do adversário no momento da partida, maior o multiplicador. A fórmula é 200-X, sendo X o ranking do adversário. Por exemplo, num jogo contra a quinta colocada no ranking, o multiplicador é 195. As seleções de 150º para baixo multiplicam sempre 50.

4) confederação do adversário

Com base no desempenho das confederações nas últimas três Copas do Mundo, foi atribuído a cada uma um coeficiente: Conmebol 1,00, Uefa 0,995, as demais 0,85.

Estes quatro fatores multiplicados correspondem à pontuação total de cada jogo.

Pegando um exemplo prático. Ao vencer a Colômbia por 2 a 1, em Manaus, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, o Brasil totalizou 1477,5 pontos. Multiplicaram-se 3 da vitória, 2,5 da importância do jogo, 197 da força do adversário e 1 da confederação do adversário.

Reprodução FIFA
Pontuação do Brasil em cada jogo oficial da era Tite
Pontuação do Brasil em cada jogo oficial da era Tite

A vitória no amistoso de quarta-feira valeu apenas 582 pontos, resultado da multiplicação de 3 da vitória, 1 da importância do jogo, 194 da força do adversário e 1 da confederação do adversário.

Quando a Fifa publicar sua próxima atualização do ranking, o Brasil terá 1529 pontos - 15 a menos do que em janeiro. O Chile, que participou de um torneio amistoso na China, também verá sua pontuação cair.

Reprodução FIFA
Projeção da pontuação com os jogos de janeiro
Projeção da pontuação com os jogos de janeiro

Não por acaso, algumas seleções têm evitado fazer amistosos nos doze meses prévios a um sorteio. Foi o que fez o País de Gales antes do sorteio das eliminatórias da Copa de 2018.

No ranking de julho de 2015, usado para determinar os potes do sorteio dos grupos da Uefa, Gales ocupava a décima posição, garantindo assim um lugar entre os cabeças-de-chave.

A Romênia, outra cabeça-de-chave, fez apenas um amistoso (vitória por 2 a 0 sobre a Dinamarca) no último ano antes do sorteio.

Reprodução FIFA
País de Gales optou por não fazer amistosos por um ano
País de Gales optou por jogar apenas partidas oficiais em um ano para melhorar seu ranking

A melhor tática para buscar um bom ranking, portanto, é minimizar o número de amistosos, sobretudo aqueles contra seleções inexpressivas. No sorteio dos grupos para a Copa do Mundo de 2014, a Itália ficou fora do grupo dos cabeças-de-chave. Nos doze meses que antecederam o ranking de outubro de 2013, fez seis amistosos, incluindo um contra San Marino (4 a 0) e um contra o Haiti (2 a 2). Resultados que ajudaram a deixar a equipe em nono lugar na classificação.

Reprodução FIFA
Itália acumulou amistosos e ficou sem cabeça-de-chave na Copa de 2014
Itália acumulou amistosos e ficou sem cabeça-de-chave na Copa de 2014

Uma distorção que precisa ser corrigida, mas, enquanto existe, exige atenção das federações para a elaboração de seus calendários.

Real Madrid x Napoli, o confronto que revolucionou a Champions

Leonardo Bertozzi
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Confronto prematuro em 1987 inspirou mudanças que revolucionariam a Copa dos Campeões
Confronto em 1987 inspirou mudanças que revolucionariam a Copa dos Campeões

Sorteados como adversários nas oitavas-de-final da atual Champions League, Real Madrid e Napoli foram protagonistas de um confronto considerado determinante para transformar a competição no colosso que conhecemos hoje.

Era a temporada 1987/88. O Napoli estreava na Copa dos Campeões após conquistar seu primeiro título italiano, e foi colocado frente a frente com o Real Madrid logo na primeira fase. As duas partidas aconteceram em setembro de 1987.

O primeiro jogo, no Santiago Bernabéu, foi realizado com portões fechados, por causa de tumulto causado pela torcida madridista na semifinal da temporada anterior contra o Bayern de Munique.

Os dois times tinham desfalques importantes: o Real Madrid não contava com o goleador Hugo Sánchez, suspenso, e o Napoli tinha de esperar pela estreia do recém-chegado Careca, ainda lesionado. Nem por isso haveria falta de estrelas em campo, com Emilio Butragueño e Diego Maradona frente a frente.

Bem marcado, Maradona pouco produziu na partida, e o goleiro Claudio Garella foi responsável por evitar uma goleada. Míchel e Miguel Tendillo fizeram os gols da vitória merengue por 2 a 0.

Duas semanas depois, mais de 80 mil pessoas lotaram o estádio San Paolo para a primeira partida em casa do Napoli pela principal competição da Europa. Careca estava de volta, assim como Hugo Sánchez, mas foi o lateral Giovanni Francini quem fez o estádio explodir aos 9 minutos de jogo com o primeiro gol da noite.

Com fé na virada, o Napoli cresceu e perdeu chances, mas descuidou-se atrás. Fatal para alguém como Butragueño, que empatou o jogo aos 43 do primeiro tempo. O Napoli teria de fazer mais três gols para avançar, mas os visitantes administraram sem sustos a boa vantagem.

O Real Madrid ainda eliminou o Porto, último campeão, e o Bayern antes de cair na semifinal para o PSV Eindhoven, que ficaria com o troféu. Mas por que aquele confronto com o Napoli foi importante para revolucionar a história do torneio?

Um duelo prematuro entre dois dos times mais fortes do continente, representando dois dos maiores mercados, significava apenas dois jogos na competição para um deles. Ruim para os torcedores, para as televisões e para os patrocinadores.

Silvio Berlusconi, que havia assumido o controle do Milan em 1986 e já dominava boa parte do mercado de televisão na Itália, chegou a contratar uma consultoria para analisar a viabilidade de uma liga europeia de clubes, que teria duas divisões com acesso e descenso. Como se vê, a ideia de uma "superliga" existe há muito tempo.

As coisas não aconteceram daquela maneira, mas os grandes clubes se conscientizaram de que a garantia de um número maior de grandes duelos continentais era necessária.

Começou ali a amadurecer a ideia de uma fase nobre na competição, com uma etapa de grupos comercializada de maneira especial e um número mínimo de jogos assegurado. A primeira edição com grupos (dois de quatro times) cada foi a de 1991/92, dando origem ao que se conhece como Liga dos Campeões desde 1992/93.

O formato foi expandido, deixou de abrigar apenas campeões para aumentar o número de participantes das principais ligas nacionais, até chegar ao modelo que conhecemos hoje, com 32 times na fase de grupos.

Tudo começou naquelas noites em 1987.

Libertadores conhece os 47 participantes. Veja quem são e como se garantiram

Leonardo Bertozzi
Reprodução CONMEBOL
Esquema da Libertadores 2017 divulgado pela Conmebol
Esquema da Libertadores 2017 divulgado pela Conmebol

A Copa Libertadores da América passará em 2017 por sua maior mudança de formato neste século. A Conmebol mexeu no calendário para que o torneio ocupe os dois semestres e aumentou o número de participantes. Seriam 44, mas a desistência do México em razão do conflito de calendários motivou uma nova mudança. Agora, serão 47 equipes envolvidas, 28 delas já garantidas na fase de grupos.

Os outros 19 times participarão de uma etapa preliminar dividida em três fases. Na primeira, ainda em janeiro, entram em campo seis equipes, de Bolívia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os três vencedores avançam à segunda fase, juntando-se a outros 13 times. Então, serão duas fases eliminatórias que definirão quatro classificados para os grupos.

O sorteio será nesta quarta-feira, dia 21 de dezembro. A Conmebol ainda não divulgou os critérios para a definição dos confrontos.

Confira todos os classificados.

ARGENTINA (6 vagas)

São cinco vagas diretas. Pelo campeonato, classificaram-se o campeão Lanús, o vice San Lorenzo, Estudiantes e Godoy Cruz. A outra irá para o River Plate, vencedor da Copa Argentina.

Na segunda fase preliminar entra o estreante Atlético Tucumán, quinto colocado no campeonato.

BOLÍVIA (4 vagas)

Os dois campeões da temporada 2015/16 vão direto aos grupos: Sport Boys, do Apertura, e Jorge Wilstermann, do Clausura.

Pela pontuação geral, The Strongest fica com a vaga na segunda fase preliminar, enquanto o Universitario de Sucre entra na primeira fase.

BRASIL (7 vagas + campeão da Sul-Americana)

A Chapecoense, declarada campeã da Copa Sul-Americana pela Conmebol, fará sua estreia na Libertadores entrando diretamente na fase de grupos.

Também começam nos grupos os quatro primeiros do Campeonato Brasileiro - Palmeiras (campeão), Flamengo, Santos e Atlético-MG - e o Grêmio, vencedor da Copa do Brasil.

Na segunda fase preliminar entram o Botafogo, quinto colocado, e o Atlético-PR, sexto.

CHILE (4 vagas)

A Universidad Católica foi campeã do Clausura no primeiro semestre e garantiu uma das vagas diretas. Como a Católica também conquistou o Apertura, o outro lugar nos grupos coube ao Deportes Iquique, vice-campeão.

Uma das duas vagas na segunda fase preliminar foi para o Colo Colo, campeão da Copa Chile. A outra ficou com a Unión Española, terceira colocada do Clausura, que venceu um play-off com o O'Higgins, terceiro do Apertura.

COLÔMBIA (4 vagas + atual campeão)

O Atlético Nacional tem a vaga garantida como atual campeão. Ao seu lado na fase de grupos estarão o Independiente Medellín, vencedor do Apertura no primeiro semestre, e o Santa Fe, que levou o Finalización.

As duas vagas na segunda fase preliminar foram definidas pela pontuação geral: Millionarios e Junior de Barranquilla.

EQUADOR (4 vagas)

O campeão Barcelona de Guayaquil e o rival Emelec, segundo colocado na tabela geral, estão na fase de grupos. O terceiro, El Nacional, entrará na segunda fase preliminar, e o quarto, Independiente del Valle, na primeira.

PARAGUAI (4 vagas)

São duas vagas diretas: uma do Libertad, vencedor do Apertura, uma do Guaraní, campeão do Clausura. O Olimpia, pela pontuação geral, estará na segunda fase preliminar. A segunda melhor campanha entre os não-campeões foi do Deportivo Capiatá, que entrará na primeira fase em sua estreia na Libertadores.

PERU (4 vagas)

Os dois finalistas do campeonato nacional, o campeão Sporting Cristal e o vice Melgar, estarão na fase de grupos. O Universitario, terceiro colocado, entra na segunda fase preliminar, e o Deportivo Municipal, quarto, na primeira.

URUGUAI (4 vagas)

Peñarol, campeão da temporada 2015/16, e Nacional, pela tabela geral, vão à fase de grupos. A pontuação total colocou o Cerro na segunda fase preliminar. A vaga na primeira fase preliminar ficou para o Montevideo Wanderers, segundo colocado no Torneio de Transição, vencido pelo Nacional.

VENEZUELA (4 vagas)

O campeão de 2016 Zamora e o vice Zulia estão na fase de grupos. Pela pontuação de 2016, o Carabobo entrará na segunda fase preliminar, e o Deportivo Táchira na primeira.

'Talvez fosse maravilhosa demais essa equipe para envelhecer. Talvez o destino quisesse levá-la no ápice de sua beleza'

Leonardo Bertozzi

O jornalista italiano Carlo 'Carlin' Bergoglio disse as palavras acima quando o desastre de Superga matou o maior time da história do Torino, em 1949.

Bergoglio trabalhava no maior diário esportivo de Turim, o Tuttosport, e teve de substituir Renato Casalbore, fundador e diretor de redação do veículo. Casalbore foi uma das 31 vítimas fatais do acidente aéreo.

Tomo aqui a liberdade de me apropriar da frase, por não achar maneira melhor para lidar com os acontecimentos desta terça-feira.

Desde os dias de Série D, a Chape só subiu. Subiu, subiu e subiu. Tanto subiu que não podemos mais alcançá-la.

Podemos apenas permitir que nosso imaginário desenhe histórias espetaculares da final que não aconteceu.

Você duvida que os heróis de Chapecó, empurrados pelo espírito do Indio Condá (obrigado, Deva), poderiam copar Medellín?

Que poderiam conquistar o troféu em campo?

Vamos sempre acreditar que sim.

Uma dor assim nunca passa. Aprendemos a conviver com ela. Vivemos a memória dos que foram na lembrança dos que ficaram.

Na abertura do programa, SportsCenter faz homenagem à Chapecoense

E tiramos lições.

A vida vale muito. Cada segundo vale. Nossa paixão por futebol não pode ser canalizada em negatividades. Em ódio. Em violência.

Façamos com que nossa paixão por futebol se perpetue nos valores mais bonitos manifestados hoje pela imensa família do esporte.

Que o espírito de Condá passe a significar nossa capacidade de empatia e compaixão. Por todas as cores. Todas as camisas. Todos os apaixonados. Todos.

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Força, Chape
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