Nike, Adidas e Under Armour recusam talento do basquete universitário por causa do pai

Gustavo Hofman
LaMelo, Lonzo e LiAngelo: conheça os irmãos mais polêmicos e promissores do basquete universitário

Não há consenso sobre quem será a primeira escolha do próximo draft da NBA. Enquanto muitos apostam em Markelle Fultz, de Washington, outros colocam suas fichas em Lonzo Ball, de UCLA. De qualquer modo, ninguém questiona o talento dos dois e a certeza que estarão na liga profissional na próxima temporada como os dois maiores talentos saídos do basquete universitário em 2017.

Desde que o marketing esportivo surgiu efetivamente com Bo Jackson e Michael Jordan, jamais uma estrela do college basketball chegou na NBA sem contrato com uma marca de tênis. Pode acontecer agora com Lonzo Ball.

A habilidade do armador de UCLA é proporcional à capacidade que seu pai, LaVar, tem para criar polêmicas. A última envolve contatos com Nike, Adidas e Under Armour, que demonstraram interesse em patrocinar seu filho. Depois das conversas com Ball pai, todas empresas desistiram.

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UCLA, de Lonzo Ball, se despediu do torneio da NCAA nas oitavas de final
UCLA, de Lonzo Ball, se despediu do torneio da NCAA nas oitavas de final

"Dissemos desde o início, não estamos procurando um acordo de patrocínio. Estamos procurando um co-patrocinador, um verdadeiro parceiro, mas eles não estão prontos para isso porque não estão acostumados a esse modelo. Hey, a indústria do táxi não estava pronta para o Über também", afirmou LaVar em entrevista à ESPN nos Estados Unidos.

LaVar criou a marca Big Baller Brand, que veste Lonzo e seus dois irmãos - ainda no high school, já compromissados com UCLA e vistos como futuros jogadores da NBA também. Segundo fontes da ESPN, o pai propôs a Nike, Adidas e Under Armour nas negociações que comprassem sua empresa. Além disso, ele já desenhou o primeiro modelo que seria lançado para Lonzo.

"Imagine como seriam ricos Tiger (Woods), Kobe (Bryant), Serena (Williams), (Michael) Jordan e LeBron (James) se eles fizessem as próprias coisas. Ninguém jamais teve a própria marca antes de virar profissional. Nós temos, e eu tenho três filhos, então é muito mais valiosa", explicou. "Não vamos assinar com uma companhia e depois esperarmos por cinco ou seis anos por um tênis como o Paul George teve que esperar com a Nike".

A estratégia de LaVar, agora, é buscar esse parceiro no mercado chinês, ou mesmo empresas de outros segmentos. "Isso inclui o Facebook", garante! Aliás, negociação legítima, apesar de não concordar. Afinal, uma mega empresa do ramo é capaz de lidar melhor com o marketing esportivo do que alguém sem especialização no tema.

Todas as atitudes do patriarca da família Ball vêm gerando polêmicas nos Estados Unidos há alguns meses. Na semana passada, o consultor da Nike George Raveling, em entrevista ao jornal SportsBusiness, afirmou que LaVar é "a pior coisa que aconteceu no basquete nos últimos 100 anos". Recentemente LeBron James rebateu declarações dele sobre os filhos do camisa 23 dos Cavaliers. LaVar já disse, também, que Lonzo Ball é melhor do que Stephen Curry.

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LeBron James rebateu frase polêmica de LaVar Ball, pai da promessa Lonzo Ball
LeBron James rebateu frase polêmica de LaVar Ball, pai da promessa Lonzo Ball

Jogador de futebol americano na universidade, LaVar não foi escolhido no draft da liga, mas chegou a assinar contratos com New York Jets e Carolina Panthers para treinos somente. Jamais alcançou se sonho de realmente jogar na NFL. Agora, aparentemente, transforma sua decepção em pressão para os filhos, e essa forma de conduzir a carreira deles assusta.

Talvez seja apenas super proteção de um pai que quer o melhor para eles... Ou então uma pessoa gananciosa e egoísta que ignora aspectos emocionais e anímicos na vida de jovens atletas.

Sabe quem é o brasileiro com mais gols nas cinco grandes ligas europeias nesta temporada?

Gustavo Hofman
NurPhoto/Getty
Willian José tem média de quase um gol em cada dois jogos
Willian José tem média de quase um gol em cada dois jogos

O Barcelona, de Neymar, segue na briga pelo título do Campeonato Espanhol, assim como o Paris Saint-Germain, de Lucas, na França. Já o Liverpool, de Philippe Coutinho e Roberto Firmino, não vai brigar com o Chelsea, de Willian, pela Premier League, mas permanece na disputa por vaga na próxima Liga dos Campeões.

Essa pequena introdução mostra como jogadores brasileiros têm protagonismo nas cinco grandes ligas europeias - Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1. No entanto, nenhum dos citados é o artilheiro brasileiro nestas competições. Sem holofotes e com muita eficiência, Willian José rouba a cena.

Apesar de ter perdido dois meses da temporada, lesionado, em 26 jogos pela Real Sociedad ele marcou 12 gols, incluindo contra Barça e Atlético de Madrid. Aliás, com a cabeça ele é o artilheiro do Espanhol com sete. É seguido de perto pelos atacantes do Liverpool e da Seleção Brasileira, mas com média superior.

William José marca e garante vitória da Real Sociedad sobre o La Coruña

Willian José (Real Sociedad) - 12 gols / 26 partidas - Média 0,46
Roberto Firmino (Liverpool) - 11 gols / 32 partidas - Média 0,34
Philippe Coutinho (Liverpool) - 10 gols / 27 partidas - Média 0,37
Neymar (Barcelona) - 9 gols / 26 partidas - Média 0,34
Lucas Moura (PSG) - 9 gols / 33 partidas - Média 0,27
Fabinho (Monaco) - 8 gols / 32 partidas - Média 0,25
Malcom (Bourdeaux) - 7 gols / 33 partidas - Média 0,21
Boschilia (Monaco) - 6 gols / 11 partidas - Média 0,54
Raffael (Borrusia Monchenglabach) - 6 gols / 18 partidas - Média 0,33
Willian (Chelsea) - 6 gols / 28 partidas - Média 0,21
Rafinha (Barcelona) - 6 gols / 18 partidas - Média 0,33
Deyverson (Alavés) - 6 gols / 30 partidas - Média 0,2
João Pedro (Cagliari) - 5 gols / 17 partidas - Média 0,29

Filho de melhor do mundo sonha com o que o pai jamais alcançou

Gustavo Hofman
Divulgação
Timothy ao lado do pai, a lenda George Weah
Timothy ao lado do pai, a lenda George Weah

George Weah foi um dos maiores jogadores dos anos 1990. Após deixar o Monaco, ganhou destaque por Paris Saint-Germain e Milan. Pela equipe italiana foi artilheiro da Liga dos Campeões na temporada 1994-95 e eleito o melhor do mundo nesse ano. Tornou-se um símbolo de seu país, a Libéria, mas nunca conseguiu superar as eliminatórias africanas para a Copa do Mundo.

O mítico centroavante, que na disputa de melhor do mundo em 1996 perdeu apenas para Ronaldo, jamais disputou um Mundial. Entrou no grupo de lendas do futebol que não conseguiram fazer parte da maior festa do esporte bretão. Não por falta de talento próprio, mas sim de seus companheiros na seleção liberiana.

Em 2000, já na reta final de carreira, se transferiu para o Chelsea, onde em poucos meses no Stamford Bridge brilhou e foi campeão da FA Cup. A essa altura, Weah já era pai de George Jr e Tina, nascidos em Monrovia, na Libéria, cidade-natal do pai, mas criados nos Estados Unidos. Em 22 de fevereiro, enquanto vestia a camisa dos Blues, George ganhou o terceiro filho, Timothy, em Nova York.

Todos se envolveram com esportes. Tina desistiu e investiu nos estudos, enquanto George Jr frequentou a base do Milan, defendeu os Estados Unidos sub-20, se tornou profissional, mas não vingou. Chegou a ser convocado para a seleção principal da Libéria em 2015, mas permanece sem clube atualmente. Timothy tem a chance de reescrever a história da família.

PSG
Timothy Weah em ação na base do PSG contra o Real Madrid
Timothy Weah em ação na base do PSG contra o Real Madrid

Aos 17 anos, está nas categorias de base do Paris Saint-Germain, após começar na academia do New York Red Bulls. No último domingo, esteve em campo pela seleção norte-americana no Campeonato sub-17 da Concacaf, que vale vaga no Mundial da categoria em outubro, na Índia.

No jogo contra a Jamaica, entrou aos 20 minutos do segundo tempo e fez o segundo gol na goleada por 5 a 0.

"Eu amo meu país e farei de tudo para realizar os meus sonhos e de todos também. É sempre uma honra marcar pela seleção", afirmou Tim Weah em entrevista para o blog.

O PSG tem sido ótimo, amo o clube e eles esperam que eu marque gols. Quando estou no campo me dedico ao máximo pelo time e pelo clube, e isso traz a confiança da comissão técnica e dos meus companheiros.

"Todo jogador jovem deseja ter a chance com o time principal, mas eu tenho que mostrar que sou capaz de competir com esses craques mundiais. Espero que eu consiga. Pelo clube francês, na última edição da Uefa Youth League, participou de quatro jogos, disputou 182 minutos e marcou três gols. No ano passado chegou a marcar cinco vezes em uma única partida pelos torneios menores franceses", completou o garoto.

Ainda é muito precoce prever qualquer coisa sobre ele. O irmão mais velho é um exemplo na família de como, não necessariamente, o talento do pai passa para o filho. Aliás, a história do futebol nos apresenta mais casos assim do que Djalminhas.

George Weah, enquanto jogador, sempre teve muito comprometimento social. Sua carreira migrou do esporte para a política e após concorrer nas eleições para presidente da Libéria, o ex-centroavante se elegeu senador do país, cargo que exerce desde 2015.

Timothy vai carregar o sobrenome e a pressão de ser um Weah para sempre. Diferentemente do pai, porém, está em uma seleção mais forte em termos continentais, e se tiver talento suficiente, pode alcançar algo inédito na família: "Seria a realização de um sonho participar de uma Copa do Mundo com um país sensacional".

Mais estrangeiros, maior estabilidade, jogadores mais altos... Curiosidades do futebol europeu!

Gustavo Hofman
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O veterano Shay Given é o jogador mais velhor atualmente da Premier League com 41 anos
O veterano Shay Given, do Stoke, é o jogador mais velhor atualmente da Premier League com 41 anos

Você sabe em qual campeonato nacional na Europa há mais estrangeiros? E os jogadores mais altos e mais velhos, atuam onde? Para jovens atletas saindo da base, qual é o melhor destino? Todas as respostas estão no atlas do futebol europeu atualizado anualmente pelo CIES Football Observatory.

A princípio pode parecer apenas um compilado de curiosidades, mas para quem estuda futebol é uma ótima base de dados. A partir daí, transforma-se isso em conhecimento.

No Chipre estão, na média, os jogadores mais velhos com 28.54 anos, enquanto o Campeonato Croata escala os mais novos com 24.77 anos. É na Croácia, também, que estão os mais altos 1m83.6; Já na Bulgária os "baixinhos" dominam com 1m80.6.

Em termos de estabilidade, não há competição melhor do que o Campeonato Austríaco, onde os jogaodres permanecem no clube por 2.94 temporadas em média. Já os velhinhos do Chipre não ficam muito tempo no mesmo time, com 1.25.

De novo os cipriotas em destaque agora! Bem, na verdade, os estrangeiros que atuam no Chipre, uma vez que lá os clubes mais utilizam jogadores de fora do que os locais, com 77.2% dos jogadores que entraram em campo expatriados. O contrário acontece na Sérvia, com o índice despencando para apenas 15.2% - e ainda liderando em utilização de atletas, com 29.8 por clube em média.

Sobre utilização da base os ucranianos lideram com 29.1% e têm somente 17.5% de estrangeiros, o que é facilmente explicado pela guerra que acontece no país.

Em relação às cinco grandes ligas, alguns destaques:

- A Premier League é a mais velha, com 27.84 anos de média para os jogadores utilizados;

- Na Bundesliga estão os mais altos, com 1m83.2;

- Ingleses e espanhóis rodam pouco o elenco, com 2.66 e 2.49 temporadas em média para seus atletas;

- Serie A tem 58.8% de estrangeiros, mas fica atrás da Premier League com 62%;

- Inglaterra, Alemanha e Itália têm índices baixo de aproveitamento da base, mas Espanha e França dão mais oportunidades aos jovens revelados em casa (21.9% e 20.4%, respectivamente).

O Atlas reúne informações de 31 campeonatos nacionais europeus de primeira divisão, compiladas no período de 15/out/2016 a 15/abr/2017.

Philippe Coutinho passou lenda e já é o maior artilheiro brasileiro da Premier League

Gustavo Hofman
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Titular absoluto da Seleção Brasileira e do Liverpool nesta temporada
Titular absoluto da Seleção Brasileira e do Liverpool nesta temporada

Já são 132 jogos na Premier League, com 30 gols marcados e ainda 28 assistências. Números que garantem a Philippe Coutinho a condição de maior artilheiro brasileiro na história da competição, deixando para trás a lenda do Middlesbrough, Juninho Paulista. Tudo isso com apenas 24 anos.

Neste sábado, na vitória do Liverpool sobre o Stoke, fora de casa, por 2 a 1, ele e Roberto Firmino garantiram a virada dos Reds. Enquanto o ex-jogador do Vasco da Gama aparece no topo da citada lista, seu companheiro de Liverpool já surge entre os cinco primeiros.

Veja os gols da vitória do Liverpool sobre o Stoke City por 2 a 1

Philippe Coutinho
30 gols, 132 jogos

Juninho Paulista
29 gols, 125 jogos

Oscar
21 gols, 131 jogos

Roberto Firmino
20 gols, 61 jogos

Willian
17 gols, 123 jogos

Gilberto Silva
17 gols, 170 jogos

Ramires
17 gols, 159 jogos

Robinho
14 gols, 41 jogos

Elano
14 gols, 62 jogos

Geovanni
14 gols, 79 jogos

A pouca história de jogadores brasileiros no futebol inglês é claramente percebida com essa lista. Se considerarmos o período pré-Premier League, Mirandinha, ex-Palmeiras, merece destaque. Nas temporadas 1987-88 e 88-89 disputou 54 jogos na primeira divisão inglesa e anotou 19 gols.

Os dois únicos atacantes que aparecem entre os dez primeiros são, justamente, quem têm melhor média de gols. Robinho fica em primeiro com 0.34, seguido por Firmino com 0.32 (e subindo). Em breve teremos, também, Gabriel Jesus no ranking - por enquanto três gols em quatro partidas.

De qualquer modo, o feito alcançado por Philippe Coutinho merece ser valorizado não apenas pela conquista individual, mas também pela oportunidade de reverenciar Juninho. Para quem não sabe, melhor jogador da Premier League na temporada 1996-97 jogando pelo rebaixado (com polêmica) Boro!

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