Schweinsteiger manteve a classe até na crítica a José Mourinho

Gustavo Hofman
Daniel Bartel/IconSportswire/GettyImages
Ex-ídolo do Bayern defende agora o Chicago Fire
Ex-ídolo do Bayern defende agora o Chicago Fire

Definitivamente não foi fácil. Imagine como é para um campeão do mundo ser tratado com desprezo por um treinador, que mal o conhece. Tudo isso depois de retonar de uma Eurocopa, onde foi titular pela Alemanha. Essa foi a situação vivida por Bastian Schweinsteiger no Manchester United.

Contratado por Louis van Gaal na temporada 2015-15, disputou 18 partidas na Premier League, 13 como titular, e sofreu com lesões. Na própria Euro, Schweinsteiger já tinha sofrido com a forma física e começou jogando apenas na eliminação diante da França. Com a chegada do treinador português em Old Trafford, o meia alemão passou a ser ignorado.

Realmente não estava no mesmo nível de 2014, quando foi o jogador mais importante da seleção alemã na conquista da Copa. No entanto, não merecia aquele tratamento, especialmente por algumas escolhas do próprio Mourinho nas escalações do United.

Mesmo assim, durante toda essa fase complicada na carreira, Bastian Schweinsteiger manteve a classe. Seguiu treinando forte, não foi na imprensa reclamar e jamais criou problemas no clube. Cansou-se em março e acertou a transferência para o Chicago Fire. No final de semana concedeu entrevista à ESPN e foi apertado a falar sobre Mourinho. Criticou, mas manteve a elegância nas palavras.

Schweinsteiger fala sobre passagem pelo Manchester United

Agora na MLS, aos poucos vai criando impacto no Chicago. Sua equipe está na briga por vaga nos playoffs da Conferência Leste, e tem condições de alcançá-la. O jogador de 32 anos tem atuado mais recuado, como um segundo homem de meio-campo e aparecido com destaque nas ações ofensivas do time.

Bastian na MLS

7 jogos
3 vitórias, 2 empates e 2 derrotas
2 gols e 2 assistências
12 finalizações
10 chances criadas
82.4% de passes certos

Além disso, ao lado da esposa Ana Ivanovic, consegue "aproveitar" bem mais a vida nos Estados Unidos, em uma cidade espetacular como Chicago.

Schweinsteiger aparece em jogo dos Cubs, canta com torcida e dá uma de jogador de beisebol

Em breve, David Beckham estará de volta à Major League Soccer

Gustavo Hofman
Getty
Beckham em recente evento do Unicef
Beckham em recente evento do Unicef

Em 11 de janeiro de 2007 David Beckham anunciou sua saída do Real Madrid ao final da temporada. A estrela da seleção inglesa, então com 31 anos, confirmou que se transferiria para a Major League Soccer, onde defenderia o Los Angeles Galaxy. Seis meses depois, sua chegada causou enorme impacto no futebol dos Estados Unidos.

Além de todo ganho esportivo e também financeiro à liga e ao clube, Beckham tinha um detalhe a mais em seu contrato. Ao parar de jogar, teria o direito de pagar apenas US$ 25 milhões por uma franquia da MLS em qualquer cidade do país, menos Nova York. Em fevereiro de 2014, após negociações com diversos empresários e a própria liga para encontrar um local adequado, o ex-jogador exerceu a opção de compra e definiu Miami como base.

Desde então o imbróglio tem sido grande. O grupo formado ganhou o nome de Miami Beckham United e passou a procurar terrenos para a construção de um estádio. Após adquirir uma área de seis acres no bairro Overtown por US$ 19 milhões, faltava ainda outra área de três acres para fechar de vez o negócio e derrubar quaisquer barreiras com a MLS para entrar na liga ainda em 2018. O desfecho dessa história está próximo do fim.

O terreno em questão pertence ao Condado de Miami-Dade, que adiou para o mês que vem a venda por US$ 9 milhões. Quer que Beckham e companhia levem, novamente, o tema para debate público. Dificilmente haverá novos empecilhos e, consequentemente, o novo time de Miami ganhará nome e sede.

A MLS já planeja para 2018 a entrada do Los Angeles Football Club, cujo proprietário é o empresário do ramo artístico Peter Guber, mas tem como investidores figuras bem conhecidas como Magic Johnson e Will Ferrell. A ideia da liga é ampliar dos 22 times atuais para 26 até 2020, com isso há margem para a entrada do Miami não necessariamente daqui um ano, como seus donos gostariam. Enquanto isso, outras cidades como San Antonio, St. Louis, Detroit, Charlotte, Indianápolis, Nashville, Phoenix e Cincinnati sonham com uma franquia que não custará menos que US$ 150 milhões.

"O futebol é enorme em todo planeta menos nos Estados Unidos e é onde quero fazer a diferença", afirmou em 2007 David Beckham. E ele fez.

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Eram 13 times naquele ano, com cerca de 250 jogadores contra mais de 600 atuais, incluindo ídolos como Kaká, Andrea Pirlo, Sebastian Giovinco, Giovani dos Santos e David Villa. A liga pagava para ser transmitida e atualmente tem contrato de US$ 720 milhões válido de 2015 a 2022. Na média de público saltou de 16.770 para 21.692 na temporada passada.

Além dos números, melhorou muito em qualidade e, principalmente, graças a Beckham, motivo principal para a criação da regra do jogador designado (Designated Player Rule). A medida foi a solução encontrada pela liga para pagar salários astronômicos a estrelas internacionais, sem deixar o teto salarial de lado.

Assim, em breve, teremos o retorno de David Beckham à Major League Soccer, mas como presidente de clube.

De piada ao título, o fim do jejum do Spartak Moscou no Campeonato Russo

Gustavo Hofman
É campeão! Spartak Moscou vence e volta a conquistar o Russo após 16 anos

Após o fim da União Soviética, simplesmente não havia rivais para o Spartak Moscou no novo Campeonato Russo. Entre 1992 e 2001 foram nove títulos, sequência quebrada apenas em 1995 pelo surpreendente Alania Vladikavkaz, do técnico Valery Gazzaev. Na sequência, com o ditado popular ao contrário, a tempestade veio depois da bonança.

Foram 16 anos de jejum na primeira divisão da Rússia. Período de seca, com diversas trocas de treinadores, muitas contratações feitas e somente decepções ao final das temporadas. Coube a um técnico italiano reescrever a história do clube.

Massimo Carrera chegou ao clube como assistente técnico de Dmitri Alenichev no início desta temporada. Após a eliminação do Spartak na terceira fase preliminar da Europa League para o AEK Larnaca, do Chipre, o treinador russo caiu e seu assistente técnico italiano assumiu o time. É a primeira experiência de Carrera como treinador principal, já que ele trabalhara até a chegada na Rússia como assistente de Antonio Conte na Juventus e na seleção italiana.

Spartak.com
Massimo Carrera foi campeão em seu primeiro clube como treinador principal
Massimo Carrera foi campeão em seu primeiro clube como treinador principal

De lá para cá, estabeleceu uma cultura vencedora no clube. Com todo pragmatismo tático que lhe é devido, Carrera organizou a defesa do Spartak e fez o ataque funcionar. Agiu bem no mercado de inverno, reforçou a equipe e conduziu o Spartak Moscou ao décimo título russo de sua história, conquistado neste final de semana com a vitória por 1 a 0 sobre o Tom Tomsk, aliada ao tropeço do Zenit diante do Terek Grozny por 1 a 0 faltando três rodadas. O triunfo se soma aos 12 soviéticos para totalizar 22 campeonatos nacionais.

"Ele foi jogador e trabalhou por muito tempo na Juventus. Tem uma filosofia de trabalho, preza muito a união do time, fala conosco para não fazermos grupinhos. Trabaho físico bem forte também, além, claro, de toda parte tática", explica Luiz Adriano, contratado justamente no início do ano. Ele, ao lado do experiente Aleksandr Samedov, foram os reforços que aumentaram a qualidade do elenco.

O atacante brasileiro teve adaptação muito fácil. Como fala russo por ter jogado no Shakhtar Donetsk, não sofreu com o cirílico. Além do mais, ele foi um pedido do próprio Carrera, já conhecedor das características do jogador que estava no Milan. "Aceitei por ser um desafio novo, um campeonato novo pra mim em um time tão importante". Até agora disputou cinco partidas e marcou dois gols.

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Jogadores do Spartak celebram no vestiário
Jogadores do Spartak celebram no vestiário

Para quem trabalha na cobertura diária do treinador italiano, suas virtudes são percebidas. "Ele é uma pessoa incrível. Acompanhei toda inter-temporada, ele é muito sério. Todos os treinamentos fechados, conversa pouco com a imprensa, mas trabalha muito. Todo mundo gosta dele no clube. Engraçado que há um ano era praticamente um desconhecido aqui", garante Grigory Telingater, jornalista do site Championat.com.

Em campo, o holandês Quincy Promes foi o grande destaque. Aos 25 anos, contratado ao Twente em 2014, vive o melhor momento da carreira e está extremamente valorizado. Tem 11 gols e é o vice-artilheiro do Russão. Há mais qualidade, porém, no time.

"O Zobnin, nosso camisa 47, é um jogador que sabe jogar com a bola, tem boa técnica e já é da seleção russa. Realmente me chamou a atenção, é um jogador completo, tem velocidade e marca muito bem também", conta Luiz Adriano. "Todos me receberam muito bem, isso foi o que mais me surpreendeu. Eu joguei com o Fernando no Shakhtar, e também enfrentei o Spartak em um torneio amistoso nessa época, então conhecia alguns jogadores", completa, citando o ex-volante do Grêmio - o terceiro brasileiro é o zagueiro Maurício, ex-Palmeiras.

Já fora de campo, além de Carrera, há outro personagem extremamente importante em toda essa história. Leonid Fedun comprou o Spartak Moscou em 2011 e trocou 11 vezes de treinador, até chegar no atual. Investiu grande parte da sua fortuna no clube, tanto em reforços como em melhorias na infra-estrutura. Nesse período construiu a Otkrytie Arena, que será palco de jogos na Copa das Confederações e Copa do Mundo.

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Leonid Fedun, bilionário e proprietário do Spartak Moscou
Leonid Fedun, bilionário e proprietário do Spartak Moscou

Fedun ocupa a 226a posição na lista de bilionários mundiais com US$ 6.3 bilhões. Ele é o maior acionista da Lukoil, uma das maiores empresas de petróleo do mundo, mas faltava a conquista no futebol. "Todos tiravam muito sarro do Leonid Fedun por não ter troféus, nada, nenhum. Virou piada. Ele fala muitos absurdos também, critica os jornalistas por elogiarem jovens jogadores, por achar que sempre rotulam novos Messis", conta Telingater.

Agora, a festa para valer ainda está para acontecer. Afinal de contas, a vitória sobre o Tom aconteceu no sábado e o título só veio no domingo, com a derrota do Zenit. "Estamos comemorando, mas ainda não teve a festa oficial. A comemoração var ser grande", garante Luiz Adriano.

Historicamente o Spartak Moscou sempre foi conhecido como o time mais popular da Rússia. A própria origem do clube está ligada aos sindicatos e, consequentemente, à classe trabalhadora. No entanto, algumas pesquisas recentes apontam o Zenit São Petersburgo com a maior torcida do país.

Polêmica popular à parte, o clube se prepara agora para jogar novamente a fase de grupos da Liga dos Campeões. Certamente reforços virão, e isso dependerá novamente dos investimentos de Leonid Fedun, que comparece a todos jogos em casa e tem o costume de ir ao vestiário no primeiro e no último jogo da temporada. Irá, pela primeira vez, com o título russo garantido e rindo por último.

United e Arsenal fora do Top 4? Análise da briga por vagas continentais na Premier League

Gustavo Hofman
Richard Heathcote/Getty Images
Arsène Wenger venceu neste domingo pela primeira vez José Mourinho em um jogo de Premier League
Arsène Wenger venceu neste domingo pela primeira vez José Mourinho em um jogo de Premier League

Com o Chelsea como virtual campeão inglês e o Tottenham praticamente garantido na segunda colocação, a disputa pelas vagas nas competições continentais segue forte entre cinco clubes.

Estamos próximos de um cenário inédito na Premier League e que não acontece na primeira divisão inglesa desde 1978-79: Manchester United e/ou Arsenal fora das quatro primeiras posições.

Pensando em Champions League, os únicos times que dependem apenas de si nessa briga são Liverpool e Manchester City, que se vencerem todas as partidas restantes irão a 76 e 78 pontos, respectivamente. O United pode chegar em no máximo 74, enquanto o Arsenal alcançará 75 com 100% de aproveitamento.

Liverpool - 70 pontos, 36 jogos
Jogos: West Ham (F) e Middlesbrough (C)

Manchester City - 69 pontos, 35 jogos
Leicester (C), West Brom (C) e Watford (F)

Manchester United - 65 pontos, 35 jogos
Tottenham (F), Southampton (F) e Crystal Palace (C)

Arsenal - 63 pontos, 34 jogos
Southampton (F), Stoke (F), Sunderland (C) e Everton (C)

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A irregularidade de todos, porém, mantém a disputa totalmente aberta e imprevisível.

Os Reds têm péssimo aproveitamento contra times da parte de baixo da tabela; Os Citizens somaram mais pontos fora do que dentro de casa; Os Red Devils olham para a Liga Europa como favoritos ao título e à consequente vaga nos playoffs ou na fase de grupos da Champions League; E os Gunners... Bem, os Gunners seguem sem saber o futuro.

Arsène Wenger ainda não se manifestou sobre a próxima temporada, quando não terá mais contrato. Já terminará pela primeira vez atrás do grande rival, Tottenham, e pode ficar de fora da Liga dos Campeões pela primeira vez também.

Na Inglaterra, os três primeiros colocados da Premier League garantem vaga na fase de grupos da principal competição europeia de clubes. O quarto na tabela vai para os playoffs da fase preliminar da Champions League, enquanto o quinto para a fase de grupos da Liga Europa. Campeões da FA Cup e da Copa da Liga também se garantem na fase de grupos e na terceira preliminar da Europa League, respectivamente.

No caso do Arsenal, a vaga na Liga Europa já está garantida no mínimo, porque se perder a decisão da Copa para o Chelsea, o lugar na fase de grupos pela FA Cup vai para o melhor colocado do campeonato nacional não classificado para torneios continentais.

Como o United também já se garantiu, porque venceu a Copa da Liga, mas não terminará abaixo da sexta colocação como o Arsenal, o sétimo (Everton atualmente, que não perderá essa posição) ganhará a vaga na terceira fase preliminar da Liga Europa. E logicamente os comandados de José Mourinho lutam pelo título da Europa League para garantirem vaga extra na Champions aos ingleses e uma a menos na Liga Europa (passaria a outro país e não ao oitavo colocado).

Se o vencedor da Champions League se classificar para a fase de grupos da próxima edição pelo campeonato nacional também, automaticamente o campeão da Europa League vai para a mesma fase. Caso isso não ocorra, entra nos playoffs da Liga dos Campeões. Real Madrid, Monaco e Juventus conseguirão isso, somente o Atlético de Madrid ainda oferece risco ao United.

Na prática, para ficar bem claro, onde podem chegar ou já chegaram os times ingleses nas competições continentais de 2017-18:

Chelsea - fase de grupos da Champions League

Tottenham - fase de grupos da Champions League

Liverpool
- fase de grupos ou playoffs da Champions League ou fase de grupos da Europa League

Manchester City
- fase de grupos ou playoffs da Champions League ou fase de grupos da Europa League

Manchester United
- fase de grupos ou playoffs da Champions League ou fase de grupos da Europa League

Arsenal
- fase de grupos ou playoffs da Champions League ou fase de grupos ou terceira preliminar da Europa League

Everton
- fase de grupos ou terceira preliminar da Europa League

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Nike, Adidas e Under Armour recusam talento do basquete universitário por causa do pai

Gustavo Hofman
LaMelo, Lonzo e LiAngelo: conheça os irmãos mais polêmicos e promissores do basquete universitário

Não há consenso sobre quem será a primeira escolha do próximo draft da NBA. Enquanto muitos apostam em Markelle Fultz, de Washington, outros colocam suas fichas em Lonzo Ball, de UCLA. De qualquer modo, ninguém questiona o talento dos dois e a certeza que estarão na liga profissional na próxima temporada como os dois maiores talentos saídos do basquete universitário em 2017.

Desde que o marketing esportivo surgiu efetivamente com Bo Jackson e Michael Jordan, jamais uma estrela do college basketball chegou na NBA sem contrato com uma marca de tênis. Pode acontecer agora com Lonzo Ball.

A habilidade do armador de UCLA é proporcional à capacidade que seu pai, LaVar, tem para criar polêmicas. A última envolve contatos com Nike, Adidas e Under Armour, que demonstraram interesse em patrocinar seu filho. Depois das conversas com Ball pai, todas empresas desistiram.

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UCLA, de Lonzo Ball, se despediu do torneio da NCAA nas oitavas de final
UCLA, de Lonzo Ball, se despediu do torneio da NCAA nas oitavas de final

"Dissemos desde o início, não estamos procurando um acordo de patrocínio. Estamos procurando um co-patrocinador, um verdadeiro parceiro, mas eles não estão prontos para isso porque não estão acostumados a esse modelo. Hey, a indústria do táxi não estava pronta para o Über também", afirmou LaVar em entrevista à ESPN nos Estados Unidos.

LaVar criou a marca Big Baller Brand, que veste Lonzo e seus dois irmãos - ainda no high school, já compromissados com UCLA e vistos como futuros jogadores da NBA também. Segundo fontes da ESPN, o pai propôs a Nike, Adidas e Under Armour nas negociações que comprassem sua empresa. Além disso, ele já desenhou o primeiro modelo que seria lançado para Lonzo.

"Imagine como seriam ricos Tiger (Woods), Kobe (Bryant), Serena (Williams), (Michael) Jordan e LeBron (James) se eles fizessem as próprias coisas. Ninguém jamais teve a própria marca antes de virar profissional. Nós temos, e eu tenho três filhos, então é muito mais valiosa", explicou. "Não vamos assinar com uma companhia e depois esperarmos por cinco ou seis anos por um tênis como o Paul George teve que esperar com a Nike".

A estratégia de LaVar, agora, é buscar esse parceiro no mercado chinês, ou mesmo empresas de outros segmentos. "Isso inclui o Facebook", garante! Aliás, negociação legítima, apesar de não concordar. Afinal, uma mega empresa do ramo é capaz de lidar melhor com o marketing esportivo do que alguém sem especialização no tema.

Todas as atitudes do patriarca da família Ball vêm gerando polêmicas nos Estados Unidos há alguns meses. Na semana passada, o consultor da Nike George Raveling, em entrevista ao jornal SportsBusiness, afirmou que LaVar é "a pior coisa que aconteceu no basquete nos últimos 100 anos". Recentemente LeBron James rebateu declarações dele sobre os filhos do camisa 23 dos Cavaliers. LaVar já disse, também, que Lonzo Ball é melhor do que Stephen Curry.

Getty/ESPN
LeBron James rebateu frase polêmica de LaVar Ball, pai da promessa Lonzo Ball
LeBron James rebateu frase polêmica de LaVar Ball, pai da promessa Lonzo Ball

Jogador de futebol americano na universidade, LaVar não foi escolhido no draft da liga, mas chegou a assinar contratos com New York Jets e Carolina Panthers para treinos somente. Jamais alcançou se sonho de realmente jogar na NFL. Agora, aparentemente, transforma sua decepção em pressão para os filhos, e essa forma de conduzir a carreira deles assusta.

Talvez seja apenas super proteção de um pai que quer o melhor para eles... Ou então uma pessoa gananciosa e egoísta que ignora aspectos emocionais e anímicos na vida de jovens atletas.

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