Por que Felipe Melo concedeu entrevista?

Gian Oddi

Gazeta Press
Felipe Melo parece ser refém de seu personagem: o Ousado
Felipe Melo parece ser refém de seu personagem: o Ousado

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Beirou o ridículo a entrevista coletiva concedida por Felipe Melo para falar sobre sua reintegração ao elenco do Palmeiras nesta segunda-feira.

A direção do clube via a coletiva como oportunidade para o jogador limpar sua barra com todos. Com a torcida, que em sua maior parte esqueceu a idolatria pelo volante após a divulgação do fatídico áudio em que Melo chamava o técnico Cuca de mau caráter, mas, sobretudo, com o próprio treinador.

Era, na visão da direção palmeirense, chance de uma manifestação pública com humildade, demonstrando arrependimento.

Felipe Melo garante que não se ofereceu a outros clubes e nega qualquer tipo de arrependimento

Mas não foi o que houve, e o tiro saiu pela culatra.

Em vez de tentar apaziguar a situação, Melo, uma espécie de refém de seu personagem ousado, procurou outro caminho.

Primeiro ao interromper o repórter para ressaltar que não havia pedido perdão a Cuca. Depois, ao dizer que, fosse ele uma “laranja podre”, o time teria “voado” a partir de sua saída, algo que acabou não ocorrendo.

Em que pese sua qualidade como jogador, a verdade é que, desde que chegou ao Palmeiras, Felipe Melo foi e segue sendo muito mais relevante e contundente nas entrevistas do que dentro de campo.

Gian Oddi: 'Por que conceder ao Felipe Melo a possibilidade de falar?'

Após a atrapalhada entrevista, sua tentativa de minimizar o que disse através do Twitter teve pouco efeito, até porque não é a primeira vez que ele o faz — basta lembrarmos do vazamento do áudio e a entrevista ao Linha de Passe horas depois.

Nesta segunda-feira, Felipe Melo foi, no melhor dos casos, pouco cuidadoso para quem sabia que sua entrevista era aguardada com enorme expectativa.

O “ativo do clube”, como ele mesmo se classificou em mais de uma oportunidade na fala de hoje, deve seguir sendo ativo apenas do ponto de vista contratual.

Cuca já não tinha muitos motivos para escalá-lo e certamente não passará a tê-los por causa da mais recente entrevista de seu mais polêmico jogador.

Felipe Melo diz que não pediu perdão ao Cuca diretamente, mas a todos do Palmeiras

Ou seja, a expectativa da direção, de que a entrevista servisse como oportunidade para o jogador tentar convencer o técnico de suas boas intenções, teve efeito contrário. E, convenhamos, ninguém poderá condenar Cuca por manter Felipe Melo fora do time.

Segue, assim, o trâmite protocolar e burocrático que, ninguém fala abertamente, mas está claro só ocorrer por conta de orientações jurídicas.

Afinal, a reintegração do jogador não ocorreu a pedido do técnico e, a julgar pela entrevista, também tem pouco a ver com a vontade do jogador de voltar a vestir a camisa do Palmeiras dentro de campo.

Com empurrão de PSG e Milan, mercado bate recorde; veja ranking de ligas mais gastonas (e surpreenda-se)

Getty
Graças ao PSG, de Neymar, Liga Francesa investiu 121% a mais que em 2016
Graças ao PSG, de Neymar, Liga Francesa investiu 121% a mais que em 2016

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Após o fechamento da última janela do mercado europeu, pela primeira vez na história do futebol as cifras das cinco principais ligas da Europa superaram a marca dos 4 bilhões de euros gastos em contratações.

O recorde de 3,9 bilhões do último verão europeu foi superado em mais de 20% segundo um levantamento minucioso realizado pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport — neste ano o montante chegou a mais de 4,7 bilhões gastos*.

É interessante notar, contudo, que embora a Premier League continue sendo com larga margem a competição onde os clubes mais gastam, seu crescimento foi modesto em relação à temporada passada — cerca de 7%, pulando de 1,65 bilhão para 1,76 bi.

Dirigente do Barcelona conta quando soube que Neymar iria para o PSG

A liga responsável pelo maior aumento, não só em valores proporcionais como absolutos, foi a francesa, evidentemente impulsionada pelo PSG. Na França, os gastos passaram de 372 milhões para 822 mi, um crescimento de 121%!

A Itália também passou a gastar consideravelmente mais, cerca de 47%, sobretudo por causa do Milan e seu investimento chinês. Aliás, além dos ingleses, os clubes italianos foram os únicos a gastar (pouco) mais de 1 bilhão de euros em jogadores.
 
Curiosamente, a liga alemã, não à toa a mais sustentável entre as cinco maiores da Europa, foi a única onde as despesas em contratações de jogadores sofreram queda em relação ao último mercado de verão na Europa: de 659 para 608 milhões de euros.   

Segundo dirigente do Barça, Liverpool pediu 200 milhões de euros para vender Coutinho

Já na Espanha, também pela pouca necessidade de investimento do milionário campeão europeu Real Madrid, o aumento do investimento dos clubes no mercado foi pequeno, algo em torno de 8%.

Confira abaixo as listas com os valores em euros investidos pelas ligas e principais clubes, e a relação dos jogadores que mais custaram no último mercado europeu:


Liga

Gastos 2017    Gastos 2016    Variação

1) Premier League (Reino Unido)    

1,76 bi1,65 bi+7%

2) Serie A (Itália)

1,03 bi707 mi+47%

3) Ligue 1 (França)

822 mi372 mi+121%

4) Bundesliga (Alemanha)

608 mi659 mi-8%

5) La Liga (Espanha)

553 mi512 mi+8%


Os 10 times que mais gastaram no mercado 
(milhões de euros)
1) PSG (França) - 383
2) Milan (Itália) - 228
3) Manchester City (Inglaterra) - 209,9
4) Chelsea (Inglaterra) - 204,5
5) Barcelona (Espanha) - 192
6) Manchester United (Inglaterra) - 161,8  
7) Everton (Inglaterra) - 158,6
8) Roma (Itália) - 148,2
9) Juventus (Itália) - 141,2
10) Liverpool (Inglaterra) - 140

Os 10 jogadores mais caros do último mercado (milhões de euros)
1) Neymar (PSG) - 222
2) Mbappé (PSG) - 145
3) Dembelé (Barcelona) - 105
4) Lukaku (Manchester United) - 83
5) Moarata (Chelsea) - 66,5
6) Mendy (Manchester City) - 57,5
   Lacazette (Arsenal) - 57,5
8) Walker (Manchester City) - 50
   Sigurdsson (Everton) - 50
10) Matic (Manchester United) - 44,5

* Diferenças em relação a outras listas similares ocorrem pela contabilização ou não de bônus previstos em contratos. Aqui as contas incluem valores que serão atingidos por metas meramente burocráticas feitas para burlar o Fair Play financeiro (por exemplo, já se considera como 145 milhões de euros o valor pago pelo PSG por Mbappé). 

Falta uma semana: 11 jogadores que podem fazer Mercado europeu bater recorde

Getty
Mbappé: saída do Monaco (por muito dinheiro, claro) é questão de tempo
Mbappé: saída do Monaco (por muito dinheiro, claro) é questão de tempo

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Falta uma semana para o encerramento da janela de mercado mais maluca dos últimos tempos na Europa. Depois que o PSG pagou 222 milhões de euros para tirar Neymar do Barcelona, depois que o Manchester City torrou cerca de 150 milhões de euros em três laterais, depois que o Milan se encheu de dinheiro chinês para sair às compras e voltar a ser forte, o futebol europeu está inflacionado. E muito.

O resultado é que, faltando 7 dias para o fim do mercado, parece iminente que tenhamos, ao final do dia 31 de agosto, um novo recorde de investimento em jogadores para uma janela do mercado europeu considerando as cinco principais ligas nacionais do continente. A maior marca é, ainda, a do último verão da Europa, quando foram gastos nada menos que 3,9 bilhões de euros em contratações.

Para que esta marca (sempre envolvendo exclusivamente as ligas de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França) seja superada faltam menos de 400 milhões de euros. Uma cifra que, considerando a iminência de contratações ainda grandes que devem ocorrer nesta reta final de mercado, tem chances enormes de ser superada.

Quais as tais contratações iminentes? São muitas, até porque, num mercado inflacionado, é normal que os clubes vendedores esperem até o último momento para liberar seus jogadores mais valiosos, esperando por eles as melhores ofertas. 

O blog selecionou 11 entre os tantos jogadores que podem (e em muitos casos, devem) movimentar estes últimos 7 dias de mercado. Aqueles com mais chances de mexer nas cifras acima de maneira realmente significativa.  

Kylian Mbappé (Monaco)
Atacante francês, 18 anos
Tratado como objetivo dos gigantes Barcelona e Real Madrid no início do mercado, hoje parece apenas questão de tempo para que seja anunciado como (outro) reforço do PSG de Neymar.

Ousmane Dembelé (Borussia Dortmund) 
Meia-atacante francês, 20 anos
Um dos principais objetivos do Barcelona desde o início do mercado, não tem jogado pelo Dortmund por vontade própria e é, ainda, uma alternativa para substituir Neymar.

Diego Costa (Chelsea) 
Atacante brasileiro, 28 anos
Dispensado por Antonio Conte no Chelsea, com quem ainda tem vínculo, quer voltar ao Atlético de Madri, que, contudo, só poderá contratar em janeiro. E até lá? O Milan chegou a ser tratado como alternativa.

Philippe Coutinho (Liverpool) 
Meia-atacante brasileiro, 25 anos
Principal alternativa para substituir Neymar, é mais um que não tem jogado enquanto o mercado não fecha. Ele quer o Barcelona, que se dispõe a pagar 140 milhões de euros, mas o Liverpool (ainda?) não libera.

Alexis Sanchez (Arsenal) 
Atacante chileno, 28 anos
Após interesse de Inter e Milan, é hoje objetivo do Manchester City, que jogará a Champions League, ao contrário do Arsenal. Sua saída já pareceu mais provável, mas certeza de permanência mesmo só após o dia 31.  

Fabinho (Monaco) 
Lateral e volante brasileiro, 23 anos
Já foi cotado para pelo menos uma dúzia de gigantes do futebol europeu. Hoje, o Arsenal, o Manchester United e, claro, o PSG parecem ser os clubes mais interessados em sua contratação.

Andrea Belotti (Torino) 
Atacante italiano, 23 anos
Já foi objetivo de Chelsea e Milan, mas os 100 milhões de euros exigidos pelo time de Turim dificultam o negócio. Hoje, buscando substituto para a iminente saída de Mbappé, o Monaco mira o italiano.

Jean Michel Seri (Nice) 
Meia marfinense, 26 anos
Alternativa bem mais modesta que Dembelé e Coutinho, a ida do jogador ao Barcelona chegou a ser dada como certa pela imprensa europeia. Seu empresário, porém, disse que (adivinhem?) o PSG atrapalhou o negócio.  

Julian Draxler (PSG)
Meia-atacante alemão, 23 anos
Comprando tanto, para correr menos riscos com o Fair Play financeiro, o PSG precisa vender. E o alemão é um jogador que interessa (ou já interessou) a muita gente: Liverpool, Arsenal, Internazionale, Bayern, Barcelona...

Patrik Shick (Sampdoria) 
Atacante tcheco, 21 anos  
A grande promessa tcheca chegou a acertar tudo com a Juventus, mas problemas médicos fizeram o negócio melar. Hoje, Roma e Internazionale, mas não só, estão tentando contratá-lo.

Thomas Lemar (Monaco)
Atacante francês, 21 anos
Mais um atacante francês, mais um atacante do Monaco, mais um suposto objetivo do PSG. Mas não só: o Arsenal também estaria interessado no jovem, sobretudo se Sanchez for mesmo embora.


O essencial do Italiano 2017-18: candidatos ao título, outros destaques, lista de brasileiros e probabilidades

ESPN
Estrelas do Campeonato Italiano 2017-18
Estrelas do Campeonato Italiano 2017-18

Times importantes mais fortes, e a equipe mais forte (um pouco) menos forte. Entendeu? Se não, leia de novo, porque a frase resume bem a expectativa para a temporada 2017-18 do Campeonato Italiano. Se esta expectativa for confirmada, e ao mesmo tempo for mantida a média de gols que fez com que o futebol da Itália tivesse (surpreendentemente) a maior marca entre as principais ligas europeias na última temporada, não há motivo para pessimismo em relação à competição que começa na tarde deste sábado, com os jogos de Juventus (13h) e de Napoli (15h30) ao vivo na ESPN Brasil

Interromper a série de seis conquistas seguidas da toda poderosa Juventus continua sendo missão duríssima, mas equipes como Napoli (principalmente), Milan, Roma, Inter e Lazio têm motivos para acreditar no feito — ok, em alguns destes casos, o termo sonhar talvez seja mais realista. Além disso, a ambição de atingir a Champions League da próxima temporada, com o aumento de três para quatro vagas destinadas aos clubes do país, será objetivo de mais times por boa parte do campeonato.  

Veja abaixo um resumo sobre as preparações e as formações dos principais times do Italiano 2017-18, alguns destaques entre as equipes menores, a lista com todos os (por enquanto*) 38 brasileiros que disputam o campeonato e as probabilidades de cada time segundo o FiveThyrtyEight, ferramenta da ESPN criada com esta finalidade.



  •  Juventus

A poderosa hexacampeã italiana até se reforçou bem do meio para frente com as boas contratações do volante Matuidi (PSG), do promissor meia Bernardeschi (Fiorentina) e do atacante brasileiro Douglas Costa (Bayern de Munique). Resta saber como fará para compensar em campo as saídas de Daniel Alves e, principalmente, do zagueiro e líder Leonardo Bonucci, duas peças essenciais do que era até então seu ponto mais forte: a sua quase intransponível defesa. Além disso, após ganhar de forma inédita seis títulos seguidos na Itália, cada vez mais a prioridade dos comandados de Massimiliano Allegri deve ser a Champions League. Manter o foco na briga pelo scudetto com a mesma intensidade, portanto, passa a ser um desafio. 

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  •  Roma

Apesar da chegada do badalado diretor esportivo espanhol Monchi, a vice-campeã não saiu fortalecida do mercado. O capitão Francesco Totti encerrou a carreira e virou dirigente, uma perda simbólica. Em campo, o zagueiro Rudiger (que foi para o Chelsea) e o atacante Salah (Liverpool) farão mais falta. Monchi fez de tudo para repor o último contratando Riyad Mahrez, do Leicester, mas 37 milhões de euros não bastaram. Chegaram nomes promissores como o lateral-direito holandês Karsdorsp e o meia-atacante turco Under, o zagueiro da seleção mexicana Hector Moreno, o experiente lateral Kolarov e dois franceses, o meia Gonalons e o atacante Defrel, que trabalhou com o (novo) técnico Di Francesco no Sassuolo nas últimas temporadas. Muitos nomes, mas poucas certezas. É esperar para ver.

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  •  Napoli 

A manutenção de todo o elenco do Napoli foi a grande notícia para seus torcedores. Afinal, pelo futebol que jogaram, nomes como o belga Dries Mertens e o italiano  Lorenzo Insigne foram cogitados por alguns gigantes do futebol europeu. Com um futebol vistoso e nada menos que 94 gols marcados no último campeonato, a equipe do (agora badalado) técnico Maurizio Sarri é provavelmente o principal desafiante da Juventus. O problema é que, apesar de mantido, como não chegaram reforços relevantes (o atacante Ounas, ex-Bordeaux, e o lateral Mario Rui, ex-Roma são as novidades), o elenco continua curto para conciliar a disputa do Italiano com a Champions League. Ou seja: a posição final na briga pelo scudetto pode depender de quanto o time avançará no torneio continental.

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  •  Milan

Bonucci, zagueiro da Juventus. Biglia, volante da Lazio. André Silva, atacante do Porto. Çalhanoglu, meia do Bayer Leverkusen. Conti, lateral da Atalanta, de onde também veio o volante Kessie. Musacchio, zagueiro do Villareal. Rodriguez, lateral do Wolfsburg. Borini, atacante do Sunderland. Kalinic, atacante da Fiorentina (falta oficializar). Os novos proprietários chineses do Milan mostraram por que chegaram, abriram a carteira e montaram uma equipe nova, com promessas e realidades, levando o clube a vender carnês para os jogos da temporada como não acontecia há mais de uma década. Embora no clube ninguém fale na conquista do scudetto já para esta temporada, a torcida está empolgada como há muito não esteve, e caberá ao jovem técnico Vincenzo Montella mostrar que toda esta empolgação faz sentido.

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  •  Internazionale 

Embora com uma política mais austera do que a do arquirrival, a Inter também se reforçou: o meia Borja Valero (Fiorentina), os laterais Cancelo (Valencia) e Dalbert (brasileiro do Nice), o volante Vecino (Fiorentina), o zagueiro Skriniar (Sampdoria) e a volta do atacante Jovetic são as principais novidades em campo. Mas a maior esperança para evoluir está no banco, com a chegada do técnico Luciano Spalletti, cujo trabalho na pré-temporada empolgou a torcida a ponto de a estreia contra a Fiorentina já ter vendido mais de 40 mil ingressos - marca que a Inter não tinha para um jogo em agosto desde os tempos de José Mourinho. Em relação aos principais rivais, o time tem a vantagem de não participar de nenhuma copa europeia, podendo assim se concentrar totalmente no Italiano.

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  •  Lazio

Embora o título da Supercopa da Itália contra a Juventus, obtida após emocionante vitória por 3 a 2, tenha empolgado a torcida e quebrado um longo jejum contra a hexacampeã italiana, brigar pelo scudetto parece um objetivo distante da realidade.  Até porque, em relação ao time que foi 5º colocado no último Italiano, as mudanças foram poucas: Lucas Leiva chegou do Liverpool como maior contratação da temporada, mas seu objetivo é repor a saída de Biglia para o Milan. Keita não deve mesmo permanecer, e portanto as esperanças de gols ficam depositadas na boa dupla formada pelo brasileiro Felipe Anderson e pelo atacante da seleção italiana Ciro Immobile. Hoje, brigar por uma das quatro vagas na Champions parece ser uma meta mais realista para o time de Simone Inzaghi.

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OUTROS DESTAQUES (com um olhar brasileiro)

Após o surpreendente 4º lugar no ano passado, a Atalanta de Giampiero Gasperini, apesar de perdas importantes, busca afirmação com a manutenção da estrela argentina Papu Gomez e reforços como o brasileiro João Schmidt, ex-São Paulo. O Torino desponta como primeira força após os favoritos, não só porque conseguiu manter o cobiçadíssimo Belotti, mas por ter se reforçado com nomes como o goleiro Sirigu, o ex-zagueiro são-paulino Lyanco (que começou bem) e o volante Rincon, da Juventus. Já a Fiorentina, agora com o técnico Pioli, ex-Inter, viu uma debandada no elenco, mas aposta no ex-palmeirense Vitor Hugo para acertar sua zaga e no atacante Giovanni 'Cholito' Simeone, filho do técnico do Atlético de Madri, para formar o ataque de outro filho com "grife", o jovem Chiesa. No Genoa, a curiosidade ficará por conta do desempenho do argentino Centurión, ex-São Paulo, que poderá formar dupla com outro argentino, Maxi Lopez (negócio ainda não fechado). Outra dupla de ataque interessante do torneio será Pazzini e Cerci no Verona, que também contratou o zagueiro/lateral uruguaio Cáceres. No já não mais surpreendente Sassuolo, o cobiçado Berardi seguirá como estrela por outro ano. No Bologna, a contratação do argentino Palácio, após tantos anos de Inter, é a que chama mais atenção. A Udinese terá uma dupla de zaga toda brasileira, formada por Danilo e Samir


38 BRASILEIROS 

Entre os 20 times que disputarão o Campeonato Italiano 2017-18, apenas quatro não contam com nenhum brasileiro em seu elenco. São eles o novato Benevento, Crotone, Chievo e Genoa. Entre as demais equipes, a Roma é a mais brasileira da Itália, com seis jogadores, seguida por Napoli, Lazio, Udinese e Cagliari (quatro cada um). Saiba quem são eles*: 

Atalanta
Rafael Tolói (zagueiro), João Schmidt (volante)

 Bologna
Angelo da Costa (goleiro)

Cagliari
Rafael (goleiro), João Pedro (meia), Diego Farias (atacante)

Fiorentina
Vitor Hugo (zagueiro)

Internazionale
Miranda (zagueiro), Dalbert (lateral-esquerdo), Gabriel (atacante)

Juventus
Alex Sandro (lateral-esquerdo), Douglas Costa (atacante)

Lazio
Maurício (zagueiro), Wallace (zagueiro), Lucas Leiva (volante), Felipe Anderson (meia-atacante)

Milan
Gabriel (goleiro)

Napoli
Rafael (goleiro), Allan (volante), Jorginho (volante), Leandrinho (atacante)

Roma
Alisson (goleiro), Juan Jesus (zagueiro), Leandro Castan (zagueiro), Bruno Peres (lateral-direito), Emerson Palmieri (lateral-esquerdo), Gerson (meia)

Sampdoria
Dodô (ala/lateral-esquerdo)

Sassuolo
Rogério (lateral-esquerdo)

Spal
Felipe (zagueiro)

Torino
Lyanco (zagueiro), Danilo Avelar (lateral-esquerdo)

Udinese
Danilo (zagueiro), Samir (zagueiro), Ewandro (atacante), Ryder Matos (atacante)

Verona
Nicolas (goleiro), Daniel Bessa (meia)


PROBABILIDADES
A expectativa e as chances de cada equipe de acordo com este blog é possível compreender nos textos acima sobre cada um dos seis favoritos. Se quiser, você pode conferir também quais as probabilidades de cada time segundo os dados e estatísticas da ferramenta FiveThirtyEight, criada pela ESPN com esta finalidade. Um breve resumo da ordenação dos favoritos está na imagem abaixo. Mas, se quiser mais detalhes, clique aqui para acessar o FiveThirtyEight.

reprodução
Probabilidade para o título Italiano segundo o Five Thirty Eight
Probabilidade para o título Italiano segundo o Five Thirty Eight

* até o dia 31 de agosto os times e a lista de brasileiros podem e devem sofrer alterações. O blog será atualizado com as novas informações.

Na Inglaterra, brasileiros (quase) só jogam em candidatos ao título. Saiba por que e quem são todos eles

Gian Oddi
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Gabriel Jesus: um dos principais brasileiros da Premier League 2017-18
Gabriel Jesus: um dos principais brasileiros da Premier League 2017-18

Começa nesta sexta-feira a temporada 2017-18 da Premier League, o mais rico e disputado campeonato nacional do planeta.

Quando o assunto é número de brasileiros, porém, o Campeonato Inglês fica bem abaixo de outras ligas da Europa, como Espanha, Itália, Portugal e França. Nesta edição são, por enquanto*, apenas 13 os brasileiros que iniciam a competição (e alguns com poucas perspectivas de jogar).

É compreensível: na Inglaterra, jogadores de fora da comunidade europeia precisam preencher certos pré-requisitos que atestem sua importância ou capacidade (como passagem por seleções, por exemplo) para poder jogar a liga nacional. São, portanto, jogadores mais caros.

Estes critérios técnicos nem sempre são seguidos com rigor, pois existe um comitê para avaliar caso a caso a intenção de contratação de estrangeiros dos clubes britânicos. Assim, muitas vezes acabam por ser subjetivas as razões que dão “aval” para contratações de estrangeiros no país.

De qualquer forma, o método funciona. Tanto é que os brasileiros estão quase que exclusivamente nos times mais ricos, os candidatos ao título (a exceção é o modesto Watford, do goleiro Gomes e do recém-contratado atacante Richarlison, ex-Fluminense).

Das 20 equipes que disputam a competição, nada menos que 15 delas não contam com brasileiro algum. São elas: Arsenal, Bornemouth, Brighton, Burnley, Crystal Palace, Everton, Huddersfield, Leicester, Newcastle, Southampton, Stoke City, Swansea, Tottenham, West Bromwich e West Ham.

Os cinco quatro times que têm brasileiros, além do já citado Watford, são todos gigantes, com ambições grandes no campeonato. Veja como estão distribuídos os 16 brasileiros* do Campeonato Inglês entre estas equipes, que têm o Chelsea e o City como times que mais apostam em jogadores nascidos por aqui:

ARSENAL
Gabriel Paulista (zagueiro) 

CHELSEA
David Luiz (zagueiro), Willian (meia), Wallace (lateral), Nathan (meia), Kenedy (meia)

LIVERPOOL
Phillipe Coutinho (meia), Roberto Firmino (atacante), Allan (meia)

MANCHESTER CITY
Ederson (goleiro), Danilo (lateral), Fernandinho (volante), Gabriel Jesus (atacante)

MANCHESTER UNITED
Andreas Pereira (meia)

WATFORD
Gomes (goleiro), Richarlison (atacante)  

* Até o dia 31 de agosto, quando fecha o mercado europeu, mudanças podem e devem ocorrer (Coutinho pode sair, Kenedy deve ser emprestado...). O blog será atualizado conforme o andamento dos negócios.

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