Franceses apostam que Fla vai ceder e fazer parceria por Maracanã. Clube reage: 'Demoramos muito para reconstruir nossa imagem'

Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
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Ministério Público pede ressarcimento por irregularidades em obras do Maracanã; Gabriela Moreira atualiza as informações
Flamengo diz que só tem uma forma de atuar no Maracanã, se houver licitação. 

A concessão do Maracanã está a poucos passos de ser vendida para o grupo francês Lagardère e, consequentemente, ficar sem jogos do Flamengo. Com a desistência anunciada nesta quinta-feira do grupo encabeçado pela GL Events e que tinha o rubro-negro como parceiro, o estádio fecha as portas para o clube. É o que garante o presidente Eduardo Bandeira de Mello. "Não há qualquer chance de fazemos negócio com eles", disse o dirigente. A empresa reagiu dizendo que o clube não vai encontrar condições melhores no mercado e, internamente, aposta no futuro, lembrando que Bandeira não será presidente pela vida inteira do clube.

Apesar de serem, agora, os únicos interessados na compra da concessão, a Lagardère ainda terá dificuldades em negociar com a Odebrecht. A proposta do grupo é financeiramente ruim, na avaliação da concessionária. Os valores não são divulgados, mas apuração do Blog mostra que o valor ofertado pelos franceses é de cerca de R$ 30 milhões, metade do que foi divulgado durante as negociações. Alheio ao estádio de penúria do estádio que a cada dia se desvaloriza e perde interessados, o Governo do Rio prefere não se manifestar. Procurado, afirma que trata-se de uma negociação privada.

Segundo o Flamengo, o clube já notificou formalmente que não fará negócio com a Lagardère. Uma carta foi enviada pelo rubro-negro para a empresa tanto no Brasil, quanto na França, afirma Bandeira.

"Essa notificação foi enviada há quase um ano. Eles estão cansados de saber que não negociamos com eles. O Flamengo levou muito tempo para reconstruir a sua imagem e sua credibilidade. A empresa e seus parceiros não comungam dos mesmos valores e princípios que nós", disse o presidente, que só vê um caminho para seguir interessado no Maracanã: a licitação. 

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A Lagardère prefere não se manifestar oficialmente, mas acredita que possa fazer o clube ceder. Se não nesta gestão, em mandatos futuros. A empresa se considera vítima das suspeitas de corrupção na licitação do estádio, que acabou com a Odebrecht vencedora, em 2013. Para a companhia, que ficou em segundo lugar na concorrência (só havia dois grupos concorrentes), a possível anulação da concessão _ caso as investigações da Lava-Jato comprovem os crimes _ irá beneficiá-la.

Gastos de R$ 100 milhões

As fragilidades jurídicas da venda da concessão foram alguns dos motivos que fizeram a GL Events desistir de continuar na disputa. Além disso, segundo a empresa, a negativa da Odebrecht em aceitar negociar o reequilíbrio financeiro do negócio antes da venda e com a aprovação dos órgãos de fiscalização como Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público, foram fundamentais para a desistência:

"Queríamos negociar em duas etapas. Primeiro que se fizesse o reequilíbrio financeiro e o submetesse aos órgãos de controle. Resolveríamos o primeiro problema. Se aprovado, teríamos segurança para continuar (no processo de compra da concessão", disse o presidente da GL Events, Arthur Repsold.

Segundo o executivo, de acordo com estudos técnicos feitos pela empresa, o gasto com o estádio, entre investimentos e custos, nos dois primeiros anos seria entre R$ 80 e R$ 100 milhões. Parte deste montante seria usado na readequação da operação.

Repsold diz que não vê possibilidade de o Maracanã ser viável sem o Flamengo. Além do rubro-negro, a empresa estava em negociação com o Fluminense, único clube que tem contrato com o estádio.

"Não chegamos a avançar num acordo com o Fluminense, mas estávamos dispostos a encontrar um novo modelo com eles. Eles sabem que o atual (contrato) também é ruim para eles. Como está, eles ficam com o estádio vazio em todo o meio e somente com torcida atrás dos gols", disse o executivo.

A empresa não pretende buscar outros estádios no Brasil e lamenta não ter podido continuar na disputa pelo Maracanã.

"Tivemos uma relação muito boa, clara, séria e transparente com o Flamengo. Lamentamos não dar continuidade", afirmou, continuando, em outro momento da entrevista, sobre a possibilidade de continuar interessada em gerir estádios no Brasil:

"O Maracanã tem um diferencial muito grande. Se o Maracanã não for viável, não sei qual estádio seria. É muito complicado (gestão de estádio), pelo fator do valor do ticket, pelas gratuidades, pelo Estatuto do Torcedor que impõe uma série de medidas e custos. Acreditamos na viabilidade, mas com os clubes inseridos no processo".

A Odebrecht disse que não vai comentar as afirmações da GL Events a respeito da negativa de negociar a venda em duas etapas, primeiro acertando o reequilíbrio financeiro e aprovando com TCE e MP, para depois acertar a venda.

A GL Events tinha como parceiras na disputa, além do Flamengo, a CSM e a Amsterdam Arenas. 

Luxemburgo disse 'não' ao Vasco por convite de voltar à China

Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Luxemburgo disse 'não' ao Vasco por convite de voltar à China

O motivo de Vanderlei Luxemburgo ter recusado a proposta do Vasco não foi pelas condições de trabalho oferecidas pelos cruzmaltinos. O treinador está com passagens emitidas para voltar à China nesta quarta-feira. Ele vai almoçar com o presidente do antigo time Tianjin Quanjian, Shu Yuhui, e assistir à primeira partida da equipe em casa, no dia 1. O convite foi feito pelo próprio dirigente, há cerca de 15 dias, com todas as formalidades comuns ao país: convite feito por email, em documento timbrado do time, com jantares e hospedagem por conta do cartola.

Treinado pelo italiano Fábio Canavarro, o time ainda não venceu na temporada. Agora na primeira divisão do chinês, o Tiajin perdeu a primeira por 2 a 0 para o Guangzhou R&F e empatou em 1 a 1 com o Shanghai Shenhua, em jogo que Alexandre Pato perdeu um pênalti. No sábado que vem, fará a primeira partida em casa, à qual o presidente quer que Luxemburgo assista.

A equipe que trabalha com o treinador ficou surpresa com o convite. Na temporada passada, embora avaliassem que o brasileiro fazia um bom trabalho, os chineses o demitiram após desentendimentos com pessoas que trabalhavam no clube. Luxemburgo afirmou à época que estava sendo alvo de um boicote por parte de membros do time que teriam chegado até a convencer alguns jogadores chineses a perder para forçar a saída do técnico.

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De acordo com pessoas que trabalham com a equipe, ouvidas pelo Blog, o trabalho de Luxemburgo foi bem avaliado pelos dirigentes chineses. Mas, dessa vez, se o pedido for para que ele volte a comandar o time, ele não poderá levar tantas pessoas para trabalhar lá, como fez da última vez, quando chegou a ter dez brasileiros no clube. Dos jogadores que o treinador levou, apenas Geuvânio permanece. Jadson e Luís Fabiano voltaram este ano.

A transação de Pato chamou a atenção pelas altas cifras envolvidas, numa valorização fora do normal. O brasileiro saiu do Corinthians para o Villareal por R$ 10 milhões (3 milhões de euros) e em menos de um ano foi negociado por R$ 60 milhões (18 milhões de euros) com os chineses. Além dele, Canavarro levou o belga Witsel e o também brasileiro, ex-Santos, Júnior Moraes.

Luxemburgo passou seis meses no Tianjin, em 2016, ganhando cerca de R$ 24 milhões em salário, ou 1 milhão de euros por mês. Além disso, em seu contrato havia multa prevista de R$ 40 milhões (10 milhões de euros), caso não terminasse a temporada, o que aconteceu. 

*Nota do Blog: Vanderlei Luxemburgo entrou em contato com a reportagem incomodado com a informação de que ele teria dito "não" ao Vasco. O treinador garante que nenhuma pessoa ligada ao clube entrou em contato com ele ou fez qualquer proposta para que assumisse a equipe. O Blog tem confiança de que um emissário do cruzmaltino procurou representante do treinador sondando a possibilidade de contratação e que esta pessoa contou da viagem à China e o convite não foi adiante. Diante disso, o Blog concorda que o termo "recusou proposta" foi usado equivocadamente, mas tem confiança de que o interesse do Vasco existiu e que uma pessoa que responde pelo treinador foi procurada, mesmo que inicialmente, sem que o contato tenha resultado em convite formal.  

Longe de acabar, caso Victor Ramos agora chama a atenção até da OAB-RS

Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Mistérios e trocas de acusações ainda rondam a transferência de Victor Ramos para o Vitória e movimentam os bastidores da Justiça Desportiva. A peleja que parece estar longe do fim, chamou a atenção até da OAB do Rio Grande do Sul. No entanto, um ponto ainda não explicado, definitivamente, é porque Reynaldo Buzzoni, diretor de registros da CBF, protocolou em cartório uma série de emails nos quais as suas afirmações acabam por referendar a argumentação do próprio Internacional: de que a transferência não podia ser nacional.  

Pois é exatamente o que dizem os tão alardeados emails apresentados em cartório pela CBF. Nos documentos, que a entidade diz serem verdadeiros, o diretor deixa claro e cristalino que o departamento de registros tinha ciência de que a transferência do atleta deveria tramitar pelo México. 

"Se for fazer um novo empréstimo o clube do México tem que pedir o retorno", disse por escrito Buzzoni ao representante do clube baiano que o consultava sobre os trâmites necessários para a contratação do atleta.

O posicionamento é reforçado pelo próprio, diante de um novo questionamento do clube:

"Não, eles terão de fazer um pedido de retorno do empréstimo".

FERNANDO DANTAS/Gazeta Press
Victor Ramos Vitoria Santos Campeonato Brasilero 17/11/2016
Victor Ramos é o pivo da briga que envolve Inter, Vitória e CBF 

Em entrevistas à imprensa, Buzzoni não explica essa questão. Não deixa claro porque o futebol brasileiro não segue os procedimentos que deveriam ser seguidos e porque não exigiu que fosse seguido no caso de Victor Ramos.

"Não é irregular. Isso acontece inúmeras vezes. Não tem fundamento nenhum. Se a Fifa abrir procedimento vai abrir contra o México por não ter feito o pedido.", disse o diretor à imprensa ao ser questionado em novembro passado.

Pedidos no STJD

De lá para cá, nada se avançou para que se tente corrigir o problema. O Internacional entrou com pedidos de investigação do diretor ao STJD. O órgão não atendeu, sob a alegação de que o caso já foi investigado no passado, quando do acontecimento dos fatos, e nada ficou provado. Segundo os colorados, a conduta de Buzzoni não foi investigada à época. O julgamento teria sido do caso e não da conduta.

OAB pede para participar das investigações

No fim de fevereiro, a Comissão de Prerrogativas da OAB do Rio Grande do Sul ingressou com pedido de acompanhamento da investigação movida pelo STJD contra o Internacional, sob a acusação de falsificação de documentos. A suspeita é que o Tribunal esteja violando os direitos dos advogados, uma vez que os representantes do Inter estão impedidos de acessar as peças da investigação. O pedido da OAB ainda não foi analisado pelo Tribunal.

Auditor indicado pela CBF

O auditor sorteado para instaurar a investigação contra o Inter é Mauro Marcelo de Lima e Silva. O Inter pediu a suspeição do auditor, por ele ter sido indicado para o Tribunal pela CBF, beneficiada diretamente pela decisão que tomar o auditor. O STJD não acatou a argumentação, afirmando que a indicação não inviabiliza a atuação isenta de seus membros.

Mauro Marcelo é delegado de polícia e entrou para a Justiça Desportiva pelas mãos de Marco Polo Del Nero. Foi presidente do TJD, de São Paulo, quando Del Nero era presidente da Federação Paulista de Futebol.

O Blog tentou contato com o auditor, mas ele disse que só vai se manifestar após a conclusão do inquérito.

Até quando? 

Quanto à CBF, não é a primeira vez, pelo caminhar das negativas de investigação na Justiça Desportiva, não será a última, que o departamento de registros provoca imensa energia de clubes pelo Brasil. Um inquérito, inclusive, está aberto na Polícia Civil do Rio para investigar a conduta dos responsáveis pelo setor. Será que é tão difícil atentar para prazos e procedimentos?  Será que tanta tecnologia precisa continuar sendo tão vulnerável a erros como os que se tem visto nos últimos anos em campeonatos no Brasil? 

Bola na Área: Botafogo começa a pagar 'presente' de R$ 1,5 milhão dado a campeão brasileiro há 22 anos

Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Presente alvinegro

*Às sextas-feiras, o Blog publica um formato diferente, o Bola Na Área, uma coluna de notas curtas.

Clube de maior dívida do país, mais de R$ 730 milhões, até o ano passado, o Botafogo ainda convive com passivos de gestões bem antigas. Uma das explicações para tamanho rombo financeiro, as desastradas escolhas de presidentes passados ainda batem na porta do alvinegro. E fazem barulho. Como uma conta que o clube vem pagando desde novembro: prestações de um apartamento comprado pelo clube para o ex-jogador Beto, o meia, também conhecido como Beto Cachaça e campeão brasileiro com o clube em 1995. O custo da dívida passa de R$ 1,5 milhão.

Desde que foi condenado, o clube já pagou cerca de R$ 600 mil. A ação foi movida pela empresa que era dona da propriedade, Martinelli Construtora, que lutava para receber o pagamento desde 2002. Por decisão da Justiça, o alvinegro chegou a ter renda de jogos penhoradas, além de receitas de televisão, junto à Ferj. De acordo com o processo, que corre na 45ª Vara Cível, o apartamento foi comprado em 1995, quando o presidente do clube era Carlos Augusto Montenegro.

Segundo o jogador, a propriedade foi recebida em troca de salários atrasados. 

"Eles me deviam salário e, no acordo, eles me pagaram com o apartamento", explicou Beto ao Blog.

O imóvel, uma cobertura no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio, foi negociado à época por cerca de R$ 676 mil. O negócio se deu entre o Botafogo e a construtora, mas o clube nunca teria pago uma parcela sequer. A conta uma hora chega, sempre chega.

Maurício Serpa
Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo
Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo

Dono é atual presidente da Ferj

A saber, o dono da Martinelli Construtora, que agora recebe do Botafogo, é José Luiz Martinelli, presidente interino da Federação de Futebol do Rio, a Ferj. Ele ocupa a vaga de Rubens Lopes, que se ausentou do cargo por motivos médicos.

Á época do negócio, ele era próximo da gestão de Montenegro, da qual chegou a fazer parte. Não recebeu da gestão do amigo, mas está recebendo com juros e correção, de Carlos Eduardo Pereira.

A saber 2

O presidente interino da Ferj que, além de ser dono de uma construtora, ocupou outro cargo nas estruturas de poder carioca: em 2015, quando era vice de Rubens Lopes, ganhou um cargo comissionado no Tribunal de Contas do Estado (TCE), na Coordenadoria de Prevenção a Incêndios. Durante cinco meses, recebeu pouco mais de R$ 13 mil bruto pela função.

Ao sair, deixou a vaga para o filho, Anderson Martinelli. A decisão de contratar a família Martinelli veio do conselheiro Domingos Brazão, sócio do grupo num posto de gasolina, o "Auto Posto Giromanilha".

O dono do apartamento que foi dado pelo Botafogo a Beto, Martinelli, também foi o responsável pela suntuosa reforma da sede da Federação.

As relações foram reveladas pelo Blog à época das nomeações, nesta nota.

Sem salário

O atleta olímpico de Tiro com Arco, maior revelação brasileira na modalidade, Marcus Vinícius D'Almeida, de 19 anos, está sem salário desde o fim da Olimpíada no Rio. Tanto Comitê Olímpico Brasileiro (COB), quanto a Confederação Brasileira de Tiro com Arco, deixaram de contribuir com os pagamentos. Eram cerca de R$ 5 mil mensais, que não entram mais na conta do jovem arqueiro.

Desde o fim dos Jogos, Marcus Vinícius perdeu três patrocínios privados, mas ainda mantém dois, que têm sido suficiente para que ele siga treinando.

Além de não ter mais apoio do dirigentes esportivos, Marcus Vinícius perdeu toda a comissão técnica que lhe dava apoio.

"O pior foi ter ficado sem técnico e sem a equipe multidisciplinar. Isso é que tem prejudicado bastante", conta o atleta, que acaba de bater mais um recorde brasileiro em competição na Europa.

Troféu, recorde brasileiro indoor e mais; Marcus Vinícius comenta experiência na Europa

No último fim de semana, o arqueiro ficou em primeiro lugar na seletiva para as duas próximas etapas da Copa do Mundo, que serão realizadas na Turquia e nos Estados Unidos, em junho.

 

Fluminense quer modelo do Flamengo para jogar no Maracanã, mas pagando menos por aluguel

Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Tiago Leme/ESPN
Torcedores do Flu fizeram mosaico nas arquibancadas
Fluminense é o único clube com contrato vigente com o Maracanã. Condiçõe são favoráveis aos tricolores 

Único clube com contrato válido para jogar no Maracanã, o Fluminense começou esta semana a negociar com a Odebrecht para voltar a atuar no estádio. Para isso, teria algumas mudanças na forma de uso, prevista no acordo. A operação seria idêntica a que o Flamengo usou nas últimas partidas, mas pagando um aluguel muito menor: de R$ 100 mil, além de uma taxa de administração. O clube avalia a possibilidade, mas somente para jogos em que tiver certeza de casa cheia. 

Em troca, os tricolores ficariam com todas as rendas possíveis: bilheteria, bares, lanchonetes e patrocínio durante o jogo. Mas a operação seria feita e custeada pelo Fluminense. Os dirigentes estão avaliando esta proposta. Ela é diferente do que eles têm direito por contrato. Nele, a Odebrecht custeia toda a operação, sem que o clube gaste nada, sequer aluguel. E ambos dividem as receitas de bilheteria, com o Flu ficando com a renda dos setores Norte e Sul, enquanto a concessionária fica com os valores arrecadados em camarotes e arquibancadas centrais. 

O rubro-negro alugou o estádio na primeira partida da Libertadores, contra o San Lorenzo, pagando mais de R$ 1,3 milhões para o uso. O valor foi usado para pagar as contas de luz em atraso. Nesta semana, Botafogo e Vasco também tentaram negociar para fazer o clássico no estádio e a concessionária cobrou a mesma quantia, o que fez a dupla desistir. 

Ação na Justiça

Em paralelo, o departamento jurídico do clube acena com a possibilidade de acionar a empresa na Justiça, para fazer valer o contrato, vigente ainda por 33 anos. Em matéria publicada nesta quinta-feira, o Blog do Rodrigo Mattos calcula que o clube pode pedir R$ 340 milhões caso o estádio não abra as portas. Há quem diga, também, que uma ação na Justiça pode acabar não sendo tão favorável ao clube, pois há a possibilidade de se entender em juízo que o contrato é tão desfavorável à concessionária que inviabiliza o seu cumprimento.

Quando da assinatura, na gestão de Peter Siemsen, as negociações tiveram participação decisiva do então secretário de desenvolvimento econômico de Sérgio Cabral, Júlio Bueno. Atualmente, o filho dele, Diogo Bueno, é o atual vice de finanças do clube e tem dito nos bastidores que fará de tudo para manter de pé o acordo em prol das Laranjeiras.

 

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