Fernando Meligeni

Fernando Meligeni

Ex-tenista, chegou ao 25º lugar no ranking, foi semifinalista em Roland Garros e derrotou Pete Sampras. Hoje, é comentarista de tênis da ESPN

Entrando de Fininho: Meligeni recebe o 'maluco' triatleta Igor Amorelli

ESPN.com.br

No 'Entrando de Fininho' desta semana, Fernando Meligeni recebe o triatleta Igor Amorelli, que conta um pouco sob

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Entrando de Fininho: Meligeni recebe o 'maluco' tri-atleta Igor Amorelli

re seus treinos e fala de sua vida.

Consistência e força mental! A boa estreia do cansado Bellucci em Roland Garros

Fernando Meligeni

Depois de vencer um torneio não é nada fácil jogar uma primeira rodada de um Grand Slam. A diferença de país, clima, quadra, e bolinhas pode complicar a vida do jogador. Quando falamos de Thomaz a preocupação é ainda maior.

Ele sempre teve dificuldade nas estreias, e cansado o problema poderia ser maior, mas o brasileiro jogou sólido, forte mentalmente. Ele mostrou que a boa fase é firme e que tudo que passou pode ter ajudado muito neste momento bem legal que vive.

Hoje, venceu em três sets sem dar muitas chances para um errático australiano. Se não precisou fazer muito - mérito de sua consistência - seu adversário errou muito e mostrou pouca força no saibro. Mas o importante mesmo era sair da quadra o mais rápido possível.

Na segunda rodada, uma pedreira. Pegar o Nishikori é um belo desafio e ao mesmo tempo um jogo muito perigoso. Mas dessa partida falarei mais pra frente.

Boa Thomaz. Legal te ver tão firme!

Recebo o 'desesperado' humorista Gustavo Mendes no Entrando de Fininho. Vejam!

ESPN.com.br

O humorista Gustavo Mendes encontra o ídolo, Fernando Meligeni, e participa do 'Entrando de Fininho'.

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Entrando de Fininho: Meligeni recebe o 'desesperado' humorista Gustavo Mendes

O que esperar de Nadal, Federer, Djokovic, Murray e Bellucci em Roland Garros

Fernando Meligeni, blogueiro do ESPN.com.br
Getty Images
Rafael Nadal não está na sua melhor fase
Rafael Nadal não está na sua melhor fase

Tentar prever resultados nunca foi meu forte. O momento, a chave, os problemas que não ficamos sabendo, sempre são detalhes que não podemos prever e, com isso, ter mais sorte na análise. Mesmo assim, vou tentar deixar aqui o que espero de cada um dos tops.

Nadal. O todo poderoso do saibro e de Roland Garros deixou seus fãs de cabelos em pé e, provavelmente, está em seu momento de menor confiança.

A favor tem sua história no torneio. Sempre que voltamos aos torneios que vencemos, a confiança aumenta e seus adversários respeitam mais. Em jogos longos (5 sets), ele normalmente fica mais duro e muitas vezes encontra saídas.

Contra. Ele vem jogando mal e curto. Sua bola não machuca e alguns jogadores que antes não conseguiam jogar com ele hoje se atrevem a acreditar na vitória. Fisicamente dá sinais de desgaste e, por incrível que pareça, vem deixando a desejar nas horas importantes.

Federer. Ele sempre é um favorito. Sua classe, habilidade e genialidade o colocam entre um dos mais fortes, mas suas oscilações são perigosas.

A favor tem o respeito que todos sentem, e ele está sentindo muito a bola na raquete. Dependendo da velocidade da quadra (se não chover em Paris ajuda) ele pode acreditar.

Contra ele tem sua oscilação e o lado físico. Hoje ele demonstra que não consegue ser 100% por muito tempo. Isso em 5 sets é muito perigoso.

Djokovic é o grande favorito. Chega em Paris como nunca chegou. Só o título serve pra ele. Ser vice é uma derrota acachapante.

A favor é o respeito e seu nível bem acima dos adversários. Hoje ele só perde para ele mesmo. Não tem jogador no circuito que o vença se ele jogar seu melhor.

Contra: só a ansiedade ou uma final contra o Nadal. Ele pode sentir a pressão de ter que vencer o espanhol 'em sua casa'.

Murray. Ele corre por fora e, pela primeira vez, pode estar acreditando um pouco em seu tênis no saibro. Não acredito que ele esteja preparado para vencer, mas hoje já tem o direito de sonhar.

A favor tem a confiança de ter vencido um master 1000 no saibro. Isso vai ajudar nas horas importantes ou difíceis.

Contra. Ser firme e sólido no saibro em jogos longos e sofridos. Ganhar torneio em 5 sets é bem diferente do que ganhar Madri.

Bellucci. Volta a jogar bem no melhor momento do ano. Os resultados em Madri e Roma não foram espetaculares, mas com certeza dão uma boa confiança.

A favor. O momento e saber que já ganhou rodadas lá. Pode jogar solto e vem atuando de forma mais inteligente nos últimos torneios.

Contra. Sua instabilidade em 5 sets. Precisa encontrar uma linha serena, inteligente e firme para ganhar de caras bons em Paris.

Os detalhes que separaram Bellucci de vencer Djokovic

Fernando Meligeni, blogueiro do ESPN.com.br

Posso ser até repetitivo ao querer falar de Thomaz Bellucci e sua grande apresentação ontem contra Novak Djokovic. Posso até ter sido um pouco exagerado ao dizer que eu acreditava na vitória. Posso... Mas ao ver o jogo, mais uma vez, ficou claro como joga tênis bem o brasileiro.

Quando fiz meu post e o coloquei nas redes sociais, recebi uma enxurrada de mensagens desaforadas e engraçadinhas. "Ele vai ganhar um game?", "O Djoko está com dengue?", "Você só pode estar brincando", "O Thomaz só faz alguns pontos" e mais um monte de coisa triste de ler. Quando terminou o primeiro set, 7-5, alguns elogiavam, outros não acreditavam no que estavam vendo.

Este blog é um espaço sério e posso errar muitas vezes, mas tenham a certeza que escrevo com muita coerência, respeito e sem sensacionalismo. Ontem, mais uma vez, ficou claro para quem viu o jogo o quanto o Bellucci joga bem tênis. É verdade que ele não tem carisma, que não acredita 100% no seu jogo e que irrita com algumas atitudes, mas ninguém pode criticar seu jogo e sua bela apresentação ontem.

Contra ele, havia um Djoko muito confiante, que, mesmo perdendo um primeiro set longo e duro, não baixou a intensidade e teve a inteligência de mudar um pouco e variar as bolas contra um sólido brasileiro. Faltou mais uma vez ao Thomaz parar de declarar que perdeu chances, que o jogo poderia ter ido pro lado dele e ter feito isso acontecer. Faltou mostrar ao Djoko que, ontem, ele iria perder. Isso é uma crítica? Não. Apenas um detalhe que, se ele conseguir colocar no seu jogo, o céu é o limite. À distância entre perder nos detalhes e ganhar, não está no tênis. Está na cabeça.

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