Estou de volta

Fernando Meligeni, blogueiro do ESPN.com.br

Depois de férias deliciosas onde pude descansar, pensar em novas ideias e estratégias, estou voltando as atividades.

Espero um 2017 animado e com muito trabalho. Já de cara tenho o Australian Open que é um dos torneios mais legais para comentar (pelo nível de tênis, não pelo horário) e mais ingrato de jogar (pelo menos para mim)

Eventos já estão aparecendo e com certeza mais um ano animado viajando o Brasil levando alegria, informação, dicas e às vezes bom tênis. É verdade. Já estou com 45 anos com corpinho de...deixa pra lá. Prometi pra mim que neste ano vou estar em forma e rosto para grandes desafios nas quadras. Calma, mas se quiser me desafiar vai ter que estar treinado. Vou passar por cima. Hahaha.

Vou continuar firme divulgando meu livro que fiz com tanto carinho e acredito que é um livro cheio de boas dicas para quem gosta de jogar tênis. O "6/0: Dicas do Fino" está chegando ao seu um ano com mais de 8.000 cópias vendidas e com força para muito mais.

No circuito espero muita emoção. Murray e Djokovic vão trazer uma rivalidade muito interessante. Fico aqui pensando se o Nadal e o Federer vão conseguir se reinventar para chegar perto dos dois nos grandes eventos. Sempre esperamos novas caras ganhando grandes torneios. Será que chegou a hora do Kyrgios? Thiem? Zverev? Dimitrov? Não sei. Acho que em um dos quatro Grand Slam vai ter uma zebra.

Bom, muitas dúvidas. A única certeza é que estaremos juntos aqui no blog, no face, nos lives, Twitter e onde eu conseguir trazer informação e boas histórias.

Que venha 2017!

 

Ouro na Rio 2016 pela seleção de vôlei, Éder Carbonera é convidado do 'Entrando de Fininho'

ESPN.com.br
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Entrando de Fininho: Fernando Meligeni recebe Éder Carbonera, central da seleção brasileira de vôlei

Éder Carbonera é central da seleção brasileira de vôlei e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro junto com o time comandado por Bernardinho. Carbonera participa do 'Entrando de Fininho' e encara Fernando Meligeni.

Minha lista de desejos para o Bom Velhinho

Fernando Meligeni, blogueiro do ESPN.com.br
Getty
Papai Noel

Fui andando em direção ao querido velhinho pensando nos meus pedidos de Natal. Este ano queria sair do clássico, do normal.

Ao me sentar, me senti feliz. Ele nos traz muita paz, esperança e uma credibilidade única.

Sua voz doce e direta me pergunta. Você sabe o que gostaria de receber do Papai Noel?

Fiquei por um momento na dúvida se devia. Em tempos de tanta coisa ruim, o Bom Velhinho tinha muito trabalho com as crianças e seus presentes. Eu ali, na sua frente, querendo que ele fizesse quase um milagre. Não me intimidei e pedi para ele ter atenção, que os presentes seriam difíceis e ou quase impossíveis. Mas que queria, pelo menos, tentar.

Ele com toda a sua calma me disse: “Pode pedir. Farei meu melhor.”

1 - Quero que nossos meninos sejam mais bem treinados, com uma estrutura muito melhor que temos hoje. Queria ver um projeto sério com a preocupação de formar tenistas que entendam o que é tênis, treino, trabalho, tática e estratégia.

2 - Quero ver nosso tênis unido. Não precisamos ser amigos. Não precisamos passar o Natal na casa do outro, mas todos ou quase todos dando um pouco de tempo e esforço pelo fim maior que é o tênis. Nunca mais escutar a frase “DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?“

3 - Queria ver as pessoas que entendem de tênis, que amam o esporte e fizeram coisas importantes sendo escutadas, reconhecidas, respeitadas e não esquecidas e tratadas como pessoas que nada tem para ajudar.

4 - Queria ver a união entre técnicos. Troca de informação, treinos entre academias e clubes. Ajuda mútua. Um abrindo espaço para o outro.

5 - Queria ver nosso esporte fora dos noticiários de MP, PF, escândalos, ações, brigas, desunião, diz que diz. Simplesmente trabalhando com seriedade e sendo 110% correto.

6 - Mudança no estatuto e votação de clubes, tenistas, técnicos, preparadores físicos e todos que fazem o tênis. Acabar de uma vez com presidente vota em presidente. Já se mostrou que essa fórmula não dá certo. Ah, e acabar com votação na calada da noite para não dar tempo para a oposição.

7 - Mais engajamentos dos nossos melhores tenistas com a molecada, com a galera que está chegando. Treinar, dar conselhos, jogar duplas com eles, dar bronca, levar para torneios... Fazer o papel de ídolo e de 1,2,3 ou 4 do país.

8 - Ter pessoas mais atuantes no nosso esporte. Pessoas que vivam apenas disso. Vivam para o tênis, sejam abertas e sejam cabeça aberta. Pessoas competentes.

9 - Que o Centro de Tênis do Rio vire algo produtivo. Um centro de excelência com tudo que o tênis merece. Ótimos treinadores, melhores preparadores físicos, nutricionistas, psicólogos, tenistas de todas as idades treinando com um time multidisciplinar. O centro de treinamento do Brasil.

10 - Que o tênis volte a sorrir. Que o tênis continue a educar. Que o tênis encante, ensine e leve esperança aos jovens, adultos e todos que gostem deste maravilhoso esporte.

Ao terminar meus pedidos, o Bom Velhinho me olhou com carinho e disse: “Querido, o que você quer não é o bem do tênis. Você quer o bem da humanidade. O que você pediu é o mínimo que temos e podemos esperar. Menos que isso não é aceitável. Você não está errado. Eu não vou conseguir te ajudar, mas tenho certeza que cada um que ler estas linhas pode fazer isso.”

Feliz Natal. Que 2017 nos traga mais felicidade e caminhos abertos.

Volto a escrever no ano que vem, ou se alguma coisa muito importante acontecer.

Paraglider acrobático, Rafael Goberna é convidado do 'Entrando de Fininho'

ESPN.com.br
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Entrando de Fininho: Fernando Meligeni recebe Rafael Goberna, paraglider acrobático

O convidado do "Entrando de Fininho" desta semana é Rafael Goberna, que faz parte da nova geração de pilotos de acrobacia. Desde os 15 anos ele acompanha o circuito e está entre os melhores do mundo nas últimas duas temporadas. Goberna foi o primeiro brasileiro a realizar a manobra de Infinity Tumbling.

Dez fatos que marcaram o mundo do tênis em 2016

Fernando Meligeni, blogueiro do ESPN.com.br

1. Andy Murray virou número 1 do mundo. Merecido, mas pouco esperado. Jogou demais e teve um final de temporada incrível;

Getty
Andy Murray conquistou o ATP Finals e fechou 2016 como número 1 do mundo
Andy Murray conquistou o ATP Finals e fechou 2016 como número 1 do mundo

2. Angelique Kerber alcançou o topo do ranking mundial. Pensar em alguma jogadora tirando o reinado da Serena Williams antes que ela decidisse parar era algo impossível até a alemã vencer o Australian Open;

Getty Images
Angelique Kerber destronou Serena Williams do topo do ranking do tênis
Angelique Kerber destronou Serena Williams do topo do ranking do tênis

3. Olimpíada no Brasil. O evento foi incrível, o tênis foi protagonista, as instalações ficaram lindas e os jogos foram excelentes. Infelizmente, o evento acabou e nada se decidiu ainda. Tem tudo para virar um elefante branco, e mais uma vez temos a nítida sensação que o pós-evento é uma vergonha no Brasil. Triste, mas várias vezes foi alertado que não tínhamos uma política para depois dos Jogos;

4. Dois títulos de Grand Slam para Bruno Soares. Ele venceu Australian Open e US Open nas duplas masculinas e chegou a ser o segundo melhor duplista do mundo. Bruno e Jamie Murray terminaram como a dupla número 1 do mundo juntos;

Getty
Jamie Murray e Bruno Soares com a taça do US Open
Jamie Murray e Bruno Soares com a taça do US Open

5. Aparição de Thiago Monteiro. Começou no Rio com a espetacular vitória sobre Jo-Wilfried Tsonga, jogou bem o Brasil Open e foi consistente durante todo o ano. Se firmou entre os 100 do mundo e trouxe boas alegrias ao tênis brasileiro. Menino dedicado, focado e humilde. Bom demais para o circuito;

Divulgação
Thiago Monteiro conquistou o título do Challenger de Aix-en-Provence
Thiago Monteiro conquistou o título do Challenger de Aix-en-Provence em 2016

6. Queda de Teliana Pereira. Como aconteceu com a maioria dos tenistas depois de um ano espetacular e ganhando dois títulos grandes, Teliana teve um ano muito complicado e de muitas derrotas. É hora de treinar, voltar a acreditar e entender que vida de tenista é assim mesmo. Se ganha, se perde, alegrias e tristezas. O mais importante é manter a calma e o foco. Teliana vai voltar a jogar seu melhor tênis;

Getty
Teliana Pereira jogou também o simples e as duplas femininas
Teliana Pereira durante partida dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

7. Eleição para presidente da CBT. Finalmente o atual presidente, que prometeu ficar um mandato e se eternizou por três, está deixando o poder. Fez coisas boas, arrumou a entidade que, quando entrou, estava em grandes dívidas, conseguiu um bom patrocinador e outras boas ações. Não podemos tirar suas qualidades e conquistas, mas certamente sua gestão também ficou marcada por seu péssimo relacionamento com jogadores, sua maneira autoritária e declarações ruins contra patrocinadores, ex-atletas ou simplesmente pessoas que não concordavam com suas ideias. Perdeu a chance de unir o tênis. Quando entrou, tinha todos ao seu lado. Foi perdendo aliados e ficou marcado pela frase que falou para mim e outras tantas pessoas: "De que lado você está?". Deixa a confederação com a maioria agradecendo sua saída e torcendo para que o próximo tenha a lucidez de falar com todos, entender que a entidade é do tênis, que não existe este ou aquele lado, que os grandes nomes precisam participar. Não existe tênis sem Guga, Acioly, Jaime, Meligeni, Saretta, Mello, Alves, Koch, Menezes, Larri, Medrado, Dada, Teliana, Bellucci, promotoras, patrocinadores. O esporte é maior que a pessoa. A união é fundamental e a porta tem que ser aberta pelo presidente;

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'É um passo pra trás'; Meligeni lamenta perda do patrocínio dos Correios à CBT

8. Maiores nomes do tênis no Brasil. Graças ao Rio Open e à Olimpíada, tivemos a nata do tênis por aqui. Quando iríamos imaginar ver de perto Djokovic, Murray, Nadal, Serena, Kerber, Vênus, Delpo, entre outros;

9. Argentina campeã da Copa Davis. Que imagem linda. Um país que ama o esporte e várias vezes chegou perto. Ganhou e emocionou. Por três dias, a rivalidade boba foi esquecida e se torceu pelos hermanos. Se torceu pela garra, pela luta e pelo amor à camisa;

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Del Potro exalta torcida na conquista histórica da Copa Davis: 'Essa paixão nos torna diferente de todos'

10. O protagonista. Por tudo que lutou e por mostrar a todos o quanto queria jogar tênis, Juan Martín del Potro merece ser a personalidade mais incrível do ano no tênis. Emocionou a todos e mostrou que, quando temos um ideal e fazemos com amor, tudo é possível.

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Del Potro conseguiu uma vitória épica sobre Marin Cilic no domingo
Del Potro conseguiu duas vitórias na decisão e ajudou Argentina a levar a Davis

Feliz 2016. Que o ano de 2017 venha com grandes emoções.

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