Fernando Meligeni

Fernando Meligeni

Ex-tenista, chegou ao 25º lugar no ranking, foi semifinalista em Roland Garros e derrotou Pete Sampras. Hoje, é comentarista de tênis da ESPN

Análise dos primeiros dias de Wimbledon

ESPN.com.br

Tenho estado um pouco ausente no blog. O dia a dia está corrido com as transmissões e o Pelas Quadras.

Falando nos jogos, as primeiras rodadas dos tops estão indo bem e tranquilas. Neste momento que escrevo o Nadal está sofrendo um pouco com o Brown, mas Djokovic, Federer e Murray até agora mostraram que estão voando.

Hoje fiz o jogo do Federer e fiquei impressionado com sua concentração, precisão e como aproveitou as suas chances. Em um jogo duro e perigoso venceu o Querrey em 3 sets sem dramas.

Djokovic ganhou seus dois jogos sem problemas também e mostra que esqueceu Roland Garros e já se foca para vencer na grama outra vez.

O britânico Murray mostrou que é dos maiores favoritos e pode repetir seu título. É verdade que está atrás do Djokovic mas pode surpreender.

Nas meninas mais uma vez Serena, Sharapova e Kvitova são as favoritas em Wimbledon.
Se você ainda não assistiu o torneio na ESPN está perdendo. Estamos em dois canais e tratando o torneio com muito respeito e carinho

Nos vemos amanhã e também todos os dias no Pelas Quadras às 20h

Entrando de Fininho: Meligeni recebe o humorista e 'ótimo tenista', Oscar Filho

ESPN.com.br

No Entrando de Fininho dessa semana, Fernando Meligeni recebe o humorista, diretor e apresentador, Oscar Filho. Irreverente, Oscar brinca com a formação de ator, fala sobre a vida após deixar o programa CQC, e relembra caso quando 'apanhou' do cineasta Hector Babenco.

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Entrando de Fininho: Meligeni recebe o humorista e 'ótimo tenista', Oscar Filho

Os dois 'Brasis'. Feliz dia do atleta olímpico

Fernando Meligeni, blogueiro do ESPN.com.br

Definitivamente existem dois "Brasis" dentro do nosso Brasil no esporte.

Quando somos crianças e sonhamos em ser atletas não medimos esforços, não pensamos em reconhecimento, não temos certeza de nada. Queremos ser atletas. Queremos entrar na quadra ou campo ou onde for e vencer.

Com o tempo as dificuldades aparecem e apenas os que conseguem alternativas ou são loucos o suficiente para quebrar (dinheiro) nossa família que continuam o sonho. Ser atleta no Brasil é 99% emoção e 1 % razão. Porque se pensamos um pouco esse prejuizo não vale a pena. Ser atleta no Brasil é ganhar na loteria e não ganhar o prêmio.

Ter conseguido furar essa dificuldade e não ter tido nenhum apoio me dá a liberdade, direito e tranquilidade de falar o que falo com propriedade e firmeza. Não foi fácil e graças aos meus queridos pais consegui virar um atleta olímpico e profissional. Virei, representei e...

Hoje no dia do atleta olímpico percebo o quanto nosso país é cego no esporte, mentiroso ao público em geral e mais que isso. Quanto o ser atleta, ter sido um ou não é exatamente a mesma coisa.

Temos dois países no esporte. Um é o país do povo que te abraça na rua, torceu por você, chorou tua derrota, perdeu a voz quando você mereceu e é 100% grato ou te critica por você não ter se dedicado mais. Hoje em dia até faz vaquinha para você continuar seu sonho.

O outro é país do esporte que nunca te ajudou, nunca fez nada por você, bateu na tuas costas em cada vitória, te deu as costas quando você perdeu, te obrigou a ir pra Brasília abraçar pessoas que você nunca admirou ou acreditou e pior que isso. Sempre te mostrou que você é descartável. Acha que dando uma placa mequetrefe está fazendo o seu papel. Que ao você deixar o esporte não pode ajudar o esporte que você tanto levantou.

Quem sabe um dia nossos heróis olímpicos vão ganhar mais do que um post do ministério do esporte, um tweet do COB ou nem uma ligação da sua própria confederação. O esquecimento é um dos defeitos mais vergonhosos no Brasil.

Ser atleta no Brasil é amar o país de verdade. Senão não tem como se dedicar tanto.

Parabéns atletas heróis. Falo muito do que muitos de vocês gostariam de vomitar, mas vão ter problemas com uma declaração dessa.

Feliz dia do esporte e que venha o ano que vem e mais um post ou foto linda no instagram falando que somos "os caras".

Entrando de Fininho: Meligeni recebe o veterano jogador de vôlei Marcelinho, prata nas Olimpíadas de Sidney

ESPN.com.br

Ex-levantador da seleção brasileira de vôlei, Marcelinho é o convidado do Entrando de Fininho desta terça-feira. Veja como o medalhista de prata nas Olimpíadas de Sidney em 2000 se saiu no Paredão do Fininho!

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Meligeni recebe o veterano jogador de vôlei Marcelinho, prata nas Olimpíadas de Sidney

Os quatro grandes se preparam para Wimbledon de maneiras bem diferentes

Fernando Meligeni, blogueiro do ESPN.com.br

Não é nenhuma surpresa tenistas terem diferentes estratégias quando se preparam para um jogo importante, um treino ou um campeonato. A beleza do nosso esporte está em encontrar as armas dentro de nós para ter um bom desempenho e estar pronto para as dificuldades. Sinceramente não importa muito a maneira, importa sim o resultado final.

Federer, Nadal, Djokovic e Murray são bem diferentes. Acho quase impossível compará-los. Dentro e fora das quadras eles vão por caminhos únicos, mas se temos que achar um lado parecido é que mentalmente são fortes e seguros. Sabem o que fazem.

Se preparar para o terceiro Grand Slam da temporada é sem dúvida nenhuma o maior dos desafios. Como o tenista pouco ou nada joga durante o ano em quadras de grama, quanto mais se joga nela mais você se adapta. Isso para um tenista normal é obrigação. Mas para eles não é exatamente assim. Aí que vemos grandes diferenças entre eles.

Dos quatro o que mais me impressiona é o Djokovic. Ele não costuma jogar nas duas semanas anteriores e prefere jogar um torneio exibição em Londres dias antes do torneio. Sem a pressão e os holofotes ele faz sua preparação com bastante tempo na quadra treinando e nada competindo. Na visão dos especialistas isso é um perigo. Para ele ( já mostrou com resultados) a opção mais acertada

Andy Murray gosta de jogar em Queens onde já venceu várias vezes inclusive este ano. Joga uma semana, se prepara bem a semana anterior com treinos e quer mais uma vez vencer em casa ( se é que ele tem casa. Ahaha). Mais uma vez chega cheio de moral.

Federer conhece muito bem seu corpo. Por isso vem repetindo sua tática e mais uma vez foi e venceu Halle. Se prepara uma semana, joga na outra e descansa na anterior do Slam. Perfeita escolha para ele e seu físico.

Nadal que tem um estilo que precisa mais de timing da quadra escolheu jogar duas semanas e descansar na anterior. Gosto bastante dessa tática quando falamos de caras que jogam muito com as pernas e coração. Nadal não é e nunca foi especialista na quadra, mesmo tendo sido campeão ele precisa que tudo ande certo para que possa desenvolver seu jogo e estratégia. Por isso precisa de tempo em quadra e faz sua preparação com maestria.

Falado isso vem a pergunta. Quem fez a melhor ou mais inteligente preparação?

Mais uma vez os quatro grandes dão um show de estratégia e mostram que muito mais que jogadores são profissionais e sabe, exatamente o que precisam para jogar seu melhor tênis.

Favoritos? Ah, isso vou falar mais pra frente.

 

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