A autenticidade de Vanderlei Luxemburgo é também sua autodefesa

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br

Carlos Ezequiel Vannoni/Gazeta Press
Treinador vê no Sport a oportunidade de dar a volta por cima na carreira
Treinador vê no Sport a oportunidade de dar a volta por cima na carreira

As duras palavras de Vanderlei Luxemburgo, após a goleada sofrida contra o Grêmio, foram o assunto do fim de semana no futebol brasileiro. O técnico do Sport foi enfático ao dizer que o grupo não tem se esforçado o bastante nas últimas partidas do Campeonato Brasileiro, dando a entender que alguns atletas não estão comprometidos com o clube. Uma entrevista coletiva corajosa, e que mostrou que Luxa está muito bem respaldado.

Normalmente, quando um técnico de futebol expõe o grupo publicamente, a tendência é que o comando seja trocado. Quase nenhum dirigente gosta de bater de frente com um elenco de 30 jogadores, e a solução mais cômoda é contratar outro treinador. Além disso, os jogadores se sentem “traídos” pelo comandante, o que resulta em declínio técnico intencional e, consequentemente, na queda do comandante.

Luxemburgo, ao que parece, utilizou de sua experiência no futebol para antecipar um cenário negativo. O treinador está cansado de ser rotulado como um profissional em decadência, e sabe que não pode dar mais uma brecha para as críticas. Quando foi aos microfones para expor seu ponto de vista sobre o desempenho do Sport no Brasileirão, sabia que precisava se isentar da maior parte da culpa. Quando diz que os jogadores precisam ter mais comprometimento, inibe a possibilidade do time fazer “corpo mole” para derrubá-lo – uma indolência em campo seria facilmente detectada pelo torcedor, que acharia o verdadeiro culpado. Nenhum passo de Vanderlei foi aleatório.

Luxemburgo se diz envergonhado com goleada sofrida e detona 'jogadores que tiveram atuação pífia' no Sport

Neste caso específico, parece que a diretoria ficou do lado de Luxa. Alexandre Faria, executivo de futebol do Sport, defendeu o técnico e afirmou que o time viveu o seu melhor momento nas mãos do “pofexô”. No entanto, os cartolas terão que ter um pulso que jamais tiveram na temporada, buscando dissolver os pequenos grupos formados dentro do elenco. Luxemburgo, ao dizer que só vai trabalhar com ele “os jogadores que vão sofrer e se doar 100%”, deu também um recado às referências técnicas da equipe, como Rithely e Diego Souza. Criou uma zona de atrito na Ilha do Retiro e espera vencer a queda de braço com o apoio da direção.

É inegável que Vanderlei Luxemburgo tem a sua parcela de culpa na má fase do Sport. Na coletiva, ele se isenta dos resultados e, em momento nenhum, se coloca como parte da vergonha - talvez temendo mais um fracasso na carreira. Porém, ao fazer uma cobrança pública aos atletas, escancara a necessidade de um maior nível de profissionalismo e comprometimento nos grandes clubes do Nordeste. Muitos atletas se sentem maiores que as instituições e, por muitas vezes, se acham donos delas. Acreditam que qualquer clube que esteja fora dos grandes centros é menor que a sua carreira no futebol. O rubro-negro pernambucano tem a grande oportunidade de fazer seus profissionais entenderem quem é o gigante desta história.


Os ecos de Itaquera: do ‘bairrismo’ ao desabafo, méritos do Vitória... e do Corinthians

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br

Gazeta Press
Vitória, de Vagner Mancini, impôs primeira derrota do Corinthians na Série A
Vitória, de Vagner Mancini, impôs primeira derrota do Corinthians na Série A

Ao final do jogo entre Corinthians e Vitória, quando o time baiano derrubou uma invencibilidade de 34 jogos da equipe paulista, a grande discussão ficou em torno da coletiva de Vagner Mancini.  O técnico retrucou os argumentos de um jornalista que, ao tentar justificar o resultado, usou como argumento uma hipotética atuação ruim do time de Fábio Carille, se apegando aos números de posse de bola e finalizações. Mancini classificou como “bairrista” a postura do repórter e defendeu a igualdade de tratamento entre as equipes que não fazem parte do eixo Rio-São Paulo.

A discussão sobre bairrismo na imprensa esportiva é antiga. Muitos profissionais, talvez por conta da disparidade financeira entre os clubes do Sudeste e o restante dos times do país, acreditam que o resultado de uma partida, obrigatoriamente, precisa ser favorável ao mais rico. É inadmissível Corinthians e Flamengo perderem para o Vitória em suas casas, ainda mais quando o adversário está na zona de rebaixamento. O futebol, para muitos, segue a receita do basquete ou do automobilismo, certamente: é quase certo que quem tem mais investimento sairá vencedor de um confronto.

A arte de defender o que é seu também distorce fatos do jogo. Normalmente, é mais fácil apontar os erros do perdedor do que as virtudes do vencedor – e, por muitas vezes, ambos tiveram mais virtudes que defeitos. Essa defesa provoca fissuras nas relações entre as regiões do país, ao ponto de nordestinos, por exemplo, não aceitarem que seus conterrâneos elogiem ou até torçam por clubes de outra região, justamente por certa prepotência existente fora do Nordeste.

Vagner Mancini questiona números e discute com repórter em coletiva após vitória sobre o Corinthians

Ah! Sábado, em Itaquera, tivemos um jogo.

A estratégia do Vitória foi tentar deixar o Corinthians desconfortável em seu próprio campo. E como fazer isso? Dar a bola ao time de Carille. Os alvinegros, acostumados com um jogo reativo e rápida troca de passes, ficou com a posse da bola durante 65% do confronto. Além disso, Mancini negou todos os espaços possíveis ao time paulista, impedindo as fatais infiltrações dos meias na área defendida pelo goleiro Fernando Miguel. Uma estratégia arriscada, mas que deu certo. Num contra-ataque, o Vitória garantiu o resultado que queria.

A derrota em Itaquera não significa que o Corinthians jogou mal. Futebol também é um confronto de estratégias, e a rubro-negra foi mais eficiente. Não há demérito algum em perder uma partida em que seu adversário apresentou um plano de jogo quase perfeito. O time de Fábio Carille impôs ao Vitória o desafio de se superar técnica e taticamente – não foi o Corinthians que diminuiu o seu nível, e sim a equipe de Vagner Mancini que buscou, em 90 minutos, chegar ao nível alvinegro.

O desabafo do técnico do Vitória expõe novamente um bairrismo exagerado, mas também toca numa ferida aberta há um bom tempo na imprensa esportiva: precisamos evoluir nas análises, assim como o futebol evolui dentro e fora de campo. Conclusões superficiais, cheia de chavões, parciais, de cunho populista e baseada apenas em números só reforçam o quanto ainda estamos muito longe do ideal. 

Bahia age em silêncio na busca por um técnico. Medo de novo erro faz diretoria manter prudência

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br

Felipe Oliveira/ECB
Preto Casagrande segue como interino do Bahia
Preto Casagrande segue como interino do Bahia

Ao contrário do que fez após a saída de Guto Ferreira, quando acertou a contratação de Jorginho poucas horas depois, a diretoria não Bahia não tem se apressado para anunciar um novo treinador. Quando entrar em campo contra o Atlético-PR, no domingo, o clube completará duas semanas com técnico interino. Ações silenciosas, porém, têm sido feitas.

A direção tricolor entende que o atual mercado não entrega boas opções. Alguns técnicos foram oferecidos ao Bahia, mas nenhum convenceu os dirigentes, que buscam um perfil compatível com a filosofia do clube - Jorginho foi a "ideia perfeita" na cabeça da cúpula do clube, mas tornou-se uma decepção na prática não só pelo desempenho da equipe, mas também por não ter conseguido fazer com que o grupo se convencesse de que seus conceitos fariam o time evoluir no Campeonato Brasileiro.

Preto Casagrande, interino desde o jogo contra a Chapecoense, na 18ª rodada, conta com o apoio do grupo para ser efetivado. Ele, inclusive, já declarou publicamente o seu desejo de se tornar técnico do Bahia. Pesa ao seu favor o ótimo relacionamento que tem com todos dentro do Fazendão, mas a diretoria ainda não está convencida de que seu nome é o ideal para comandar o tricolor no segundo turno da Série A. O temor é que Preto se torne um segundo Charles Fabian, auxiliar técnico efetivado em 2015, mas que fracassou na tentativa de recolocar o Baha na Série A - saiu do clube, inclusive, deixando desafetos no elenco.

O fato é que, mesmo com a desconfiança, Preto Casagrande tem deixado a diretoria bem à vontade. Como o time se distanciou da zona de rebaixamento e o interino tem deixando o ambiente mais leve, o presidente Marcelo Sant'Ana ganhou tempo para tomar sua decisão. O Bahia tem esperado o mercado de treinadores aquecer novamente para, aí sim, encontrar um profissional que se encaixe no que o clube deseja. Esta decisão, no entanto, deverá ser tomada logo após o jogo contra o Atlético-PR. É o tempo limite. Caso fracasse na tentativa de um novo nome, Preto deverá ser efetivado, sobretudo se conquistar um bom resultado em Curitiba.

O medo de errar novamente tem feito o Bahia ser mais prudente. A diretoria tem sido favorecida pelos resultados, que têm soprado à favor do clube, dando mais tempo para que a decisão seja tomada. Mais uma lição que a temporada deixou aos gestores tricolores.


A demissão de Jorginho não é absurda, mas gestão do Bahia corre o risco do ‘mais do mesmo’

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br

Felipe Oliveira/EC Bahia
Jorginho durou 14 jogos à frente do comando técnico do Bahia
Jorginho durou 14 jogos à frente do comando técnico do Bahia

Numa conclusão rasa, poderíamos dizer que Jorginho, no Bahia, foi o técnico certo na hora errada. Com conceitos de jogo modernos e ampla visão do futebol, o tetracampeão mundial poderia ter encontrado no tricolor o lugar ideal para decolar novamente a sua carreira e, de quebra, ajudar o clube baiano a se reestabelecer entre os grandes do futebol brasileiro. Não foi o que aconteceu.

Escrevi aqui no blog, quando Jorginho foi contratado, que o Bahia agiu com correção. Buscou no mercado um treinador que daria continuidade ao trabalho de Guto Ferreira, procurando aprimorar elementos que ainda estavam crus na equipe tricolor. A convicção da diretoria era tão grande que não demorou mais que dois dias para anunciar o técnico. A tacada parecia perfeita.

O futebol, como já sabemos, é um esporte que conta muito com o imponderável. É muito difícil cravar que as coisas darão certo. Jorginho, quando foi apresentado, elogiou o trabalho de seu antecessor e falou até em “brigar por coisas grandes” dentro do Campeonato Brasileiro. Comprou a ideia de que o Bahia, com o elenco que tinha, era capaz de lutar por uma vaga na Copa Libertadores. Talvez, precipitado, não percebeu que existia ainda um caminho muito longo a percorrer – o time, apesar de jogar bem, ainda tinha problemas. O discurso é extremamente positivo e força o clube a pensar grande, mas o técnico precisava entender a sua realidade.

Guto Ferreira deixou um Bahia com padrão de jogo. Sólido defensivamente, com transições ofensivas rápidas e um ataque de intensa movimentação no último terço do campo. O tricolor, em casa, era quase imbatível; fora dela, mesmo quando jogava mal, vendia caro as derrotas. A saída de bola, basicamente feita com os laterais, gerava amplitude que obrigava os adversários a abrir o campo: momento ideal para o trio formado por Zé Rafael, Allione e Régis trabalharem por dentro e criarem estrago.

Jorginho tinha a missão de corrigir defeitos. O time de Guto não era perfeito – aliás, passava longe disso. A equipe pecava demais nas finalizações e, além disso, carecia de alternativas táticas. Viciado no 4-2-3-1 com um atacante móvel à frente de três meias, o Bahia não encontrava soluções quando os oponentes neutralizavam seus pontos fortes. O novo treinador, talvez tentando encontrar essas alternativas, mexeu demais no time. O tricolor se desmanchou e, consequentemente, perdeu sua identidade. Jorginho, inclusive, passou a odiar comparações com o trabalho de seu antecessor.

O Bahia trocou a posse bola no campo ofensivo e a intensa movimentação no último terço por um estilo de jogo mais reativo, esperando o adversário no campo de defesa e partindo para decidir o jogo nos contra-ataques. Para isso, Jorginho efetivou o veloz Mendoza como titular e, aos poucos, jogadores como Régis e Allione foram perdendo espaço, a despeito de ambos não viverem grande fase. Longe de Salvador as coisas até que funcionaram, mas na Fonte Nova a equipe já não conseguia assimilar os novos conceitos. Com cinco jogos sem vencer como mandante, despencou na tabela da Série A.

É importante salientar que o Bahia também sofre com a falta de atletas capazes de manter o bom nível da equipe quando os titulares caem de rendimento ou, por algum motivo, desfalcam o time. Põe na conta da diretoria.

Com sua demissão, Jorginho voltou a levantar a interminável discussão sobre o tempo de trabalho dado aos treinadores de futebol no Brasil. O companheiro Renato Rodrigues, em seu blog, analisa muito bem a questão e escreve algo que concordo muito: “Apesar do pouco tempo no cargo, Jorginho não conseguiu mostrar um horizonte melhor pela frente, uma tendência de crescimento. Então a questão aí não é o tempo de trabalho, e sim o trabalho”. As poucas virtudes consolidadas que o Bahia possuía foram se perdendo ao longo de 14 partidas.

É extremamente ruim ter que mudar de treinador após dois meses de trabalho. Olhando o copo meio vazio, a diretoria do Bahia, agora, será criticada pela atitude “intempestiva”. Analisando pelo copo meio cheio, conseguiu enxergar que o time não iria evoluir nas mãos de Jorginho, e que os resultados já não estavam compensando a falta de bons desempenhos. Na ciranda do futebol, onde ontem você foi bom e hoje você é ruim, cabe ao clube encontrar a solução mais eficaz: buscar um técnico capaz de trazer de volta as virtudes da equipe, sem criar um novo conceito no meio da temporada, dificultando a assimilação dos atletas e, ao mesmo tempo, capaz de consolidar a tão sonhada identidade tática que o Bahia busca há algumas temporadas.


O ‘engenheiro’ Vagner Mancini

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br

Maurícia da Matta/EC Vitória
Mancini retornou ao Vitória após passagem pela Chapecoense
Mancini retornou ao Vitória após passagem pela Chapecoense

A Chapecoense, em janeiro, começou o maior processo de reconstrução de um clube de futebol no Brasil. A tragédia que devastou a Arena Condá fez com que uma verdadeira força-tarefa fosse montada em Chapecó, a fim de resgatar um dos times mais tradicionais do sul do país, e que ganhou projeção intercontinental após a excelente campanha na Copa Sul-Americana e, sobretudo pela história que envolveu o acidente na Colômbia, em novembro do ano passado.

Para comandar este processo dentro de campo, a Chape escolheu Vagner Mancini. O treinador, que definiu o desafio como o maior de sua vida, ajudou a escolher nome por nome, redefiniu conceitos táticos, construiu um elenco e começou uma batalha que quase não dava folga aos alviverdes. Uma reconstrução que resultou, em curto prazo, no título catarinense e numa boa campanha na Copa Libertadores – a Chapecoense só não avançou ao mata-mata por conta de um erro da diretoria, que avalizou a escalação de um atleta que deveria cumprir suspensão. Diretoria essa que resolveu demitir Mancini após heroico empate por 3 a 3 com o Fluminense, no Rio de Janeiro. O técnico saiu do clube com 45 partidas oficiais em menos de sete meses de trabalho.

Não vou entrar nos méritos das escolhas da diretoria, pois o futebol brasileiro é repleto de dirigentes com a mesma linha de pensamento. Focar numa sequência de resultados e esquecer todo o processo que envolve a construção de uma equipe é algo comum – e equivocado – no nosso país. A impressão que ficou para todos que acompanharam a reconstrução da Chapecoense é que seu treinador estava cumprindo o que se esperava, já que a equipe catarinense não fez feio nas competições que disputou, além de sequer flertar com a zona de rebaixamento no Brasileiro – algo que, para o objetivo do projeto, é totalmente aceitável. 

É justo e lícito discutir ideias de jogo, já que nenhum treinador é perfeito. A Chape, com Mancini, sofria muitos gols, é bem verdade. Porém, era natural que uma equipe totalmente nova oscilasse em busca do equilíbrio. Faltou paciência.

Vagner Mancini aceitou o desafio de treinar o Vitória. É óbvio que qualquer comparação com o projeto da Chapecoense será totalmente descabida, mas o rubro-negro baiano também vive um processo de reconstrução. Com presidente interino, diretor de futebol chegando ao clube esta semana, comissão técnica toda desfeita, jogadores sendo dispensados e o time na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, a missão é a mais ingrata possível. Às vezes, não é pecado imaginar o porquê de um profissional aceitar uma proposta tão arriscada, tendo em vista o período da temporada. Mancini parece ter colocado o lápis atrás da orelha, sacado uma prancheta cheia de projetos e encarnado um verdadeiro "engenheiro" em 2017.

Apresentado, Vagner Mancini fala sobre momento: 'O Vitória tem que entender que tem alguma coisa errada'

No Vitória, espera-se o que Mancini não conseguiu dar segmento na Chapecoense. Arrumar a defesa rubro-negra, a pior do Brasileirão, é uma das grandes prioridades. Estancar a sangria defensiva é o ponto de partida para um time que precisa encontrar o equilíbrio para voltar a vencer. O ataque, que marcou 16 gols – dois a menos que o Santos, terceiro colocado, por exemplo – precisa trabalhar sem a necessidade de compensar o prejuízo que dá a retaguarda do time baiano.

O time do Vitória, convenhamos, não é tão ruim, apesar de ser mal montado. Mancini terá 11 opções para criação e ataque, mas apenas um volante capaz de atuar como um marcador no meio-campo, que é Fillipe Soutto – Willian Farias e José Welison se recuperam de lesões. É um desequilíbrio enorme, tendo em conta os investimentos feitos pelo clube em 2017, mas não é o suficiente para decretar falência técnica. O Vitória tem grupo para fazer muito mais do que tem feito na Série A. Este é o grande desafio do seu “novo” treinador.

O processo de remontagem começou na Chapecoense e pode terminar no Vitória. Com pesos diferentes, níveis emocionais incomparáveis, mas com a mesma essência. No difícil, voraz e traiçoeiro mundo do futebol brasileiro, Vagner Mancini resolveu assumir o papel de reconstrutor. Uma atitude tão arriscada quanto louvável.


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