Rubro-negros e o futuro do Nordeste no Brasileirão

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br

Mauricia da Matta/EC Vitória/Divulgação
Vitória e Sport lutam contra o rebaixamento na reta final do Brasileirão
Vitória e Sport lutam contra o rebaixamento na reta final do Brasileirão

A rodada 36 do Campeonato Brasileiro deixou apenas cinco times na disputa contra o rebaixamento, e o cenário para Vitória e Sport não é tão animador. O futebol do Nordeste, muito provavelmente, terá um time degolado ao final da competição. A manutenção de um dos dois, porém, é algo bem provável. A queda dos rubro-negros seria uma catástrofe para a região.

Para escaparem juntos, Vitória, com 40 pontos, e Sport, 39, precisam terminar o Brasileirão à frente do Coritba, 15º colocado com 43 pontos. O time paranaense teria que perder os dois jogos, o Vitória somar quatro pontos e o Sport vencer seus próximos compromissos. Uma combinação que, pelo futebol de ambos, não traz confiança.

O rubro-negro baiano segue com sua sina de pior mandante da Série A. Oscila desempenho quando joga no Barradão, e se mantém com resultados negativos dentro de seu estádio. A instabilidade emocional do grupo, somada à falta que qualidade técnica no elenco, deixam o Vitória dependente de bons resultados longe de Salvador. A última cartada será contra a Ponte Preta, em Campinas, no jogo mais importante da 37ª rodada – ele pode determinar o segundo rebaixado da competição em caso de derrota da Macaca.

Veja os gols de Vitória 1 x 1 Cruzeiro

Contra o Cruzeiro, no último domingo, a equipe de Vagner Mancini não soube jogar defensivamente, algo que está acostumado a fazer como visitante. Quando tinha o resultado de 1 a 0 favorável, recuou e sofreu o empate no segundo tempo. Mesmo procurando jogar, esbarrou-se em suas limitações técnicas.

Já o Leão pernambucano, que venceu apenas três jogos dos últimos 19 (coincidentemente dois contra o Bahia e um diante do Vitória), decide o seu futuro contra o Fluminense, no Rio de Janeiro. Caso seja derrotado e haja um vencedor no confronto entre Ponte e o rubro-negro baiano, será rebaixado precocemente. Se empatar com o Flu, dependerá de uma combinação de resultados na última rodada. Em caso de vitória, pode até deixar o Z-4 se não houver um vencedor em Campinas. Uma montanha-russa de emoções que combina com o momento do Sport no Campeonato Brasileiro.

Daniel Paulista, que colocou o resultado contra o Bahia acima do desempenho, já não tem coelhos para tirar da cartola. A equipe, no domingo, sofreu por boa parte do primeiro tempo, chegou ao gol e tentou controlar a partida. Sem confiança, deixou a responsabilidade nas costas dos experientes Magrão, Diego Souza e André. São os três que mantém as esperanças do torcedor leonino viva.

Veja o gol de Sport 1 x 0 Bahia

A possibilidade do Brasileirão de 2018 contar com 20% de nordestinos, com Vitória e Sport se juntando a Bahia e Ceará, ainda existe. É difícil, mas existe. Torcedores baianos e pernambucanos estão olhando para seus próprios umbigos, certamente. Porém, o restante da região tem torcido fervorosamente por uma maior representatividade na elite do futebol nacional. 

Bahia, Vitória e suas ‘identidades’ na reta final da Série A

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br

Marcelo Malaquias/EC Bahia/Divulgação
Bahia venceu a Ponte Preta na Fonte Nova e se aproximou do G-7
Bahia venceu a Ponte Preta na Fonte Nova e se aproximou do G-7

Paulo Cézar Carpegiani já tem seis jogos como técnico do Bahia, e já é possível entender como o time atua sob seu comando. A busca pelo jogo ofensivo e pela posse de bola no campo do adversário é quase uma obsessão do treinador. Diante da Ponte Preta, na Fonte Nova, uma prova: apenas um volante escalado no meio-campo, com quatro meio-campistas flutuando atrás de um atacante.  É bem verdade que o tricolor teve menos de 50% de posse na partida, mas chutou 16 vezes ao gol de Aranha e não deixou a equipe de Campinas finalizar contra o goleiro Jean.

Se os números não acrescentarão muito no desempenho do Bahia, a movimentação do time determina os conceitos de Carpegiani. O primeiro gol surgiu de um passe vertical de Allione, encontrando Mendoza no último terço do campo. O colombiano, ao contrário de seus primeiros jogos no tricolor, tem atuado como um segundo atacante, buscando muito mais o centro do que os lados do campo. Como o Bahia não conta com um centroavante fixo, as tramas entre Mendoza e Edigar Júnio têm funcionado – o segundo gol, inclusive, sai de uma jogada entre os dois e é finalizada por Edigar.

O Bahia, mesmo ainda precisando de pontos para confirmar sua permanência na Série A, já pode começar a ver o campeonato como um copo meio cheio. Entre os dez melhores, tem confrontos que podem colocar a equipe numa posição ainda mais confortável. O destino é capaz de, inclusive, deixar os tricolores sonharem com a Libertadores. O G-9, algo factível até o fim do ano, alimenta as esperanças de boa parte dos times na faixa intermediária da tabela.

ESPN
Vitória arrancou empate nos minutos finais no Maracanã
Vitória arrancou empate nos minutos finais no Maracanã

Tentativas

O torcedor do Vitória já está acostumado com as atuações do time longe de Salvador no Campeonato Brasileiro. Basicamente, o time de Vagner Mancini se sente mais à vontade quando o adversário precisa tomar a iniciativa do jogo. Algo, porém, tem mudado na postura do rubro-negro baiano.

Conversei com Mancini na última semana, e tivemos um debate interessante sobre a forma de jogo do Vitória. Contra o Atlético-GO, no Barradão, o time teve a posse de bola, mas não conseguia infiltrar na área rival. Eu afirmei que o Vitória ainda não se acostumou a jogar com a pelota nos pés. O treinador discorda e diz que a equipe, sim, gosta da posse de bola. Independentemente de estar em casa ou fora, a busca é quase sempre pelo controle do jogo.

A postura inicial do Vitória contra o Vasco, no Maracanã, de esperar o adversário para definir o jogo nos contra-ataques, era quase uma certeza. Porém, o gol sofrido nos primeiros minutos da partida fez o rubro-negro subir as linhas e buscar o jogo de posse, como defende Mancini. No fim das contas, o time baiano teve 55,6% de posse e 16 finalizações – o gol de empate só saiu na última, em chute de André Lima. Indiscutivelmente, jogou melhor do que a equipe carioca.

Na ausência de bons resultados na segunda parte do returno, o que se observa é um Vitória que não consegue ser letal quando tem a posse de bola. O time até cria oportunidades, mas é efetivo quando tem campo livre para jogar. Fruto de um elenco com problemas de montagem, mas com um técnico que tenta buscar alternativas para a equipe sair da previsibilidade. A luta do Vitória contra o rebaixamento ainda é fruto de um esforço de um grupo que tenta superar seus próprios limites, apesar de eu não ter certeza se eles têm consciência de suas limitações.


Luxemburgo temia mais um fracasso na carreira. Ele veio...

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br
Getty
Luxemburgo foi demitido após derrota na Copa Sul-Americana
Luxemburgo foi demitido após derrota na Copa Sul-Americana

Vanderlei Luxemburgo chegou à sala de imprensa da Ilha do Retiro com cara de poucos amigos. Natural, pois sempre foi um técnico que odeia que explicar derrotas e desempenhos ruins. Porém, ao sentar na cadeira, surpreendeu ao comunicar que estava demitido do Sport. Uma história que tem se repetido em sua carreira na última década.

O trabalho de Luxa no rubro-negro pernambucano passou bem longe de ser aquele que o ‘pofexô’ pregava em seus discursos. Sempre elogioso ao grupo e à estrutura do Sport, chegou a declarar que ficaria por muitos anos no clube, como parte de um projeto que visava colocar o Leão da Ilha entre os gigantes do futebol brasileiro. Com um orçamento capaz de colocar o Sport num patamar acima, Luxemburgo falhou.

O que se viu na prática foi um time sem novidades. Aliás, o que já era esperado, pois Vanderlei repete exaustivamente que o futebol brasileiro é o mesmo desde que ele iniciou a carreira de treinador – e, é claro, as maiores inovações foram trazidas por ele. O Sport, com exceção à boa sequência de seis vitórias consecutivas entre junho e julho, que garantiu a equipe na zona de classificação à Copa Libertadores por um bom tempo, não apresentou um futebol consistente. Quando tentou reforçar o time, Luxemburgo contratou Wesley, meio-campista que pouco acrescentou até então. O Sport venceu apenas dois dos últimos 10 jogos, e não vence na Ilha do Retiro pelo Campeonato Brasileiro desde 20 de julho, quando goleou o Atlético-GO por 4 a 0.

Neste período de jejum, Luxemburgo comprou uma briga com parte do grupo rubro-negro. Após ser goleado pelo Grêmio, dia 2 de setembro, disparou contra a sua própria equipe ao afirmar que faltava comprometimento. Curiosamente, dias após a declaração, teve seu vínculo renovado até o final de 2018.

Luxemburgo diz que demissão é parte do jogo: 'Tinha certeza que isso ia acontecer'

A derrota para o Júnior Barranquilla, pela Copa Sul-Americana, foi somente a ponta do iceberg de problemas que o Sport vive dentro de campo. Sem identidade tática e nenhuma variação de jogo, o time pernambucano foi engolido pelos colombianos. Luxemburgo deu o motivo que a diretoria precisava para demiti-lo – apesar dos cartolas leoninos estarem longe do perfeito profissionalismo. O vice-presidente Gustavo Dubeux, ao justificar a demissão de Luxa, afirmou que o Sport perdeu para uma equipe melhor que a dele e decretou o Júnior Barranquilla campeão da Sul-Americana, mesmo tendo a partida de volta das quartas de final para disputar.

As palavras de Dubeux mostram uma desconexão com as metas ousadas do Sport, que agora focará apenas na sobrevivência dentro da Série A.

Luxemburgo temia mais um fracasso em sua carreira, mas ele veio. O ‘pofexô’ não teve como evitar. Apoiado no currículo que o consagrou como um dos melhores técnicos da história do futebol brasileiro, Vanderlei não buscou evolução. Talvez, acreditando que no Nordeste teria mais facilidade de colocar seus métodos em prática, manteve seus ortodoxos conceitos e foi traído por eles. A expectativa é saber se, desta vez, o técnico vai compreender que precisa deixar a arrogância de lado para voltar a figurar entre os grandes treinadores do país.

O Ba-Vi das lições técnicas, táticas e sociais

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br

Marcelo Malaquias/EC Bahia/Divulgação
Bahia venceu o último Ba-Vi de 2017 por 2 a 1, na Arena Fonte Nova
Bahia venceu o último Ba-Vi de 2017 por 2 a 1, na Arena Fonte Nova

A primeira metade do clássico Ba-Vi refletiu o que as duas equipes tem feito no Campeonato Brasileiro, mesmo que o segundo tempo não me dê razão. Enquanto o Bahia tentou jogar com a bola nos pés, como gosta Paulo Cézar Carpegiani, o Vitória apostou no jogo reativo, como o grupo se sente confortável e Vagner Mancini teve que se adaptar.

Parte dos números do jogo ajuda a explicar as posturas. Na primeira etapa, o Bahia teve pouco mais de 67% de posse de bola, mas apenas duas finalizações – mesmo número do Vitória, que ficou um terço do tempo com a pelota em seus domínios.

Carpegiani optou por começar o jogo com Allione, meia armador com características diferentes de Régis, um meia-atacante com poder de infiltração na área. O argentino se encarregou de dar apoio ofensivo a Edigar Júnio, usado novamente como atacante de referência. O Bahia, por muitas vezes, espelhou o esquema tático do Vitória e jogou no 4-4-2, formando duas linhas de quatro e dando liberdade para Mendoza flutuar no último terço do campo. Criou volume, mas pouco incomodou o goleiro Caíque.

O Vitória não soube jogar com a bola nos pés. Com Ramon no meio-campo, ao lado de Uillian Correia, somente Yago tentava o jogo de posse. Neilton e David, verticais, buscava o confronto um contra um o tempo inteiro. Uma identidade do rubro-negro de Vagner Mancini, sobretudo como visitante.

O Vitória até melhorou no segundo tempo. Sem espaço para contra-ataques, o time buscou a compactação e tentou a troca de passes. Porém, ainda tivesse 58% de posse de bola, sofreu o primeiro gol oferecendo espaços na defesa e contando com a falha individual de Wallace, que rebateu a bola nos pés do inquieto Stiven Mendoza.

Veja os gols de Bahia 2 x 1 Vitória

Com o Bahia se fechando após o 1 a 0, principalmente com a entrada de Matheus Sales em lugar de Zé Rafael, Carpegiani abriu mão de atacar para fazer algo que diz odiar: se defender. Ele diz, inclusive, que não sabe jogar na defensiva. Provou isso ao sofrer o gol de empate, mesmo em bola parada. Fez a Fonte Nova vir abaixo graças a uma substituição que havia feito minutos antes, quando colocou Régis em campo e deu um pouco de verticalidade ao time. Foi dele o passe para a finalização de Edigar Júnio, bem defendida por Caíque. No escanteio, desvio de Edson e gol de Edigar.

A posse de bola e o controle do jogo voltaram ao Bahia. É uma evolução. O Vitória segue com o jogo reativo e tem dificuldades para jogar com a posse da bola. Precisa criar alternativas. Na gangorra do Brasileirão, o tricolor voltou a viver tranquilo justamente por retomar suas origens.

Insultos e suas consequências

Antes do apito final do árbitro, Renê Júnior e Santiago Tréllez se desentenderam. O volante do Bahia acusou o atacante do Vitória de chamá-lo de “macaco” – uma injúria racial que, infeliz e absurdamente, tem virado rotina no futebol brasileiro. Renê saiu de campo chorando e Tréllez foi embora do estádio sem dar declarações, se pronunciando apenas horas depois, através de vídeo divulgado pela assessoria rubro-negra.

O que se viu na Arena Fonte Nova foi um despreparo de muitos personagens ao tratar do tema. Por viverem num mundo fechado, onde o futebol é prioridade quase que 24 horas por dia, a maioria dos profissionais do esporte não sabem lidar com situações que interferem diretamente na sociedade. Ao chamar Renê Júnior de “macaco”, a intenção de Tréllez era desestabilizar o atleta, mas esqueceu de que atingiu o ser humano. Não dá para aceitar tudo o que acontece dentro de campo como algo que “faz parte do jogo”. Não, mesmo.

As declarações do técnico Vagner Mancini e do presidente em exercício, Agenor Godilho, deixam claro o despreparo. Apesar de o treinador ponderar que a atitude de seu atacante é errada, tentou justificar alegando falta de fair play de Renê, que não havia devolvido uma bola. O dirigente classificou o caso como um “mal entendido”. Lógico que ambos defenderam o seu comandado, mas faltou bom senso ao tratar de um tema tão delicado.

A comunidade futebolística precisa ultrapassar as fronteiras do campo e se arriscar a respirar o ar rarefeito das questões sociais no Brasil.

'Tenho muito orgulho da minha raça e sou maior que isso', afirma Renê Júnior sobre Tréllez tê-lo chamado de macaco


Carpegiani, o eterno vanguardista, usa do óbvio para fazer o Bahia evoluir no Brasileirão

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br

Felipe Oliveira/EC Bahia
Paulo César Carpegiani é o quarto treinador do Bahia em 2017
Paulo César Carpegiani é o quarto treinador do Bahia em 2017

O Bahia conquistou quatro pontos em duas partidas sob o comando de Paulo César Carpegiani, e é lógico que quase todos fazem relação dos resultados com o trabalho do novo técnico do tricolor. É cedo para dizer que o gaúcho mudou a cara do time, mas algo não se pode negar: Carpegiani não pode ser colocado na galeria dos ‘ultrapassados’ do futebol brasileiro.

A discussão sobre o nível de conhecimento dos treinadores em nosso país já dura um bom tempo. Quando aparece um novo nome no mercado, a esperança é de que ele revolucione e traga novas ideias, sobretudo táticas. Porém, a cada fracasso, a frustração toma conta da maioria dos analistas. Foi assim com Roger Machado, Rogério Micale, Zé Ricardo, Rogério Ceni, dentre outros. Jair Ventura, com um bom trabalho no Botafogo, e Fábio Carille, líder do Brasileiro com o Corinthians, são as exceções. Sobram os chamados ‘medalhões’: Mano Menezes, campeão da Copa do Brasil com o Cruzeiro; Renato Gaúcho, o famoso ‘técnico boleiro’, que conquistou a mesma copa em 2016, com o Grêmio; Cuca, quase sempre ortodoxo, faturou o Brasileirão do ano passado.

Apesar de contestados, os técnicos de uma geração mais antiga seguem em alta no mercado. Não era o caso de Paulo César Carpegiani. A última vez em que Carpê treinou uma equipe do chamado G-12 foi entre 2010 e 2011, quando comandou o São Paulo. Seus últimos anos tem sido de trabalhos razoáveis, como nas passagens por Vitória, Ponte Preta e Coritiba. Desde 2009, quando foi campeão estadual com o rubro-negro baiano, não levanta uma taça. No Bahia, tem a chance de mostrar que não está superado.

Carpegiani sempre defendeu que futebol é jogo de imposição de estilos. Seus times tentam jogar de forma propositiva, independente do adversário. Paga caro, muitas vezes, por ceder espaços e sofrer com contragolpes rivais, mas não abre mão de atacar. O Bahia dois últimos dois jogos é prova disso.

Rafa Oliveira mostra como Bahia pressionou, surpreendeu e venceu o Corinthians

Mesmo sendo defensor da posse de bola, Paulo César Carpegiani teve que abrir mão de algumas convicções para encarar Palmeiras e Corinthians. Contra o alviverde, teve mais posse de bola no primeiro tempo (53,2%), mas jogou muito melhor na etapa final, quando teve “apenas” 46,8%. Diante do alvinegro, a história se repetiu: 58,9% de posse de bola nos primeiros 45 minutos e 43,3% na segunda metade do confronto. Dos quatro gols marcados nas duas partidas, três aconteceram nos períodos em que o tricolor teve a bola nos pés por menos tempo.

Carpegiani, em suas primeiras semanas treinando o Bahia, já mostrou que a prioridade é reorganizar taticamente a equipe, que já mostra uma compactação perdida durante a passagem de Preto Casagrande. O time oferece menos espaços aos adversários e, ao mesmo tempo, ataca em bloco. Mesmo criando poucas chances de gol contra Palmeiras e Corinthians (13 chutes, no total), foi eficiente graças ao seu posicionamento ofensivo.

O novo técnico do Bahia, óbvio, não está entre os mais badalados do país faz um bom tempo. No entanto, mostra conceitos de jogo que se encaixam perfeitamente na realidade do futebol brasileiro. Pelo seu conhecimento, poderia contribuir para a evolução tática do esporte no país, mas pode, ao menos, levar o Bahia a um patamar superior na atual edição do Brasileirão.

mais postsLoading