Inter empilha falhas, Tigres não perde a chance de definir a semifinal em casa - muitas vezes, o futebol é simples

Dois a zero em dez minutos em casa sobre um adversário voltando de férias. Depois boa parte do segundo tempo com um homem a mais. Duas chances raras de definir uma semifinal de Libertadores. O Internacional desperdiçou no Beira-Rio. Estava claro.

Mesmo não desprezando a força do Tigres que ficou ainda mais nítida em Monterrey. Damm e Aquino deitaram e rolaram pelos flancos, Rafael Sóbis circulou livremente às costas de Rodrigo Dourado, Arévalo envolveu Aránguiz no meio e Gignac colocou o terror na zaga colorada.

Diego Aguirre "colaborou" mudando a linha de três meias. Valdívia e Lisandro nas pontas e D'Alessandro centralizado. Não marcaram nem jogaram, isolando Nilmar encaixotado entre Juninho e Rivas.

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
Tigres forte e envolvente com Damm e Aquino pelos lados, Sóbis às costas de Dourado; Inter sem marcar e jogar, isolando Nilmar na frente.
Tigres forte e envolvente com Damm e Aquino pelos lados, Sóbis às costas de Dourado; Inter sem marcar e jogar, isolando Nilmar na frente.

Para complicar, os erros que renderam os gols do primeiro tempo. Volta do escanteio, última linha desarrumada com Ernando e Juan invertidos e mal posicionados contra Juninho. William disputou com Arévalo, Gignac conferiu. A única finalização no alvo do time mexicano.

Reprodução Fox Sports
Na volta do escanteio, retaguarda do Inter descoordenada com Ernando e Juan invertidos, Arévalo disputou com William, Gignac aproveitou.
Na volta do escanteio, retaguarda do Inter descoordenada com Ernando e Juan invertidos, Arévalo disputou com William, Gignac aproveitou.

Porque o segundo saiu dos pés de Geferson em lance grotesco. Gol contra bizarro que anestesiou o Colorado, que também sofreu com os 26 passes errados. Jovens assustados, veteranos letárgicos.

Aguirre tentou recolocar o Inter no jogo com Eduardo Sasha na vaga de Nilmar. Lisandro avançou como atacante, Valdívia centralizou e D'Alessandro voltou ao lado direito. Se houve alguma melhora em retenção da bola e ocupação do campo de ataque, deixou William entregue à própria sorte de vez contra Aquino.

Pênalti do lateral sobre o ponteiro que Sóbis cobrou mal e Alisson, o melhor colorado, defendeu. Podia ser o início de uma reação, se o lado esquerdo também não fosse uma avenida. Jogada bem coordenada, centro de Damm, gol de Arévalo Rios, avançado para Pizarro qualificar o primeiro passe na saída de bola.

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
Com Sasha pela esquerda e Lisandro mais enfiado, Colorado tentou atacar, mas a equipe mexicana seguiu com volume de jogo e definiu com Arévalo Rios.
Com Sasha pela esquerda e Lisandro mais enfiado, Colorado tentou atacar, mas a equipe mexicana seguiu com volume de jogo e definiu com Arévalo Rios.

Três a zero. Fim da disputa? Seria, não fosse futebol. Tigres em ritmo de treino com as substituições, Inter levantando bolas para Rafael Moura e Lisandro, que deu sobrevida ao time brasileiro completando centro de Sasha. De repente, faltava um gol para o milagre.

Cinco minutos - dois mais os três de acréscimo do árbitro Carlos Vera - de tensão, porém controlados pela melhor equipe que não perdeu a chance de se impor em seus domínios e vai à final inédita.

O River Plate já está no Mundial Interclubes, mas não é o favorito na decisão. O Tigres confirmou a força da boa campanha, incrementada com contratações de peso e agora a vitória categórica sobre um brasileiro bicampeão sul-americano que empilhou falhas, desde a ida. Porque muitas vezes o futebol é simples. E óbvio.

(Estatísticas: Footstats)


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O novo Maracanã também não perdoa festa antes do jogo, mas respeita freguesias - melhor para o Vasco

A apresentação de Ronaldinho não atrapalhou diretamente o Fluminense no Maracanã. Mas o clima de festa durante toda a semana e os temas periféricos, como lados das torcidas no estádio, sem contar o favoritismo absoluto, costumam diminuir o foco. O clássico valia a liderança do Brasileiro.

Para o Vasco, a vitória significava não afundar de vez no Z-4, já que sair da zona de rebaixamento era matematicamente impossível. Celso Roth fez o básico: duas linhas de quatro com Anderson Salles, improvisado como volante, entre elas e só Dagoberto na frente, sacrificando Herrera pela esquerda. Quando o desarme ficava difícil, a falta era o recurso para quebrar a velocidade do rival: foram 13 no primeiro tempo contra cinco.

O Flu aceitou o papel de protagonista. Laterais Wellington Silva e Giovanni e volantes Jean e Edson apoiando alternadamente, se juntando ao quarteto ofensivo com bastante mobilidade. Especialmente Marcos Junio, partindo do centro e se apresentando para tabelas e triangulações com Gerson, Gustavo Scarpa e Fred.

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
Vasco fechado num 4-1-4-1, com Herrera pela esquerda e Andrezinho na frente; Flu com volume de jogo e movimentação no ataque, mas sem eficiência.
Vasco fechado num 4-1-4-1, com Herrera pela esquerda e Andrezinho na frente; Flu com volume de jogo e movimentação no ataque, mas sem eficiência.

Posse dividida, nove finalizações do Flu. Apenas duas no alvo. O Vasco concluiu só uma vez. Precisa. Quando Dagoberto recuou como "falso nove" e desarticulou a defesa adversária. Giovanni chegou atrasado no bote, Antônio Carlos perdeu a disputa na cobertura com Jhon Cley e Gum ficou "vendido" contra Andrezinho. 

Reprodução TV Globo
Dagoberto recuou, Antonio Carlos perdeu para Jhon Cley e Andrezinho entrou no espaço vazio para fazer o primeiro gol vascaíno.
Dagoberto recuou, Antonio Carlos perdeu para Jhon Cley e Andrezinho entrou no espaço vazio para fazer o primeiro gol vascaíno.

Na segunda etapa, Roth inverteu Herrera e Cley, que foi para o lado esquerdo duelar com Wellington Silva. Herrera ficou à direita para explorar os espaços às costas de Gustavo Scarpa, improvisado na lateral com a lesão de Giovanni e a entrada de Osvaldo.

Mas foi pela direita que Gerson criou a jogada finalizada por Marcos Junio. Belo gol de empate que poderia ter transferido confiança ao candidato a líder e fragilizado o time que colecionava derrotas. Roth trocou Herrera, extenuado, por Riascos.

Quem decidiu foi Jhon Cley, que arriscara um elástico no primeiro tempo e acertou um petardo espetacular. O melhor do Vasco no Maracanã, com impressionante vigor físico e boas jogadas. Gol e assistência.

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Com Gustavo Scarpa improvisado na lateral e Osvaldo à esquerda, Flu parecia mais próximo da vitória - Jhon Cley inverteu lado para decidir o clássico.
Com Gustavo Scarpa improvisado na lateral e Osvaldo à esquerda, Flu parecia mais próximo da vitória - Jhon Cley inverteu lado para decidir o clássico.

Enderson Moreira foi infeliz na troca de Gerson por Magno Alves, que devia ter permanecido no Ceará para a disputa da Série B. Entre os grandes não tem mais a mínima condição de competir. O Flu viveu de bolas levantadas para Fred, sem sucesso.

Roth tirou Cley e Dagoberto e colocou Emanuel Biancucchi e Thalles para reoxigenar o ataque e manter o trabalho sem a bola. O Vasco finalizou mais sete vezes, o Flu outras dez. Mas cinco na direção da meta de Cavalieri e só duas que fizeram Jordi trabalhar. Os cruzmaltinos também cometeram bem menos faltas, só quatro contra nove.

Vitória improvável pelo contexto. Nunca em um clássico no estádio lendário que, mesmo repaginado, não perdoa festa antes do jogo. A história mostra. Mas respeita freguesias, como a tricolor diante do Vasco, numa incrível "virada" construída a partir dos anos 1990. São três anos sem derrotas (dez partidas) no Brasileiro.

No 140º triunfo vascaíno, eficiência foi a chave.

(Estatísticas: Footstats)


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Galo propõe jogo na Arena, mas deixa os espaços que o Corinthians de Tite, novamente forte, aproveita como poucos

O Atlético Mineiro não surpreendeu na Arena Corinthians. O melhor desempenho como visitante até então, com quatro vitórias, um empate e uma derrota, era apenas um reflexo da proposta de Levir Culpi de tentar ser protagonista em qualquer estádio. Problema do time mineiro em campanhas anteriores, principalmente no vice-campeonato em 2012 sob o comando de Cuca.

Ocuparam o campo de ataque e furaram o bloqueio adversário com trocas de passes e deslocamentos. Só não venceram Walter, goleiro substituto de Cássio. Quando Giovanni Augusto, autor do gol da inauguração oficial do estádio pelo Figueirense, superou o goleiro em cobrança de falta, a trave salvou.

Mas propor o jogo é correr riscos, ceder espaços. Tudo que o Corinthians de Tite aproveita como poucos. E pecisava, ainda mais sem Jadson, suspenso. O meia que parte da direita para criar foi substituído por Rildo, que foi jogar à esquerda. Malcom, que também acelera, inverteu o lado no 4-1-4-1 e completou a boa jogada de Love, que vinha errando tudo que tentava. Gol em transição rápida às costas da defesa. Típico.

Reprodução PFC
Flagrante do início do contragolpe no gol corintiano: Love arranca às costas da defesa com muito espaço pela esquerda para arrancar e servir Malcom.
Flagrante do início do contragolpe no gol corintiano: Love arranca às costas da defesa com muito espaço pela esquerda para arrancar e servir Malcom.

A única finalização no alvo das cinco do Corinthians, que, mesmo reativo, teve 52% de posse no primeiro tempo. Mais posicionado, teve cinco desarmes corretos contra impressionantes 19 do rival. Como Tite afirmou pouco antes da partida, já no gramado, o Atlético se encontra em um estágio mais avançado de preparação e entrosamento.

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
Sem Jadson, Corinthians apostou na transição ainda mais rápida aproveitando os espaços deixados pelo ofensivo Atlético Mineiro.
Sem Jadson, Corinthians apostou na transição ainda mais rápida aproveitando os espaços deixados pelo ofensivo Atlético Mineiro.

Mas desta vez não levou os três pontos para Belo Horizonte. Talvez tenha faltado Luan, lesionado e substituído por Carlos ainda no primeiro tempo. Ou um homem a mais na frente no 4-1-4-1 do começo do Brasileiro para adicionar volume ofensivo. Como nos minutos finais depois da troca de Leandro Donizete por Guilherme, a última atleticana após a saída de Thiago Ribeiro para a entrada de Cárdenas.

Tite já consegue abrir mão de Ralf e mandar a campo Bruno Henrique, mais passador. Só trocou no final, para resistir à pressão com a ajuda de Elias mais plantado num 4-2-3-1. Tirou Rildo e colocou Mendoza para manter a velocidade e substituiu Love por Danilo buscando reter a bola na frente.

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No final, Galo no 4-1-4-1 e ocupando o campo de ataque; Corinthians tentando reter a bola na frente com Danilo e Mendoza.
No final, Galo no 4-1-4-1 e ocupando o campo de ataque; Corinthians tentando reter a bola na frente com Danilo e Mendoza.

O Corinthians, porém, segue com saída mais eficiente pelas laterais. Também continua compacto, com transição veloz e prática. Time reconstruído, mas ainda pragmático e novamente forte, invicto há seis rodadas e que deve rondar o topo da tabela.

Com 47% de posse, sete finalizações contra 16 do oponente e desarmando menos (18 a 31!) venceu o melhor time do Brasileiro até aqui, encerrando seqüência de seis vitórias. Mesmo descontando a noite inspirada de Walter, não é pouco.

(Estatísticas: Footstats)


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Grêmio da posse de bola, Flamengo vertical - Guerrero foi a diferença em sua estreia no Maracanã

Gazeta Press
Em sua estreia no Maracanã, Guerrero marcou o gol da vitória do Flamengo
Em sua estreia no Maracanã, Guerrero marcou o gol da vitória do Flamengo sobre o Grêmio.

Nem sempre as estatísticas explicam uma partida. Mas o bom jogo com 51 mil presentes para ver Paolo Guerrero estrear com a camisa do Flamengo no Maracanã apresentou números relevantes e reveladores.

Grêmio teve 56% de posse de bola e errou apenas 32 passes em um universo de 427, enquanto o Fla errou 46 em 277, porém finalizou 17 vezes contra seis gremistas - oito a dois no alvo.

Ou seja, o time gaúcho, superior coletivamente, foi da troca de passes e ocupação do campo de ataque, mas não do controle. Já o Flamengo abusou das transições ofensivas em alta velocidade, arriscando as jogadas. Jogo vertical buscando Guerrero.

Início de pressão e intensidade rubro-negra, aproveitando a eletricidade no estádio, até o Grêmio descobrir em Rafael Galhardo a melhor opção de saída, porque Giuliano abria o corredor e Emerson não voltava acompanhando o lateral formado no time carioca que acertou o travessão em bela combinação do ataque.

A senha para Cristóvão Borges inverter os ponteiros, com Marcelo Cirino indo e voltando pela esquerda fazendo dupla com o mais que promissor lateral Jorge e reequilibrando as ações no primeiro tempo. Guerrero, que sofrera faltas duras de Maicon e Geromel, voltava para buscar ou abria espaços para as diagonais dos ponteiros e as infiltrações de Everton, ora pelo centro, ora à esquerda.

Mas o gol saiu na bola parada. Falta cobrada por Ayrton, Grohe não saiu da meta com firmeza e a disputa com Marcelo e Wallace terminou nos pés...de Guerrero. Impressionante como "chama" a bola para definir. 

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
Grêmio trocando passes com mobilidade na frente, mas pouco efetivo; Flamengo vertical procurando Guerrero e defendendo o lado esquerdo com Cirino.
Grêmio trocando passes com mobilidade na frente, mas pouco efetivo; Flamengo vertical procurando Guerrero e defendendo o lado esquerdo com Cirino.

O segundo tempo foi de controle do Flamengo, apesar da boa chance de Pedro Rocha logo no início em uma das muitas saídas tresloucadas de Marcelo e Wallace para dar bote sobre Luan na intermediária. Apesar de Arthur Maia, que pouco acrescentou pelo meio na vaga de Cirino - Everton foi para o lado esquerdo.

Muito pela queda do Grêmio com as substituições de Roger Machado. Em um elenco curto e desigual, as trocas de Douglas e Pedro Rocha por Fernandinho e Vitinho tiraram volume e profundidade na frente.

O Flamengo roubava a bola e os contragolpes, em muitos momentos, pegavam o ataque rubro-negro em igualdade ou vantagem numérica sobre os defensores. Guerrero reteve a bola, arrancou e serviu Everton. Grohe salvou.

Reprodução Premiere
Flagrante do contragolpe rubro-negro com quatro contra quatro - Everton sinaliza e recebe de Guerrero para finalizar.
Flagrante do contragolpe rubro-negro com quatro contra quatro - Everton sinaliza e recebe de Guerrero para finalizar.

Depois o goleiro falhou na saída, Emerson finalizou fraco e Rhodolfo salvou. Maicon quase marcou contra em nova combinação Guerrero-Everton e Wallace ainda acertou o travessão.

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
Grêmio caiu de produção com as substituições de Roger e o Flamengo, com Everton pela esquerda, teve boas chances de ampliar.
Grêmio caiu de produção com as substituições de Roger e o Flamengo, com Everton pela esquerda, teve boas chances de ampliar.

No "abafa" final do Grêmio, com Braian Rodríguez no lugar de Walace, Fernandinho, livre, bateu para fora. Pouco para a equipe mais ajustada, porém menos efetiva.

A diferença do Flamengo, de novo, foi Guerrero. Com confiança e idolatria da torcida em tão pouco tempo, a tendência é o atacante peruano acima da média do futebol jogado no Brasil seguir desequilibrando para o time que já depende de seu novo camisa nove.

(Estatísticas: Footstats)


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Dez minutos e só! Internacional não teve consistência para controlar o milionário Tigres

Nem parecia que o Internacional havia sofrido nos 49 dias sem Libertadores - três vitórias, três empates e quatro derrotas no Brasileiro. Muitos desfalques e dificuldade para "virar a chave".

Ou a impressão era de que o Tigres sentiu a falta de competição por conta de férias e amistosos de pré-temporada no México, mesmo com os reforços milionários de Damm, Aquino e Gignac - sim, ex-Olympique de Marselha e vice-artilheiro do último Francês com 21 gols.

Os gols de D'Alessandro e Valdívia nos primeiros dez minutos em Porto Alegre saíram em falha de Arévalo Rios e enorme felicidade do jovem meia aberto pela esquerda no 4-4-2 colorado. O mérito colorado, porém, foi avançar e pressionar a marcação, colocar intensidade máxima na execução do plano de jogo de Diego Aguirre. Mas foi só.

Reprodução Fox Sports
No primeiro gol, pressão do quarteto ofensivo do Internacional no campo de ataque, falha de Arévalo Rios e D'Alessandro finalizou.
No primeiro gol, pressão do quarteto ofensivo do Internacional no campo de ataque, falha de Arévalo Rios e D'Alessandro finalizou.

Porque a equipe mexicana aos poucos foi ganhando volume de jogo pelos flancos. Se Arévalo e Pizarro não criavam pelo centro, Damm entrava em diagonal e abria o corredor para Jiménez à direita e Aquino atacava William do lado oposto. Depois Gignac encontrou seu espaço junto a Rafael Sóbis buscando as infiltrações entre zagueiros e laterais.

Mas o gol que mudou a partida e, talvez, o rumo da semifinal saiu na jogada aérea, seqüência da bola parada: centro preciso de Sóbis, movimento perfeito do zagueiro Ayala. A senha para Alisson salvar finalizações de Sóbis e Gignac. O Inter com vantagem quase sofreu o empate em contragolpes, sem contar a disputa entre Aquino e Alan e Rodrigo Dourado que este que escreve marcaria pênalti. Muitos espaços entre as linhas.

Ainda assim, o Inter fechou a primeira etapa com 52% de posse, quatro finalizações - mesmo número do rival, mas apenas duas no alvo, contra três. O Tigres cometeu 13 faltas contra seis, 12 desarmes corretos a oito. O passeio inicial virou disputa parelha.

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Internacional e Tigres no 4-4-2: a equipe brasileira intensa, pressionando no início; time mexicano atacando pelos flancos e diminuindo na bola parada
Internacional e Tigres no 4-4-2: a equipe brasileira intensa, pressionando no início; time mexicano atacando pelos flancos e diminuindo na bola parada

Equilíbrio que seguiu até a expulsão de Ayala por falta em Geferson. O técnico brasileiro Ricardo "Tuca" Ferretti recompôs a zaga com Briseño no lugar de Damm - Sóbis foi fazer o lado direito no 4-4-1 básico. Aguirre, através do auxiliar Enrique Carrera, respondeu com Eduardo Sasha no lugar de Nilmar, que apagou depois da velocidade máxima nos primeiros minutos. Inter passou para o 4-2-3-1, com D'Alessandro centralizado.

A vantagem numérica transferiu posse de bola, mas não profundidade ao time gaúcho. O Tigres compactava as linhas, mas cansava pela falta de ritmo de jogo. Até o intrépido Aquino, melhor do time mexicano. 

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Com expulsão de Ayala, Tigres se reorganizou em compacto 4-4-1; Internacional no 4-2-3-1 centralizando D'Alessandro após a troca de Nilmar por Sasha.
Com expulsão de Ayala, Tigres se reorganizou em compacto 4-4-1; Internacional no 4-2-3-1 centralizando D'Alessandro após a troca de Nilmar por Sasha.

No final, presença física na área adversária, e um pouco de superstição, com Rafael Moura no lugar de Valdívia e a volta ao 4-4-2. O jogo aéreo, porém, não funcionou.

Ferretti trocou o extenuado Sóbis por Edgar Lugo e, nos acréscimos, Viniegra entrou no lugar de Gignac para ganhar tempo e administrar o placar acessível no cenário de 54% de posse colorada, doze finalizações a sete.

O Inter terá espaços, mas nenhuma facilidade em Monterrey diante de um adversário estelar e que terá mais conjunto, vigor e calor em casa. Porque o início avassalador não se transformou em controle e consistência no Beira-Rio.

(Estatísticas: Footstats)


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