André Rocha

André Rocha

André Rocha é carioca e jornalista. Blogueiro do ESPN.com.br, comentarista dos canais ESPN e coautor dos livros "1981" e "É Tetra"

Sistema defensivo patético de 'La U' não tira os muitos méritos do Internacional renovado e consistente

André Rocha
Internacional no 4-2-3-1 com mobilidade de Nilmar e Sasha e D'Alessandro criando no meio dominou a Universidad de Chile frágil na defesa.
Internacional no 4-2-3-1 com mobilidade de Nilmar e Sasha e D'Alessandro criando no meio dominou a Universidad de Chile frágil na defesa.

A Universidad de Chile deu uma "aula" de como não se defender contra o Internacional no Estádio Nacional, em Santiago. Retaguarda adiantada, em linha e lenta com meio-campo frouxo na marcação, permitindo que D'Alessandro desfilasse entre as intermediárias e acionasse os atacantes.

Os três gols resolveram a partida no primeiro tempo e as estatísticas ajudam a explicar o placar e o jogo: Inter finalizou quatro vezes, todas no alvo. "La U" concluiu seis vezes, nenhuma na direção da meta de Alisson Becker. Com posse de bola praticamente empatada, o time chileno errou 29 passes, oito a mais que o adversário. A equipe de Diego Aguirre fez apenas uma falta, mas desarmou corretamente 17 vezes. Universidad de Chile cometeu oito infrações e acertou o mesmo número de desarmes certos. Pouco.

Um convite para Nilmar, que deitou e rolou na velocidade e marcou o primeiro gol do jogo pressionando o sempre atrapalhado goleiro Johnny Herrera. Na execução do 4-2-3-1 colorado, Eduardo Sasha voltava pela direita, com Jorge Henrique do lado oposto. Bola roubada, Nilmar abria e Sasha entrava em diagonal. Assim saiu o segundo gol, iniciado com desarme preciso do zagueiro Alan, e o terceiro em nova infiltração do camisa sete da direita para dentro.

Reprodução Sportv
Flagrante da jogada do segundo gol: Nilmar parte da direita para dentro, Sasha infiltra em diagonal às costas da defesa chilena adianta.
Flagrante da jogada do segundo gol: Nilmar parte da direita para dentro, Sasha infiltra em diagonal às costas da defesa chilena adianta.

Aguirre acerta ao mesclar juventude e experiência. Alan, Geferson, Rodrigo Dourado e Sasha em campo, Rever e Alex no banco. Valdívia, outro jovem, saiu da reserva para substituir o lesionado Jorge Henrique e, também entrando da direita para dentro, fechar os 4 a 0 em nova falha do goleiro chileno.

D'Alessandro deixou o campo reclamando ao ser substituído na segunda etapa depois de perder o pênalti defendido por Herrera, porém a liberdade no novo esquema também ajudou a fugir do volante Guzmán.

Ernando como lateral-zagueiro pela direita, Geferson também descendo só na boa. Liberdade apenas para o quarteto ofensivo e mais Aránguiz chegando. Mobilidade e rapidez que encontraram facilidade diante do sistema defensivo patético de "La U" - só sofreu menos gols que Zamora (18) e Deportivo Táchira (15), os mesmos 14 do Danubio.

Mas explorar as fragilidades do adversário também é virtude. Não foram poucos os méritos na melhor atuação em 2015 do Internacional renovado e consistente, agora líder do Grupo 4 que vai decidir em casa contra o Strongest.

(Estatísticas: Footstats)


E-mail: anunesrocha@gmail.com


Movimentação de Messi e Suárez contra David Luiz: os méritos do Barcelona na noite trágica dos zagueiros brasileiros em Paris

As ausências de Ibrahimovic e Verratti sem dúvida comprometeram a construção do jogo do Paris Saint-Germain no Parc des Princes. Mas foram os problemas defensivos da equipe francesa e, principalmente, os méritos do Barcelona que construíram os 3 a 1 a favor do time de Luis Enrique que encaminham a vaga nas semifinais da Liga dos Campeões.

A começar pela movimentação de Messi no primeiro tempo. Sem Daniel Alves, suspenso, o Barcelona procurou mais o setor esquerdo de Jordi Alba, Iniesta e Neymar. O lado oposto ficava com o corredor livre para aparições eventuais de Montoya e Rakitic. Solto, o camisa dez apareceu em todos os setores, com liberdade para articular e entrar na área adversária para concluir. Como na finalização na trave esquerda de Sirigu.

Reprodução ESPN
Flagrante do Barcelona concentrando o jogo pela esquerda e Messi no centro para receber a bola com liberdade e partir para cima da defesa do PSG.
Flagrante do Barcelona concentrando o jogo pela esquerda e Messi no centro para receber a bola com liberdade e partir para cima da defesa do PSG.

Quando Thiago Silva sentiu lesão e não pôde correr, Marquinhos saiu afobado abandonando o companheiro contundido e Maxwell errou o posicionamento, o contragolpe encontrou Messi, que serviu Neymar. O Barcelona teve 63% de posse, acertou 89% dos passes, porém finalizou pouco: cinco contra três do PSG, três a um no alvo.

André Rocha
Barcelona no 4-3-3 habitual, mas com Messi saindo da direita para desequilibrar solto no ataque; PSG desfalcado no 4-1-4-1 ainda perdeu Thiago Silva.
Barcelona no 4-3-3 habitual, mas com Messi saindo da direita para desequilibrar solto no ataque; PSG desfalcado no 4-1-4-1 ainda perdeu Thiago Silva.

Um gol que virou três no segundo tempo, apesar do Barça ter atraído o rival e levado alguns sustos atrás, já que o time que ganhou força e estilo mais vertical na frente perdeu o controle dos jogos de outros tempos que garantia a retaguarda. Mesmo mantendo a bola nos pés - terminou com 62%.

Disputa complicada até Luis Suárez cruzar duas vezes o caminho de David Luiz. O zagueiro brasileiro, exposto pela postura ofensiva de seu time e nitidamente sem as melhores condições físicas depois de recuperação surpreendente de lesão na coxa esquerda, jogou uma rotação abaixo de seus companheiros. Algumas do atacante uruguaio. Duas canetas, dois golaços de Suárez. Noite trágica dos brasileiros protagonistas nas oitavas contra o Chelsea.

André Rocha
No segundo tempo, substituições que deixaram o PSG ofensivo, cedendo espaços para Luiz Suárez deitar e rolar sobre David Luiz
No segundo tempo, substituições que deixaram o PSG ofensivo, cedendo espaços para Luiz Suárez deitar e rolar sobre David Luiz

Nem mesmo o gol contra bizarro de Mathieu parece capaz de equilibrar forças para a volta no Camp Nou. O PSG terá que atacar e o fará com Ibrahimovic e talvez Lucas desde o início. Só que defesa exposta é convite para o Barça de Messi, Suárez e Neymar.

(Estatísticas: UEFA)


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Domínio sem gols do Real Madrid no primeiro tempo pode custar caro diante do Atlético 'cascudo' de Simeone

André Rocha
Real Madrid no 4-3-3 que teve posse de bola e volume de jogo no primeiro tempo, superou o 4-4-2 compacto do Atlético, mas não o goleiro Oblak.
Real Madrid no 4-3-3 que teve posse de bola e volume de jogo no primeiro tempo, superou o 4-4-2 compacto do Atlético, mas não o goleiro Oblak.

O Real Madrid costuma sofrer contra a intensidade e a compactação do Atlético de Simeone no Vicente Calderón. Linhas próximas, saída rápida, jogadas aéreas ou contragolpes às costas da última linha de defesa. Postura que intimida o rival e cria um clima favorável para os donos da casa.

No primeiro tempo do tenso jogo de ida nas quartas-de-final da Liga dos Campeões, a equipe de Carlo Ancelotti não permitiu essa "química". Completo, o Real Madrid continua forte, o melhor do planeta. Tem passe no meio com Kroos e Modric, ultrapassagens pelas laterais, variações táticas e o trio "BBC" no ataque: entrosado, técnico e com faro de gol.

Avançou e pressionou a marcação forçando a ligação direta para Mandzukic, que não tem a velocidade e a capacidade de reter a bola na frente de Diego Costa. O croata foi controlado por Varane e Sergio Ramos, que acertou cotovelada no centroavante adversário e só falhou na saída de bola que Griezmann quase aproveitou em uma das três finalizações do Atlético.

Foram dez no Real Madrid, que somados aos 63% de posse e 80% de efetividade nos passes construíram um cenário de domínio quase absoluto. Faltou o gol que Oblak negou, especialmente na infiltração de Bale logo aos três minutos. O goleiro esloveno foi o personagem do primeiro tempo e o mérito do Atlético não se apavorar e seguir compacto e lutando por cada bola. Time "cascudo".

Reprodução ESPN
Atlético de Madri sofreu no primeiro tempo com o controle merengue, mas manteve as linhas compactas na execução do 4-4-2.
Atlético de Madri sofreu no primeiro tempo com o controle merengue, mas manteve as linhas compactas na execução do 4-4-2.

Não havia como o Real manter a intensidade e a consistência na segunda etapa. Com o ritmo mais lento, os colchoneros compactaram ainda mais as linhas e voltaram a usar uma velha arma: aproximar Koke e Arda Turan, os meias pelos lados, para articular e criar superioridade numérica no setor. O camisa dez turco subiu muito de produção e criou problemas para a retaguarda do rival. Um dos melhores em campo, junto com Modric e Oblak, este pelo primeiro tempo.

Porque no segundo o time merengue finalizou apenas seis vezes, o Atlético cinco. Benzema pecou duas vezes, uma em cada tempo, ao procurar Cristiano Ronaldo mesmo com liberdade para finalizar. O francês deu lugar a Isco. James inverteu de lado e Bale foi fazer companhia a Ronaldo. A produção ofensiva caiu demais. Ancelotti ainda trocou Carvajal por Arbeloa.

Simeone tirou Griezmann e colocou Raúl García. Perdeu velocidade, mas ganhou presença no campo de ataque e troca de passes em busca de uma jogada aérea nos últimos minutos. Com a torcida inflamada, arriscou tudo com Fernando Torres no lugar de Koke. Quase marcou no final com Godín e Raúl Garcia.

André Rocha
No final, colchoneros com Mandzukic e Torres na frente para pressionar o Real que não manteve a consistência na segunda etapa com as substituições.
No final, colchoneros com Mandzukic e Torres na frente para pressionar o Real que não manteve a consistência na segunda etapa com as substituições.

Como esperado, nada decidido e disputa imprevisível. No Bernabéu, o desempenho no primeiro tempo é a melhor referência para Ancelotti e seus comandados, mas com a precisão nas conclusões que faltou no Calderón e pode custar caro.

Simeone vai precisar da força mental que já virou marca de sua equipe para jogar por uma bola que vai obrigar o rival a vencer o clássico de Madri, o que ainda não aconteceu na temporada 2014/15 em sete partidas. A reedição da última final da Champions promete.

(Estatísticas: UEFA)


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Arbitragem desastrosa estraga o clássico com mais um erro grosseiro que prejudica o Vasco contra o Flamengo - o sexto desde 2010!

Gazeta Press
Vasco e Flamengo fizeram um clássico quente neste domingo, no Maracanã
Arbitragem de João Batista de Arruda prejudicou o clássico Vasco x Flamengo no Maracanã.

A disputa que já seria tensa por toda a rivalidade histórica, valer vaga na final do Estadual e pelo imbróglio Fla-Flu x FERJ/Eurico Miranda se transformou numa guerra pela péssima arbitragem no aspecto disciplinar comandada por João Batista de Arruda.

O lance capital: Jonas, afobado e nitidamente pilhado, levantou demais o pé e acertou violentamente o rosto de Gilberto. Imprudência, mas agressão para cartão vermelho direto, sem necessidade de replay para constatar. Aos dez minutos de jogo, só um cartão amarelo. Não por acaso, sete minutos depois Vanderlei Luxemburgo trocou o volante por Everton e admitiu que foi para evitar a punição.

Tudo a seguir no Maracanã foi consequência. Se aquela entrada não era para expulsão, qual seria? As mais notáveis: Cirino entrou para rachar em Guiñazu, Dagoberto agrediu Bressan. O árbitro, pressionado e certamente informado sobre o equívoco de não ter expulsado o rubro-negro, se intimidou, em outros lances tentou compensar sendo menos rígido com os vascaínos. Se perdeu em dez cartões amarelos, nenhuma expulsão.

O jogo em si foi de fraco nível técnico. Madson foi o melhor em campo. Perfeito na marcação e no apoio. Seguido de perto por Paulo Victor, responsável pela manutenção do empate no período de domínio cruzmaltino que preserva a vantagem do Flamengo para a partida decisiva.

Dentro deste contexto de ligeira superioridade vascaína, embora o Fla também tenha desperdiçado chances cristalinas, a não expulsão de Jonas torna-se um equívoco que pode ajudar a definir um dos finalistas do torneio regional. Em tese, o Vasco teria pouco mais de 80 minutos com um homem a mais. Poderia ser derrotado em um contragolpe ou também ter um homem expulso, mas as chances de vitória aumentariam consideravelmente.

Sem dar voz às teorias de conspiração criadas pelos torcedores nem acusar sem provas, o fato é que no retrospecto recente o Vasco vem sendo prejudicado seguidamente por erros grosseiros de arbitragem nos duelos contra o Flamengo.

Desde o toque de braço de Williams dentro da área do Fla, admitido pelo próprio jogador, aos 42 minutos da segunda etapa da vitória rubro-negra por 2 a 1 na semifinal da Taça Rio de 2010. Passando pelos pênaltis claros de Léo Moura sobre Bernardo e do próprio Willians sobre Diego Souza nos dois empates pelo Brasileiro de 2011 - que comprometeram o Vasco na disputa do título com o Corinthians.

Até o gol de falta de Douglas em que a bola entrou nitidamente, também sem necessidade de replay, na vitória rubro-negra por 2 a 1 na fase classificatória, e o impedimento de Marcio Araújo que valeu o empate em 1 a 1 na decisão e o título estadual em 2014.

(Não disponibilizo aqui os vídeos com os lances destacados porque estes contêm ofensas e acusações dos vascaínos nos títulos e até em imagens. Não é esta a intenção do post. Mas não é difícil encontrar).

Lances discutíveis acontecem em todos os clássicos e certamente o Flamengo foi prejudicado em alguns. É importante também diferenciar o que acontece no calor da partida e o "jogo da TV", como bem define o nosso Paulo Calçade. O gol de empate que valeu a 33ª conquista do Carioca no ano passado, por exemplo, não provocou reclamações no momento, apenas com a imagem em ângulo favorável.

Só que a equipe de arbitragem está lá para minimizar os erros. A irregularidade não marcada deveria ter sido clara para o assistente. Valeu taça. Negou ao Vasco o título que não vem desde 2003.

Aqui não há espaço para clubismo ou a mínima sugestão de "esquema" ou complô. Só não mais é possível jornalisticamente observar seis absurdos contra um mesmo clube em clássicos entre gigantes tradicionais e populares do futebol brasileiro nos últimos cinco anos sem pontuá-los e relacioná-los. Ainda que envolvam escalações, momentos e diretorias diferentes.

A não expulsão de Jonas é um equívoco que pode não ter o peso dos demais. Mas também corre o risco de separar o Vasco de mais uma disputa de título. Se "o respeito voltou", cabe questionar a comissão de arbitragem da FERJ (COAF). Mas buscando soluções, sem pressão para tentar um favorecimento no próximo domingo.

Nem "tudo armado", nem "roubado é mais gostoso". Apenas um clássico em que se fale mais de bola, técnica, tática, emoção e menos das polêmicas do apito. Será possível?


E-mail: anunesrocha@gmail.com


Na primeira semifinal carioca, Botafogo foi o time e Fluminense venceu pelo talento sempre fundamental

Você já leu várias vezes neste blog sobre a importância da organização e do trabalho coletivo, coordenando setores, negando espaços ao adversário e criando para desequilibrar. Mas a técnica e o talento nunca podem ser desprezados e são os elementos que dão liga às equipes e brilho ao futebol.

O Maracanã viu o Botafogo mais time no primeiro tempo. Boa execução do 4-1-4-1, solução de René Simões para Jobson participar mais sem a bola pela esquerda e os setores ficarem mais próximos. Tomas fazia dupla com Gilberto pela direita e Elvis ficava alinhado a William Arão à frente de Diego Giaretta no meio.

Com a vantagem do empate, os alvinegros esperavam e aproveitavam os espaços deixados pelo Fluminense descoordenado na defesa sem Wellington Silva, suspenso, e Marlon lesionado ainda no aquecimento. Modificado também no meio por opção de Ricardo Drubscky: Wagner no banco e Vinicius como meia central do 4-2-3-1, transferindo Gerson para a esquerda e Lucas Gomes entrando na vaga do também suspenso Kenedy.

André Rocha
Botafogo no 4-1-4-1  que esperava o Fluminense muito modificado para os contragolpes - faltou a qualidade nas finalizações que sobra em Fred.
Botafogo no 4-1-4-1 que esperava o Fluminense muito modificado para os contragolpes - faltou a qualidade nas finalizações que sobra em Fred.

Primeira etapa de nove finalizações do Bota contra três do Flu - quatro a dois no alvo. A de Bill, à frente de Diego Cavalieri, saiu descalibrada. Assim como as tentativas do ansioso Lucas Gomes pela direita, finalizando mal com companheiros bem colocados.

Até o talento aparecer no passe de Vinicius para Gerson em sua primeira incursão às costas de Carleto. O zagueiro Alisson havia saído para o bote e deixou Giaretta com o jovem talento tricolor. Cruzamento preciso da promessa de Xerém às costas de Renan Fonseca, com espaços demais para cobrir na área e sem o apoio de Gilberto na diagonal de cobertura. Décimo gol de Fred no Carioca, 300º na carreira do centroavante que compensa a falta de mobilidade com a vocação para o gol.

Reprodução PFC
Sistema de cobertura a Carleto falhou e Vinicius achou Gerson contra Giaretta, com Fred infiltrando entre Renan Fonseca e Gilberto no 1º gol do Flu.
Sistema de cobertura a Carleto falhou e Vinicius achou Gerson contra Giaretta, com Fred infiltrando entre Renan Fonseca e Gilberto no 1º gol do Flu.

Movimentação que ficou ainda mais prejudicada por um tostão na coxa que sacrificou o camisa nove na segunda etapa de domínio do Flu. A entrada de Marlone no lugar de Lucas Gomes criou opção pela esquerda, fixou Gerson do lado oposto e coordenou melhor os setores. Só faltou ao substituto mais qualidade nas finalizações. Foram três em contragolpes, a chance mais cristalina em passe de Wagner, que substituiu Renato e Jean foi improvisado na lateral direita.

Wagner também apareceu pela esquerda para cruzar e Gilberto esticar os braços e desviar a bola na área. Pênalti que Fred não desperdiçou e parecia até encaminhar uma goleada, já que o Botafogo sem forças e escancarado com Sassá e Pimpão na frente com Bill era um convite aos contragolpes.

William Arão infiltrando como elemento surpresa, mais liberado com a entrada de Fernandes na vaga de Elvis, foi o fato novo nos minutos finais que deu sobrevida ao time de René Simões. Dois lançamentos longos para o volante às costas de Victor Oliveira, que acabara de entrar na vaga de Henrique, por lesão, em mais uma mudança na retaguarda tricolor. Um gol e a chance do empate perdida já nos acréscimos. 17º finalização alvinegra, a décima errada. Faltou qualidade ao time mais ajustado nos 90 minutos.

André Rocha
No final, William Arão virou meia e apareceu como elemento surpresa para complicar um Flu mais coordenado com as substituições de Drubscky.
No final, William Arão virou meia e apareceu como elemento surpresa para complicar um Flu mais coordenado com as substituições de Drubscky.

Ao menos garantiu sobrevida na semifinal. Vitória simples por qualquer placar deveria entregar a vaga na decisão ao campeão da Taça Guanabara, mas o regulamento esdrúxulo só dava vantagem de dois empates. Com a derrota ela vira pó. Coisas da FERJ...

O Fluminense espera o julgamento de Fred pelas críticas à federação para, junto com Gerson, acrescentar o talento, fundamental em qualquer campo da vida e que fez novamente a diferença no Maracanã.

(Estatísticas: Footstats)


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