André Rocha

André Rocha

André Rocha é carioca e jornalista. Blogueiro do ESPN.com.br, comentarista dos canais ESPN e coautor dos livros "1981" e "É Tetra"

Obrigado e até!

É hora de agradecer à ESPN Brasil por abrigar o blog por quase três anos. Também pelas primeiras oportunidades consistentes na TV, em estúdios e estádios.

Principalmente por me permitir dividir bancada com tanta gente talentosa, solidária e trabalhadora. Alguns momentos vão ficar na memória. E no currículo.

Abraços especiais a Mauro Cezar Pereira, amigo de todas as horas que indicou o blog, a Julio Gomes, que me contratou, a Eduardo Tironi que deu força e a Gian Oddi que me recebeu de "herança" e sempre valorizou o trabalho. Também Rubens Pozzi, pela ajuda aqui no Rio de Janeiro.

Menção ao mito Cícero Melo, um aprendizado contínuo com quem tem tanta história para contar e experiência para compartilhar.

Mas a vida e a carreira precisam seguir em frente. Continuem acompanhando este que escreve nas redes sociais.

Grato por tudo. Até!


E-mail: anunesrocha@gmail.com


Gols perdidos, erros defensivos - os pecados do São Paulo que o líder Galo de Pratto não costuma perdoar

O São Paulo tentou propor o jogo no Mineirão contra o líder do Brasileiro e neste blog não será criticado por isso. A coragem e a intenção de se impor mesmo longe de seus domínios merecem elogios.

Até porque o time de Juan Carlos Osório conseguiu por quase vinte minutos no primeiro tempo. Marcação adiantada, pressão no homem da bola, abafando o passe limpo de Rafael Carioca e tentando prender Marcos Rocha com Pato espetado à esquerda. Ou explorar as costas do ofensivo lateral.

Defensivamente, Rafael Tolói era uma espécie de lateral-zagueiro pela direita. Contra o 4-2-3-1 habitual do Atlético Mineiro, fugiria da filosofia de Osório manter três zagueiros contra apenas um atacante. O camisa dois cuidava de Thiago Ribeiro, enquanto Rodrigo Caio e Lucão ficavam com Pratto.

De início funcionou, mesmo com a opção questionável de recuar Michel Bastos e manter Ganso avançado, quase como um terceiro atacante perto de Luis Fabiano. Nem Osório arrisca posicionar o camisa dez mais atrás para armar e preferiu plantar como volante um dos melhores finalizadores do elenco, mas sem nenhum perfil de organizador.

O Atlético tentava sair aproximando os setores, mas o passe errado ou o desarme do adversário pegava a última linha de defesa avançada, com espaços às costas. Um buraco entre Marcos Rocha e Leonardo Silva. Assim Pato recebeu livre, mas praticamente atrasou para Victor. Antes Luis Fabiano havia desperdiçado uma e chegado tarde em outra, sem contar a bomba de longe que o goleiro salvou.

Reprodução TV Globo
Contragolpe do São Paulo, Pato infiltra pela esquerda contra Leonardo Silva - onde estava Marcos Rocha? Mas o atacante não aproveitou. Pecado fatal.
Contragolpe do São Paulo, Pato infiltra pela esquerda contra Leonardo Silva - onde estava Marcos Rocha? Mas o atacante não aproveitou. Pecado fatal.

Além de não transformar em gols as oportunidades contra um rival tão forte, o tricolor paulista pecou por confundir intensidade com empolgação. Com o domínio, os zagueiros começaram a se mandar ou sair para dar bote sem maiores cuidados. Suicídio.

Rodrigo Caio errou. Saiu para "caçar" à frente de Hudson e Bastos com a defesa posicionada. Decisão irresponsável que abriu o buraco que Pratto aproveitou para infiltrar, completar o passe de Marcos Rocha e aproveitar o rebote de Ceni.

Reprodução TV Globo
Flagrante de Rodrigo Caio voltando de um bote irresponsável à frente dos volantes e abrindo o buraco que Marcos Rocha acionou Pratto no primeiro gol.
Flagrante de Rodrigo Caio voltando de uma saída irresponsável à frente dos volantes e abrindo o buraco que Marcos Rocha acionou Pratto no primeiro gol.

Depois Tolói, escancarando o lado direito. Giovanni Augusto disparou às costas de Hudson, Rodrigo Caio chegou vendido na cobertura e Pratto se antecipou a Lucão. Em seguida, Hudson. Passe errado, Giovanni Augusto partiu livre contra a defesa que estava saindo. Pratto recebeu um pouco adiantado e tirou de Ceni. Argentino cirúrgico. 3 a 0, Mineirão em êxtase, vitória encaminhada.

Mesmo com Ganso mandando na trave e Pato perdendo outra chance cristalina no rebote. Ainda no primeiro tempo de 51% de posse são-paulina, apenas 12 passes errados, oito finalizações contra sete do Galo. Saldo: débito de três gols.

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
São Paulo com Toloi à direita, Bastos no meio e Ganso avançado até teve bom início, mas perdeu chances e falhou atrás - Pratto não perdoou.
São Paulo com Toloi à direita, Bastos no meio e Ganso avançado até teve bom início, mas perdeu chances e falhou atrás - Pratto não perdoou.

Pato ainda diminuiu na segunda etapa completando centro perfeito de Ganso. Osório arriscou tudo com Centurión no lugar de Hudson repaginando o time num 4-2-3-1 adiantando Rodrigo Caio como volante. Depois Auro improvisado na vaga de Reinaldo e, no final, Boschilia substituiu Luis Fabiano. Não havia muito a fazer, embora a arbitragem tenha errado em um impedimento inexistente de Centurión que poderia ter servido Luis Fabiano.

Por isso Levir Culpi foi conservador. No intervalo, Cárdenas, sem as melhores condições físicas, deu lugar a Carlos. Para administrar, Danilo Pires na vaga de Thiago Ribeiro e Giovanni Augusto saiu para a entrada de Josué.

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
No segundo tempo, São Paulo ofensivo no 4-2-3-1 com R.Caio no meio e Centurión à direita; Galo manteve osistema, mas controlou o jogo negando espaços.
No segundo tempo, São Paulo ofensivo no 4-2-3-1 com R.Caio no meio e Centurión à direita; Galo manteve osistema, mas controlou o jogo negando espaços.

Números finais: 52% de posse do São Paulo, mas 27 desarmes certos do time mineiro contra 18. 13 finalizações para cada time. Nove do Galo no alvo contra sete. A diferença no placar. De Pratto para Pato. Cinco conclusões de cada um. O argentino mandou quatro na direção da meta de Ceni. Três gols. Pato até acertou o alvo em três, mas só foi eficiente no tento único de sua equipe.

Três a um. Nos detalhes. Nos pecados capitais em ataque e defesa do time de Osorio, que não foi mal. Na eficiência e na eficácia do líder Galo, que não costuma perdoar.

(Estatísticas: Footstats)


E-mail: anunesrocha@gmail.com


Vasco não acha o Palmeiras intenso e veloz, que começa a aprender a desacelerar e vai brigar pelo titulo

A Copa América na reserva tirou o ritmo de jogo de Martín Silva e a atuação catastrófica ajuda a explicar os 3 a 0 no primeiro tempo em São Januário. O inacreditável gol perdido por Herrera foi a pá de cal em termos psicológicos.

Mas o Vasco não foi goleado apenas por seus erros. Simplesmente não achou o Palmeiras que teve sua atuação mais consistente sob o comando de Marcelo Oliveira.

Em pouco tempo, o técnico bicampeão brasileiro colocou duas marcas de suas equipes: todos participam da construção das jogadas, com apoio alternado de volantes e laterais, e a velocidade nas transições.

Essa combinação constrói um volume de jogo que complica o rival. Há ataques pelos dois lados, com jogadas trabalhadas pelo chão e também aéreas. Com a bola parada, os zagueiros se lançam à frente. Assim saiu o gol de Victor Ramos na última falha de Martín Silva.

Rafael Marques e Dudu, pelos lados, entram em diagonal se juntando a Leandro Pereira, artilheiro da "Era Marcelo" com seis gols. Dois em São Januário, o único no segundo tempo dos 4 a 1.

Robinho se junta ao trio com muita movimentação, apoiado por Gabriel e Arouca, os volantes de qualidade na condução e no timing para aparecer na frente. Bem diferentes de Anderson Salles e Guiñazu no Vasco. O massacre também passa por este abismo no meio-campo.

Reprodução PFC
Palmeiras atacando com sete jogadores - Robinho aberto à direita, lateral Lucas por dentro, Arouca chegando: volume e movimentação que sufocam o rival
Palmeiras atacando com sete jogadores - Robinho aberto à direita, lateral Lucas por dentro, Arouca chegando: volume e movimentação que sufocam o rival

Lucas e, principalmente, Egidio disparam. Por dentro ou em direção à linha de fundo. Impressionante como o lateral esquerdo rende nas mãos do treinador. Assim como o time, que teve 53% de posse e 17 finalizações - oito no alvo.

No passeio em São Januário, a evolução nítida foi no controle do jogo. No Cruzeiro, Marcelo contava com Lucas Silva para ditar o ritmo no meio e Everton Ribeiro "escondendo" a bola e tirando velocidade.

O Palmeiras era só intensidade. Tem posse de bola mais por conta do volume. Por dominar os rebotes, recuperar rápido e continuar atacando. Porém com a bola batendo e voltando, sem administrar. Foi assim, principalmente, nos 2 a 2 com o Sport.

Mesmo descontando as muitas fragilidades do rival, houve uma melhora no trabalho de Gabriel, Arouca e Robinho na troca de passes sem pressa, aprendendo a desacelerar. Um pouco de calma, até para descansar um time que corre demais.

Está voando. Em oito jogos, seis vitórias, um empate e derrota para o Grêmio na estreia de Marcelo. 18 gols marcados e quatro sofridos. Aproveitamento de 79%. Resultados e desempenho. De campeão. Por enquanto, colocou o Palmeiras no G-4, quatro pontos atrás do líder Atlético-MG. Mas vai brigar pela taça.

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
Vasco não conteve o 4-2-3-1 intenso e móvel do Palmeiras de Marcelo Oliveira em São Januário.
Vasco não conteve o 4-2-3-1 intenso, móvel e rápido do Palmeiras de Marcelo Oliveira em São Januário.

(Estatísticas: Footstats)


E-mail: anunesrocha@gmail.com


O bom empate entre Grêmio e Sport é mais uma receita simples para a evolução do futebol brasileiro

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
Grêmio no 4-2-3-1 com intensidade e movimentação; Sport no 4-4-2 compacto, mas sem profundidade e rapidez na frente.
Grêmio no 4-2-3-1 com intensidade e movimentação; Sport no 4-4-2 compacto, mas sem profundidade e rapidez na frente.

Gramado em condições para a prática do esporte, dois times organizados e dispostos a marcar e jogar. Combinação básica para uma boa partida na Arena do Grêmio com 33 mil presentes, estimulados pelo futebol coletivo do time gaúcho. Para os que apreciam o jogo tanto quanto o clube de coração, o forte Sport de Eduardo Baptista também era atração.

Nem precisou do craque, do talento desequilibrante. O duelo se tornou interessante pelo embate tático e a participação de todos. Inclusive Douglas, mais lento e menos dinâmico em outros tempos e clubes, que mostra intensidade com ou sem a bola.

As equipes superaram até os desfalques. Grêmio sem Grohe e Geromel, suspensos, e Rhodolfo, vendido ao Besiktas. René foi a ausência no time rubro-negro, fazendo Baptista deslocar Wendel à esquerda para proteger Danilo. Rodrigo Mancha entrou no meio ao lado de Rithely.

Mas as duas linhas de quatro lá estavam. Compactas, coordenadas nas basculações, estreitando e pressionando no setor onde estava a bola. O problema era a falta de profundidade e a rapidez nos contragolpes com Diego Souza e André.

Reprodução Sportv
Sport em duas linhas compactas, não mais que 30 metros, e estreitando a marcação no setor onde está a bola. Organização pelo tempo de trabalho.
Sport em duas linhas compactas, não mais que 30 metros, e estreitando a marcação no setor onde está a bola. Organização pelo tempo de trabalho.

Também conter a mobilidade e o volume de jogo do time de Roger Machado. Luan abrindo espaços, Pedro Rocha entrando em diagonal, Giuliano auxiliando Douglas na articulação e abrindo espaços para as descidas de Rafael Galhardo. Maicon e Walace aproximando para dominar a segunda bola.

Por isso os 56% de posse e as sete finalizações contra uma, três a zero no alvo, no primeiro tempo. Uma de Luan na trave. A de Pedro Rocha foi às redes depois de bom passe de Walace e infiltração à direita, justamente o setor do frágil Danilo, batido com facilidade. Um prêmio à movimentação ofensiva.

Reprodução Sportv
No gol do Grêmio, a mobilidade na frente: Walace pela esquerda, Douglas chegando e Pedro Rocha infiltrando do centro para a direita antes de concluir.
No gol do Grêmio, a mobilidade na frente: Walace pela esquerda, Douglas chegando e Pedro Rocha infiltrando do centro para a direita antes de concluir.

Em pouco menos de três meses, o jovem técnico mudou a filosofia sem alterar a essência do clube. Fibra e entrega com ordem e proposta atual, apesar do elenco curto e desigual. Trabalho que merece continuidade, como o de Baptista, que já dura quase 18 meses.

Treinador que tornou o Sport mais ofensivo na segunda etapa com Élber na vaga de Mancha. Wendel voltou ao centro da segunda linha e Marlone inverteu o lado. Rithely ditou o ritmo no meio e a ocupação do campo adversário. Diego Souza estava na área para aproveitar centro de Danilo e a falha do goleiro Tiago na saída da meta e empatar.

Antes de ser expulso e explodir de irritação, Roger trocou o trio de meias. Giuliano, Douglas e Pedro Rocha por Fernandinho, Maxi Rodríguez e Braian Rodriguez, que cabeceou para a grande defesa do jogo. De Danilo Fernandes - o substituto de Magrão, ídolo do clube que não terá cadeira cativa na volta de longo período lesionado. O melhor em campo, que garantiu mais um ponto fora de casa.

Porque Baptista tirou André e Diego Souza e colocou Régis e Samuel, mas não ganhou rapidez na transição ofensiva. Tentou atacar em bloco, porém fustigou pouco a zaga reserva do Grêmio, com o jovem Rafael Thiery e Erazo.

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
No final, Grêmio com Braian Rodriguez fez Danilo Fernandes trabalhar porque o Sport seguiu sem força nos contragolpes depois do empate e das mexidas.
No final, Grêmio com Braian Rodriguez fez Danilo Fernandes trabalhar porque o Sport seguiu sem força nos contragolpes depois do empate e das mexidas.

Números finais: Grêmio manteve o índice de posse e finalizou 12 vezes. Cinco na direção da meta de Danilo Fernandes. O Sport concluiu sete, duas no alvo. Também teve 15 desarmes corretos contra nove. Apenas sete faltas contra seis gremistas - poucas infrações, outra boa notícia. Só errou passes demais: 64, enquanto o rival, que teve mais a bola, só 36.

Nada que impedisse a boa disputa. Jogo agradável, que, mesmo sem vitória, fará o torcedor voltar à Arena em Porto Alegre. Também deve estimular o rubro-negro a apoiar o time em Recife. Porque o brasileiro, em geral, prefere ganhar a jogar bem. Mas sabe que o time forte, regular e consistente fica mais perto da vitória.

Receita simples para melhorar nosso futebol. Que seja mais um ótimo exemplo.

(Estatísticas: Footstats)


E-mail: anunesrocha@gmail.com


Ederson, o camisa dez possível no Flamengo - sem idealizações, pode ser muito útil

Gilvan de Souza/Fla Imagem
Ederson segura a camisa 10 do Flamengo em sua chegada à Gávea
Ederson segura a camisa 10 do Flamengo em sua chegada à Gávea

A camisa dez, naturalmente mítica (e pesada) no Flamengo por Zico, ficou reservada por quase oito meses em 2015. Seria de Conca, depois Jadson, Montillo, Quintero...Ficou com Ederson.

RS Futebol, Internacional, Juventude, Nice, Lyon e Lazio. Campeão mundial sub-17 em 2003. 29 anos, algumas lesões sérias, inclusive na estreia pela seleção brasileira em 2010. Em 278 jogos, 36 gols e 25 assistências.

Números e histórico que não animam muito. A exposição midiática, porém, foi de uma grande estrela. A solução para o problema de criação no meio-campo. A má notícia é que ele muito provavelmente não será o messias que vai redimir o Fla. A boa é que ele pode ser muito útil, se utilizado com inteligência.

Zico à parte, no Brasil o estereótipo do camisa dez no imaginário popular é Alex no Cruzeiro da tríplice coroa em 2003. Solto, sem nenhuma atribuição defensiva, à frente de uma trinca de volantes. Eles marcam, o craque pensa e decide. Carimba todas as bolas e ainda aparece para finalizar.

Outros tempos. Diante de linhas de quatro cada vez mais compactas, o meia ofensivo precisa de mobilidade. Sair para os flancos, recuar se preciso. Pensar o jogo, mas em velocidade. Não pode ser o único responsável pela quebra de linhas do adversário com passe ou infiltração. Deve fazer parte de um trabalho coletivo, também pressionando e voltando rápido na recomposição.

Éderson pode. Em um mais que provável 4-2-3-1 armado por Cristóvão Borges, a tendência é partir do centro, com Emerson e Everton ou Cirino pelos flancos atrás de Guerrero. Ou próximo ao peruano, quase como atacante. Mas o camisa dez também pode abrir e formar uma segunda linha de quatro, descansando um dos ponteiros. Ou recuar e mudar o desenho do triângulo no meio-campo: Cáceres ou Márcio Araújo plantado, Éderson alinhado a Canteros na articulação, com técnica e precisão nos passes.

ANDRÉ ROCHA - TACTICAL PAD
Em um 4-2-3-1, Ederson pode se juntar a Guerrero, trabalhar pelos lados ou recuar para articular com Canteros - mobilidade e versatilidade.
Em um 4-2-3-1, Ederson pode se juntar a Guerrero, trabalhar pelos lados ou recuar para articular com Canteros - mobilidade e versatilidade.

Mobilidade e versatilidade. Inverter posicionamento para mexer com a marcação. Mais eficiente ainda é mudar a direção com a bola, em progressão. Toca e desloca, tabela e triangulação. Em velocidade para surpreender. Criando espaços para sua melhor jogada: cortar da esquerda para dentro e finalizar. A experiência na Europa de buscar brechas entre as linhas do oponente com intensidade será de grande valia.

Reprodução Sportv
Flagrante de Ederson pelo Lyon recebendo entre as linhas de quatro, partindo da esquerda para dentro buscando a finalização.
Flagrante de Ederson pelo Lyon recebendo entre as linhas de quatro, partindo da esquerda para dentro buscando a finalização.

Sem lesões e pressão além da conta, cobrando o que o jogador não tem como entregar, Éderson pode ir bem no Flamengo. Um camisa dez real, atual. Sem idealizações.

ESPN Trumedia
Mapa de movimentação de Ederson na Lazio em 2013, último ano em que jogou com regularidade: boa ocupação de setores na intermediária ofensiva.
Mapa de movimentação de Ederson na Lazio em 2013, último ano em que jogou com regularidade: boa ocupação de setores na intermediária ofensiva.


E-mail: anunesrocha@gmail.com


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